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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Indignado, Aécio acusa Dilma de por o Congresso de "cócoras"



O senador Aécio Neves (PSDB-MG) acusou nesta quarta-feira (3) a presidente Dilma Rousseff de colocar o Congresso Nacional de "cócoras" para o Palácio do Planalto ao insistir na votação do 
projeto permite ao governo não cumprir a meta de superavit fiscal deste ano. Em discurso inflamado na sessão do Congresso que vai votar o projeto, o tucano disse que o Planalto "comprou" congressistas para tentar aprovar a matéria.

"Hoje a presidente coloca de cócoras o Congresso a estabelecer que cada parlamentar aqui tem um preço. Fala-se em R$ 748 mil. Essa é uma violência jamais vista nesta Casa", disse.

Aécio se referiu ao decreto editado por Dilma esta semana que condiciona a liberação de R$ 447 milhões para emendas individuais dos congressistas do Orçamento da União à aprovação da mudança na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) –que permite ao governo não cumprir sua meta de superavit. O valor previsto para a liberação das emendas garantem uma fatia de R$ 748 mil para cada um dos 594 deputados e senadores.

O tucano foi derrotado por Dilma no segundo turnos das eleições para a Presidência da República, em outubro. Aécio listou, no discurso, diversas frases ditas por Dilma ao longo da campanha de que garantiu aos eleitores que o governo cumpriria sua meta fiscal em 2014.

"No dia 6 de agosto, a presidente disse: 'acredito que teremos condições de cumprir o superávit previsto". Hoje, a presidente coloca de joelhos a sua base aliada. 'Cortar o quê?', disse ela em 25 de setembro. Infelizmente, não foi a verdade, a sinceridade, que venceram essas eleições."

CONFUSÃO

Deputados e senadores da oposição se revezaram na tribuna na manhã desta quarta-feira com discursos atacando decisão do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), que determinou o esvaziamento das galerias do plenário da Câmara –local onde a população é autorizada a acompanhar as votações.

confusão começou na noite de terça (2), quando seguranças tentaram retirar à força manifestantes aliados ao PSDB e DEM que protestavam contra a aprovação do projeto de Dilma sobre o superávit nas galerias.
Alguns segurança imobilizaram populares, com trocas de tapas e empurrões, tentando ser contidos por deputados da oposição.

Na manhã desta quarta, a sessão começou com as galerias vazias e os manifestantes retidos na chapelaria do Congresso, –entrada principal do Legislativo –barrados por seguranças.

"Vossa Excelência está praticando uma afronta ao decoro parlamentar. Não pode trazer para si a prerrogativa de interpretar o regimento da Casa de acordo com o momento", atacou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Líder do PSDB, o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) também acusou Renan de não cumprir as regras do Congresso ao negar o acesso de populares às galerias do plenário, uma vez que a presença é assegurada pelo regimento interno do Legislativo.

"Diz o regimento que as galerias devem ser franqueadas ao povo. Cabe à Vossa Excelência zelar pela ordem dos trabalhos, mas não pode Vossa Excelência se sobrepor ao regimento. Não pode o PMDB desmentir sua tradição democrática nessa sessão. O povo está acotovelado na chapelaria da Câmara querendo entrar", disse o tucano a Renan.

Congressistas da oposição se encontraram com os manifestantes retidos na chapelaria, inclusive Aécio, que chegou ao Legislativo por essa entrada –embora diariamente faça a opção por outra entrada do Senado.

Fonte : Folha.uol.com.br

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aécio em entrevista para O Globo: : " Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou "


Aécio diz que vai ser oposição vigilante e fiscalizadora para que os escândalos não sejam “varridos para debaixo do tapete - O Globo / Pablo Jacob


Aécio Neves: ‘Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou’
Senador tucano reafirma que não irá abdicar do papel de oposição e que PT enfrentará “oposição conectada com a sociedade”
POR MARIA LIMA, LYDIA MEDEIROS E SILVIA FONSECA


RIO - Aécio Neves chega caminhando sozinho pela rua. Vem do pediatra e entra na casa do amigo onde daria entrevista, em Ipanema, contando que os filhos gêmeos, nascidos prematuros, engordaram. Diz que depois de olhar tanto no olho da adversária que o derrotou na campanha mais acirrada da História não abdicará de seu papel de fazer oposição. Admite erros. Mas diz que, pela primeira vez, o PT enfrentará uma “oposição conectada com a sociedade, e isso os assusta”.

Como o senhor viu a entrevista da presidente Dilma, que chamou de lorota o corte de ministérios e de ideia maluca sua proposta de choque de gestão?

A candidata Dilma estaria muito envergonhada da presidente Dilma. Para a candidata, aumentar juros era tirar comida da mesa dos pobres. Três dias depois da eleição, o BC aumentou os juros. Para a candidata, não havia inflação. A presidente agora admite que há e que é preciso controlá-la. A candidata dizia que as contas públicas estavam em ordem, e descobrimos que tivemos um setembro com o pior resultado da história. A candidata dizia que cumpriria o superávit fiscal, e agora se prepara para pedir a revisão da meta de 1,9%. Estamos assistindo ao maior estelionato eleitoral da História. O choque de gestão, que incomoda tanto o PT, nada mais é do que gastar menos com o Estado e mais com as políticas fins. É o contrário do que o PT pratica. O próximo mandato, que se inicia, já começa envelhecido. A presidente não se acha no dever de sequer sinalizar como será a política econômica. E é curioso vermos a presidente correndo desesperada atrás de um banqueiro para a Fazenda. Eu hoje chego na minha casa, coloco a cabeça no travesseiro e durmo com a consciência muito tranquila. Fiz uma campanha falando a verdade, não fugi dos temas áridos, sinalizei na direção da política econômica que achava correta. Não sei se a candidata eleita pode fazer o mesmo.

A oposição também não está envelhecida?

A oposição sai extremamente revigorada da eleição. A campanha teve duas marcas muito fortes. A primeira, protagonizada pelo PT e pela candidata que venceu: a utilização sem limites da máquina pública, do terrorismo eleitoral, aterrorizando beneficiários do Bolsa Família, do Minha Casa Minha Vida. Inúmeras regiões ouviram durante meses, isso sim uma grande lorota, que, se o 45 ganhasse, seriam desfiliados dos programas. Infelizmente, essa é uma marca perversa. Mas há uma outra, extraordinária, que é um combustível para construir essa nova oposição. O Brasil acordou, foi às ruas. Minha candidatura passou a ser um movimento. Nosso e desafio é manter vivo esse sentimento de mudança, por ética.

Como atuar de forma diferente?

Pela primeira vez, o PT governará com uma oposição conectada com a sociedade. O sentimento pós-eleição foi quase como se tivéssemos ganhado. E os primeiros movimentos da presidente são de desperdiçar a oportunidade de renovar, de admitir equívocos, mudar rumos. Ela começa com o mesmo roteiro: reúne partidos para discutir um projeto de reforma política ou uma agenda de crescimento? Não! Reúnem-se em torno da divisão de ministérios, de nacos de poder. As pessoas não se sentam para ouvir da presidente: "Quero o apoio para um grande projeto de país." Era o que eu faria. A grande pergunta dos brasileiros será: para que novo mandato se não há projeto novo de país? Para continuar distribuindo cargos e espaço de poder para as pessoas fazerem negócios? A presidente corre o risco de começar o mandato com sentimento de fim de festa.

O PSDB fará um “governo paralelo”?

Vamos constituir dez grupos, de dez áreas específicas, para acompanhar as ações do governo. Comparar compromissos de campanha com o que acontece em cada área. Queremos subsidiar nossos companheiros, lideranças da sociedade, vereadores, governadores, parlamentares.

Isso não reforça o discurso de que vocês precisam desmontar o palanque?

Chega a ser risível ouvir o PT falar que é hora de descer do palanque. O PT, sempre que perdeu, nunca desceu. E quando venceu também não desceu. E quem paga a conta são os brasileiros. Cumprimentei a presidente pela vitória. Agora vou cumprir o papel que me foi determinado por praticamente metade da população. Vamos ser oposição vigilante, fiscalizadora, e não vamos deixar que varram para debaixo do tapete, como querem fazer, esses gravíssimos escândalos que estão aí.

Mas não houve acordo na CPI da Petrobras para blindar políticos, com apoio do PSDB?


Quero dizer de forma peremptória e definitiva: vamos às últimas consequências nessas investigações, não importa a quem atinjam. Até pelo nível de insegurança de setores da base do governo, o que pode estar vindo por aí é algo muito, mas muito grave. Não depende mais apenas da ação do Congresso ou da Justiça no país, porque essa organização criminosa que, segundo a PF, se institucionalizou na Petrobras, tem ramificações fora do Brasil. E outros países estão agindo. Nosso papel é não permitir, do ponto de vista político, tentativas de limitação das investigações. Se alguém pensou em algum acordo, e no caso do deputado Carlos Sampaio ele foi ingenuamente levado a isso, será corrigido.

A desconstrução marcou a campanha. Como enfrentar isso em 2018?


O marketing petista deseduca a população porque não permite o debate. Será que vai dar certo sempre? Queremos transformar o Bolsa Família em política de Estado para que saia dessa perversa agenda eleitoral. Apresentamos o projeto, e agora ficou claro porque o PT votou contra. O PT prefere ter um programa para manipular as vésperas das eleições, como se fosse uma bondade. Há uma manipulação vergonhosa de instituições como Ipea e IBGE. A presidente usou o marketing de que tinha tirado não sei quantos milhões da miséria já sabendo que a miséria aumentara. Mais um estelionato. Setembro foi o pior mês do século em geração de emprego. Há 20 milhões de jovens sem ensino fundamental e médio. Nossa educação, comparativamente a nossos vizinhos, é péssima. E o governo acha que política social é o Bolsa Família. Não. Tem que ser saúde, educação de qualidade e geração de emprego para incorporar essas pessoas ao mercado formal.

Como o PSDB se manterá unido com uma disputa interna que se anuncia para 2018?


Antecipar uma divisão no PSDB hoje é uma bobagem. Não tenho obsessão em ser candidato a presidente. O que há hoje é um PSDB, ao lado de outras forças, conectado a setores da sociedade com os quais não estávamos vinculados. Esse é o grande fato novo. Lá na frente, o candidato será aquele que tiver melhores condições de vencer.

Há uma nova direita indo às ruas e pedindo a volta dos militares. Como fazer com que o PSDB não se confunda com esse movimento?

Com nosso DNA. Sou filho da democracia. O que houve foi a utilização de movimentos da sociedade por uma minoria nostálgica que nada tem a ver conosco e com nossa história. A agenda conservadora, antidemocrática, totalitária, é a do PT. Esse documento do PT, lançado depois das eleições, é muito grave. Fala no cerceamento da liberdade da imprensa, de um projeto hegemônico de país, sem alternância de poder. Fala de uma democracia direta que, de alguma forma, suplantaria ou diminuiria a participação do Congresso na definição das políticas públicas. Teve um momento na campanha do meu avô Tancredo, em 1984, que pregaram uns cartazes em Brasília com o símbolo do comunismo. Era um movimento da direita mais radical para dizer que ele era comunista. Tancredo disse: "Olha, para a esquerda não adianta me empurrar que eu não vou." Ele era um homem de centro. E, agora, eu digo: "Para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".

E os erros na campanha? Faltou conexão com minorias, movimentos de base?

Faltaram poucos votos que não conseguimos por falta de estrutura. Nas eleições municipais teremos candidatos com capilaridade em segmentos muito mais amplos. Em dezembro, reuniremos a Executiva com esse foco. Faremos ampla campanha, uma semana de filiação no Brasil. Com gente nas ruas, sindicatos, universidades. Estarei em Maceió, numa grande teleconferência, para sinalizar que o Nordeste sempre será prioridade para o PSDB. As pessoas estão procurando saber como participar, como se filiar. Isso nunca acontecera. Voltamos a ser depositários da confiança de parcela importante da sociedade que nunca fez política e está querendo fazer.

Quais foram os erros em Minas? É consenso que o senhor perdeu porque foi derrotado lá.


Ainda estou tentando entender. Meus adversários tiveram ação organizada muito forte nas regiões mais pobres de Minas. Temos imagens de deputados com megafones dizendo: "Aécio vai acabar com o Bolsa Família". Os Correios não levavam nosso material, e não estávamos atentos. Houve talvez certa negligência do nosso pessoal. E nossa candidatura estadual também não foi bem. No segundo turno, a força do governador eleito acabou sendo um contraponto forte. Ninguém é invencível. Eu não sou infalível. É do jogo político. Souberam ser mais competentes do que nós. A responsabilidade é minha mesmo. Vamos recuperar esse espaço. Lançar candidato a prefeito em Belo Horizonte, onde ganhamos por 60% a 30%, e em todas a grandes cidades.

E a derrota no Rio?

Eu ter tido 45% dos votos no Rio foi um ato de heroísmo. Os dois candidatos do segundo turno estavam com Dilma. E ainda espalharam jornais apócrifos me colocando como inimigo do Rio.

A aliança de oposição será mantida?



É bom que a oposição tenha várias caras. É um erro estratégico, além de gesto de absoluta arrogância, achar que sou o líder das oposições. Não sou. Somos um conjunto de pessoas credenciadas para falar em nome de uma parcela importante da população. Sou cioso da autonomia do Congresso. Mas gostaria de ver alguma forma essa aliança reeditada na eleição para a presidência da Câmara. Quem sabe num gesto em direção do PSB. A mim agradaria, mas é uma decisão que será tomada com absoluta autonomia pelos deputados.

O senhor sempre repete a frase de Tancredo que ser presidente, mais do que projeto, é destino. Ainda concorda?
Não é obsessão, como jamais foi. Sou hoje um homem de bem com a vida, conheci um Brasil novo, vibrante, com esperança. Não é frase de efeito. Vi coisas de emocionar. Gente que via esperança em mim. E isso é muito sério.


Fonte: : http://oglobo.globo.com/brasil/aecio-neves-para-direita-nao-adianta-me-empurrar-que-eu-nao-vou-14512157#ixzz3IfxzSfEz

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Aécio : " O Brasil perdeu o medo do PT"




“O Brasil perdeu o medo do PT”, diz Aécio

O candidato tucano tinha fortes razões para acreditar que venceria, mas reagiu rapidamente à derrota e se prepara para voltar a enfrentar Dilma como líder da oposição
Bela Megale

Pelo telefone, a voz de Aécio Neves em nada se parece com a do candidato vencido que, no domingo, ao assumir a derrota, discursou em tom abatido por pouco mais de dois minutos. O timbre mudou — é de novo o de alguém em combate. De sua fazenda em Minas Gerais, o tucano falou a VEJA sobre os erros da campanha, os planos para o futuro e o novo país que ele acredita ter saído destas eleições.

O senhor saiu desta eleição com a maior votação que um candidato do PSDB já teve no segundo turno, o apoio de 51 milhões de brasileiros e o título de “líder natural da oposição”. Como pretende usar esse patrimônio?
Pretendo usá-lo para cumprir minha parte no que será a missão do nosso partido a partir de agora: ser a voz e o sentimento de mais de 50 milhões de brasileiros que demonstraram com a contundência do voto que estão cansados da incompetência e dos desvios éticos desse grupo que está no governo. Desvios éticos que na eleição ficaram ainda mais patentes como o modo de ser deles. O uso despudorado da máquina pública e o terrorismo com que o PT intimidou os eleitores são manifestações de uma mesma visão de mundo, a de que eles são donos do país e podem fazer impunemente tudo o que quiserem. Essa violência não tem paralelo na nossa história democrática. Foram cruéis com os eleitores ao mentir descaradamente para eles. Na baixeza para com seus adversários, o PT estabeleceu também um novo e degradante patamar. Primeiro o Eduardo Campos e depois a Marina Silva foram tratados não como adversários políticos com visões diferentes das deles. Foram tratados como inimigos da humanidade, como seres humanos moralmente defeituosos, maus e insensíveis. Uma eleição ganha dessa maneira diminui o Brasil perante o mundo e perante nós mesmos. A torpeza de métodos do PT depois se voltou contra mim com toda a força, o que me fez pensar com mais carinho em Eduardo e Marina, pessoas decentes, figuras públicas com contribuições sociais extraordinárias para o povo brasileiro, destroçadas sem dó pela máquina do PT. Mas essa campanha produziu um avanço importante. Enquanto o PT envenenava o horário eleitoral, surgia nas ruas uma reação espontânea de resistência cívica popular. As pessoas retomaram as ruas, redescobriram a coragem. Finalmente, depois de tantos anos, o Brasil perdeu o medo do PT.

Esse sentimento cívico que o senhor despertou vai durar quanto tempo?
A vitalidade que esta campanha injetou nas pessoas é uma força que não se dissipará facilmente. Ela vai nos manter unidos. Esse Brasil sem medo do PT
vai ser percebido logo pelo governo. A sociedade está muito mais atenta, vigilante e serenamente imune ao discurso raivoso dos petistas. A oposição saiu revigorada desse processo. Estou pronto para assumir meu lugar nela.

Sem trégua nem lua de mel, como disse o senador (e candidato a vice na chapa tucana) Aloysio Nunes?
Os 51 milhões de brasileiros que se puseram na oposição nas eleições esperam que seus representantes no Congresso sejam vigilantes e firmes. Que se oponham ao governo, e não ao país. Seremos firmes porque nossos eleitores reprovaram nas urnas os métodos do PT, sua visão de mundo, seus desvios éticos, a forma como compõe o governo e a forma como governa. Não vamos permitir que o governo desvie a atenção dos brasileiros do maior escândalo de corrupção da nossa história, o da Petrobras.
Fonte : Revista Veja

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Aécio : "O PT confunde o público com o privado"



O público e o privado”, por Aécio Neves


Artigo do senador Aécio Neves, presidente do PSDB, publicado no jornal Folha de S.Paulo – 12/05/14

O que o PT tem contra as estatais?

Depois de anos de discursos condenando as privatizações e se apresentando como defensor das empresas públicas, chega a ser cruel ver como a retórica se transformou em exercício prático de poder. Os estragos provocados pela interferência do governo são de tal ordem que não permitem outra conclusão: o governo mais estatizante pós ditadura militar é o que mais maltrata as empresas estatais.

Os bordões repetitivos do partido, usados à exaustão como arma eleitoral, nos quais difunde-se um país dividido entre nacionalistas e entreguistas, já não surtem mais efeito diante do quadro de destruição perpetrado na administração pública. A mão pesada do Estado está levando as estatais federais às cordas. A Eletrobras perdeu grande parte do seu valor. As ações da Petrobras desabaram.

O que está em risco é o patrimônio do povo brasileiro. É a riqueza pública que se esvai na incompetência e na ingerência política sem limites. Antes, assistíamos orgulhosos às conquistas da Petrobras, uma empresa respeitada globalmente. Hoje, o que se vê é a dilapidação da credibilidade conquistada em 61 anos de história.

Os exemplos da intromissão excessiva do governo nas instituições públicas transbordam por todos os lados. Servidores estão quebrando o silêncio. No IBGE, os funcionários reagiram e o governo recuou da decisão autoritária de não divulgar a Pnad Contínua. O Ipea e a Embrapa não ficaram imunes à intervenção política.

Neste fim de semana, voltaram a surgir graves evidências de que o indiscriminado e ostensivo aparelhamento chegou também aos fundos de pensão, que apresentaram prejuízo recorde em 2013.

Diante de tantas e novas denúncias, a caixa preta das operações conduzidas pelas direções desses fundos, nos últimos anos, precisa ser aberta, para que sejam esclarecidas suspeições diversas de operações no mercado financeiro, maquiagens contábeis e prejuízos astronômicos.

O certo é que o petismo leva para dentro das estatais o que há de mais atrasado em gestão, confundindo o interesse do Estado com o interesse das pessoas no poder. Quando as coisas dão errado, a saída é a de sempre –ninguém sabe nada e tenta-se transformar fatos graves e sucessivos em ações isoladas e episódicas.

Os brasileiros não se enganam mais, como bem mostram as pesquisas de opinião que apontam para um profundo desejo de mudança. O país exige não só competência gerencial, mas também transparência e ética na condução dos negócios públicos. O recado é claro, no que se refere às estatais: precisamos devolver as empresas públicas ao seu verdadeiro dono –o povo brasileiro.
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Aécio Neves em entrevista diz que " Essa CPI é a favor do Brasil !"



Em entrevista exclusiva à Jovem Pan nesta sexta-feira, o senador (PSDB-MG) e presidenciável Aécio Neves criticou o anúncio do presidente da casa legislativa, Renan Calheiros (PMDB-AL), de recorrer da decisão do STF por uma CPI que investigue de maneira exclusiva possíveis fraudes na Petrobras, especialmente no caso Pasadena. Aécio elogiou a decisão da ministra do Supremo, Rosa Weber, a qual classificou como "corajosa e absolutamente correta" e disse que a "CPI é a favor do país e não a favor da oposição".

O senador mineiro falou ainda sobre a corrida eleitoral de que deve participar, o sentimento de mudança do brasileiro registrado pelas últimas pesquisas, as perspectivas econômicas do país frente às eleições, opinou sobre a obrigatoriedade do programa público de rádio "A voz do Brasil", e, por fim, deixou em aberto a possibilidade de José Serra assumir como vice em sua chapa de campanha (Ouça a entrevista completa no áudio).

CPI da Petrobras


Na última quarta (23), Rosa Weber determinou, por meio de liminar, a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar de maneira restrita supostas irregulariades da Petrobras, que incluem a compra de uma refinaria em Pasadena, nos Texas (EUA). A decisão desagradou políticos aliados ao Governo, que queriam uma CPI mista, em que se investigasse questões relacionadas ao porto de Suape, em Pernambuco, e ao suposto cartel do metrô de São Paulo.


Mesmo estando na Itália, o presidente do Senado, Renan Calheiros, enviou nota na noite desta quinta (24) afirmando que o órgão vai recorrer à decisão de Rosa Weber. Aécio classifica a postura de Renan como "mais um equívoco do presidente do senado".


"A base do governo tentou vender a ideia de que essa era uma CPI que a oposição teria inventado para desgastar a presidente da República", critica o político tucano. "Meu Deus! Essa CPI só está existindo e vai ser instalada porque ela é uma demanda da sociedade brasileira, que está indignada com essas denuncias de irregularidades gravíssimas que ocorrem na Petrobras", avalia. "E não é só Petrobras", acrescenta Aécio. "Eu acho que a CPI da Petrobras para esse Governo ainda está barato", diz.

"Nós estamos vendo nas notícias de hoje um Governo batendo cabeça: ministros do Planalto, como (Ricardo) Berzoini dizendo que deve indicar os nomes da CPI, o Renan (Calheiros) achando que ainda pode protelar essa matéria de alguma forma", examina Neves.

O mineiro diz também que a decisão da ministra do Supremo "fez valer a Constituição", e critica a tese de Calheiros para contestá-la: "Se ela (Rosa Weber) aceita o argumento absolutamente sem sentido do presidente Renan Calheiros, de que se pode, após a obtenção de assinaturas para uma determinada investigação, acrescentar outros temas, nós estamos inviabilizando definitivamente esse instrumento da minoria (a CPI)", diz Aécio. "Porque bastava no momento em que se alcaçassem as assinaturas necessárias, que a base do Governo incluísse não um dois ou três, 10, 20, 30 temas. Na hora da instalação da CPI, a base tem a maioria, e estabelece a investigação de outros temas sem a menor relevância", preocupa-se o senador mineiro.

Aécio quer que os trabalhos da CPI comecem o mais breve possível: "Nós vamos à cpi, está na hora de indicarmos os nomes e começarmos a investigar com profundidade qual é a governança dessa empresa, qual é o nível de autonomia que esses diretores tinham, a que interesses eles serviam e, se houver responsabilidade, que sejam responsabilizados civil, se houver dolo, inclusive penalmente, aqueles que tomaram decisões contra o interesse da população brasileira, que é a sócia majoritária da Petrobras", enuncia.

"A oposição, posso garantir, vai estar presente em todas as sessões buscando estabelecer uma pauta que não é de pré-condenação", garante Aécio, que também é presidente nacional do PSDB. "O que nós ueremos é uma investigação". "Essa CPI é a favor do país e não a favor da oposição", decreta o senador.

Questionado sopbre a efetividade da comissão, tendo em vista a Copa do Mundo e, depois, a proximidade com as eleições de outubro, Aécio diz que, "apesar desse calendário um pouco apertado, nós temos condições de apresentar resultados importantes para o Brasil". "Estou otimista, mas estou cobrando o preidente Renan (Calheiros) para que o mais rapidamente possível (ele) oficie aos líderes partidários para que possam fazer as indicações e, quem sabe semana que vem, na terça ou quarta, eu espero ainda na terça, podendo fazer a instalação da CPI", conclui Aécio sobre o tema.


"Sentimento de mudança"


Questionado por Joseval Peixoto sobre os protestos que têm marcado o cotidiano do País desde junho passado, Aécio posicionou-se a favor dos manifestantes: "Eu sempre disse em realação a essas manifestações que os governantes devem recebê-las com a maior humildade", disse. "E ela (a manifestação) não é dirigida à presidente da República, a esse ou aquele governador, é a todos aqueles que têm a responsabilidade de atender ao sentimento, às demandas da sociedade e não vêm atendendo".


O provável candidato à Presidência disse estar "muito à vontade para apresentar ao lado de inúmeras cabeças capacitadas um projeto novo para o Brasil, encerramento desse ciclo de desgoverno, de descompromisso com a ética, com a eficiência". Lembrando pesquisas que apontam insatisfação do eleitorado (72% dos eleitores querem que as ações do próximo presidente sejam diferentes das de Dilma), Aécio se disse pronto para assumir esse compromisso, em tom quase eleitoral: "Há um sentimento claro de mudança, de demanda por algo novo, e eu acredito que nós podemos representar efetivamente o que é novo", afirmou.


"Natural"


Questionado, porém, por Oliveira Andrade sobre o porquê de os números da oposição não crescerem, Aécio diz que é "absolutamente natural". Ele justifica pelo "desconhecimento enorme" do povo de quem são os nomes da oposição. O senador mineiro enfatiza novamente que, em sua avaliação, "o que nós temos visto é uma migração, uma saída de apoio de parte da sociedade à presidente da República, e que estão procurando o novo".


Para ressaltar suas chances eleitorais, Aécio comparou seus números (cerca de 16% de intenções de voto) com os da atual presidente Dilma em 2010, ano em que foi eleita, na mesma épca do ano. E diz ainda que a seu lado conta a questão de que "até quatro anos atrás, em 2010, havia um sentimento de continuidade no Brasil" e Dilma tinha bons indicadores econômicos a favor, diferente de agora. "O dado que tem que ser analisado é o do sentimento das pessoas", diz.


"Só no momento onde nós vermos o monólogo da presidente ser substituído pelo debate, pelo enfrentamento, é que as oposições vão crescer", conclui o presidenciável. "Quem for para o segundo turno vencerá as eleições, e eu espero que sejamos nós", projeta o senador do PSDB.


Economia


Aécio Neves critica duramente as políticas econômicas do atual Governo e conclui que "uma vitória da oposição é a única expectativa que nós temos para que o dano não seja maior".


"O atual governo fracassou na condução da economia, nosso legado vai ser um crescimento pífio, inflação alta e uma perda enorme de credibilidade do Brasil junto a investidores tanto nacionais, mas principalmente internacionais", avalia o senador.


Ele critica a dependência econômica da oferta de créditos e do consumo e diz que "nós devíamos estar preparando o terreno para que investimentos viessem". Aécio classifica ainda como "triste" o "excesso de intervencionimso do governo na economia, no setor elétrico".


"Quando as pesquisas demonstram uma queda da presidente da república, todos os indicadores econômicos reagem positivamente", afirma ainda Aécio. "Há um sentimento nosso de que uma eventual vitória da oposição pode gerar um efeito oposto ao que nós assistimos em 2002, com a vitória do presidente Lula em 2002, quando a inflação cresceu e o dólar disparou. Um efeito positivo (na economia) dada a clareza de nossas posições em relação a políticas fiscais, a metas de inflação", avalia o pré-candidato tucano.


Aécio conclui sobre economia dizendo que "não prevê um 2015 fácil, quem quer que seja o presidente, porque tem algumas bombas-relógio preparadas pelo atual Governo, como necessidades de recuperação de tarifas de energia, de combustíveis, de transportes públicos".


Voz "desnecssária"


Questionado por Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo FC e convidado especial do Jornal da Manhã, sobre a obrigatoriedade do programa radiofônico "A voz do Brasil", Aécio confessa que ainda não se dedicou muito ao tema específico, mas se compromete a fazê-lo.


Lembrando que a discussão acerca do programa criado ainda por Getúlio Vargas em 1935 existe no Congresso há muitos anos, Neves avalia que "A voz do Brasil" hoje "é muito mais uma propaganda do governo e de parlamentares", e diz: "Eu aceito discutir a ideia de sua extinção, ou mesmo de sua flexibilização", em relação aos horários.


Mesmo não querendo tomar posição final sobre o tema, Aécio concorda que "rigidez do horário é contraproducente", especialmente para o ouvinte que quer saber sobre o trânsito no horário de pico de grandes metrópoles, por exemplo.


"Orgulho"


Por fim, questionado por Anchieta Filho sobre os rumores de que José Serra poderia ser o candidato a vice-presidente em sua chapa, Aécio Neves desconversa. O político mineiro diz que ainda não conversou com o ex-governador de São Paulo, mas que seria um "orgulho enorme" ter Serra como vice.


"(Serra) É um nome extremamente qualificado que honraria qualquer chapa", diz Aécio

quarta-feira, 26 de março de 2014

Aécio Neves quer CPI para apurar os escândalos da Petrobrás !!!


Aécio Neves e lideranças da oposição
defendem CPI Mista para investigar denúncias na Petrobras

Presidentes e líderes do PSDB, DEM, Solidariedade e PPS reuniram-se, esta tarde, em Brasília, para discutir criação de uma CPMI.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, defendeu, nesta terça-feira (25/03), em Brasília, a criação no Congresso de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, em um negócio que gerou rombo de US$ 1,2 bilhão à estatal. Aécio Neves, os presidentes do Democratas, senador José Agripino, do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, e do PPS, deputado federal Roberto Freire, reuniram-se durante a tarde com os líderes dos partidos no Congresso.

Aécio Neves alertou que as denúncias envolvendo a gestão da Petrobras atingem o patrimônio da empresa e a credibilidade do governo federal e, pela gravidade, devem ser investigadas também pelo Parlamento. Durante a reunião de hoje, foram recolhidas assinaturas para a instauração de CPI, que poderá ser criada no Senado, na Câmara dos Deputados ou em ambas as Casas (CPI Mista).

“Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito é uma imposição dos fatos. O Congresso Nacional tem a responsabilidade constitucional de fiscalizar as ações do Poder Executivo, e as denúncias são da maior gravidade, colocam em risco sim a credibilidade não apenas da Petrobras, mas do próprio governo. Na reunião que acabamos de ter, dos partidos da oposição, houve um consenso pela aprovação de um requerimento de convocação de uma CPI Mista e, paralelamente, vamos também buscar obter as assinaturas necessárias a uma CPI no Senado. Aquela que alcançarmos em primeiro lugar será a instalada”, disse Aécio em entrevista.

Para a instalação da comissão são necessárias assinaturas de 27 senadores e de 171 deputados, o que torna necessário o apoio de parlamentares de partidos ligados ao governo. Além de líderes da oposição, estiveram presentes à reunião parlamentares da base governista. O líder do PSB no Senado, senador Rodrigo Rollemberg, que não pode comparecer, comunicou seu apoio à iniciativa.

Aécio Neves afirmou que a criação da CPMI atende ao sentimento da sociedade brasileira e defendeu que as investigações que já vêm sendo realizadas tenham prosseguimento.

“As investigações devem continuar ocorrendo na Polícia Federal, na Procuradoria-Geral, no Tribunal de Contas, agora vejo até a AGU se dispondo a investigar. Todos têm que fazer aquilo que a Constituição determina que façam quando existem denúncias graves. Ao Congresso Nacional é reservada a prerrogativa de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito ou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito quando existem fatos claros, objetivos, que a justifiquem. Houve um consenso de toda a oposição de que os fatos são extremamente graves e justificam a criação de uma CPMI. Agora é a base do governo que terá que se manifestar se está aqui atuando para prestar esclarecimentos, para atender ao sentimento da sociedade brasileira ou apenas para atender os interesses do governo. Vamos aguardar”, afirmou.

Danos financeiros à Petrobras

O requerimento para instalação da CPI Mista no Congresso pretende esclarecer casos que vêm comprometendo a Petrobras, não se restringindo apenas à compra da refinaria de Pasadena. Senadores e deputados querem analisar a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A previsão inicial era uma aplicação de US$ 2,5 bilhões, por meio de uma parceria com a PDVSA, estatal venezuelana de petróleo, que acabou não fazendo os investimentos que eram dela esperados. A Petrobras teria direito à cobrança de ressarcimento, mas o contrato que protegia a empresa brasileira nunca chegou a ser assinado. Ainda assim, a Petrobras já investiu US$ 20 bilhões nas obras, que estão atrasadas e sem previsão de conclusão.

Aécio Neves rechaçou a apropriação da Petrobras por um grupo político, ressaltando que a estatal é de toda a população. A oposição também trabalha para esclarecer o início de operação de plataformas inacabadas em alto-mar para melhorar o resultado da balança comercial brasileira, ainda que a manobra aumente os custos de construção e ponha em risco a segurança dos trabalhadores.

“A Petrobras é um patrimônio dos brasileiros, não é patrimônio de um governo. A empresa perdeu mais de 50% de seu valor de mercado, é hoje a empresa não financeira mais endividada do mundo, teve mais uma vez a sua nota de crédito rebaixada. Não podemos assistir isso passivamente. O que queremos com a CPMI não é condenar prematuramente. Ao contrário, é dar oportunidade para que as investigações efetivamente ocorram. Estou otimista. A sociedade brasileira aguarda por esclarecimentos e nada melhor do que uma Comissão Parlamentar de Inquérito para fazer [isso]. As oposições saem daqui otimistas sobre as condições de obterem, tanto na Câmara, quanto no Senado, as assinaturas necessárias”, disse Aécio Neves.

Refinaria de Pasadena: entenda o rombo de US$ 1,2 bilhão

A compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), voltou à tona após a revelação de que a então ministra Dilma Rousseff, que também ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração da Petrobras, apoiou a negociação que seria responsável pelo maior rombo da história da empresa.

Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria, que um ano antes havia sido avaliada em US$ 42,5 milhões. Em 2012, devido a obrigações previstas no contrato por ela assinado, a Petrobras foi obrigada a comprar a outra metade da refinaria, dessa vez por US$ 839 milhões, totalizando
PSDB

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Aécio Neves enumera omissões de Dilma Rousseff em último pronunciamento oficial de 2013



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

AÉCIO NEVES ENUMERA OMISSÕES DE DILMA ROUSSEFF EM ÚLTIMO PRONUNCIAMENTO OFICIAL DE 2013







Fonte: Jornal Opção
Data: 02/01/2014

Aécio Neves enumera omissões de Dilma Rousseff em último pronunciamento oficial de 2013



02/01/14

Clima de Pré-Campanha

Adversário da petista na corrida ao Palácio do Planalto diz que a presidente vive em uma ilha da fantasia, não no Brasil real

Ketllyn Fernandes

A oposição à presidente Dilma Rousseff (PT) não deixou por menos sua última aparição em cadeia nacional em 2013, em que analisou que o ano terminou melhor do que começou e que não faltam motivos para ter esperança de um 2014 melhor. Em um recado aos “críticos”, a petista disse que a “instalação da desconfiança” é muito ruim para o Brasil e que uma “guerra psicológica” pode inibir investimentos e retardar iniciativas. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o senador Aécio Neves (PSDB) publicou nota em que enumera assuntos, segundo ele, omitidos pela petista.

Para o tucano, o pronunciamento oficial serviu para fazer “autoelogio” e “campanha eleitoral”. “Lamentavelmente, a oposição não pode pedir direito de resposta”, frisa o presidente do PSDB, que em seguida cobra o fato de Dilma não ter falado sobre as famílias vitimadas pelas chuvas em diversas regiões do país, sobre tudo no Sul e em Minas Gerais; o aumento da inflação –– calcanhar de Aquiles da atual gestão ––, dentre outros temas considerados pelo presidenciável como de interesse público.

“Nenhuma palavra sobre as famílias vítimas das chuvas e as obras prometidas e não realizadas. Nenhuma menção à situação das empresas públicas, à inflação acima do centro da meta, ao pífio crescimento da economia. Nenhuma menção à situação das estradas, à crise da segurança e à epidemia do crack que estraçalha vidas”, sentencia.

Aécio Neves também questionou os bons resultados em educação citados pela presidente. Ironicamente, o senador diz que Dilma Rousseff vive em uma “ilha da fantasia”. “Enquanto isso, no Brasil real, os resultados dos testes internacionais demonstram o contrário: o analfabetismo parou de cair e, das 6 mil creches prometidas por ela em 2010, apenas 120 haviam sido entregues até outubro”, dispara.

Ao findar sua crítica, o pré-candidato classifica de abusiva o pronunciamento em cadeia de Rádio e TV –– conforme publicado no dia seguinte na imprensa, de fato Dilma aparece mais vezes por ano de mandato que seus dois antecessores, ao custo de R$ 90 mil por pronunciamento ––; tendo avaliado que o alto porcentual de propagandas acarreta no resultado inverso ao esperado, ou seja, não demonstra força, mas sim fraqueza da gestão petista.

Pré-campanha com toda força

Em meados de dezembro último o PSDB lançou documento que classificou como sendo as novas bases do partido. Também não foram poupadas críticas veladas ao PT, que há dez anos governa o país.

O texto traz como pontos principais o resgate de valores; a recuperação da credibilidade e da responsabilidade pública; a garantia dos direitos dos brasileiros; e o bem-estar coletivo. A intenção do partido ao lançar o documento é realizar um contraponto à administração petista propondo uma forma alternativa de condução do País. Temas como segurança pública, educação de qualidade, saúde, política externa e agropecuária também são pontos citados no documento intitulado “Para mudar de verdade o Brasil — Confiança, cidadania e prosperidade”.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Oposição prevê derrota do PT em 2014


Link para assinantes: http://www.otempo.com.br/oposi%C3%A7%C3%A3o-calcula-derrota-do-pt-1.734780

Oposição calcula derrota do PT em 2014

Mudanças no cenário político nacional levam PSDB e PSB a acreditar em perdas eleitorais de Dilma

Lucas Pavanelli

A campanha do senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB) aposta abrir uma frente de 6 milhões de votos nos dois principais colégios eleitorais do país para tentar frear a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições do ano que vem.

O cálculo leva em conta derrotas de Dilma em Minas Gerais - governado pelo tucano por oito anos - e em São Paulo, reduto eleitoral do candidato derrotado no pleito de 2010, José Serra (PSDB), que conseguiu uma vantagem de 1.846.036 votos no segundo turno do último pleito.

Em Minas, Dilma venceu Serra - no segundo turno - pela mesma diferença pela qual foi derrotada em São Paulo. Considerando os mesmo percentuais de abstenções e de votos em branco e nulo, Aécio teria que somar 7,3 milhões de votos contra 3,3 milhões de Dilma. Ou seja, de cada dois eleitores, a petista teria que perder um.

Em São Paulo, o sucesso de Aécio, de acordo com tucanos de Minas, passa pelo apoio integral do paulista para que esses votos sejam transferidos. O desafio, nesse caso, é convencer o próprio Serra a abraçar a campanha. Aliados do paulista já demonstraram desconforto e creditaram a derrota em Minas a uma suposta falta de apoio de Aécio justamente quando Serra era o candidato nas últimas eleições.

Mais derrotas. A perda de votos de Dilma em redutos importantes é uma certeza também do PSB, reforçado com a filiação de Marina Silva, que obteve 19,6 milhões de votos em 2010. Os socialistas apostam em derrotas importantes em Pernambuco - reduto do governador e presidenciável Eduardo Campos - e em outros Estados do Nordeste sob a influência do pernambucano.

No ano passado, quando PT e PSB estavam lado a lado na disputa pela Presidência pelo governo do Estado, tanto Dilma quanto Campos tiveram 3,75 milhões de votos. Pelas previsões do PSB, uma grande parte desses eleitores votaria no socialista.

O deputado federal e presidente da legenda em Minas, Júlio Delgado, não crava uma meta, mas afirma que "assim como ela (Dilma) vai perder em Minas, nós temos certeza que ela perde também em Pernambuco". Para Delgado, a influência de Campos também pode ser decisiva "em outros Estados vizinhos, como Paraíba, Alagoas, no agreste do Rio Grande do Norte e em parte do Ceará. A repercussão é menor somente na Bahia e no Maranhão", traça o parlamentar.

Ao longo do próximo ano, de acordo com Delgado, a ideia é "trabalhar o vínculo" de Campos com Marina Silva para que os votos que ela obteve em 2010 sejam creditados a ele nas urnas. "Principalmente em locais onde ela obteve votação expressiva", afirma o socialista.

Marina conseguiu 2,7 milhões de votos no Rio de Janeiro - sendo 1 milhão na capital fluminense. Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a ex-senadora saiu vitoriosa com 500 mil votos na capital mineira e 611 mil em Brasília (150 mil a mais do que Dilma).



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aécio cobra uma agenda de crescimento



Fonte: Folha de S.Paulo / Coluna de Aécio Neves 
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/133821-bases-para-o-crescimento.shtml

Bases para o crescimento


Aécio Neves 

Entre os muitos desafios a serem enfrentados para a retomada do nosso crescimento, um deles, o demográfico, tem sido pouco considerado como fator de grande impacto sobre a economia brasileira.

Passamos por um rápido processo de transição demográfica: o grupo etário de 15 a 59 anos, que cresceu a uma taxa de 1,6% ao ano na última década, passará a crescer 0,8% ao ano. Ou seja, teremos menor crescimento na oferta de mão de obra. Esse dado, aliado a uma taxa de desemprego que hoje está em 5,6% significa que não haverá uma massa grande de desempregados a ser incorporada ao processo produtivo, como ocorreu nos anos recentes.

A baixa taxa de poupança doméstica (16% do PIB), que tende a diminuir ainda mais com o envelhecimento de nossa população, representa um limite ao crescimento esperado da taxa de investimento. A única forma do país crescer mais rápido é promovendo a produtividade. Infelizmente, não há propostas eficazes para lidar com desafios como esses.

Na verdade, o governo acabou aprisionado na armadilha do curto prazo. Passou a intervir de forma excessiva na economia, conceder subsídios para empresas e setores escolhidos, se fechar para o resto do mundo e ainda modificou marcos regulatórios que precisavam apenas de ajustes.

A percepção de investidores estrangeiros é que o governo brasileiro não se preparou para as mudanças estruturais em curso aqui e no resto do mundo. Adicionalmente, aumentou a incerteza, ao combinar o excesso de intervenção na economia com uma atitude leniente no combate à inflação.

Ao final, estamos sem uma agenda para o crescimento.

No curto prazo, é preciso resgatar a matriz econômica que prevaleceu até recentemente: controle fiscal, taxa de câmbio flutuante e regime de metas de inflação com liberdade de atuação para o Banco Central. Essa agenda deve ser complementada por um esforço imediato de simplificação tributária, redução do número de impostos e estabilidade de regras para o investimento.

No longo prazo, como venho alertando, precisamos resgatar a agenda de reformas estruturais, que passa pela contenção do crescimento do gasto público, maior integração comercial, incentivos à inovação e à competitividade e redução gradual da carga tributária, além da educação como prioridade nacional. Vencer esses desafios depende de um novo sentido de liderança política, capaz de compartilhar com a população e com o Congresso as grandes tarefas que a economia globalizada impõe a países emergentes como o nosso.

Temos todos os ativos para crescer e mudar o atual patamar de desenvolvimento. Precisamos de projeto claro, planejamento rigoroso e mobilização em torno das grandes causas nacionais.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Aécio critica o mercantilismo da política brasileira



Aécio critica lógica 'mercantilista', mas elogia Solidariedade



Tucano diz que políticos não deveriam levar tempo de televisão quando trocam de sigla
DE BRASÍLIA

Provável adversário da presidente Dilma Rousseff em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu ontem a criação do Solidariedade, partido que deve apoiá-lo na corrida presidencial.

Apesar de criticar a "lógica mercantilista" da criação de partidos, Aécio disse que a sigla é "bem-vinda" por ser oposição ao governo Dilma.

"Está tudo errado. O Supremo Tribunal Federal errou lá atrás quando permitiu a portabilidade do Fundo Partidário. Hoje há uma lógica mercantilista da criação dos partidos. Cria-se partido, racha-se o Fundo Partidário e vende-se tempo de TV. A regra está errada. Mas já que nasce no país um partido sem viés governista, ele é bem-vindo."

Apesar de suspeitas de fraudes na coleta de assinaturas de apoio pelo país, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta semana a criação de mais dois partidos, o que abriu a temporada de troca-troca de políticos que pretendem concorrer em 2014.

O tribunal chancelou o Solidariedade, montado pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, e aprovou o Pros (Partido Republicano da Ordem Social).

Aécio disse que o governo federal fortaleceu a criação de siglas para enfraquecer a oposição, como no caso do PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab: "Já que esse tratamento que o governo deu foi adequado, que seja dada a isonomia para outros".

Na opinião do tucano, o Congresso precisa limitar a "portabilidade" dos partidos para impedir que os deputados que deixam as siglas levem consigo tempo de TV e recursos do fundo partidário: "A portabilidade deve pertencer ao partido. Quem quiser sair, que saia sem levar tudo".

Articulador do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força disse em entrevista ao Poder e Política, programa da Folha e do UOL, que a tendência da sigla é oferecer apoio à candidatura de Aécio. O deputado disse que a presidente Dilma Rousseff, aliada de sua ex-sigla, o PDT, "não fez nada" e virou sua "inimiga dois dias depois de ser eleita".
 Folha de São Paulo

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Aécio fala da importância dos brasieiros conversarem sobre política

Vozes do Brasil


Aécio Neves

Semana passada, vivi uma rica experiência ao participar de um debate ao vivo na internet, com convidados de áreas diversas e internautas de todo o país, sobre os grandes desafios nacionais.

Foi uma conversa franca, na qual ficou claro que o diálogo com a população é um processo necessário, irreversível e saudável. E cada vez mais possível com os novos recursos tecnológicos. São fronteiras ampliadas de interlocução, de uma forma nunca antes experimentada por quem carrega a responsabilidade da representação.

Não há mais ambiente para as verdades inflexíveis, soluções generalistas e discursos retóricos vazios. Para representar o desejo coletivo, é necessário dar espaço e ressonância à voz do outro. A impaciência e a revolta que emanaram das ruas são sintomas de uma sociedade que deseja ser ouvida de verdade e com urgência.

Se quer respostas, o brasileiro deseja também contribuir, participar. Viajando pelo país como presidente do PSDB, o que sinto é uma imensa vontade do cidadão de se engajar num projeto de país realmente transformador. Mesmo com sotaques e regionalismos diversos, perdura o sentimento de uma forte unidade, em um cenário de grande diversidade cultural. Se é fato que a maioria reconhece as conquistas das últimas décadas, a percepção geral é a de que ainda não chegamos lá.

Comerciantes, industriais, jovens de todas as classes sociais, gente que quer empreender e fazer acontecer relatam o cotidiano de um país estrangulado, injusto e desigual, com infraestrutura insuficiente e as mazelas de um governo cada vez mais intervencionista, pesado e pouco eficaz. O pior é o sentimento de que muitas conquistas dos brasileiros estão em risco com o baixo crescimento e a inflação alta.

Foi uma boa conversa, mas ainda insuficiente. Precisamos ouvir mais uns aos outros para a construção de um projeto coletivo, capaz de acolher os diferentes sonhos e esperanças. Entre as muitas certezas revigoradas, trago uma constatação: não há rede oficial de rádio e TV capaz de abafar as vozes do Brasil real.

PS: Não poderia encerrar a coluna de hoje, em que falo de internet, sem manifestar minha solidariedade às atrizes Carol Castro, Rosamaria Murtinho, Nathalia Timberg, Susana Vieira e Bárbara Paz. Para quem não acompanhou, exercendo o legítimo direito de expressão --que deve ser garantido a todo brasileiro, qualquer que seja sua opinião-- elas manifestaram a decepção pessoal com o resultado da votação dos embargos no caso do mensalão. Acabaram vítimas de violentos e injustos ataques realizados pelo exército digital, que, aparelhado, tenta constranger e intimidar todos aqueles que não se alinham às causas do projeto de poder instalado no país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Aécio diz que Dilma quer, de forma injusta, se comparar ao Felipão


Aécio Neves: Padrão Felipão



8 de julho de 2013


Artigo do senador Aécio Neves (PSDB/MG) para o jornal Folha de São Paulo


A presidente Dilma Rousseff cometeu enorme injustiça com o técnico Luiz Felipe Scolari ao dizer que seu governo tem um “padrão Felipão”. Foi uma comparação infeliz, já que em nada os “times” se assemelham. A primeira grande diferença é que Felipão convocaria os melhores, e não os mais próximos ou os mais amigos.


Por tudo que os brasileiros conhecem dele, sabem que não toleraria qualquer tipo de privilégio. Transparente como é, seria intransigente com os desvios, a má conduta e a corrupção. Corajoso, jamais jogaria só para a torcida, evitando decisões às vezes difíceis e impopulares, mas necessárias.


Onde o treinador está a sua liderança se estabelece naturalmente pelo respeito e competência. Suas firmes convicções nunca o impediram de aceitar críticas e reconhecer erros quando eles ocorrem.


Aprendeu a acolher o sentimento nacional do que se convencionou chamar, simbolicamente, de pátria de chuteiras, que jamais imaginou dividir em duas. Não ignora o que gritam as arquibancadas. Sabe, como poucos, canalizar a energia da massa em favor do seu time para a superação de grandes desafios.


Se introduzido como paradigma para administração pública, o padrão Felipão mudaria importantes prioridades do governo. Logo de início, certamente armaria uma defesa intransponível contra a inflação.


Seus volantes marcariam a corrupção sob pressão. A articulação do meio-campo se daria sob o regime de alta transparência e solidariedade de esforços. No ataque, a criatividade e o talento brasileiros ganhariam espaço e estímulo para aplicar goleadas nos nossos verdadeiros inimigos –a desigualdade, a ignorância, a violência, a injustiça e o baixo crescimento.


Com um padrão Felipão correríamos dez vezes mais, de forma organizada, perseguindo objetivos claros. A leniência estaria fadada ao banco de reservas, a incompetência levaria cartão vermelho assim que entrasse em campo, e o improviso não provocaria vaias nos estádios lotados.


O estilo Scolari não canta vitória antes da hora, não permite salto alto e nem desrespeito ao oponente. Entende adversários como adversários, nunca como inimigos, e é capaz inclusive de reconhecer méritos neles. É duro, mas leal e verdadeiro. Sofre cada segundo enquanto seus jogadores se matam em campo pelo melhor resultado. Quando perde –e às vezes perde–, é o primeiro a assumir suas responsabilidades. Não a transfere nem terceiriza e sempre acrescenta algum aprendizado.


Exemplos como o do técnico são preciosos quando ultrapassam a fronteira do utilitarismo e da apropriação indevida e incorporam valores como qualidade, espírito

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aécio : " O mundo político tem uma enorme dívida com os brasileiros"



Fonte: Folha de S.Paulo - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/115549-brasileiros.shtml

Brasileiros


Aécio Neves

Ainda há um grande esforço para tentar compreender melhor a motivação que leva às ruas milhares de brasileiros, defendendo um sem número de causas e reivindicações. A este respeito, lembrei-me que em outubro de 2011 --portanto há quase dois anos-- assinei um artigo, aqui mesmo, nesta Folha, abordando a imprevisibilidade da política, as grandes transformações em curso e a busca coletiva por uma nova ordem.

Sem qualquer pretensão de leitura antecipada sobre os protestos que hoje varrem o país, inimagináveis há até poucos dias, já naquele momento era perceptível uma crescente onda de desencanto mundo afora com regimes autoritários, a corrupção e a crise econômica, temas encarnados por levantes como o da Primavera Árabe, os Indignados na Espanha e o Ocupe Wall Street, em Nova York.

À época, muitos apontavam aquelas como manifestações "sem bandeira", quando na verdade representavam um múltiplo e crescente inconformismo. Ainda que movido por diferentes frustrações, fenômeno de certa forma semelhante alcançou a realidade brasileira, após longos anos de acúmulo de insuficiências de toda ordem, agravadas pela percepção de grave paralisia gerencial, desperdícios, desvios e enorme frustração com a impunidade.

O inédito movimento brasileiro contrasta com a tentativa de afirmação de um "Brasil cor-de-rosa", como se tivéssemos deixado para trás, em um trecho vencido de história, uma das maiores desigualdades do planeta e as mazelas do nosso subdesenvolvimento. Se avançamos --e avançamos--, não vencemos o principal: continuamos um país pobre, desassistido e injusto.

O que não parecia ser factível tornou-se inesperada realidade: entornou para fora dos limites da política tradicional a percepção sobre obras que nunca acabam e multiplicam orçamentos exorbitantes; o baixo investimento em áreas fundamentais, gerando o sucateamento da saúde, a educação precária e a grave omissão na segurança pública, enquanto bilhões escorrem em programas de financiamento obscuros ou casos mais explícitos, como o de Pasadena, e agora as obras da Copa.

A insatisfação com a realidade está clara na pesquisa Ibope/CNI. Das nove áreas avaliadas, seis são desaprovadas pela maioria da população: segurança pública, saúde, impostos, combate à inflação, taxa de juros e educação.

A desaprovação ao combate à inflação subiu de 47% para 57%. Continuamos a ser um dos países que oferece o pior retorno dos impostos arrecadados em serviços públicos.

Há nesse episódio lições a serem aprendidas por todos os que temos responsabilidade pública, e uma é incontestável: o chamado mundo político tem uma enorme dívida com os brasileiros. E ela precisa ser resgatada.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nota oficial de Aécio Neves sobre as manifestações

Nota Oficial do Senador Aécio Neves sobre os protestos

Os protestos devem ser compreendidos antes de rotulados.


Vivemos num mundo novo e as redes sociais permitem um inédito compartilhamento de ideias e sentimentos.


É nítida a existência de um forte sentimento de insatisfação, especialmente entre os jovens, e que, ainda que de forma difusa, ganha as ruas e precisa ser respeitado.


São brasileiros de diversas partes do país se mobilizando, entre outras questões, contra o aumento de passagens, contra a baixa qualidade dos serviços públicos, de transporte, de saúde e de educação, contra os desvios éticos na política e contra a pressão exercida pelo aumento do custo de vida.


São brasileiros que enviam um recado à sociedade, em especial, aos governantes, e que precisam ser escutados.



Aécio Neves

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Aécio sai em defesa de Alckmin e acusa o PT de omisso






Disposto a conquistar o eleitorado paulista, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), protagonizará a propaganda que o partido levará ao ar em São Paulo. Os comerciais serão veiculados entre os dias 21 e 28.

Aécio gravou ontem sua participação. Nela, defende o governador Geraldo Alckmin das críticas do PT na área de segurança.

O senador acusa o governo de Dilma Rousseff de "omissão e falta de generosidade" no combate à violência. Ele reclama ainda da "magra execução do orçamento para a segurança em São Paulo".

"O PT não tem autoridade para cobrar ninguém. O governo não executa o orçamento, não tem solidariedade. Se tem alguém fazendo política com o tema de segurança, é o PT", disse Aécio, antecipando o tom de seu discurso na TV.

Na semana passada, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", que Alckmin explora politicamente a segurança.

Ao se solidarizar com o tucano, Aécio tenta atrair a simpatia dos eleitores de Alckmin, líder isolado da disputa pelo governo em 2014, segundo o mais recente Datafolha.

É também uma tentativa de polarização com a presidente Dilma. Potencial candidato do partido à Presidência, Aécio abordou a alta de preços no programa que o PSDB exibiu no mês passado.

A propaganda do PSDB de São Paulo mostra ainda sua disposição de intensificar a presença no Estado.

Pela agenda desenhada por Aécio, ele visitará São Paulo toda vez que fizer uma viagem aos demais Estados.

PARALELO

Seguindo estratégia atribuída ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Aécio deverá montar uma estrutura em São Paulo independentemente da de Alckmin para a campanha presidencial.

Segundo tucanos, a intenção é evitar constrangimentos ao longo da disputa pelo Planalto, já que Alckmin ofereceu a vice de sua chapa ao PSB, partido de Eduardo Campos, e terá em seu palanque partidos que compõem a base do governo Dilma.

Com uma estrutura paralela, Aécio se sentiria mais confortável para os ataques a Dilma, sem mal-estar na aliança de Alckmin.

Ainda segundo tucanos, o vereador paulistano Andrea Matarazzo foi convidado a assumir a coordenação da campanha de Aécio na capital.

Matarazzo é amigo do ex-governador José Serra, a quem Aécio também tenta atrair para a campanha.

Outros parlamentares integrarão o comitê eleitoral de Aécio em São Paulo, que espera contar ainda com o apoio do senador Aloysio Nunes Ferreira, outro serrista.
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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/06/1293621-na-tv-aecio-defende-governador-de-sao-paulo-e-acusa-pt.shtml

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Aécio enumera as grande falhas do PT


Presidenciável do PSDB critica o tom eleitoreiro da visita da presidente Dilma Rousseff e de Lula em Minas e lista a omissão dos três governos petistas em relação ao estado

Maria Clara Prates
Publicação: 17/04/2013 04:00


"É lamentável que a presidente da República volte a Minas movida pelos interesses e pela agenda do PT, e não pelos interesses e pela agenda dos mineiros" Aécio Neves (PSDB-MG), governador e pré-candidato do partido à Presidência

O tom eleitoral do discurso da presidente Dilma Rousseff (PT), durante sua visita de dois dias a Minas Gerais em companhia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou reação imediata da cúpula do PSDB mineiro. Pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves (MG) ironizou o seminário O decênio que mudou o brasil, que contou com a participação de Lula e Dilma, enumerando o que considera as 10 falhas dos petistas com Minas Gerais. Na lista, constam a omissão com obras de grande importância para o estado - como a expansão do metrô de Belo Horizonte, a duplicação das BRs 381, 040 e 116 e a revitalização do Anel Rodoviário -, a perda de postos de trabalhos, a ampliação do aeroporto internacional de Confins, entre outros.

"Toda a Minas Gerais tinha esperanças de que a vinda da presidente Dilma Rousseff ao nosso estado significasse o cumprimento, ainda que com injustificável atraso, das inúmeras promessas que vêm sendo feitas aos mineiros pelo governo federal do PT nos últimos 10 anos. No entanto, mais uma vez, isso não aconteceu. É lamentável que a presidente da República volte a Minas movida pelos interesses e pela agenda do PT, e não pelos interesses e pela agenda dos mineiros", criticou o senador.

Aécio recebeu o apoio de todo o diretório estadual do PSDB, que, por meio de carta assinada pelo seu presidente, deputado federal Marcus Pestana, também criticou a pauta política que marcou a presença da presidente no estado. No texto, os tucanos subiram o tom dos questionamentos: "Até quando? Até onde vai o descaso do PT com Minas Gerais? É preciso sempre esperar a proximidade de uma nova eleição para o governo do PT se lembrar das promessas feitas aos mineiros? Por que o PT não gosta de Minas e dos mineiros?".

Ao cobrar o investimento prometido por Lula para a expansão do metrô de Belo Horizonte, o senador Aécio Neves lembrou que foi ainda nos idos de agosto de 2003 que o ex-presidente garantiu: "O metrô de BH será prioridade do governo federal". Agora, passada uma década, nada aconteceu. Ontem, Dilma anunciou a liberação de R$ 60 milhões para projetos que não serão suficientes para atender às necessidades da expansão. O senador lembrou, então, que, no mesmo período, o governo federal enviou bilhões para os metrôs de diversas cidades. "Só o metrô de Porto Alegre (RS), terra onde a presidente Dilma passou sua vida, recebeu mais de R$ 1 bilhão", pontuou. Pestana completou: "O governo do PT transformou em realidade a ampliação do metrô de diversas capitais, enquanto ofereceu ao de Belo Horizonte o esquecimento. Agora, com a antecipação da disputa eleitoral de 2014, a presidente anuncia recursos para projetos que não serão capazes de apagar a indiferença com que essa obra tão importante para Minas foi tratada nos últimos 10 anos".

Novela O senador Aécio Neves não deixou de lembrar a novela da duplicação da BR- 381, que até hoje ainda está em fase de edital. "Não há sequer previsão para o início das obras de duplicação das pistas da BR-381. Dois editais de vários lotes foram lançados e, em seguida, cancelados. Com a aproximação do debate eleitoral, outro edital foi aberto às pressas", afirmou, ressaltando que a estrada já é conhecida como Rodovia da Morte, em razão dos inúmeros acidentes com vítimas.

Na carta do diretório do PSDB, os tucanos ressaltaram ainda o que chamam de omissão do governo federal com o Anel Rodoviário: "Depois de 10 anos, não chegou a Minas nenhum centavo para essa obra. Recentemente, o governo federal reconheceu a sua falta de capacidade técnica e transferiu para o governo do estado apenas o recurso para que fosse feito o projeto", diz o documento. Segundo os tucanos, em 2012, houve 3.306 acidentes no local, uma média de nove por dia, com feridos e mortos.

Não foi esquecida pela oposição também a intervenção dos petistas para retirar de Minas importantes postos de trabalho. Aécio cita pelo menos dois exemplos: a transferência de uma fábrica da Fiat de Minas para Pernambuco, em razão de incentivos fiscais oferecidos por Lula a seu estado natal, e também a transferência para a Bahia do polo acrílico da Petrobras, que seria construído na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "O empreendimento foi tirado dos mineiros pelo governo do PT e anunciada sua transferência para a Bahia, estado administrado pelo PT e terra natal do então presidente da empresa à época, José Sérgio Gabrielli, provável candidato ao governo daquele estado pelo partido em 2014", acrescentou a carta.

AS COBRANÇAS

1 - Por que o PT abandonou o metrô de BH?
2 - Por que até hoje não duplicou a BR-381?
3 - Por que o PT tirou dos mineiros milhares de empregos da nova fábrica da Fiat?
4 - Por que até hoje as obras do Anel Rodoviário não foram executadas?
5 - Por que as obras da BR-040 e da BR-116 não aconteceram?
6 - Por que o PT abandonou o aeroporto internacional de Confins?
7 - Por que o PT não defende os royalties do minério?
8 - Por que a presidente Dilma vetou pessoalmente os benefícios aprovados pelo Congresso para os municípios mais pobres de Minas?
9 - Por que o governo do PT tirou dos mineiros os milhares de empregos que seriam gerados pelo polo acrílico da Petrobras?
10 - Por que o governo do PT impediu Minas de ter acesso asfaltado a 100

Estado de Minas

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aécio Neves: " O mensalão explicitou a prática do PT"




Fonte: Folha de S.Paulo - 01/04/2013 - Coluna de Aécio Neves   Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/101534-realidade.shtml

Realidade


Aécio Neves 

O PT anunciou a realização de seminários para "construir uma narrativa própria" sobre os seus dez anos à frente do governo federal. É uma excelente oportunidade para um acerto de contas com a verdade.

Estou entre aqueles que acreditam que a política deve ser exercida com generosidade, reconhecendo, inclusive, as conquistas dos "adversaries". É uma pena que o pragmatismo muitas vezes acabe por prevalecer e a história passe a ser contada com os recursos da mistificação, quando não da fraude factual.

Ao longo de sua trajetória, os petistas buscaram se apropriar da bandeira da ética. Com o advento do mensalão, que explicitou o enorme abismo existente entre o discurso e a prática do PT, sob a regência do marketing, voltam agora a reivindicar o monopólio sobre as ações no campo social, até como tentativa de esmaecer suas graves e irremediáveis contradições.

É nesse contexto que devem ser compreendidos os excessos representados pela milionária campanha publicitária, para informar ao país que a miséria acabou, e pela declaração da presidente Dilma de que o PT não herdou nada, iniciativas que geraram constrangimentos até entre membros do governo e do partido.

Há, no entanto, cada vez menos espaço para esse tipo de manipulação. É o que mostra, por exemplo, estudo de grande reputação internacional feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Trata-se do relatório 2013 sobre a evolução do IDH.

Na página 74, ele informa: "Quando começou a transformação do Brasil num Estado orientado para o desenvolvimento (cerca de 1994), já o governo havia implementado reformas macroeconômicas para controlar a hiperinflação através do Plano Real". Sobre educação, na página 82, é ressaltada a importância da criação do Fundeb, em 1996.

O começo do Bolsa Família aparece de maneira inequívoca na página 87: "O Brasil reduziu a desigualdade introduzindo um programa para a redução da pobreza. O seu programa de transferência condicionada de rendimentos, Bolsa Escola, lançado em 2001, (...) em 2003 foi alargado ao programa Bolsa Família por via da fusão de vários outros programas num único sistema".

O relatório nos permite concluir que foram grandes virtudes dos governos petistas a manutenção e a expansão de iniciativas legadas pelo PSDB.

Os programas sociais brasileiros precisam continuar. Mas, em respeito aos beneficiados, precisam avançar para além da gestão diária da pobreza. Isso significa agregar à importante dimensão da proteção social a da verdadeira emancipação dos cidadãos atendidos.

O Brasil tem ainda um longo e duro caminho a percorrer. Falsear a realidade com slogans e frases de efeito não o tornará mais fácil.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

terça-feira, 26 de março de 2013

Aécio em SP: " Queremos eficiência com ética"




Senador Aécio Neves participa de Congresso Estadual do PSDB-SP



O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi recebido, na noite desta segunda-feira (25/03), em São Paulo, pela militância e pelas principais lideranças do diretório estadual do PSDB. Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Geraldo Alckmin, o senador falou para uma plateia lotada durante o Congresso Estadual da sigla.Aécio Neves destacou a importância e a força de São Paulo na construção do partido.

“Aqui foi que tudo começou. O PSDB do Brasil inteiro deve muito aos paulistas. Às lideranças que aqui estão e a outras lideranças extraordinárias como Mário Covas, como Franco Montoro, a liderança de José Serra, enfim, que inspiraram brasileiros de todas as partes do Brasil a construírem o PSDB”, disse o senador.

No encontro, estavam vereadores, deputados estaduais e federais e integrantes da direção do partido, como o presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, o vice-presidente da legenda, Alberto Goldman, e o presidente do PSDB-SP, deputado estadual Pedro Tobias.

O evento é um dos encontros que o partido tem realizado para debater o país e propor uma nova agenda para a sociedade brasileira. Na abertura, Aécio afirmou que o Brasil precisa iniciar um ciclo político baseado na meritocracia e na eficiência, ao invés do aparelhamento do Estado.

“O PSDB vai aprofundar o debate sobre cada uma das questões que consideramos centrais, decisivas ao encerramento desse ciclo e o início de outro, onde o aparelhamento da máquina pública seja substituído pela meritocracia, a ineficiência pela eficiência”, disse.

Aécio Neves também afirmou que o partido irá basear suas propostas em uma visão moderna de país, sempre resguardada pela ética.

“Estamos aquecendo os motores e nos preparando para mostrar que o Brasil pode ter um governo com melhores resultados do que esse que está aí. O PSDB não tem sequer o direito de se negar a apresentar ao Brasil uma alternativa a esse modelo de governo, seja do ponto de vista ético, seja do ponto de vista da eficiência, seja do ponto de vista de uma visão mais moderna de país e de mundo. E temos ao nosso lado quadros extraordinários e aqui essa fotografia já demonstra a qualidade daqueles que pensam, hoje, o PSDB e pensam o Brasil através do PSDB”, disse Aécio Neves.

Leia também “Queremos eficiência com ética; já o PT, não”, diz Aécio Neves

sábado, 23 de março de 2013

Aécio considera " ótimo resultado" pesquisa DataFolha



(Comentário do blog ): 
"Realmente os 10% de intenção de votos do Senador Aécio Neves é uma excelente marca. Dilma já fez uma campanha presidencial e como presidente está todo dia na mídia nacional. Marina já fez campanha presidencial Já usufruiu da imensa comunicação de uma campanha. 
Aécio nunca foi candidato, nunca teve 3 meses de mídia nacional diária para levar seu nome a todos os cantos do país. 
Aécio já ter de saída 10% realmente é um excelente resultado para quem ainda não começou a campanha. "

Aécio diz que nova pesquisa Datafolha é 'ótimo resultado'

DE SÃO PAULO _ Folha de São Paulo
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que seu desempenho na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira é um "ótimo resultado" para ele.
No cenário mais provável para a disputa presidencial de 2014, o tucano aparece em terceiro lugar com 10% das intenções de voto.

"Fico muito satisfeito. Ainda estamos muito distantes das eleições e da definição de candidatos. Até por isso, os institutos de pesquisa deveriam trazer um cruzamento entre o grau de conhecimento e a intenção de votos dos possíveis candidatos. A presidente Dilma, por exemplo, tem 100% de conhecimento, pelo nível de exposição que tem diariamente. O que não ocorre com os outros nomes. É um ótimo resultado", disse o senador, por meio de nota.

Se a eleição fosse hoje, segundo o Datafolha, a presidente Dilma Rousseff teria 58%, seguida pela ex-senadora Marina Silva, que tenta viabilizar sua própria sigla, a Rede, com 16%. Logo atrás estão Aécio Neves, com os 10%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que aparece com 6% das intenções de voto. Neste cenário, 6% declararam voto nulo ou em branco, e 3% disseram não saber em quem votar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 21 de março e ouviu 2.653 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte : Folha.uol.com.br

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