sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Chega de Mentiras e Provocação.


A cada hora aparece uma notícia de ultima hora , uma rede de boatos de origem  "super conhecida",  dizendo que Aécio vai ser vice de Serra. Uma hora é o FHC quem disse, outra hora é um aliado próximo, outra hora é alguém do grupo contrário. Enfim, uma rede de boatos, vinda sempre da Av Paulista feita para provocar e forçar Aecio a ser Vice de Serra


Aécio não quer ser Vice de Serra, por varias razões, até porque nem poderia se quisesse.

Serra ainda não é candidato a nada. Como ser Vice de alguém que não existe ?

Só na cabeça de alguns paulistas desesperados com o crescimento nas pesquisas de Dilma Roussef.

Mas Aecio nunca quis ser Vice de ninguém. Ele é o maior lider politico dos ultimos anos que apareceu no Brasil. Foi eleito 3 vezes consecutivas o melhor Governador do Brasil em pesquisa nacional feita pela Data Folha .
Acho que até o Serra não gostaria de ser Vice.Ë tambem uma liderança importante no Brasil.
 O que é Vice Presidente em um país Republicano ? Muito pouco politicamente, por mais que eu respeite muito o político e o homem Jose de Alencar

Algum time gosta de ser Vice campeão ???? Vale alguma coisa ser Vice ???

Aécio desde cedo teve a coragem de se expor e por a sua pré-candidatura nacionalmente.

Aécio pediu ao partido Prévias para discutir com as bases e com todos os segmentos do partido a sua proposta de Governo. O Partido não deu importância as Prévias.

Aécio pediu uma definição de candidatura até final do ano passado. O Partido não deu importância ao fato. Estamos em fevereiro e o PSDB ainda não tem candidato. Dilma esta chegando....Aécio sempre temeu esse atraso do PSDB.

Aécio então considerou que a melhor forma de servir ao Partido seria ele estar no Senado.

Isso porque se Serra for o candidato e vencer,  Aécio no Senado poderá ajudá-lo muito a governar

Se Serra for candidato e perder, Aécio no Senado será a voz da oposição, menos mal para o Partido e para o Brasil.

E se a tal chapa pura perde da Dilma. Aécio e Serra estariam os dois fora do jogo político.

Serra teria perdido pela segunda vez e Aécio perdido de Vice.

O pior de tudo é que cada vez que essas fontes “anônimas” espalham que ele vai ser Vice, forçam ele a desmentir, gerando noticias como as de hoje do tipo “Aecio diz que nao vai ser vice de forma alguma”. Quantas vezes ele já disse isso?

Cada vez que ele diz, acirra o animo interno do PSDB, criando atritos entre o grupo dele e o do Serra.
Dilma esta chegando...

O que Aecio sempre diz é que vai dar toda a sua energia para que o candidato do PSDB ganhe as eleições.

E bom que as pessoas comecem a acreditar nisso. É a palavra de Aécio. Ela nunca furou.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Aécio roda mais uma vez pelo interior de Minas fiscalizando obras contratadas


Governador Aécio Neves vistoria obra viária na Zona da Mata

ASTOLFO DUTRA (04/02/10) - O governador Aécio Neves vistoriou, nesta quinta-feira (4), em Astolfo Dutra, na Zona da Mata, as obras do ProMG na MG-285. O trecho tem 33,7 quilômetros, sendo que 25 quilômetros já estão recapeados, o que corresponde a 74% do total da obra. O investimento previsto é de R$ 3,9 milhões.

“O nosso programa em Minas Gerais é buraco zero nas rodovias estaduais. Vamos investir, só este ano, mais de R$ 300 milhões na manutenção das MGs, no ProMG. E estaremos concluindo até o final do ano o asfaltamento de todas as estradas de acesso a cidades que não tinham ligação asfáltica. Então, é o maior programa viário em curso no Brasil, incluindo aí os programas do governo federal”, disse Aécio Neves, que esteve acompanhado do vice-governador professor Antonio Anastasia durante a vistoria à MG-285.

ProMG
O programa ProMG, implantado desde 2004, prevê contratos de recuperação e manutenção das rodovias estaduais, ficando a empresa vencedora da licitação responsável por qualquer reparo na via durante quatro anos.
“Fizemos uma mudança profunda no sistema de manutenção das nossas rodovias. Antigamente, você licitava uma reconstrução ou uma reforma de rodovia, a empresa entregava essa obra e não tinha mais nenhuma responsabilidade para com ela. Vinham chuvas, levavam metade da obra, os buracos voltavam e você tinha que licitar novamente. Então, o dinheiro não tinha fundo, não havia dinheiro para se fazer o que precisa ser feito. Agora, licitamos a recuperação da rodovia, esse é o ProMG, e junto com ele, a manutenção por quatro anos. A empresa que faz a obra tem responsabilidade por quatro anos de fazer a manutenção e ela recebe mensalmente. Então o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado vistoria a obra e só paga a medição quando não há um buraco sequer”, explicou o governador.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aécio Neves entrega aeroporto e campus da UEMG em Frutal




O governador Aécio Neves e o vice-governador, Antonio Anastasia, inauguraram, em Frutal, o campus da UEMG

 O governador Aécio Neves inaugurou, nesta terça-feira (2), o Aeroporto Risoleta Neves e o campus da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) em Frutal, no Triângulo Mineiro, que receberam R$ 17,7 milhões do Governo de Minas e da União. Ainda na cidade, o governador autorizou o início das atividades do Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Instituto Hidroex), um dos 20 centros do mundo chancelado pela Unesco como categoria II para ser referência em conservação do patrimônio hidrológico da América Latina e das nações africanas de língua portuguesa.

Aécio Neves afirmou que o Governo de Minas está investindo para fazer do Hidroex um centro de excelência em águas criando, a partir de Frutal, uma rede de estudos e gestão dos recursos hídricos da América Latina e dos países de língua portuguesa.

“Teremos aqui um instrumento de excelência. Talvez, as pessoas não tenham hoje percepção clara do isso significa mas, no futuro, exatamente aqui em Frutal, no Pontal do Triângulo Mineiro, é para onde estarão vindo os principais pesquisadores e técnicos para ensinar as futuras gerações como fazer a gestão adequada desse insumo tão vital à vida, que é a água. Portanto, é um dia histórico para todos nós”, afirmou o governador, em entrevista.

Referência em águas

A solenidade que deu início às atividades do Hidroex foi realizada no auditório do novo campus da UEMG e contou com a presença do vice-governador Antonio Anastasia, do reitor do Instituto de Educação para as Águas da Unesco, András Szöllösi-Nagy e da atriz Cleo Pires, que detém o título de embaixadora das Águas pela Unesco.

“O Hidroex terá uma importância absolutamente estratégica. Estamos falando da América Latina, uma região responsável por 26% da água potável do mundo. O Instituto terá recursos da Unesco e do Governo do Estado e apoio do governo federal”, disse Aécio Neves.
Para o vice-governador Antonio Anastasia, o Hidroex funcionará como âncora do desenvolvimento de Frutal. “Com o Hidroex, Frutal se insere no mapa do mundo, no mapa do conhecimento, e não há bem mais valorizado no século XXI do que o conhecimento”, destacou.
Inicialmente, serão atendidos no Hidroex os países da América Latina e também os de língua portuguesa da África. Numa segunda etapa, o projeto prevê a transferência de conhecimento para outros países da Savana africana.
O Hidroex também irá focar sua atuação na recuperação de biomas estratégicos, como o Cerrado, segunda maior formação vegetal do Brasil. Três das maiores bacias hidrográficas da América Latina nascem no Cerrado Brasileiro (Prata, São Francisco e Tocantins-Araguaia). Este bioma ocupa grande parte do território brasileiro e de Minas Gerais, sendo o Triângulo Mineiro praticamente todo ocupado por ele.

UEMG
O governador afirmou que o campus de Frutal é a mais moderna unidade da UEMG em todo o Estado. Trata-se também da primeira sede própria da Universidade do Estado construída. No campus de Frutal estão matriculados 1.500 alunos em sete cursos, Administração, Sistema de Informação, Geografia, Comunicação, Tecnologia em Processo Sucroalcooleiro, Ciência e Tecnologia em Laticínios e Direito.
A partir de agora, toda a administração da UEMG em Frutal também passa a funcionar no prédio novo. Antes da transferência dos alunos para a nova sede, os cursos eram oferecidos em prédios alugados ou emprestados, em diversos pontos da cidade.
“Este investimento da UEMG é uma mostra clara de que a educação é das prioridades, a maior prioridade desse governo. O que ocorreu, e essa é a questão mais relevante, é que Minas se organizou. Minas hoje planeja seu futuro, não fazemos obras impensadas, por uma pressão política daqui ou de acolá. Hoje sabemos onde queremos chegar daqui a dez, quinze ou vinte anos e, para isso, temos um percurso a fazer, e esse percurso será mantido”, disse Aécio Neves.
Aeroporto

O governador também inaugurou as obras de ampliação do Aeroporto Risoleta Neves, que ganhou pista de pouso e decolagem de 1.320 metros por 30 metros de largura. As obras custaram R$ 3,7 milhões de recursos do Plano Aeroviário do Estado de Minas Gerais (ProAero), que tem por objetivo dotar 100% do Estado de um aeroporto em condições de operação diurna e noturna com acesso pavimentado, numa distância máxima de 100 quilômetros.
O projeto do novo aeroporto contemplou ainda a implantação de sistema de sinalização horizontal diurna e balizamento noturno, o que permitirá atender a demanda da aviação aérea regional e comercial, com voos regulares de aeronaves de passageiros, com capacidade de 30 lugares.

Usina e posto de saúde

O governador também descerrou as placas alusivas à inauguração da Usina Sucroalcoleira Cerradão e do novo posto de saúde do bairro Nossa Senhora Aparecida. A Usina Cerradão recebeu investimentos do BDMG e do BNDES e já está em operação. Na safra 2008-2009, moeu 900 mil toneladas de cana, com a geração de 240 empregos na indústria e mais 920 no campo. A previsão para a safra 2010 é de moagem de 1,5 milhão de toneladas de cana.

O posto de saúde do bairro Nossa Senhora Aparecida funcionava em sede provisória. O Governo de Minas investiu R$ 180 mil na construção da sede definitiva, que serve de base para os trabalhos das equipes do Programa Saúde da Família, responsável pela cobertura de 73% da população do município.

“Frutal é uma cidade estratégica e sempre foi. Pouquíssimas cidades do Estado receberam tantos investimentos ao longo desses sete anos. Frutal é reconhecida pelo seu desenvolvimento, pela riqueza de suas terras, pelo empreendedorismo do seu povo. E agora, passará a ser reconhecida também pelo Hidroex”, afirmou o govenador.

Estiveram presentes o diretor de Planejamento do Hidroex, Mario Valeriano Soares, a reitora da UEMG, Janete Gomes Barreto, o diretor do campus da UEMG em Frutal, Ronaldo Wilson Santos, o diretor-presidente da Usina Cerradão, Adalberto José de Queiroz, a prefeita de Frutal, Maria Cecília March Borges e o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Alberto Portugal.

Aécio Neves e sua irmã Andrea Neves juntos no combate a exploração de menores em Minas


Governo Aécio Neves e Servas ampliam rede de proteção à infância com o Programa Proteja Nossas Crianças
Mais de 95 mil veículos e cerca de 60 mil mineiros foram abordados pelas blitze da Campanha Proteja Nossas Crianças, no ano passado. Por meio das ações da campanha, a população está usando cada vez mais o Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19) como ferramenta de denúncia de crimes contra crianças e adolescentes.
No comparativo com o ano de 2008, as denúncias feitas pela população ao serviço em 2009 subiram 26%. Foram 3.463 (2009) e 2.735 (2008). Os crimes mais denunciados durante o ano passado foram negligência e abandono, com 1.093 ligações, violência física dentro de casa, com 1.075, e abuso sexual, com 222 ligações.
A Campanha Proteja Nossas Crianças percorreu todas as regiões mineiras e realizou mais de 130 blitze. Foram distribuídos panfletos, cartazes e adesivos que enfatizam o número do Disque Direitos Humanos. Além disso, as blitze contaram com a colaboração de vários parceiros. Em 2010 será mantida a linha de trabalho, dando prioridade às ações educativas nas áreas em que mais ocorrem os crimes de exploração sexual; estradas e regiões turísticas. A previsão é que um milhão de panfletos, 300 mil adesivos e 100 mil cartazes sejam distribuídos em 146 blitze novas realizadas em todo Estado.
“A ênfase será dada na realização das blitze que a Sedese (diretamente ou em parceria) realiza desde julho de 2004 e na construção de novas parcerias, de modo que consigamos engajar novos atores na campanha e a ampliar seu espaço geográfico. Temos que perseverar no que fazemos hoje, pois os resultados, como demonstram os dados do Disque Direitos Humanos, são animadores. Os resultados aparecerão aos poucos e naturalmente,” explicou o coordenador da campanha, Márcio Macedo.

Proteja Nossas Crianças

A Campanha Proteja Nossas Crianças é uma das maiores iniciativas já realizadas de combate à violência doméstica e à exploração sexual de crianças e adolescentes no país. Envolve toda a sociedade civil e mobiliza a população a denunciar casos de violência.

Lançada em maio de 2008, é dividida em duas etapas. A primeira, voltada para o combate à exploração sexual e a segunda abordou a violência doméstica. A campanha é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas).

domingo, 31 de janeiro de 2010

Revista Isto È chama atenção para o trabalho de Aécio em prol de Anastasia


O novo desafio de Aécio

Fonte: Alan Rodrigues: Isto É
A estratégia do governador mineiro para transformar sua popularidade em votos para o discreto vice, que estreia este ano nas urnas

O tucano Aécio Ne­ves vai usar seu lar­go estoque de popularidade em Minas Gerais para um novo e ousado desafio: a candidatura do vice-governador, Antônio Anastasia, como seu sucessor no Palácio da Liberdade. Aécio sabe que boa parte das conquistas de seus dois mandatos se deve ao chamado “Choque de Gestão”, um plano administrativo que recuperou a economia mineira e conquistou até o apoio dos rivais sindicalistas para equilibrar as contas públicas do governo.
Anastasia foi o principal gestor desse projeto, desde que assumiu a Secretaria de Planejamento em 2003. São credenciais usadas pelo governador para apresentar seu candidato como a melhor opção de continuidade. “O governo não é meu. A administração é Aécio barra Anastasia”, disse o governador na tarde da quarta-feira 27.
Nos últimos meses, a receptividade do eleitor tem sido positiva. Até a metade do ano passado, Anastasia era desconhecido do eleitorado e nas pesquisas de intenção de voto patinava na casa dos 4%. Em dezembro, segundo levantamento do Datafolha, ele já somava 10% das preferências. Trata-se de um crescimento substancial para quem jamais disputou uma eleição.
“Anastasia é um fenômeno. Saiu do anonimato e em algumas pesquisas feitas inclusive por nossos concorrentes já aparece com 16%”, afirma o deputado Nárcio Rodrigues, presidente do PSDB de Minas.
Em um Estado onde o quadro eleitoral ainda se apresenta como um dos mais indefinidos do País, a estratégia traçada por Aécio prevê que Anastasia assuma o governo no final de março, quando ele deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado ou retomar um projeto eleitoral nacional. Até lá, o governador vai passar a maior parte do tempo ao lado do vice.
“Farei um mergulho em Minas”, diz Aécio. Para os próximos 55 dias estão previstas 30 viagens do governador ao lado de Anastasia. “A grande questão daqui por diante será saber se nós vamos continuar avançando na mesma direção ou se vamos ter retrocessos. E Anastasia é quem garante o avanço das medidas que nós viemos tomando até aqui”, afirmou Aécio na segunda-feira 25, depois de autorizar o início das obras do estádio do Mineirão para a Copa de 2014.
Professor universitário, filho de uma tradicional família mineira, Anastasia é o que se pode definir como um político discreto. Tímido, sempre trajando ternos bem cortados e avesso aos tradicionais tapinhas nas costas, o vice-governador terá que enfrentar nas urnas adversários já bastante conhecidos do eleitor mineiro. O ex-governador e hoje ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) ou o atual ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT), que ainda se engalfinham no PT em busca da legenda.
Nesse sentido, o papel da dupla Aécio/Anastasia e semelhante ao de Lula/Dilma: a transferência de popularidade de um governante aprovado para um afilhado ainda não habituado às urnas. “Transferir popularidade não é tarefa fácil, mas a diferença entre Anastasia e a ministra Dilma é que ele já provou sua capacidade administrativa”, afirma o cientista político Fábio Wanderley Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais. Nem mesmo os petistas discutem a capacidade administrativa de Anastasia.

“Vamos fazer uma campanha pós-Aécio, discutindo avanços na área social e sem abandonar o Choque de Gestão”, diz o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), principal patrocinador da candidatura de Fernando Pimentel.
Na terça-feira 26, Aécio e Anastasia cruzaram o Estado para inaugurar um aeroporto na cidade de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, e um hospital em Caratinga, na região do Vale do Rio Doce. O objetivo é tornar a imagem do vice mais visível ao eleitor. O novo desafio de Aécio, no entanto, poderá se tornar ainda mais difícil nos próximos dias. Isso porque, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o propósito de pacificar o PT mineiro e sua coligação com o PMDB, além de dar um palanque forte para Dilma, tem ensaiado a candidatura de José Alencar (PRB) pa­ra o governo de Minas.
“A entrada de José Alencar na disputa pode modificar todo o quadro eleitoral. Sua luta contra o câncer o transformou numa espécie de mito. A figura do vencedor”, diz o cientista político Wanderley Reis. Na terça-feira 2, Alencar irá se reunir em Brasília com as bancadas mineiras do PT, PMDB, PCdoB e PSB para dizer se aceita ou não a proposta feita por Lula. Na ocasião, ele espera estar com os resultados de exames médicos que lhe dirão se tem ou não condições físicas para enfrentar uma campanha.

“Só aceitarei entrar na campanha se os médicos garantirem que minha saúde permite governar”, tem dito Alencar a seus interlocutores. Enquanto Lula procura uma alternativa em Minas, Aécio tenta finalizar os entendimentos com o ex-presidente Itamar Franco (PPS), que poderá ser o vice de Anastasia. O problema é que Itamar considera Aécio a melhor alternativa do PSDB para a sucessão de Lula e, caso o governador não dispute o Senado, ele, Itamar, sonha com a vaga.
Link da matéria: http://www.istoe.com.br/reportagens/46420_O%20NOVO%20DESAFIO%20DE%20AECIO

sábado, 30 de janeiro de 2010

Plebiscito de Araque por Rui Fabiano


Plebiscito de araque

A estratégia de dar conteúdo plebiscitário à campanha eleitoral, sustentada por Lula e PT, está em contradição com o próprio diagnóstico presidencial a respeito destas eleições.
Há algumas semanas, o presidente sublinhou, como aspecto positivo – e indicador de nossa evolução política –, o fato de não haver candidatos de direita. Todos, na sua ótica, seriam progressistas. E isso seria bom.

Mais de uma vez, elogiou a qualidade de cada candidato. De fato, todos – Dilma, Marina Silva e José Serra - vieram da esquerda.
Só Ciro veio da direita. Foi filiado à Arena, partido de sustentação ao regime militar. Mas já fez seu mea culpa e profissão de fé pública no socialismo, com uma veemência rara. É socialista – e ponto.
Nesses termos, o plebiscito não tem cunho ideológico, na base do direita versus esquerda, mas tão-somente personalista, dentro dos padrões populistas mais ortodoxos.

Lula é o referencial. A eleição seria Lula versus “o outro”. O outro é Fernando Henrique Cardoso.

Nenhum dos dois, porém, é candidato. O embate, em princípio, será entre José Serra e Dilma Roussef, que têm biografias distintas dos seus patronos. Mas o presidente fala claramente nas duas eras: a dele e a de FHC. Povão versus elites.

A era dele, porém, naquilo que apresenta de êxito e substância doutrinária – a política econômica –, decorre da era anterior.
Dá-lhe sequência. Não é casual que, à frente do Banco Central, esteja um ex-tucano, Henrique Meirelles, trazido para a política por Fernando Henrique, que o fez candidatar-se a deputado federal em 2002.
Para sinalizar ao mercado que não mexeria na política econômica – e não mexeu -, trouxe um tucano para o Banco Central. Hoje, Meirelles, filiado ao PMDB, é um dos ícones da Era Lula, que sonha em tê-lo como vice na chapa de Dilma Roussef.

O outro ponto forte da Era Lula é o Bolsa Família, seu principal cabo eleitoral, que, além de lhe render popularidade, serve para demonizar os adversários, acusados de planejar sua extinção.
Ocorre que mesmo essa polarização é artificial e não resiste a um retrospecto. Quem aderiu ao sistema de bolsas foi o governo Lula, que antes o criticava.
Esse sistema chegou ao formato atual inspirado no Bolsa Educação, concebido nos anos 90 pelo então prefeito de Campinas, hoje já falecido, Roberto Magalhães Teixeira, do PSDB.
O então governador do DF, Cristovam Buarque, encantou-se com a idéia e a trouxe a Brasília. Fernando Henrique gostou e a adotou nacionalmente. Lula, ao contrário, repudiou-a.
São palavras dele, em 2000, disponíveis no YouTube: “Lamentavelmente, no Brasil, o voto não é ideológico, e as pessoas lamentavelmente não votam partidariamente. E lamentavelmente você tem uma parte da sociedade que, pelo alto grau de empobrecimento, é conduzida a pensar pelo estômago e não pela cabeça.
É por isso que se distribui tanta cesta básica. É por isso que se distribui tanto tíquete de leite. Porque isso, na verdade, é uma peça de troca, em época de eleição. E assim você despolitiza o processo eleitoral.

Você trata o povo mais pobre da mesma forma que Cabral tratou os índios quando chegou no Brasil, tentando distribuir bijuterias e espelhos para tentar ganhar os índios. Você tem como lógica a política de dominação, que é secular no Brasil.”
O projeto social de Lula, quando assumiu – e está no discurso de posse –, era o Fome Zero, que não deu certo. O Bolsa Família reúne os programas da Rede de Proteção Social, concebido e conduzido por dona Ruth Cardoso, que incluía ainda itens como vale-gás e bolsa-alimentação.
Fundiu-se tudo num rótulo novo e ampliou-se o número de beneficiados, etapa seguinte à implantação da idéia.

Não há, pois, nem mesmo na política assistencialista, o contraste indispensável aos plebiscitos, que é o choque de idéias ou projetos antagônicos.
O que há é a velha luta por cargos entre PSDB e PT, cuja origem é São Paulo, berço de ambos. São os irmãos Karamazov da política brasileira. Não se entendem, mas se parecem.

O tom plebiscitário artificial que se quer impor à campanha serve, como dizia Lula em 2000, para “despolitizar o processo eleitoral” e manter “como lógica a política de dominação”.
A massa, atenta ao Bolsa Família, continuará a “pensar com o estômago”, já que as questões mais relevantes estarão à margem dos debates.
Pior para os debates. Pior para o eleitor.

Ruy Fabiano é jornalista

Minas é Fundamental, por Lauro Jardim, Revista Veja


Deu na Veja


Minas é fundamental
De Lauro Jardim:

O desejo da quase totalidade dos tucanos (e da oposição em geral) é forte, e as pressões também, mas até agora ninguém conseguiu ouvir de Aécio Neves em conversas privadas que ele pelo menos admita a hipótese de ser vice de José Serra. Ainda assim, até a última hora Aécio será pressionado.

Aécio Neves tem repetido aos mais próximos que o seu objetivo é eleger o futuro governador de Minas Gerais - e, de lá, ajudar Serra a vencer Dilma. Além, é claro, de eleger-se senador.

Se Serra triunfar, segundo o raciocínio que costuma expor nessas conversas, liderará as articulações do governo no Senado, com a força de ter eleito um governador. E se Dilma vencer? Nessa hipótese, Aécio acha que será o líder da oposição. Tanto num como no outro cenário, vencer em Minas é fundamental.