Mostrando postagens com marcador Aécio lider da oposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aécio lider da oposição. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Aécio Neves: "Responsabilidade não se adia, a vida não espera"


A vida não espera, por Aécio Neves
Coluna Folha de São Paulo

A juventude brasileira termina o ano assustada. Poucas vezes o país viveu uma derrocada tão brutal como a atual, atingindo em cheio os planos das novas gerações.

Enquanto as questões políticas mobilizam a opinião pública, os jovens que chegam ao mercado de trabalho estão encontrando as portas fechadas. Só nos últimos 12 meses, mais de 1 milhão de brasileiros perderam seus empregos. Grande parte dos novos desempregados tem até 24 anos de idade.

Com o PIB deste ano em queda livre, economistas já preveem recessão até 2017, o que significa para milhões de brasileiros o caos num futuro próximo.

Não bastasse isso, a tragédia ambiental que se abateu sobre Mariana e se estendeu pelo Rio Doce até o oceano deixou um rastro de destruição que contamina o presente e o futuro. Em seu lugar surgiu uma paisagem devastada. Quantas gerações serão necessárias para nos recuperarmos desse desastre ambiental?

Parte inestimável da nossa flora e fauna morreu, e, com ela, o território de trabalho e emprego que abastecia centenas de municípios. Os expulsos de suas terras certamente seguirão a sina de engrossar o contingente urbano saturado de infortúnios. E em especial os jovens.

Nas cidades, são também eles os principais alvos da violência. Entre os 55 mil assassinados por ano no Brasil, são os jovens as vítimas preferenciais. São vidas e dores invisíveis escondidas pela frieza das estatísticas.

Uma juventude anônima que se esgota antes da hora. Este é o Brasil da ausência do Estado, onde as prioridades do governo não dialogam com a realidade.

Este mesmo Brasil está hoje diante de uma outra tragédia que comove e revolta. Milhares de novas gestantes vivem sob o signo do medo, em função da epidemia do zika –o vírus causador de microcefalia nos bebês. O mosquito transmissor é responsável pela maior epidemia de dengue de nossa história. Já são mais de 1,5 milhão de casos notificados, 811 pessoas morreram neste ano.

Na falta de saneamento e na negligência com a saúde pública, prolifera não apenas o mosquito que mata, mas, igualmente, a nossa vergonha. Os meninos e meninas que já nascem com má-formação do cérebro serão para sempre o retrato cruel de nossa incompetência em lidar com prioridades e emergências.

E neste cipoal de notícias ruins, temos como pano de fundo uma grave crise de governabilidade, fruto dos erros e omissões de um modelo de gestão que vive seus estertores. Mais cedo ou mais tarde, dentro dos trâmites constitucionais e democráticos, esta crise será resolvida.

Até lá, há um país que não pode permanecer paralisado, esperando indefinidamente por soluções e perspectivas. Responsabilidade não se adia. A realidade não espera. A vida não espera

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Aécio inicia a caravana pelo Nordeste



Aécio inicia caravanas por NE e interior de SP
Por Raymundo Costa e Rosângela Bittar | De Brasília/Valor Econômico

A região Nordeste e o interior de São Paulo são as prioridades das caravanas que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), pretende realizar por todo o país. A ideia original era começá-las a partir de julho, com viagens a cada 15 dias, mas a pressão e demanda dos correligionários do pré-candidato à sucessão de 2014 pode antecipar o calendário tucano para o fim deste mês, provavelmente com uma viagem ao Nordeste.

O Nordeste e o Estado de São Paulo são as regiões de maior vulnerabilidade do pré-candidato do PSDB, que espera sair de seu Estado, Minas Gerais, com algo entre 65% e 70% dos votos, segundo cálculos do deputado tucano Marcus Pestana, presidente do diretório regional do PSDB e pré-candidato ao governo de Minas Gerais. Nas três últimas eleições presidenciais o PT predominou no Nordeste, com votações recordes em Pernambuco e Bahia, os dois maiores Estados da região. E São Paulo, onde ainda há focos de restrição ao nome de Aécio, é simplesmente o maior colégio eleitoral do país.

Se não equilibrar a eleição em São Paulo, Aécio perderá a vantagem que pretende obter em Minas sobre os demais concorrentes. As primeiras escalas da caravana do PSDB, em São Paulo, devem ser no interior do Estado. Provavelmente na próxima semana Aécio terá um encontro com os deputados que integram a base de apoio do governador paulista Geraldo Alckmin.

A exemplo das "Caravanas da Cidadania" realizadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre 1993 e 1996, as caravanas de Aécio Neves também terão uma marca, ainda a ser definida. O PSDB está animado com a receptividade às primeiras ações de Aécio desde que o senador foi eleito presidente do partido, no dia 18. Entre elas, a de maior sucesso é a plataforma digital "Conversa com os Brasileiros", lançada no dia 21 e que já contabiliza 2,5 milhões de acessos únicos.

No endereço www.conversacomosbrasileiros.com.br ou por meio de links nos endereços do PSDB na internet, o mote da plataforma digital tucana é o mesmo das caravanas: estabelecer um diálogo direto dos tucanos com a sociedade organizada ou não.

Desde a estreia, o "Conversa com os Brasileiros" recebeu 18 mil perguntas, sempre respondidas por Aécio, um dos vice-presidentes ou senadores e deputados do partido. Os governadores também serão chamados a responder. A iniciativa será estendida às seções regionais. O sucesso do site, avaliam Pestana e outros dirigentes do PSDB, incentivou uma participação mais militante dos tucanos com mandato eletivo.

"A ideia do senador Aécio é dividir responsabilidades com todos os setores do partido, para que todos sintam-se partícipes desse processo", disse Pestana.

Em suas primeiras semanas no comando partidário Aécio fez a primeira reunião da executiva nacional, com participações efetivas do vice-presidente Alberto Goldman e do secretário geral Mendes Thame, ambos ligados ao ex-governador José Serra. No dia 18, Aécio inaugura uma exposição, na Câmara, comemorativa aos 25 anos do PSDB e 19 anos do lançamento do Plano Real.

Aécio deve aproveitar o início das viagens para fazer os primeiros contatos para a formação de seus palanques nos Estados. Abertamente o senador conta com a expectativa de ter a seu lado a atual oposição (DEM, PPS e PMN, que se encontram em processo de fusão, e o Solidariedade, partido que deve ser criado a partir da Força Sindical). Mas ele mantém contatos com todos os partidos da base aliada que evita mencionar e expor antes do tempo.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aécio quer uma " Lei de Responsabilidade Educacional"




Fonte: Folha de S.Paulo - 13/05/2013 - Coluna de Aécio Neves Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/108618-pais-rico-e-pais-com-educacao.shtml

País rico é país com educação

Aécio Neves

Semana passada defendi a alocação exclusiva dos recursos do pré-sal na educação brasileira. Volto ao tema para lembrar que, com grande atraso, está em tramitação no Congresso o Plano Nacional de Educação para a próxima década. Aprovado na Câmara, o PNE vai agora ao exame do Senado, apontando novas e desafiadoras metas a serem alcançadas pelo país.

Lamentavelmente, compromissos assumidos muitas vezes não se traduzem em realidade. Basta ver o resultado das metas estabelecidas pelo plano anterior: exemplo simbólico é a que previa pelo menos 50% das crianças de 0 a 3 anos nas creches em 2010. Ela está de volta na nova versão do plano, como se sua repetição fosse algo natural e aceitável.

Para que se efetive, o PNE precisa estar ancorado em uma "Lei de Responsabilidade Educacional" capaz de transformar uma carta de boas intenções em direitos e deveres a serem cumpridos pelas diferentes instâncias de governo, podendo alcançar instituições privadas e a comunidade escolar, nela incluídas as famílias brasileiras. Trata-se de colocar no seu devido lugar o gigantesco esforço que precisa e merece ser empreendido não só pelo poder público, mas também pela sociedade.

O único caminho seguro para o futuro do Brasil é transformar a educação em prioridade de Estado, com ampla participação da população. Foi assim nas trajetórias de diversos países que deram o grande salto para o desenvolvimento. Em todos houve decisivos investimentos em educação e em qualificação profissional.

Priorizar a educação é passo fundamental numa travessia que o Brasil apenas iniciou, com o advento da estabilidade e dos ganhos de renda derivados, em sua maior parte, do trabalho e complementados pelos programas sociais.

Todos sabemos que, apesar desses avanços, resta ainda intocada uma longa lista de carências sociais que se agiganta frente ao flagrante limite do processo de gestão diária da pobreza, sem sua definitiva superação. É hora de enfrentar distorções históricas que não podem mais ser varridas para debaixo do tapete.

No campo da educação, o Brasil tem a terceira pior taxa de evasão escolar entre 100 países com maior IDH, atrás apenas da Bósnia-Herzegovina e das Ilhas de São Cristóvão e Névis. Um em cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental abandona a escola antes de completar a última série. Cerca de 50% dos brasileiros não têm sequer o ensino médio completo.

Não se vence a pobreza e a desigualdade sem mobilidade social. Sem mais anos de estudo. Sem melhor empregabilidade. Sem desprendimento e generosidade para a construção de uma grande convergência nacional. O slogan que deveria mobilizar o Brasil agora é outro: "País rico é país com educação".

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Aécio vai à São Paulo em busca da unidade do partido








Aécio Neves acerta divisão do PSDB para viabilizar presidência
Humberto Santos - Do Hoje em Dia

O senador Aécio Neves (PSDB) trabalha para viabilizar o apoio da ala paulista à sua candidatura presidencial em 2014. Mas, primeiro, o tucano tenta construir a unidade em torno do seu nome para presidir a legenda nacionalmente.

Para tanto, Aécio propôs ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao candidato derrotado duas vezes pelo PT, José Serra, dividir os principais cargos da direção nacional com seus aliados.

Pela proposta, Alckmin indicaria o novo secretário-geral do partido, o segundo cargo mais importante na estrutura partidária. O nome para este posto seria o do deputado federal Duarte Nogueira (SP).

Ao grupo de Serra seria reservado a liderança do partido no Senado ou com a vice-presidência, por meio do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP).

No entanto, ao atrair os paulistas para o comando do partido, Aécio corre o risco de enfrentar prévias para escolha do nome que vai disputar a eleição em 2014. As prévias foram defendidas pelos aliados de Serra logo que o ex-presidente Fernando Henrique defendeu o nome do mineiro como candidato do partido.

Susto

A possibilidade não assusta os aliados mineiros. “Não há nenhuma dificuldade com os paulistas e não temos nada contra prévias. Se houver dois candidatos de peso para disputar a Presidência, podemos fazer. Só não pode ser uma coisa da cabeça de alguns para atender a vaidade de um ou outro, seria burrice”, diz o deputado federal e presidente do PSDB em Minas, Marcus Pestana.

Para ele, as prévias são apenas um “método” e Aécio está certo em dividir o poder com os paulistas. “Temos que começar a tecer a unidade é em casa. Os deputados de São Paulo estão participando dos encontros. Hoje, 90% do partido apoiam o senador”, afirma Pestana.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Aécio acusa governo federal de provocar o "aniquilamento" da Federação


Blog ; http://dropsmisto.com

Por Fernando Exman | De Brasília/ Valor Econômico

Potencial candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) voltou ontem a criticar a presidente Dilma Rousseff e o modo do PT de governar. Sem citar nomes, o tucano criticou a visão "messiânica" em relação a investimentos na área social, e disse que uma gestão pública eficiente garante melhores resultados à população. Ele acusou também o Executivo de ser "pouco generoso" com Estados e municípios e de estar provocando um "aniquilamento" da Federação.

O palco das críticas foi a abertura do Congresso Brasileiro de Gestão Pública Municipal e da XIII Conferência das Cidades. O evento foi realizado com o apoio da frente parlamentar mista para o fortalecimento da gestão pública, grupo suprapartidário do qual Aécio é vice-presidente. "Não existe maior medida de alcance social que a boa aplicação do dinheiro público", destacou o parlamentar. "É apenas a gestão eficiente que produz resultados sociais efetivos."

Na visão de Aécio, a administração pública deve estar apoiada num tripé formado pela meritocracia e qualificação da burocracia, uma transparência que dê ao gestor o apoio da população até mesmo na execução de medidas impopulares e a definição de metas. O senador defendeu o pagamento de bônus aos servidores públicos, caso essas metas sejam alcançadas. "Com isso, você constroi uma relação proativa."

Ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves alertou que a concentração da arrecadação tributária nas mãos da União e o aumento das responsabilidades de Estados e municípios têm provocado um "aniquilamento" da Federação. "Os municípios estão virando administradores de folhas de pagamento", frisou. "Os prefeitos precisam se articular com o Congresso Nacional para construirmos juntos a agenda da federação."

Em entrevista a jornalistas antes de o evento começar, Aécio foi além. De acordo com o senador, as falhas de gestão do governo Dilma Rousseff vão ficando cada vez mais claras. Cabe à oposição apontá-las à sociedade, anotou. Ele citou o "crescimento pífio" da economia e a existência de falhas no combate aos gargalos no setor de infraestrutura, além da falta de ousadia do governo para realizar as grandes reformas estruturais.

Subindo o tom, o tucano afirmou também que o Executivo não pode mais terceirizar responsabilidades. Mesmo sofrendo os efeitos da crise financeira internacional, argumentou Aécio, os Estados Unidos devem crescer mais que o Brasil neste ano. Ele também citou previsões de que o Produto Interno Bruto brasileiro será inferior ao da maioria dos países sul-americanos. "Isso é responsabilidade de quem? Do governo do PT, porque não dá mais para transferir responsabilidades para governos anteriores. A herança bendita do governo do presidente Fernando Henrique está acabando. Agora, o PT vive, infelizmente, os resultados e as consequências da herança maldita do governo Lula para o governo Dilma", disparou.

No mesmo evento, o presidente do Conselho de Administração da Gerdau e da Câmara de Gestão criada pelo governo federal, Jorge Gerdau, lembrou os gestores públicos presentes que a gestão eficiente da máquina pública é um fator decisivo para a conquista de um maior "Ibope" junto ao eleitorado. O empresário citou como exemplos de sucesso as administrações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do próprio Aécio em Minas. Ambos são cotados para disputar a eleição presidencial de 2014. Nesse momento, uma parte da plateia aplaudiu Aécio Neves. "Eu não pedi as palmas", brincou Gerdau. Em resposta, Aécio depois chamou Gerdau de "guru" e lembrou do esforço do empresário para ajudá-lo em seu governo.

sábado, 15 de setembro de 2012

Aécio Neves: "O PT subverte a lógica republicana"







Do Senador Aécio Neves criticando a nomeação de Martha Suplicy para o Ministério da Cultura numa tentativa do PT de salvar a candidatura de Fernanndo Haddad à prefeitura de São Paulo

Revista Veja / Coluna Panorama Veja Essa

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Aécio comenta as privatizações do PT

Fonte: Folha de S.Paulo - 20/08/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/61788-privatizacao.shtml


Privatização

Aécio Neves

O Brasil assiste à espetacularização das medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff com o objetivo de fazer o país reagir ao pífio crescimento nacional.

O novo pacote de concessões anunciado para destravar obras já prometidas com pompa e circunstância em várias oportunidades chega com enorme atraso, ainda longe de se materializar em realidade e com uma surpreendente reembalagem, agora como solução para a crônica ineficiência do governo do PT.

Sempre tão criticada pelos ideólogos do petismo, a privatização de rodovias, ferrovias e portos é, em diversas situações, solução necessária para um país refém de gargalos de todo tipo na área da infraestrutura. E o governo poderia fazer muito mais do que tem feito para ampliar os investimentos públicos e estimular os privados, verdadeiras alavancas do crescimento sustentado e duradouro.

Na área do saneamento básico, bastaria desonerar as empresas estaduais que respondem pela quase totalidade dos investimentos no setor, uma das promessas de campanha esquecidas pela presidente. A medida resolveria a contradição das empresas terem que pagar ao governo federal quase o mesmo volume de recursos que têm para investir. Isso em um país em que somente 37% do esgoto é tratado, metade da população não conta com rede de coleta e, entre as cem maiores cidades, somente seis tratam mais de 80% de seus efluentes.

Poucas medidas, no entanto, teriam o poder de destravar tanto o crescimento nacional quanto solucionar a injusta equação da dívida de Estados com a União. Como se sabe, são dívidas contratadas em outra realidade econômica e que hoje poderiam ser renegociadas sob os mesmos critérios que o governo utiliza, via BNDES, para atender a uns poucos setores eleitos da iniciativa privada.

Por que, afinal, o governo não desonera quem pode investir e não transforma em mais investimento parte do pagamento da dívida dos Estados, ressuscitando o nosso federalismo, tão fragilizado?

Registre-se ainda que mais uma estatal acaba de ser criada: a Empresa de Planejamento e Logística, com a tarefa de planejar, definir critérios e negociar com os investidores privados, o que poderia ser feito pela ANTT ou pelo próprio ministério, pois esta deveria ser sua função essencial, e não a de executar obras.

O cronograma prevê para o grupo de nove trechos rodoviários e 12 ferroviários, a assinatura de contratos entre abril e setembro de 2013. Prazos muito pouco prováveis de serem cumpridos, especialmente os que se referem aos novos trechos. Por fim, as novas privatizações dependerão de eficiência, de agilidade e, fundamentalmente, de um artigo raro no governo do PT: capacidade de gestão.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

http://dropsmisto.com

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Aécio : " Há uma paralisia absoluta no governo"




Governo perdeu a capacidade de iniciativa, diz senador Aécio Neves

Senador Aécio Neves: “O ideal seria que o governo gastasse menos com a estrutura do Estado para gastar mais com as pessoas”

O Governo Federal não apresentou qualquer medida estruturante para enfrentar os gargalos de crescimento do Brasil, na avaliação do senador Aécio Neves. O senador acredita que o governo do PT perdeu a capacidade de iniciativas consistentes e tem apresentado apenas medidas paliativas, voltados para setores específicos, sem se dispor a discutir com o Congresso Nacional as grandes reformas que o Brasil necessita.

“O que estamos percebendo é que a crise econômica se agrava, os problemas estruturais do Brasil são os mesmos, os gargalos para o crescimento maior da economia continuam até agora inalterados, intocados e isso nos deixa, infelizmente, com cenário sombrio pela frente. Lamentavelmente, o governo Dilma perdeu a capacidade de iniciativa e se não fez nos dois primeiros anos, infelizmente, acho muito difícil que possa fazer nos últimos anos”, afirmou o senador Aécio Neves em entrevista em que faz um balanço do primeiro semestre deste ano.

Para o senador Aécio Neves, o atual cenário econômico do país – com fraco desempenho da indústria nacional e do PIB de 2012 - exige medidas mais consistentes e estruturantes do governo federal.

“O governo prefere gastar muito tempo com medidas paliativas do que discutir com o Congresso nacional reformas mais profundas, reformas que permitam, por exemplo, espaço fiscal para diminuição da carga tributária, não setorialmente, não para aqueles segmentos da economia mais organizados ou com cadeia mais adensada, ou mesmo com maior poder de pressão”, criticou o senador Aécio Neves.

Gastos com a máquina pública

senador Aécio Neves alerta para a necessidade de o governo enxugar seus gastos com custeio da máquina, que vem crescendo ano a ano.

O alerta é para investir mais nas atividades-fins dos poderes públicos, atender a população em saúde, segurança e educação.

“O ideal seria que o governo voltasse a fazer aquilo que é regra em todas as economias que crescem consistentemente no mundo: gastar menos com a estrutura do Estado, para gastar mais com as pessoas. O peso da máquina pública no Brasil vem se agigantando ao longo dos últimos anos. Por incrível que pareça, há muitos anos o Brasil vem vendo os seus gastos correntes avançarem num patamar superior ao que cresce a própria economia e isso é uma conta que não fecha. Infelizmente, estamos sempre repetindo a velha receita do mais do mesmo, sem nenhuma medida, repito, estrutural. E, no momento em que a situação econômica externa se agrava, com consequências no Brasil, o governo se vê amarrado na sua própria armadilha”, salientou o senador Aécio Neves.

Para o senador Aécio Neves, é preciso ficar atento ao processo de desindustrialização que vem ocorrendo no Brasil, e que ele considera “gravíssimo”, lembrando que o país está voltando à década de 50, quando era exportador de commodities. Por outro lado, o senador critica ainda a falta de apoio do governo federal a estados e municípios.

“É perceptível que há uma paralisia absoluta do governo, uma má gestão generalizada em praticamente todas as áreas, e uma omissão do governo em áreas fundamentais, como saúde e segurança pública, onde o governo federal gasta, cada vez menos, do que gastam os estados e municípios”, disse o senador.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Aécio fala do sucesso do programa de FHC contra Aids






Fonte:  Folha de S.Paulo Online - 23/07/2012  - Coluna de Aécio Neves

Guerra contra a Aids

Aécio Neves


Passadas três décadas da eclosão da Aids, com sua marcha trágica de milhões de vítimas fatais pelo planeta afora e uma mudança de comportamento sem precedentes, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um balanço que permite enxergar o cenário com mais otimismo. O lema atual lançado é "Juntos vamos eliminar a Aids", um apelo impensável nos anos 80, quando o tempo de vida dos soropositivos era de apenas cinco meses, em média.

 De acordo com o relatório do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids, houve uma queda de 24% no número de mortes causadas pela doença entre 2005 e 2011, quando se registraram, respectivamente, 2,2 milhões e 1,7 milhão de óbitos. No horizonte até 2015, a meta agora consiste em atingir 15 milhões de pessoas com o tratamento antirretroviral no mundo, o que representaria a sua universalização em apenas três anos. Pretende-se também zerar a transmissão do vírus entre mães e bebês.

 A história internacional de bons resultados obtidos no combate à Aids deve muito à experiência brasileira. Não se trata de uma afirmação meramente ufanista. Os fatos estão reconhecidos internacionalmente na comunidade científica e nos governos.

 Nos anos 90, no governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, firmou-se uma política de distribuição gratuita de antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Registre-se também, nesse período em que José Serra era ministro da Saúde, a atuação firme do Brasil no confronto com os grandes laboratórios farmacêuticos privados internacionais, no episódio da ameaça de quebra das patentes e em defesa do direito de obtenção dos remédios do coquetel anti-Aids a um preço mais barato.

 De uma maneira geral, o país soube manter-se no bom caminho, aliando inovação com determinação na dura batalha contra a doença e o preconceito gerado em torno dela. A saúde é a área da administração pública que talvez mais se preste à união de esforços acima de diferenças políticas, ideológicas ou partidárias. O engajamento brasileiro na luta contra a Aids deveria ser elevado a motivo de orgulho nacional.

 Vejam o que disse Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, ao divulgar o relatório do órgão e abordar os desafios atuais: "Esta é uma era de solidariedade global e responsabilidade mútua". Infelizmente, trata-se de uma afirmação aplicável a poucos temas nas sempre conturbadas relações entre os países.

 Entretanto, se há luz no fim do túnel, o tamanho do inimigo continua a assustar. Em 2011, nada menos que 34,2 milhões de pessoas viviam com Aids no mundo todo, entre elas 4,9 milhões de jovens. O alerta continua bem aceso.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG.

sábado, 7 de julho de 2012

Aécio: " Em nenhum momento impusemos absolutamente nada


Aécio Neves, líder da oposição





O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou nesta quinta-feira (5) a presidente Dilma Rousseff, o PT e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), pelo que chamou de “interferências”, na disputa eleitoral em Belo Horizonte, contra a candidatura à reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB).

Aécio rechaçou intervenções feitas por pessoas com militância política em outros Estados, e disse que “Minas não é uma província de segunda categoria”.

“Eu confesso que me surpreendi em ver a própria presidente da República –no momento em que o Brasil se vê aí paralisado por uma crise que o governo até ontem desconhecia–, ela para a sua agenda para interferir nos partidos e impor, como fez ao PMDB, que também interviesse”, disse.
A presidente Dilma atuou para que o PMDB desistisse de candidatura própria na capital mineira e passasse a apoiar o candidato petista, o ex-ministro Patrus Ananias.

O tucano emendou outra crítica ao mencionar Kassab, que preside o PSD nacional. Ao citar o fato de Dilma também ter “solicitado” a intervenção do prefeito de São Paulo na disputa em BH, afirmou que o prefeito de São Paulo “conhece muito pouco a realidade de Minas Gerais”.

Kassab havia acertado na quarta-feira (4), diretamente com a presidente Dilma Rousseff, o apoio do PSD-BH ao petista Patrus. Mas a situação está indefinida, porque o PSD de Belo Horizonte se rebelou e registrou na Justiça Eleitoral apoio à reeleição de Lacerda.

Aécio disse que o pedido a Kassab foi para ele “violentasse o sentimento de seus companheiros para intervir no partido”.

O tucano atacou também o PT, lembrando que há quatro anos os petistas impediram que o PSDB se aliasse a Lacerda formalmente, mas que agora “o partido abraça o Maluf em São Paulo”. Ele se refere ao fato de o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) ter se aliado ao PT na disputa paulistana.

Ele ainda criticou as intervenções do PT em São Paulo, contra a senadora Marta Suplicy (PT), e em Recife, quando anulou a prévia petista e impôs o senador Humberto Costa como candidato. “Sempre que o PT tem que optar entre o interesse público e o PT, fica com o PT”.

Aécio, que é um dos tucanos com pretensões de concorrer à sucessão presidencial de 2014, afirmou que não vai nacionalizar a campanha eleitoral em BH e que “em momento algum vai cair na armadilha de trazer 2014 para 2012″.

ALIANÇA

A aliança que o PT tinha em BH com o PSB e o PSDB deixou de existir depois que Lacerda negou aos petistas participação na chapa de vereadores. Aécio não quis que Lacerda cedesse a essa vontade petista e falou com o prefeito.

Ele negou que tenha imposto e ameaçado Lacerda. “Foi ponderação, solicitação nossa. Em nenhum momento impusemos absolutamente nada”, afirmou, acrescentando que Lacerda teve liberdade para tomar a decisão.

Fonte: www.boainformacao.com.br/ Paulo Peixoto/ BH

http://dropsmisto.com

terça-feira, 3 de julho de 2012

Aécio : RDC para o PAC é a prova da incompetência do governo federal


Aécio Neves líder da Oposição

Aécio Neves: RDC para obras do PAC é prova de incompetência do governo federal


O senador Aécio Neves (PSDB/MG) protestou contra a aprovação do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para obras do PAC. O senador disse que, ao mudar as regras apenas dos contratos e obras federais, o governo cria um regime exclusivo para sua própria administração e facilita a prática de irregularidades nos contratos e obras públicas. O novo regime altera as exigências estabelecidas na Lei de Licitações (8.666) e flexibiliza as regras dos contratos públicos federais.

“Estamos impondo um novo e perigoso risco à licitude dos processos licitatórios no País. Estamos permitindo que o governo federal estabeleça quais obras serão licitadas pela Lei 8.666 e quais serão por esse esdrúxulo novo regime diferenciado. Salta aos olhos a razão primária dessa iniciativa do governo: ela traz o reconhecimento da absoluta falta de competência gerencial do governo, que no último ano não conseguiu executar sequer 20% das obras do PAC para as quais existiam recursos garantidos”, afirmou Aécio Neves.

A emenda do RDC foi aprovada pela base de apoio do governo no Senado junto com a Medida Provisória 559, que originalmente autorizava a Eletrobras a assumir o controle acionário das Centrais Elétricas de Goiás S.A. (Celg), concessionária de energia elétrica estadual.

Mudanças na Lei 8.666

O senador defendeu mudanças na legislação atual de licitações com objetivo de dar agilidade aos processos. No entanto, afirmou que esse debate precisa ocorrer de forma ampla no Congresso, e não por meio de uma emenda incluída numa MP, no chamado contrabando legislativo.

“Digo aos senhores como ex-governador de Estado, nosso processo licitatório precisa de aprimoramentos, mas todo aprimoramento tem que ser feito no bojo de uma lei discutida em profundidade nessa Casa, e não por uma iniciativa como essa do governo federal. Se tivermos que discutir a 8.666, criar alternativas, desburocratizá-la, estaremos dispostos. Mas aceitar passivamente mais essa violência contra o parlamento brasileiro, nós, da oposição, estaremos sempre para dizer não”, disse o senador Aécio.

Ineficiência

Em seu pronunciamento na tribuna, o senador Aécio Neves destacou que o governo federal não conseguiu executar sequer 20% das obras do PAC, embora tivesse com recursos garantidos em 2011. Para o senador, o ritmo lento que o governo federal vem imprime às obras é o verdadeiro motivo para as mudanças na lei.

O senador também alertou para a possibilidade de uso político dos investimentos a serem feitos por meio do novo regime. Segundo ele, governadores e prefeitos também irão querer as novas regras para as obras de seu interesse.

“Amanhã, governadores e prefeitos irão buscar incluir suas obras, independente da sua dimensão, no PAC, para que possam ter o RDC como ordenador da sua contratação. E pode ser que o governo federal resolva que as obras dos governos de oposição sejam aquelas que precisaram dos trâmites um pouco mais complexos para serem aprovadas e aquelas que atendam seus aliados sejam as facilitadas nesse novo e inovador processo”, disse Aécio Neves.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Aécio : " No cenário atual não há espaço para bravatas"


Aécio Neves, líder da oposição




Fonte: Folha de S.Paulo - 25/06/2012 - Coluna de Aécio Neves


(Des)confiança

  

Na profusão de dados sobre a economia, muitas vezes não se dá a necessária atenção a informações importantes, como as recentes pesquisas da Fundação Getúlio Vargas e da CNI, que pontuam a estagnação do Brasil e a descrença dos empresários da indústria. 

A Sondagem de Investimentos da Indústria, da FVG, realizada em abril e maio, revela que a desconfiança atingiu o seu maior patamar desde 2009, quando a crise econômica e financeira mundial vivia o seu período mais agudo. 

O Índice de Confiança do Empresário da Indústria, medido pela CNI, atingiu o seu menor nível desde dezembro -e caiu em 21 dos 28 setores pesquisados, principalmente nos segmentos de média e alta intensidade tecnológica e de maior valor agregado. 

Ainda mais grave é descobrir o que está por trás desses índices. Com ênfase, eles apontam o que o governo finge não ver -que os efeitos da crise mundial chegaram ao país e se intensificam a cada dia. Sinalizam, igualmente, que o pirotécnico conjunto de medidas anunciadas fracassa em seu objetivo de conter a crise e estimular a economia, mesmo no curto prazo. 

Explicitam, ainda, que no cenário atual não há espaço para bravatas e nem condescendência com diagnósticos equivocados, como os que tentam atribuir as dificuldades do país a questões conjunturais passageiras, ignorando olimpicamente a sua conformação estrutural. 

Irrefutáveis, os números indicam que caminhamos para uma taxa de crescimento do PIB inferior aos pífios 2,7% de 2011. Por que? 

Além da crise internacional, falta competência à política econômica em curso, pautada em ações pontuais e paliativas, para garantir competitividade à indústria frente aos seus concorrentes globais. 

Também aqui os números são contundentes: dados da CNI, referentes a 2011 e que só se agravaram neste primeiro semestre, mostram que de cada cinco produtos vendidos no Brasil, 20% foram produzidos no exterior, o maior percentual desde 1996; e que 21,7% dos insumos utilizados pela indústria também vieram de fora. 

É o resultado da inércia governamental diante de um cenário absolutamente hostil à competitividade da indústria nacional, submetida a uma carga tributária recorde no mundo, a encargos previdenciários superiores à média de países como os EUA, México, Alemanha, França e Reino Unido, entre outros gargalos que penalizam a produção. 

Já passou a hora de percebermos que o presente e o futuro são faces indissociáveis da mesma moeda. 

O país que seremos é o que estamos construindo. Vencer a crise que se agrava -e não perder outras oportunidades de desenvolvimento- requer reconhecer os problemas e enfrentá-los com realismo e coragem. Aqui e agora. 

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna. 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Aécio Neves cobra transparência na CPI de Cachoeira



Aécio defende voto aberto em cassação de Demóstenes


Aécio Neves líder da oposição

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) disse ser favorável ao voto aberto no Senado, caso os parlamentares tenham que se posicionar sobre a cassação de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), acusado de ter atuado em favor do bicheiro Carlinhos Cachoeira e ter participação nos negócios ilegais comandados por ele. "O voto aberto seria uma grande oportunidade para que cada um pudesse se manifestar", afirmou Aécio. 

Apesar da declaração, o tucano não quis adiantar o seu voto. O senador disse apenas que as denúncias são graves e constrangem o Senado, e que, no momento certo, todos saberiam o seu voto.

Ontem, no plenário, o líder do PSDB, Álvaro Dias, fez um apelo ao presidente José Sarney (PMDB) para que a PEC que propõe o voto aberto seja incluída na pauta de votação. Dias pediu aos colegas que se recusem a votar qualquer projeto de lei antes de apreciar a proposta.

Em visita à Belo Horizonte para acompanhar as obras do estádio do Mineirão, Aécio aproveitou para criticar a lentidão nos trabalhos da CPMI do Cachoeira. "A CPMI tem que andar um pouco mais rápido, realmente". Uma das preocupações do tucano são as eleições de outubro, que podem causar um "esvaziamento natural do Congresso". Aécio disse que, para que o inquérito tenha resultado positivo, é preciso que a comissão deixe de ser um instrumento de briga política entre a maioria governista e a minoria da oposição.

Perillo. Sobre o caso do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), suspeito de ter recebido R$ 1,4 milhão de empresas ligadas a Cachoeira pela venda de uma casa e de ter nomeado funcionários a pedido do empresário, Aécio Neves disse que o partido precisa ter "serenidade e dar o voto de confiança" ao governador.

O senador mineiro afirmou que a situação constrange o partido, mas disse acreditar que Perillo vai conseguir prestar todos os esclarecimentos. "Vamos dar a ele o direito que lhe é legítimo e que qualquer cidadão tem, que é o de se explicar", disse.

Ainda de acordo com Aécio, não é agradável para ninguém ver um companheiro sofrendo esse tipo de ataque, mas o senador ressaltou que o colega tem se mostrado tranquilo. "Até agora, em todas as denúncias surgidas, ele tem sido enfático e firme nas suas explicações. Ele terá oportunidade para prestar todos os esclarecimentos. Vamos aguardar".

O governador Marconi Perillo foi convocado para depor na CPMI no próximo dia 12.

O Tempo

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Aécio fala da falta de gestão eficiente no Brasil


Senador Aécio Neves, líder da oposição no Brasil discursa contra a falta de gestão eficiente no Brasil
Aécio Neves, líder da oposição no Brasil

Fonte:  Folha de S.Paulo - 04/06/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/46733-gestao.shtml

Gestão


É inacreditável o 3º Balanço das Ações do Governo Brasileiro para a Copa, divulgado dias atrás. Os projetos concluídos até agora equivalem a apenas 1% dos investimentos programados. Nada menos que 41% das obras nem sequer começaram e 5%, apenas, foram concluídas. Comprova-se uma vez mais o alto custo que o país vem pagando por uma gestão pública de baixa qualidade.

Já que o problema do governo federal não é a ausência de recursos, haja visto os números excepcionais da arrecadação, é lamentável constatar que, na verdade, não consegue utilizá-los com eficiência.

E não consegue por razões diversas, que vão desde o aparelhamento político de funções estratégicas até a falta de planejamento e definições equivocadas de prioridades, como o trem-bala que o governo insiste em manter na agenda de possibilidades enquanto estradas e ferrovias permanecem em estado de calamidade.

Felizmente essa não é a única realidade do país. Recentemente, uma pesquisa mostrou que a modernização dos processos de gestão está encontrando terreno fértil na administração pública. Começa a haver mais espaço para metodologias e práticas inovadoras no campo do gerenciamento nos governos estaduais, nas prefeituras e até mesmo na esfera federal.

O estudo foi feito pela Macroplan com participantes de um congresso de gestão pública, especialistas no tema, portanto. Entre os entrevistados, 57% consideram que os líderes de suas instituições possuem elevada motivação para a profissionalização da gestão.

É, sem dúvida, uma boa notícia. Entre os Estados que mais avançaram em gestão pública, na opinião dos entrevistados, estão Minas Gerais (indicado por 71,4%), São Paulo (61%) e Paraná (33,8%). Na lista de desafios, a pesquisa aponta a capacidade de planejamento de longo prazo (44,2%) e a estruturação e execução de projetos (36,4%).

Uma parcela bem significativa (27%) defendeu a implantação da gestão do conhecimento. De fato, essa seria uma excelente conquista para o serviço público, que costuma jogar fora a experiência acumulada por equipes inteiras, quando ocorre uma troca de ministro ou de titular de órgão público. Conhecimento é patrimônio dos brasileiros e não dos governos. E o tempo é ativo importante para quem tem a responsabilidade de gerar resultados para a população. Não podemos ser reféns de eternos recomeços.

A falta de uma gestão eficiente custa caro ao país. Abre caminho para o improviso, o desperdício e a corrupção. Faz o Brasil perder tempo, recursos e oportunidades.

No caso da Copa, diante dos números divulgados, todos nós, que torcemos muito pelo sucesso do evento, começamos a torcer também para que o país não dê vexame na organização do Mundial.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aécio Neves: " Não somos uma ilha de prosperidade"


Aécio Neves - Blog: http://dropsmisto.com
Aécio Neves líder da oposição

Fonte:  Folha de S.Paulo - 28/05/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/45397-falso-dilema.shtml

Falso dilema


A crise econômica que ameaça derreter a zona do euro vem se constituindo em terreno fértil para a propagação de confrontos inúteis, como o que, neste momento, opõe os adeptos da austeridade e os do crescimento econômico. 

Em certo nível, esse é um falso dilema que paralisa governos e retarda soluções. 

Falo por experiência própria, adquirida no enfrentamento da gravíssima crise que se abateu sobre o Estado de Minas Gerais em 2002. 

A solução foi justamente aliar austeridade e crescimento. Com o apoio da sociedade organizada, o choque de gestão reduziu drasticamente os desperdícios e gastos com a máquina pública, ao mesmo tempo em que implantou inovações estimuladoras de parcerias e novos investimentos. 

Recuperamos a capacidade do Estado de prover infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços essenciais, e assim crescemos quase sempre acima da média nacional, até o advento da nova crise. 

Sintetizo essa experiência para defender que, na lógica dos novos modelos de gestão, austeridade e crescimento são objetivos complementares. E que a sociedade estará sempre disposta a sacrifícios, desde que compartilhe os desafios e vislumbre as soluções. 

Outra questão importante é recolocar a crise na perspectiva real do país. Definitivamente, não somos uma ilha de prosperidade. Os números do primeiro trimestre, com queda importante da atividade econômica e a redução da geração de empregos, confirmam a permanência do cenário de grande instabilidade e de novos riscos. 

O desarranjo internacional alcança não só a Europa e os EUA, mas também a China, grande compradora do Brasil, que já dá os primeiros sinais de arrefecimento. 

Não devemos nos considerar eternamente em berço esplêndido e nem acreditar em soluções por geração espontânea. O cenário de relativa tranquilidade tem suas origens, como reconhecem dez entre dez analistas isentos, nas políticas e reformas estruturais realizadas nos anos 90, ainda sob a presidência de FHC. 

De lá para cá, pouco fizemos para destravar o crescimento. Avançamos muito mais beneficiados pela conjuntura externa favorável e pela grande alta de preços das commodities do que pela superação das distorções internas de fundo. 

A agenda não mudou: educação precária, mão de obra de baixa qualidade, altíssima carga tributária, juros abusivos, câmbio desequilibrado e investimento público insuficiente, que ignora os gargalos de infraestrutura e impõe custos exorbitantes à produção. 

Lamentavelmente, a necessária agenda da competitividade só ganha fôlego e relevância sob o regime das crises e da emergência. Vencida a tormenta, volta a se reacomodar no elenco das grandes tarefas ainda por fazer. 

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Aécio Neves : "O PT volta a atacar a liberdade de imprensa"


Na avaliação do senador Aécio Neves, os petistas temem o julgamento do processo do mensalão, que deve ocorrer nos próximos meses, no STF.
Aécio neves da Cunha, líder da oposição no Brasil
Aécio Neves líder da oposição

Para o senador Aécio Neves, o objetivo de setores do PT ao tentar convocar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI do Cachoeira é uma tentativa de desqualificar o trabalho realizado pelo procurador na investigação do mensalão - escândalo denunciado em 2005 e que teve a participação de importantes lideranças do PT.  
 “O objetivo é desqualificar o procurador já que ele é o advogado de acusação no processo do mensalão. O próprio presidente nacional do PT nos fez o favor de dizer claramente qual era a sua estratégia. Não vamos permitir que o foco da CPI seja desvirtuado. Tudo que disser respeito ao senhor Carlos Cachoeira e às suas relações promíscuas com agentes públicos e privados deve ser investigado. Mas querer usar a CPI para mascarar a apuração em relação ao mensalão, ou para criar constrangimentos ao procurador-geral, terá a nossa objeção mais radical. O PT, infelizmente, deixa cair a máscara e mostra que o objetivo da CPI era um combate que nada tinha a ver com a elucidação das denúncias, ou pelo menos dos crimes apontados, ou mesmo com investigações mais profundas além daquelas que foram feitas pela polícia federal”, criticou o senador Aécio Neves.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Aécio nos fala da importância da ética na política


Aécio Neves líder da oposição
Aécio Neves líder da oposição

Fonte:  Folha de S.Paulo - 14/05/2012 - Coluna de Aécio Neves 

Bola no chão

Aécio Neves 

Sou um apaixonado por futebol. Dia desses testemunhei um episódio que, acredito, de alguma forma, fala à nossa condição humana.

Refiro-me ao tento anotado no começo do ano por Tim Howard, goleiro do Everton, contra o Bolton, times da primeira divisão inglesa. Batido o tiro de meta, eis que a bola ganhou um súbito impulso do vento e soltou-se em trajetória tão descontrolada que acabou encobrindo o surpreso goleiro adversário.

Foi só um gol -por mais surpreendente que tenha sido! Inusitado mesmo foi o comportamento de Howard: recusou-se simplesmente a comemorar. À saída do gramado, lamentou: "Foi um gol cruel. Não foi nada legal, é constrangedor, sinto muito pelo Adam". Referia-se a Adam Bogdan, o arqueiro adversário, do Bolton.

Todos nós sabemos que o futebol nos leva às raias da irracionalidade. Não costuma ser local onde floresce o cavalheirismo. No entanto, até o mais fanático dos aficionados há de reconhecer a nobreza do goleiro relutantemente artilheiro. É só uma partida de futebol -mas quem sabe não há aí uma pequena lição para a vida cotidiana?

Pergunto-me se não podemos aprender alguma coisa com ela, no dia a dia da política. Reconhecer, por exemplo, que muitas vezes não temos todos os méritos pelas conquistas que celebramos. Que o vento, entendido como fator que não depende do nosso esforço ou talento, existe. E pode surgir, no caso da política, do trabalho exaustivo e dedicado de antecessores, que máquinas de propaganda tentam apagar da memória do país.

Pode surgir ainda nas conjunturas globais, sobre as quais não temos controle, mas que podem nos favorecer.

O cavalheirismo de Howard nos traz ainda outros ensinamentos. Reconhece o óbvio: que o oponente merece respeito. Que não faz sentido tripudiar sobre o adversário quando não somos os legítimos merecedores da vitória celebrada. Se reunirmos essas simples lições talvez pudéssemos criar as condições necessárias para um novo patamar de convivência política no país.

Sei que alguns não compreendem quando defendo que a convivência entre adversários pode se dar em um ambiente diferente daquele estimulado pelo antagonismo cego, pela perigosa transformação de adversário em inimigo, pela tentativa sistemática de legitimar o uso da calúnia e da mentira como armas políticas.

No entanto, essa é a minha convicção. Entendo a política como um processo que exige a paciente superação das diferenças menores para que os avanços fundamentais possam acontecer.

A força do vento é legítima. Precisa, no entanto, como um tributo à realidade, ser reconhecida e saudada com humildade. Até porque, nem sempre ele sopra a favor...

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aécio diz que União esquece importantes regiões de Minas


Aécio Neves líder da oposição 

Aécio Neves, líder da oposição,  critica exclusão dos Vales do Jequitinhonha, São Mateus e Mucuri de benefícios fiscais f


O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou, nesta quarta-feira (09/05), a exclusão feita pelo governo federal dos municípios dos Vales do Jequitinhonha, São Mateus e do Mucuri, em Minas Gerais, do conjunto de cidades credenciadas a receber incentivos fiscais para instalação de empresas.

O senador disse que o projeto de lei das Diretrizes Orçamentárias enviado ontem ao Congresso, pelo Ministério do Planejamento, corrige uma grave injustiça cometida ano passado pelo governo federal contra os municípios da região do semiárido mineiro, mas promove nova discriminação ao excluir do projeto as regiões dos Vales do Jequitinhonha, do Mucuri e São Mateus.

"O governo federal corrige pela metade seu equívoco, certamente alertado pelo que fizemos ano passado, e inclui o Norte mineiro nos benefícios. É justo e necessário, mas é tão e justo e necessário que também possamos incluir as esquecidas regiões dos Vales. Vamos continuar alertas para que não continue havendo discriminação para com os mineiros por parte do governo federal", disse o senador.


Ano passado, Medida Provisória 512 do governo federal concedeu incentivos fiscais para implantação de indústrias em toda região do Nordeste brasileiro, mas não estendeu o mesmo benefício para a Área Mineira da Sudene. O senador Aécio Neves apresentou emenda incluindo os municípios mineiros. A emenda foi vetada pela presidente Dilma Rousseff.

A proposta de LDO enviada ontem pelo governo corrige a exclusão cometida contra o Norte de Minas, mas deixa de fora o conjunto de municípios que formam a Área Mineira da Sudene. Todos eles com baixos índices de desenvolvimento social e econômico.

"A concessão ou ampliação de incentivos ou benefícios de natureza tributária, financeira, creditícia ou patrimonial, destinados à região do semiárido incluirão a Região Norte de Minas Gerais", diz o texto do projeto.

Aécio Neves afirmou que apresentará emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para que os benefícios fiscais conferidos pelo governo federal atendam sempre a toda Área Mineira da Sudene.

"Apresentarei emenda à LDO garantindo que todos os investimentos subsidiados no semiárido brasileiro, em sua região Nordeste, sejam também os mesmos incentivos dados à nossa região do semiárido", afirmou o senador Aécio.

Semiárido Mineiro

Aécio Neves lembrou a importância de políticas públicas voltadas especificamente para o desenvolvimento das regiões mais pobres de Minas Gerais. Ele destacou que, em seu primeiro ano como governador de Minas, em 2003, foi criada a Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, com políticas públicas dirigidas ao atendimento da região do semiárido.

"O governo federal do PT vem insistindo em desconhecer a realidade do semiárido mineiro. Quando fui governador do Estado por  dois mandatos, instalei e fortaleci a Secretaria Extraordinária dos Vales e do Norte de Minas, com o objetivo de chamar atenção para a necessidade de políticas especiais para essa região. Ao final do meu mandato, consagramos o inédito investimento três vezes maior per capita nessa região do que no restante do Estado", afirmou Aécio.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aécio mostra a importância da internet no conhecimento do verdadeiro Brasil


Aécio Neves Líder da Oposição

Fonte:  Folha de S.Paulo - 07/05/2012 - Coluna de Aécio Neves

Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/41361-horizontes-da-internet.shtml

Horizontes da internet


Eterno país do futuro, o Brasil já pode comemorar o fato de ter deixado de ser promessa num dos campos mais relevantes da atualidade: a internet. 

O site Social Bakers nos informa que somos a segunda nação com mais usuários no Facebook, com mais de 46 milhões de perfis, atrás apenas dos EUA. Praticamente um em cada quatro brasileiros está na mídia social de maior expressão nos dias de hoje. 

Quando ainda nem se usava amplamente a expressão "redes sociais", o Brasil já dividia a liderança do Orkut com a Índia. Em vários momentos da última década, as pesquisas Ibope-Nielsen mostraram uma liderança persistente dos brasileiros em tempo médio de navegação, à frente de internautas dos EUA, do Reino Unido, do Japão, da França e da Alemanha, entre outros. 

Um dos maiores fenômenos da breve história do YouTube teve um inusitado colorido verde-amarelo e ainda ecoa. Sem entrar no mérito dos que gostam e dos que não gostam do gênero, não há como ignorar o feito de Michel Teló, que bombou entre os videoclips mais vistos planeta afora. Polêmicas à parte, o fenômeno confirmou a existência de imensa e promissora janela de oportunidades para os brasileiros. 

A grande vantagem aqui é que nada disso até agora dependeu do governo federal. Muito pelo contrário. Toda essa estimulante performance se dá a despeito de uma banda larga ruim e cara, que costuma nos empurrar para posições sofríveis nos rankings de qualidade tecnológica. 

A velocidade com que se multiplicaram os celulares, resultado da correta privatização do sistema Telebrás, nos anos 90, está a exigir mais determinação na democratização e na melhoria dos serviços de banda larga. 

Há um largo horizonte de crescimento pela frente. Com uma múltipla teia de conexões em todos os continentes, a internet pode ser uma plataforma importante para que empresas brasileiras se renovem e encontrem novos mercados para seus produtos. 

Isso sem contar as muitas oportunidades na era da Copa e das Olimpíadas para a marca Brasil. O país do café, do Carnaval e do futebol pode abrir, assim, outras promissoras fronteiras de posicionamento internacional. 

No campo interno, em que pese muitas vezes a ocorrência de um organizado enfrentamento político de baixíssimo nível, há inquestionáveis ganhos com a disseminação de informação e a construção de um ambiente favorável ao debate sobre as grandes causas e mazelas nacionais. 

Tal como em outras partes do mundo, aos poucos a internet espontaneamente se movimenta para redescobrir o país real, dos enormes passivos sociais e da corrupção institucionalizada. Contra toda massiva propaganda oficial, agora basta apenas um click. 

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.