terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Aécio Neves amplia com novos investimentos o programa Saúde da Família de Minas Gerais.
BELO HORIZONTE (29/12/09) - Investir na atenção primária, fortalecendo ações de prevenção e promoção à saúde é o melhor caminho para garantir a qualidade de vida da população. Seguindo esta diretiva, determinada pelo Governador Aécio Neves, em 2005, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), criou o Projeto Estruturador Saúde em Casa, visando melhorar a qualidade da atenção primária prestada aos mineiros, ampliando a cobertura das equipes de saúde da família (ESF) e fornecendo instrumentos para a melhoria da assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao aumentar a rede de cobertura do Programa Saúde da Família (PSF), o Governo de Minas consegue reduzir as chamadas internações por condições sensíveis à atenção ambulatorial, ou seja, aquelas que poderiam ser prevenidas ou, estando instalada a condição ou doença, poderiam ser tratadas no nível primário de atenção à saúde, evitando-se assim a internação. Em Minas, vem sendo observada uma forte redução neste indicador, saindo de uma situação inicial de 38,4%, em 2002, para 32,8%, em 2008, uma queda de 14,6%. Pretende-se que até 2011 estas internações sejam reduzidas a, no máximo, 28% do total.
Indicadores
Até outubro de 2009, foram investidos cerca de R$ 555 milhões do Tesouro do Estado em infraestrutura, qualificação de pessoal, compra de equipamentos e material para melhorar a atuação das equipes do Programa Saúde da Família (PSF). Desse total, o Governo de Minas aplicou cerca de R$ 245 milhões na compra de equipamentos, material de consumo e custeio. Com esse incentivo financeiro, a população atendida pelas equipes de PSF saltou de 54,89% em 2003 para 69,13% em novembro de 2009, o que representa a cobertura hoje de uma população estimada em 1 milhão de pessoas.
Minas é hoje o Estado com maior número de equipes de PSF em atividade. São 3.947 equipes atuando em 835 municípios. Em 2003 eram 2.571 equipes em 708 municípios. A meta é chegar a 4 mil equipes no fim de 2010.
Também foram investidos R$ 16,5 milhões na distribuição de 926 carros para as equipes do PSF. Cada veículo atende até cinco equipes e são utilizados para facilitar o acesso dos médicos e enfermeiros à população.
Entre 2005 e 2008, também foram destinados R$ 177,3 milhões para construção, reforma, ampliação e compra de equipamentos para 1.252 Unidades Básicas de Saúde (UBS). O restante dos recursos foi destinado para outras ações, como capacitação de pessoal e compra de material de consumo.
Equipes
As Equipes de Saúde da Família (ESF) são compostas por, no mínimo, um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde, que se responsabilizam pelo acompanhamento de cerca de 3.450 pessoas em sua área de abrangência.
As ESF atuam em ações de promoção da saúde; prevenção; reabilitação de doenças e agravos mais frequentes; desenvolvimento e manutenção de programas preventivos, como os de controle de doenças crônicas como, por exemplo, diabetes e a hipertensão, e manutenção da saúde da comunidade. “Como os profissionais estabelecem contato direto com os pacientes, acabam desenvolvendo um vínculo de confiança, favorecendo assim o comprometimento de cada um com sua saúde”, explicou o gerente adjunto do projeto estruturador Saúde em Casa, Fernando Schneider.
As ESF recebem da Secretaria de Estado de Saúde um custeio mensal que varia entre R$ 1 mil a R$ 2 mil por cada equipe, dependendo das necessidades dos municípios. Este dinheiro pode ser usado na aquisição de equipamentos, material de consumo e capacitação.
Novos Investimentos
Em sua terceira etapa, 2009-2010, o programa de melhoria da infraestrutura do Saúde em Casa receberá investimento de R$ 120 milhões. Com estes recursos, mais 358 municípios serão beneficiados pelo Projeto, o que ampliará a cobertura para 97,65% do território mineiro. As novas unidades se destinam a abrigar 565 Equipes de Saúde da Família (ESF).
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Aecio Neves e seu amigo Zico em jogo beneficiente no Maracanã
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, participou, neste domingo (27), no Estádio do Maracanã, da partida preliminar do Jogo das Estrelas, evento beneficente organizado pelo ex-jogador Zico que reuniu políticos e artistas.
Parte da renda do “Jogo das Estrelas” será repassada às famílias de Washington, ex-atacante do Fluminense, que luta contra uma doença degenerativa, e do ex-goleiro Zé Carlos, que faleceu este ano. Outra parte da arrecadação será destinada a instituições de caridade.
Além do governador, entraram em campo para disputar a partida preliminar políticos e artistas, entre eles os atores Dado Dolabella, Du Moscovis, Kadu Moliterno, o cantor Diogo Nogueira, entre outros.
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Aécio Neves continua em primeiro lugar nas pesquisas de popularidade.
O governador mineiro Aécio Neves (PSDB) foi listado como o mais popular em um ranking de governadores, segundo pesquisa realizada pela Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25) pelo jornal 'Folha de S Paulo'. A sondagem do instituto avalia apenas administradores de dez estados. De acordo com a pesquisa, realizada entre 14 e 18 de dezembro, o mineiro conquistou média 7,5.
A pesquisa ouviu moradores de um dos 10 estados escolhidos para traçar a avaliação dos políticos. Entre os mineiros, Aécio Neves teve seu governo considerado como ótimo ou bom por 73% dos entrevistados, enquanto 19% apontaram como regular e 6% julgaram péssimo ou ruim.
O governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, obteve a mesma pontuação de Aécio. Entretanto, ocupa o segundo lugar na lista: como critério de desempate, o instituto utilizou o índice de popularidade.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o quinto no ranking, com nota 6,6. As piores avaliações tiveram José Roberto Arruda e Yeda Crusius (PSDB-RS), respectivamente em nono e décimo lugar.
Posição Governador Avaliação
1° Aécio Neves (PSDB) - Minas Gerais 7,5
2º Eduardo Campos (PSB) - Pernambuco 7,5
3º Cid Gomes (PSB) - Ceará 6,7
4º José Serra (PSDB) - São Paulo 6,6
5º Luiz Henrique da Silveira (PMDB) - Santa Catarina 6,5
6º Jaques Wagner (PT) - Bahia 6,5
7º Roberto Requião (PMDB) - Paraná 6,4
8º Sérgio Cabral (PMDB) - Rio de Janeiro 6,1
9º José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) - Distrito Federal 4,8
10° Yeda Crusius (PSDB) - Rio Grande do Sul 3,9
fonte contextopolitico.blogspot.com
A pesquisa ouviu moradores de um dos 10 estados escolhidos para traçar a avaliação dos políticos. Entre os mineiros, Aécio Neves teve seu governo considerado como ótimo ou bom por 73% dos entrevistados, enquanto 19% apontaram como regular e 6% julgaram péssimo ou ruim.
O governador Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, obteve a mesma pontuação de Aécio. Entretanto, ocupa o segundo lugar na lista: como critério de desempate, o instituto utilizou o índice de popularidade.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o quinto no ranking, com nota 6,6. As piores avaliações tiveram José Roberto Arruda e Yeda Crusius (PSDB-RS), respectivamente em nono e décimo lugar.
Posição Governador Avaliação
1° Aécio Neves (PSDB) - Minas Gerais 7,5
2º Eduardo Campos (PSB) - Pernambuco 7,5
3º Cid Gomes (PSB) - Ceará 6,7
4º José Serra (PSDB) - São Paulo 6,6
5º Luiz Henrique da Silveira (PMDB) - Santa Catarina 6,5
6º Jaques Wagner (PT) - Bahia 6,5
7º Roberto Requião (PMDB) - Paraná 6,4
8º Sérgio Cabral (PMDB) - Rio de Janeiro 6,1
9º José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) - Distrito Federal 4,8
10° Yeda Crusius (PSDB) - Rio Grande do Sul 3,9
fonte contextopolitico.blogspot.com
sábado, 26 de dezembro de 2009
Aécio Neves e o elogio de Merval Pereira
Erros novos e antigos
Fonte: Merval Pereira – O Globo
O PSDB só não cometeu até agora os mesmos erros de 2006 porque Aécio Neves não é Geraldo Alckmin, e isso é um elogio a Aécio. E, do outro lado, está Dilma e não Lula, o que é uma vantagem para a oposição.
Caso contrário, o PSDB corre o risco de sair delas com a imagem de divisão que até agora foi evitada pela habilidade do governador de Minas.
De qualquer maneira, como advertiu o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, as negociações para atrair Aécio para a chapa tucana terão que ser feitas mais discretamente.
Mas arriscada para o governador mineiro, pois não há garantias de que a mudança seja aprovada.
Seria uma reviravolta completa na sucessão presidencial.
Mas está cometendo erros novos. O então governador de São Paulo insistiu em sua candidatura sem que tivesse qualquer indicação objetiva de que poderia ser melhor candidato que José Serra, que até fevereiro liderava todas as pesquisas de opinião.
Aécio, ao contrário, retirou-se da disputa para se tornar protagonista da decisão tucana
Assim como Aécio agora, naquela ocasião Alckmin diziase em melhores condições para atrair apoios fora do PSDB, e chegou a pedir prévias para a escolha.
Também ele dizia que já fora escolhido como o preferido pelas bancadas da Câmara e do Senado, e trabalhava as direções regionais do partido e os governadores.
Como agora, a cúpula do partido gostaria que não fosse preciso chegar a essa confrontação para definir o candidato.
No início de fevereiro, pesquisas já mostravam a recuperação de Lula, mas Serra ainda vencia no segundo turno, embora a diferença entre os dois estivesse se reduzindo àquela altura.
Havia também o cálculo sobre a atuação dos dois candidatos nos principais colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas, dominados, como hoje, pelos tucanos.
Tanto Serra quanto Alckmin venciam Lula com facilidade em São Paulo, de acordo com as pesquisas de opinião da época.
Mas Alckmin demonstrava maior capacidade de somar votos do que Serra: recebia 2,5 vezes mais votos que Lula, enquanto Serra recebia1,9 vezes.
A penetração de Alckmin em Minas também seria maior que a de Serra, além do que, ele contava com a simpatia de Aécio, registravam os jornais da época.
A cúpula do partido achava, no entanto, difícil abrir mão de um candidato que se mostrava competitivo para apoiar um outro que tinha apenas potencial de crescimento, e àquela altura perdia feio de Lula.
Como hoje, no entanto, o prefeito de São Paulo, José Serra, pedia tempo para se decidir e queria levar a escolha até março, prazo final da legislação eleitoral.
A diferença fundamental entre Aécio Neves e Geraldo Alckmin é que o governador mineiro, ao anunciar sua desistência da pré-candidatura, fez um movimento estratégico que o colocou como protagonista político da definição tucana, e não como o provocador de uma divisão partidária.
Enquanto Geraldo Alckmin aparentemente venceu a disputa com Serra em 2006, mas, na verdade, foi levado a se candidatar para perder para Lula quando Serra sentiu que não tinha condições de vencer, Aécio deixou o atual governador de São Paulo sozinho na raia com sua indefinição, praticamente obrigando-o a assumir a candidatura que queria manter em suspenso até março.
Assim como Lula encerrou o ano de 2005 praticamente derrotado e em dois meses mostrou uma recuperação que parecia impossível, também a candidatura de Dilma pode se firmar, a se confirmar as previsões do diretor do Datafolha, Mauro Paulino.
Segundo ele, há 15% dos pesquisados que ainda não sabem que ela é a candidata de Lula, mas que se dispõem a votar em quem ele mandar.
Seria justamente a diferença que hoje favorece Serra, a ser coberta por esse eleitorado, prioritariamente de baixa renda e baixa escolaridade, que votaria cegamente na candidata de Lula.
Seria exagero sem base acreditar que Dilma tivesse essa capacidade de superação em tão pouco tempo, e tudo indica que até março a vantagem de Serra será mantida nas pesquisas, o que só dificultará sua decisão.
Embora à frente, o governador de São Paulo terá que conviver com essa possibilidade de haver um grupo de eleitores que seguirão o que Lula disser, o que colocaria Dilma potencialmente empatada com ele em algum momento da disputa.
É claro que se se decidir mesmo a disputar a eleição, a partir de março Serra assumirá a campanha em termos nacionais e agirá para neutralizar esse grupo de eleitores, e para ampliar sua aceitação, que tem uma estabilidade admirável desde o segundo turno de 2002, entre 35% e 40% do eleitorado.
O que deixa o governador Aécio Neves como fiel da balança para uma decisão tucana é que seu peso político em Minas e em outras regiões do país como o Rio pode não ser suficiente para colocá-lo na liderança das pesquisas, mas é grande o bastante para definir uma eleição nacional.
O plano de entregar a ele como candidato a vice a coordenação da parte social de um futuro governo parece mais consistente do que a promessa de acabar com a reeleição.
Aprovar uma mudança das regras depois que o jogo foi jogado não é razoável, e o que seria possível Serra fazer se eleito presidente é aprovar o fim da reeleição e aceitar ficar apenas um mandato de quatro anos, o que não parece verossímil.
Para aumentar o mandato presidencial para cinco anos, com o fim da reeleição, seria preciso uma mobilização no Congresso ainda no primeiro semestre do próximo ano, o que soa difícil, pois a base governamental tem a maioria e não atuaria para facilitar a vida da oposição.
Uma possibilidade seria Aécio aceitar a vice-presidência, e a dupla tucana começar a promover negociações entre os partidos da base governista para aprovar o projeto, engrossando a base de apoio à candidatura tucana com partidos como o PP, o PTB, o PDT e parcela do PMDB.
Link do artigo: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/24/erros-novos-e-antigos/?searchterm=Aécio%20Neves
Fonte: Merval Pereira – O Globo
O PSDB só não cometeu até agora os mesmos erros de 2006 porque Aécio Neves não é Geraldo Alckmin, e isso é um elogio a Aécio. E, do outro lado, está Dilma e não Lula, o que é uma vantagem para a oposição.
Caso contrário, o PSDB corre o risco de sair delas com a imagem de divisão que até agora foi evitada pela habilidade do governador de Minas.
De qualquer maneira, como advertiu o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, as negociações para atrair Aécio para a chapa tucana terão que ser feitas mais discretamente.
Mas arriscada para o governador mineiro, pois não há garantias de que a mudança seja aprovada.
Seria uma reviravolta completa na sucessão presidencial.
Mas está cometendo erros novos. O então governador de São Paulo insistiu em sua candidatura sem que tivesse qualquer indicação objetiva de que poderia ser melhor candidato que José Serra, que até fevereiro liderava todas as pesquisas de opinião.
Aécio, ao contrário, retirou-se da disputa para se tornar protagonista da decisão tucana
Assim como Aécio agora, naquela ocasião Alckmin diziase em melhores condições para atrair apoios fora do PSDB, e chegou a pedir prévias para a escolha.
Também ele dizia que já fora escolhido como o preferido pelas bancadas da Câmara e do Senado, e trabalhava as direções regionais do partido e os governadores.
Como agora, a cúpula do partido gostaria que não fosse preciso chegar a essa confrontação para definir o candidato.
No início de fevereiro, pesquisas já mostravam a recuperação de Lula, mas Serra ainda vencia no segundo turno, embora a diferença entre os dois estivesse se reduzindo àquela altura.
Havia também o cálculo sobre a atuação dos dois candidatos nos principais colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas, dominados, como hoje, pelos tucanos.
Tanto Serra quanto Alckmin venciam Lula com facilidade em São Paulo, de acordo com as pesquisas de opinião da época.
Mas Alckmin demonstrava maior capacidade de somar votos do que Serra: recebia 2,5 vezes mais votos que Lula, enquanto Serra recebia1,9 vezes.
A penetração de Alckmin em Minas também seria maior que a de Serra, além do que, ele contava com a simpatia de Aécio, registravam os jornais da época.
A cúpula do partido achava, no entanto, difícil abrir mão de um candidato que se mostrava competitivo para apoiar um outro que tinha apenas potencial de crescimento, e àquela altura perdia feio de Lula.
Como hoje, no entanto, o prefeito de São Paulo, José Serra, pedia tempo para se decidir e queria levar a escolha até março, prazo final da legislação eleitoral.
A diferença fundamental entre Aécio Neves e Geraldo Alckmin é que o governador mineiro, ao anunciar sua desistência da pré-candidatura, fez um movimento estratégico que o colocou como protagonista político da definição tucana, e não como o provocador de uma divisão partidária.
Enquanto Geraldo Alckmin aparentemente venceu a disputa com Serra em 2006, mas, na verdade, foi levado a se candidatar para perder para Lula quando Serra sentiu que não tinha condições de vencer, Aécio deixou o atual governador de São Paulo sozinho na raia com sua indefinição, praticamente obrigando-o a assumir a candidatura que queria manter em suspenso até março.
Assim como Lula encerrou o ano de 2005 praticamente derrotado e em dois meses mostrou uma recuperação que parecia impossível, também a candidatura de Dilma pode se firmar, a se confirmar as previsões do diretor do Datafolha, Mauro Paulino.
Segundo ele, há 15% dos pesquisados que ainda não sabem que ela é a candidata de Lula, mas que se dispõem a votar em quem ele mandar.
Seria justamente a diferença que hoje favorece Serra, a ser coberta por esse eleitorado, prioritariamente de baixa renda e baixa escolaridade, que votaria cegamente na candidata de Lula.
Seria exagero sem base acreditar que Dilma tivesse essa capacidade de superação em tão pouco tempo, e tudo indica que até março a vantagem de Serra será mantida nas pesquisas, o que só dificultará sua decisão.
Embora à frente, o governador de São Paulo terá que conviver com essa possibilidade de haver um grupo de eleitores que seguirão o que Lula disser, o que colocaria Dilma potencialmente empatada com ele em algum momento da disputa.
É claro que se se decidir mesmo a disputar a eleição, a partir de março Serra assumirá a campanha em termos nacionais e agirá para neutralizar esse grupo de eleitores, e para ampliar sua aceitação, que tem uma estabilidade admirável desde o segundo turno de 2002, entre 35% e 40% do eleitorado.
O que deixa o governador Aécio Neves como fiel da balança para uma decisão tucana é que seu peso político em Minas e em outras regiões do país como o Rio pode não ser suficiente para colocá-lo na liderança das pesquisas, mas é grande o bastante para definir uma eleição nacional.
O plano de entregar a ele como candidato a vice a coordenação da parte social de um futuro governo parece mais consistente do que a promessa de acabar com a reeleição.
Aprovar uma mudança das regras depois que o jogo foi jogado não é razoável, e o que seria possível Serra fazer se eleito presidente é aprovar o fim da reeleição e aceitar ficar apenas um mandato de quatro anos, o que não parece verossímil.
Para aumentar o mandato presidencial para cinco anos, com o fim da reeleição, seria preciso uma mobilização no Congresso ainda no primeiro semestre do próximo ano, o que soa difícil, pois a base governamental tem a maioria e não atuaria para facilitar a vida da oposição.
Uma possibilidade seria Aécio aceitar a vice-presidência, e a dupla tucana começar a promover negociações entre os partidos da base governista para aprovar o projeto, engrossando a base de apoio à candidatura tucana com partidos como o PP, o PTB, o PDT e parcela do PMDB.
Link do artigo: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/24/erros-novos-e-antigos/?searchterm=Aécio%20Neves
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Aécio Neves mantem seu lugar de melhor Governador do Brasil
O mineiro Aécio Neves (PSDB) é o mais popular do ranking de dez governadores avaliados pelo Datafolha, em pesquisa realizada entre os dias 14 e 18 deste mês. O governador, que no dia 17 anunciou a decisão de retirar seu nome da disputa presidencial, obteve nota média de 7,5 numa escala de 0 a 10. Entre os moradores de Minas entrevistados na sondagem, 73% consideram o governo de Aécio ótimo ou bom, ante 19% que o avaliam como regular e 6% que acham péssima ou ruim sua administração.
O mineiro já liderava o ranking na sondagem anterior, feita em março deste ano, quando obteve 75% de aprovação e nota média 7,6. A alta popularidade de Aécio em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, explica a intenção de parte do PSDB de convencê-lo a disputar a eleição de 2010 como vice-presidente, com o governador José Serra (PSDB), numa chapa "puro-sangue".
Os dois governadores com pior avaliação são José Roberto Arruda (sem partido-DF), na nona posição, e Yeda Crusius (PSDB-RS), que se manteve no décimo lugar. Ambos tiveram os nomes envolvidos em recentes escândalos de corrupção nos Estados que governam.
Arruda sofreu o desgaste político mais visível. Apontado como o protagonista de escândalo que supostamente arrecadava propinas de empresas que tinham contratos com o governo do Distrito Federal -esquema batizado de mensalão do DEM-, Arruda caiu da sexta posição na sondagem feita em março para a nona.
A nota média obtida pelo governador, que se desfiliou do DEM no dia 10 para evitar ser expulso, foi 4,8. Em março, ele obteve 6,4. Hoje, 40% acham o governo de Arruda ótimo ou bom, enquanto 22% o consideram regular e 37% acham a administração ruim ou péssima.
Antes do escândalo, Arruda era apontado como uma das estrelas do DEM com chances reais de ser reeleito. Sem partido, ele não poderá disputar a eleição de 2010 ao governo.
Ascensão e queda
Com o nome consolidado para disputar a Presidência da República pelo PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, subiu da quinta para a quarta posição. A nota média obtida pelo tucano é 6,6, a mesma da sondagem feita em março. A avaliação do governo, porém, melhorou: 55% consideram a administração tucana ótima ou boa, 32% dizem que é regular, e 11% que é ruim ou péssima.
Também estão mais bem avaliados os governadores peemedebistas de Santa Catarina, Luiz Henrique, passando da oitava para a quinta colocação, e do Rio, Sérgio Cabral, que foi do nono para oitavo lugar. Já o peemedebista Roberto Requião, do Paraná, caiu da quarta para a sétima posição.
Embora os tucanos possam comemorar as boas posições de Aécio e Serra, a governadora Yeda Crusius, última colocada, é o pesadelo do PSDB.
Com nota média de 3,9, 50% dos entrevistados consideram o atual governo do Rio Grande do Sul péssimo ou ruim. Somente 12% acham o governo Yeda ótimo ou bom, e para 37% a administração da governadora é regular.
Relatório da CPI da Corrupção, instaurada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para apurar denúncias de irregularidades na administração de Yeda, isenta a governadora de participação em atos ilícitos. A Polícia Federal investiga suposto esquema de fraudes em contratos do governo do Rio Grande do Sul.
Nordeste
Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), permanecem bem avaliados e ocupam, respectivamente, a segunda e terceira colocação no ranking do Datafolha. Ambos são os pré-candidatos favoritos nos respectivos Estados até o momento e disputarão a reeleição em 2010.
Antes sétimo colocado, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), subiu uma posição. Sua nota média passou de 6,4 em março para 6,5.
O mineiro já liderava o ranking na sondagem anterior, feita em março deste ano, quando obteve 75% de aprovação e nota média 7,6. A alta popularidade de Aécio em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, explica a intenção de parte do PSDB de convencê-lo a disputar a eleição de 2010 como vice-presidente, com o governador José Serra (PSDB), numa chapa "puro-sangue".
Os dois governadores com pior avaliação são José Roberto Arruda (sem partido-DF), na nona posição, e Yeda Crusius (PSDB-RS), que se manteve no décimo lugar. Ambos tiveram os nomes envolvidos em recentes escândalos de corrupção nos Estados que governam.
Arruda sofreu o desgaste político mais visível. Apontado como o protagonista de escândalo que supostamente arrecadava propinas de empresas que tinham contratos com o governo do Distrito Federal -esquema batizado de mensalão do DEM-, Arruda caiu da sexta posição na sondagem feita em março para a nona.
A nota média obtida pelo governador, que se desfiliou do DEM no dia 10 para evitar ser expulso, foi 4,8. Em março, ele obteve 6,4. Hoje, 40% acham o governo de Arruda ótimo ou bom, enquanto 22% o consideram regular e 37% acham a administração ruim ou péssima.
Antes do escândalo, Arruda era apontado como uma das estrelas do DEM com chances reais de ser reeleito. Sem partido, ele não poderá disputar a eleição de 2010 ao governo.
Ascensão e queda
Com o nome consolidado para disputar a Presidência da República pelo PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, subiu da quinta para a quarta posição. A nota média obtida pelo tucano é 6,6, a mesma da sondagem feita em março. A avaliação do governo, porém, melhorou: 55% consideram a administração tucana ótima ou boa, 32% dizem que é regular, e 11% que é ruim ou péssima.
Também estão mais bem avaliados os governadores peemedebistas de Santa Catarina, Luiz Henrique, passando da oitava para a quinta colocação, e do Rio, Sérgio Cabral, que foi do nono para oitavo lugar. Já o peemedebista Roberto Requião, do Paraná, caiu da quarta para a sétima posição.
Embora os tucanos possam comemorar as boas posições de Aécio e Serra, a governadora Yeda Crusius, última colocada, é o pesadelo do PSDB.
Com nota média de 3,9, 50% dos entrevistados consideram o atual governo do Rio Grande do Sul péssimo ou ruim. Somente 12% acham o governo Yeda ótimo ou bom, e para 37% a administração da governadora é regular.
Relatório da CPI da Corrupção, instaurada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para apurar denúncias de irregularidades na administração de Yeda, isenta a governadora de participação em atos ilícitos. A Polícia Federal investiga suposto esquema de fraudes em contratos do governo do Rio Grande do Sul.
Nordeste
Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), permanecem bem avaliados e ocupam, respectivamente, a segunda e terceira colocação no ranking do Datafolha. Ambos são os pré-candidatos favoritos nos respectivos Estados até o momento e disputarão a reeleição em 2010.
Antes sétimo colocado, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), subiu uma posição. Sua nota média passou de 6,4 em março para 6,5.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Aécio Neves mais uma vez avaliado o melhor Governador do Pais com 75% de aprovação
Adversários nas urnas, Lula e Aécio são aprovados por 75% dos mineiros, que formam o segundo maior colégio eleitoral do país
Com trajetórias políticas distantes e posicionados em trincheiras opostas no jogo da sucessão presidencial, o governador mineiro, AécioNeves (PSDB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão virar o ano bem avaliados por cerca de três quartos do eleitorado de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) ao Instituto Vox Populi mostra que a avaliação do desempenho do governo Lula como ótimo/bom variou de 70% em março deste ano para 73% em dezembro. Já a gestão de Aécio foi considerada como ótimo/bom por 76% do eleitorado, índice semelhante ao registrado em março (75%). A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais.
Para Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populi, Lula e Aécio se tornam os grandes eleitores do estado na votação do ano que vem. “As pessoas acham ambos muito bons. O eleitorado imagina que os dois podem trabalhar juntos, mesmo com trajetórias diferentes. Isso não acontece em outros estados”, disse Coimbra, que vê o gesto do eleitor mineiro como um sinal de maturidade política, à medida que “consegue perceber qualidades de políticos tão diferentes e gostar dos dois ao mesmo tempo, sem reduzir a avaliação de desempenho a estereótipos”.
Como Aécio e Lula estão terminando o segundo governo e não podem tentar a reeleição, paira sobre cabeça de petistas e tucanos envolvidos no jogo sucessório uma pergunta ainda sem resposta: qual a capacidade de transferência de votos do presidente e do governador para seus candidatos? Coimbra não se arrisca a solucionar a questão, principalmente porque o quadro atual indica que os dois manterão a distância nos palanques de 2010. Mas, pelas posições que ocupam, o diretor do Instituto Vox Populi afirma que a tendência é Aécio exercer mais influência na eleição ao governo estadual do que à Presidência da República. O inverso ocorreria no caso do presidente Lula.
Petistas se apegam a essa análise para manter a aposta de que, se for candidato ao Planalto, o governador de São Paulo, José Serra, não dará um baile na ministra Dilma Rousseff na votação para presidente em Minas. Coimbra considera pequena a proporção de votantes que considerarão apenas a indicação de Aécio ou Lula na hora de escolher o candidato. “O eleitor vota comparando as pessoas. A informação sobre quem está com quem é apenas uma que ele leva em consideração. Tudo vai depender também do clima de campanha e do desempenho dos candidatos”, declarou Coimbra.
Aposta na economia
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o governador Aécio Neves começaram suas administrações com índices de avaliação menores do que os alcançados perto do fim dos respectivos mandatos. Em março de 2003, o governo do tucano era considerado ótimo/bom por 43% do eleitorado mineiro, percentual que seguiu ascendente, sem interrupções, até a última pesquisa. Já a trajetória do petista foi marcada por percalços. Em 2003, o presidente foi considerado ótimo/bom por 56% dos eleitores de Minas.
A avaliação positiva, no entanto, caiu a 29% em dezembro de 2005, influenciada pelo escândalo do mensalão. Mas Lula se recuperou, foi reeleito em 2006 e alcançou 77% de avaliação positiva em dezembro do ano passado. O bom desempenho das economias brasileira e mineira nos últimos anos ajuda a explicar os resultados. Em dezembro de 2008, no auge da crise econômica mundial, 60% dos entrevistados afirmavam que a economia brasileira estava progredindo. Neste mês, o percentual subiu para 68%, o maior índice desde o início do governo Lula.
A economia mineira também obteve avaliação positiva. Em dezembro de 2008, 67% dos entrevistados acreditavam que ela estava progredindo. Agora, são 72%, recorde na gestão Aécio (TH).
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