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sábado, 28 de julho de 2012

Aécio quer "julgamento já" do mensalão


Aécio Neves líder da opoaição



Virtual candidato do PSDB para as eleições presidenciais de 2014, o senador Aécio Neves (MG) se mostrou nesta sexta contrário à possibilidade de adiamento do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para depois eleições de outubro, como solicitou à corte um grupo de advogados ligado ao PT. Segundo o tucano, a questão não pode pautar as discussões nos pleitos locais, mas ressaltou que o julgamento "tem que acontecer" e admitiu que o caso pode influenciar na urnas.


"Vejo preocupação muito grande entre dirigentes do PT, até pela desorganização da própria ação daqueles réus que terão que apresentar lá a sua defesa. A gente vê que há grande contradição entre as defesa de A, B ou C. (Mas) não consigo fazer ainda essa avaliação", disse, ao ser questionado sobre o possível impacto que o julgamento pode ter nas disputas municipais.

O tucano garantiu que, no caso da capital, não vai "trazer a questão do mensalão para a campanha". "Nem acho que devemos trazer", salientou. Mas ressaltou que o julgamento, marcado para ter início no próximo dia 2, "é um fato que está aí" e que o STF tem o "papel" de por o processo em pauta, seja para "absolver ou condenar" os réus, cuja maior parte é ligada ao PT. "O Supremo Tribunal Federal, a partir de sua composição, tem toda condição de fazer um julgamento técnico, sem se submeter a nenhum tipo de pressão. Obviamente, ele (julgamento) tem que acontecer", declarou.


Nesta sexta, Aécio participou pela primeira vez de um ato de campanha do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), que disputa a reeleição em um pleito polarizado com o ex-ministro Patrus Ananias. Apesar de o resultado da eleição na capital poder influenciar nas pretensões presidenciais do tucano, o senador afirmou que "2014 não está na nossa agenda". "Só vem depois de 2013 e, principalmente, depois de 2012. Tenho dito aos companheiros do PSDB e à direção nacional do partido: vamos deixar que o Supremo cuide do mensalão e vamos cuidar das cidades", concluiu.

Fonte: Agencia Estado

http://dropsmisto.com

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Aécio Neves quer que as intenções saiam do papel



Aécio Neves Líder da oposição
“Vamos acompanhar dia a dia para que essas boas intenções anunciadas pela presidente da República se transformem, de fato, em investimentos”, diz Aécio


senador Aécio Neves (PSDB-MG) destacou, nesta terça-feira (12/06), a importância do ato de transferência para o Governo de Minas da coordenação das obras de reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. O ato foi assinado pela presidente Dilma Rousseff, e pelo governador Antonio Anastasia, sete anos depois de as obras terem sido prometidas pelo então presidente Lula.

Na solenidade de hoje, no Palácio da Liberdade, a presidente Dilma prometeu R$ 4 bilhões para as obras de reforma do Anel Rodoviário, construção do Rodoanel e duplicação das pistas da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Desse total, apenas R$ 17 milhões foram autorizados hoje para elaboração do projeto executivo das obras no Anel.

“Todo anúncio de obras em Minas Gerais deve ser muito bem-visto. Mas, o que temos que ressaltar e alertar é que as obras anunciadas agora pela presidente da República são aquelas mesmas anunciadas lá atrás pelo presidente Lula e que ainda estão no papel. Não podemos permitir que apenas as boas intenções prevaleçam, em detrimento dos investimentos que não têm vindo para Minas Gerais”, disse o senador.

Aécio Neves acrescentou que a liberação dos recursos federais e a realização dos investimentos prometidos devem ser acompanhados dia a dia.

“Vamos acompanhar a par e passo, dia a dia, para que essas boas intenções anunciadas pela presidente da República se transformem, de fato, em investimentos que visem a minimizar as mortes e a tragédia que viraram, principalmente, as rodovias mineiras”, disse. Um total de 3 mil acidentes ocorreram no Anel Rodoviário de BH ano passado, com 33 mortes. Apenas no primeiro semestre deste ano, já somam 12 mortes. Cerca de 130 mil motoristas transitam diariamente pelo anel.

O ato assinada nesta terça-feira, o governo federal transferiu para o governo de Minas a coordenação do projeto executivo e das obras de reforma do Anel. Serão repassados pelo governo federal R$ 17 milhões para a elaboração do projeto executivo. Após o processo de licitação está prevista a liberação de R$ 1,5 bilhão.

Já na construção de um novo contorno rodoviário para a capital (Rodoanel), o governo federal anunciou a intenção de investir em parceria com o Governo de Minas e com a prefeitura de Belo Horizonte.

Ausência de investimentos

Aécio Neves também criticou o baixo nível de investimentos realizados pelo governo federal em Minas. O senador disse que o Estado é um dos que menos recebe retorno pela contribuição dada ao País.

“Minas vem sendo, ao longo dos últimos anos dos governos do PT, um dos estados que proporcionalmente ao que contribui para o Brasil menos recebe de retorno em investimentos. Ao contrário, pagamos dívidas extremamente sufocantes e as nossas questões estruturais, seja na área rodoviária, seja nos nossos aeroportos, e mesmo na área da saúde e da educação, continuam igual

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Aécio fala da falta de gestão eficiente no Brasil


Senador Aécio Neves, líder da oposição no Brasil discursa contra a falta de gestão eficiente no Brasil
Aécio Neves, líder da oposição no Brasil

Fonte:  Folha de S.Paulo - 04/06/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/46733-gestao.shtml

Gestão


É inacreditável o 3º Balanço das Ações do Governo Brasileiro para a Copa, divulgado dias atrás. Os projetos concluídos até agora equivalem a apenas 1% dos investimentos programados. Nada menos que 41% das obras nem sequer começaram e 5%, apenas, foram concluídas. Comprova-se uma vez mais o alto custo que o país vem pagando por uma gestão pública de baixa qualidade.

Já que o problema do governo federal não é a ausência de recursos, haja visto os números excepcionais da arrecadação, é lamentável constatar que, na verdade, não consegue utilizá-los com eficiência.

E não consegue por razões diversas, que vão desde o aparelhamento político de funções estratégicas até a falta de planejamento e definições equivocadas de prioridades, como o trem-bala que o governo insiste em manter na agenda de possibilidades enquanto estradas e ferrovias permanecem em estado de calamidade.

Felizmente essa não é a única realidade do país. Recentemente, uma pesquisa mostrou que a modernização dos processos de gestão está encontrando terreno fértil na administração pública. Começa a haver mais espaço para metodologias e práticas inovadoras no campo do gerenciamento nos governos estaduais, nas prefeituras e até mesmo na esfera federal.

O estudo foi feito pela Macroplan com participantes de um congresso de gestão pública, especialistas no tema, portanto. Entre os entrevistados, 57% consideram que os líderes de suas instituições possuem elevada motivação para a profissionalização da gestão.

É, sem dúvida, uma boa notícia. Entre os Estados que mais avançaram em gestão pública, na opinião dos entrevistados, estão Minas Gerais (indicado por 71,4%), São Paulo (61%) e Paraná (33,8%). Na lista de desafios, a pesquisa aponta a capacidade de planejamento de longo prazo (44,2%) e a estruturação e execução de projetos (36,4%).

Uma parcela bem significativa (27%) defendeu a implantação da gestão do conhecimento. De fato, essa seria uma excelente conquista para o serviço público, que costuma jogar fora a experiência acumulada por equipes inteiras, quando ocorre uma troca de ministro ou de titular de órgão público. Conhecimento é patrimônio dos brasileiros e não dos governos. E o tempo é ativo importante para quem tem a responsabilidade de gerar resultados para a população. Não podemos ser reféns de eternos recomeços.

A falta de uma gestão eficiente custa caro ao país. Abre caminho para o improviso, o desperdício e a corrupção. Faz o Brasil perder tempo, recursos e oportunidades.

No caso da Copa, diante dos números divulgados, todos nós, que torcemos muito pelo sucesso do evento, começamos a torcer também para que o país não dê vexame na organização do Mundial.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

sábado, 26 de maio de 2012

Aécio diz aos amigos : "Chega de PT"


Aécio Neves líder da oposição

'Chega de PT', pede Aécio aos políticos mineiros

O Estado de S.Paulo

O senador tucano Aécio Neves (MG) reforçou ontem, em seu Estado natal, a postura de pré-candidato à Presidência da República em 2014 e endureceu o discurso contra o PT. Em meio a aplausos e gritos de apoio da claque em encontro do PSDB em Belo Horizonte, ele voltou a criticar a administração petista no governo federal.

"Conto com cada um de vocês. Vamos vencer as eleições, nós do PSDB, ao lado dos nossos aliados em mais de 90% de Minas para dizer chega de PT, chega de falácia, chega de corrupção. É hora da ética e do trabalho."

Em 2010, o mineiro foi preterido pelo partido, que optou pela candidatura presidencial do ex-governador paulista José Serra.

Aécio repetiu que não sabe o que o destino reserva para ele, mas agradeceu o incentivo dos correligionários. "Vocês não sabem o que significa para mim cada olhar de confiança, cada abraço, cada estímulo", afirmou.

No discurso para prefeitos, vereadores e pré-candidatos, o tucano criticou o que considera "a mais perversa concentração de recursos nas mãos da União e desprezo absoluto para com os municípios" e pediu empenho para o pleito de outubro próximo, indicando que este é o primeiro passo para chegar ao Palácio do Planalto. "Além da eleição de cada um dos prefeitos e vereadores do PSDB, está em jogo, sim, o início de uma grande e bela caminhada por esse Brasil inteiro", destacou.

Disse ainda que Minas, Estado que administrou por oito anos e que agora tem no Executivo o tucano Antonio Anastasia, é "referência para o Brasil e mundo".


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aécio diz que União esquece importantes regiões de Minas


Aécio Neves líder da oposição 

Aécio Neves, líder da oposição,  critica exclusão dos Vales do Jequitinhonha, São Mateus e Mucuri de benefícios fiscais f


O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou, nesta quarta-feira (09/05), a exclusão feita pelo governo federal dos municípios dos Vales do Jequitinhonha, São Mateus e do Mucuri, em Minas Gerais, do conjunto de cidades credenciadas a receber incentivos fiscais para instalação de empresas.

O senador disse que o projeto de lei das Diretrizes Orçamentárias enviado ontem ao Congresso, pelo Ministério do Planejamento, corrige uma grave injustiça cometida ano passado pelo governo federal contra os municípios da região do semiárido mineiro, mas promove nova discriminação ao excluir do projeto as regiões dos Vales do Jequitinhonha, do Mucuri e São Mateus.

"O governo federal corrige pela metade seu equívoco, certamente alertado pelo que fizemos ano passado, e inclui o Norte mineiro nos benefícios. É justo e necessário, mas é tão e justo e necessário que também possamos incluir as esquecidas regiões dos Vales. Vamos continuar alertas para que não continue havendo discriminação para com os mineiros por parte do governo federal", disse o senador.


Ano passado, Medida Provisória 512 do governo federal concedeu incentivos fiscais para implantação de indústrias em toda região do Nordeste brasileiro, mas não estendeu o mesmo benefício para a Área Mineira da Sudene. O senador Aécio Neves apresentou emenda incluindo os municípios mineiros. A emenda foi vetada pela presidente Dilma Rousseff.

A proposta de LDO enviada ontem pelo governo corrige a exclusão cometida contra o Norte de Minas, mas deixa de fora o conjunto de municípios que formam a Área Mineira da Sudene. Todos eles com baixos índices de desenvolvimento social e econômico.

"A concessão ou ampliação de incentivos ou benefícios de natureza tributária, financeira, creditícia ou patrimonial, destinados à região do semiárido incluirão a Região Norte de Minas Gerais", diz o texto do projeto.

Aécio Neves afirmou que apresentará emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para que os benefícios fiscais conferidos pelo governo federal atendam sempre a toda Área Mineira da Sudene.

"Apresentarei emenda à LDO garantindo que todos os investimentos subsidiados no semiárido brasileiro, em sua região Nordeste, sejam também os mesmos incentivos dados à nossa região do semiárido", afirmou o senador Aécio.

Semiárido Mineiro

Aécio Neves lembrou a importância de políticas públicas voltadas especificamente para o desenvolvimento das regiões mais pobres de Minas Gerais. Ele destacou que, em seu primeiro ano como governador de Minas, em 2003, foi criada a Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, com políticas públicas dirigidas ao atendimento da região do semiárido.

"O governo federal do PT vem insistindo em desconhecer a realidade do semiárido mineiro. Quando fui governador do Estado por  dois mandatos, instalei e fortaleci a Secretaria Extraordinária dos Vales e do Norte de Minas, com o objetivo de chamar atenção para a necessidade de políticas especiais para essa região. Ao final do meu mandato, consagramos o inédito investimento três vezes maior per capita nessa região do que no restante do Estado", afirmou Aécio.

sábado, 14 de abril de 2012

Aécio Neves cobra da União indexador com juros reais


Senador Aécio Neves 



Aécio Neves : Como  líder da oposição, defende novo indexador e limite de juros para dívidas dos estados


Senador diz que governo federal adia decisões importantes para país e age a conta gotas

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) defendeu, nesta quarta-feira (11/04), seu projeto de lei que trata da renegociação da dívida dos estados com a União e estabelece que o novo indexador de correção poderá ser o IPCA ou o IGP-DI, prevalecendo o mais favorável para os estados. O projeto de lei prevê uma taxa real de juros de 2% ao ano e um limite para pagamento de até 9% da Receita Líquida Real (RLR) dos estados. Hoje, os estados comprometem entre 11,5% e 15%, dependendo da unidade federativa.

O senador Aécio Neves criticou a demora do governo federal na tomada de decisões importantes para o país. Em discurso no Senado, ele disse que o governo usa e abusa da estratégia de subordinar estados e municípios, e voltou a criticar as medidas anunciadas semana passada dirigidas ao setor industrial. Aécio Neves disse que o governo administra a conta gotas.

“O governo adota um comportamento que assusta. Tem sido prática das gestões petistas adiar tomadas de decisões que impliquem polêmicas ou em desagradar estes ou aqueles setores. Ao mesmo tempo, usa e abusa da estratégia de subordinar todos à dependência de soluções que são dadas a conta gotas, como água de colher. Assusta, acima de tudo, quando temos pela frente um desafio ainda maior do que o sucateamento da indústria nacional. Falo do malogro do Pacto Federativo, da falência dos estados e municípios”, disse o senador na tribuna.

Aécio Neves destacou que estados respondem hoje pelas principais despesas em saúde, educação, saneamento, segurança e infraestrutrura, mas estão comprometidos pelo pagamento de juros altos. “A União passou à condição de rentista dos estados, hoje sufocados por pagamentos insustentáveis”, afirmou.

Tratamento desigual

Em entrevista, o senador defendeu a aplicação do melhor indexador para os estados, entre o atual IGP-DI e o IPCA, acrescido de taxa real de juros de 2% ao ano pelo serviço da dívida. E destacou que o governo federal cobra hoje dos estados juros mais altos do que os praticados pelo BNDES para o setor privado.

“Essa é uma questão que une o País. Os estados pagam hoje à União juros muito piores do que o BNDES empresta para o setor privado. Isso não se justifica. O que queremos é uma negociação que alivie o espaço fiscal para os estados voltarem a investir em segurança, voltarem a investir em infraestrutura, voltarem a investir em educação, em saúde. É uma discussão que está madura. Ela precisa ocorrer nessa Casa, no Senado Federal, que é a Casa da Federação”, afirmou.

Aécio Neves criticou a falta de diálogo do governo federal com os estados na formulação de uma proposta para correção das dívidas.

“Seria o primeiro caso na história do mundo em que o credor estabelece, unilateralmente, o indexador pelo qual o devedor irá pagar sem qualquer discussão prévia”, disse.

O senador afirmou que as mudanças propostas não contrariam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), aprovada, em 1998, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Há uma interpretação dos principais juristas que participaram da elaboração da Lei de Responsabilidade Fiscal que a mudança do indexador não compromete o conjunto da lei. É apenas uma readaptação de algo que em um determinado tempo foi adequado para os estados e hoje é absolutamente sufocante. Muitos estados, hoje, vivem para custear a máquina pública e pagar salários, o que não é justo e não é adequado”, afirmou.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Entrevista de Aécio Neves na revista Veja


Aécio Neves: 'É a perspectiva de poder que move a política'
Aécio Neves: Líder da oposição


Revista Veja entrevista:  Aécio Neves 

Apontado como 'candidato óbvio' do PSDB a presidente por FHC, senador assume papel de protagonista após Serra confirmar candidatura a prefeito

Thais Arbex

Apontado como "candidato óbvio" do PSDB à Presidência da República pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Aécio Neves media forças com José Serra até o último dia 25. Mas bastou o ex-governador vencer as prévias do PSDB para a prefeitura de São Paulo para Aécio dar seu grito de liberdade. E assumir, assim, sem constrangimento, tampouco cerimônia ou adversários internos, o papel de presidenciável e líder da oposição.

Na prática, porém, Aécio já havia vestido os trajes de protagonista há algum tempo. Em meados do ano passado, foi escalado pela cúpula tucana para percorrer o Brasil com o objetivo de resgatar a militância e dar um novo gás ao partido. Aécio deu início ao giro pelo país no segundo semestre do ano passado e já esteve em mais de quinze estados, entre eles Paraná, Bahia, Ceará, Goiás. A mais recente visita foi a Rio Branco, no Acre.

Na pauta oficial, a discussão sobre os problemas brasileiros. Nos bastidores, porém, a preocupação dos tucanos com dois pontos específicos: a estruturação dos palanques e a ampliação das alianças, não só com os partidos de oposição, mas também - e principalmente - com os da base do governo Dilma; e a formação de um novo discurso nacional do PSDB, que unifique a legenda para chegar em 2014 como uma alternativa viável à gestão do PT. Temas como saúde e segurança pública são tidos como prioritários para os tucanos.

Em entrevista ao site de VEJA, o senador fala sobre o seu papel nas eleições municipais deste ano, da importância de o PSDB reestruturar sua base em todo país e formar um novo discurso. Mas prefere manter o discurso oficial, de que ainda não é o momento de discutir 2014. Leia abaixo a entrevista:

Qual será o seu papel nas eleições deste ano?
Obviamente será o papel que o partido determinar. E não será diferente do papel dos outros líderes partidários. Acredito que nosso papel é manter a chama acesa de que o PSDB tem um projeto nacional, que o PSDB considera que este modelo que está ai se exauriu, perdeu a capacidade de iniciativa. E nós vamos começar, paulatinamente, a nos contrapor à posição do governo na saúde, para mostrar o que o PSDB faria, a omissão do governo na questão da segurança, para mostrar como o PSDB agiria. E também na questão da infraestrutura, da ausência de planejamento, no engodo que é esse PAC [O Programa de Aceleração do Crescimento, vitrine do governo federal]. E não serão apenas críticas feitas pelo Aécio. Serão feitas pelas principais lideranças do partido.

O senhor começou a percorrer o país no segundo semestre do ano passado. É o início da agenda de presidenciável?
Eu, na verdade, continuo fazendo o que faço desde o ano passado, desde o início do meu mandato, que é me colocar à disposição dos companheiros do partido para ajudar na reorganização do partido nos estados. Não apenas eu, como outras lideranças do partido, também devem desempenhar este papel. E eu continuarei fazendo isso. Onde o partido achar que a minha presença, levando suas ideias nacionais, os contrapontos que devemos fazer em relação ao governo que está ai, eu, sem prejuízo para o meu mandato, vou estar à disposição dos companheiros. Sempre com a lógica da reorganização partidária e das eleições municipais. Tirando a tônica de 2014 porque ainda não é momento dessa definição na minha avaliação.

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, diz que, além de um pedido da direção nacional, o senhor está atendendo a uma demanda das lideranças estaduais.
 Tenho convite para participar de eventos do partido em praticamente todos os estados brasileiros, mas não tenho condições de ir a todos. Por isso, discuto com a direção onde é mais estratégica a minha presença. São nesses lugares que vou estar. E nós, as lideranças principais do partido, vamos estar à disposição principalmente nas eleições municipais. Nesta semana, inclusive, conversei com o presidente Fernando Henrique, que também se disporá a viajar por algumas capitais do Brasil. O próprio Sérgio Guerra [presidente nacional do PSDB] também fará isso. Nós temos que emoldurar o discurso local com propostas nacionais do PSDB para que as pessoas tenham a percepção de que o PSDB tem um projeto nacional, que disputa uma eleição municipal, mas tem a perspectiva de um projeto nacional para o futuro. E é a perspectiva de poder que move a política.

E qual é o foco dessas agendas?
Sempre procuro mesclar uma atividade na sociedade, em organizações suprapartidárias, com eventos da militância, onde se fala com mais liberdade das propostas do partido. Mas normalmente essas visitas têm esse equilíbrio e normalmente elas são demandadas ou por companheiros do PSDB, ou por aliados do PSDB, como aconteceu na Bahia, no Rio Grande do Norte, onde estive em eventos promovidos em conjunto pela governador Rosalba Ciarlini e por lideranças do PSDB. E eu tenho buscado falar para alguns segmentos da sociedade e focando muito em gestão, falando muito das nossas experiências exitosas em Minas. Acredito que gestão pública eficiente tem que estar na liderança da nossa agenda, tem que ter um papel de destaque no nosso discurso.

A confirmação da pré-candidatura do ex-governador José Serra a prefeito de São Paulo deu mais liberdade para começar a percorrer o Brasil e ser apontado como presidenciável?
Não porque não estou fazendo como candidato. Eu já fazia esse movimento. É só ver o número de cidades e estados que visitei antes da confirmação da pré-candidatura do Serra e comparar com o que eu fiz depois. É um processo natural. Venho fazendo isso como militante partidário. O que aumentou foi a demanda por minha presença em vários locais. Mas é importante registrar que a candidatura do Serra em São Paulo foi um gesto partidário, foi um de solidariedade dele para com o partido e assim tem sido compreendido por nós porque, querendo ou não, a candidatura em São Paulo tem, sim, um espaço de discussão nacional. A candidatura do Serra une o partido, a questão das prévias legitima essa candidatura e o PSDB larga para essas campanhas municipais em até melhores condições que o nosso principal adversário, que é o PT.

As prévias podem ser adotadas de vez pelo partido?
Se dependesse de mim, já teriam sido adotadas lá trás. Eu defendo que o candidato do PSDB a presidente, independentemente do número de candidatos, seja referendado por uma prévia nacional.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Senador Aécio Neves: gestao de qualidade reconhecida pelo BID


O senador Aécio Neves conseguiu empréstimo de 150 milhões junto ao BID para projetos de prevenção e combate à violência.

Senador Aécio Neves: gestão de qualidade reconhecida pelo BID

O senador Aécio Neves tem excelentes relações com os órgãos internacionais de financiamento. Foi durante seu governo que Minas Gerais voltou a ter crédito junto a esses organismos, que haviam suspendido empréstimos para o Estado. O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) reconheceram a qualidade da gestão pública implantada no governo de Aécio Neves, considerada por eles exemplo a ser seguido por outros estados. Nesta última semana, o senador Aécio Neves reuniu-se, a pedido do governador Antonio Anastasia, com a direção do BID para negociar empréstimo de R$ 150 milhões para projetos de prevenção e combate à violência, como o Fica Vivo!, os Centros de Prevenção à Criminalidade, Penas Alternativas e Mediação de Conflitos. O senador Aécio Neves deixou a reunião com a expectativa de que os recursos sairão até o final do ano, depois de ouvir elogios à seriedade da gestão pública praticada em Minas Gerais.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aécio foi o momento propositivo do programa do PSDB

Na TV, PSDB defende era FHC e ataca governo Dilma

13/10/2011 - 18h52
DE SÃO PAULO - Folha
O programa político do PSDB que foi ao ar em rede nacional de TV na noite desta quinta-feira faz uma defesa da gestão de Fernando Henrique Cardoso na Presidência (1995-2002) e traz o próprio ex-presidente como um dos seus principais destaques.
Com o discurso de combate à inflação, "o maior mal para os trabalhadores", nas palavras de FHC, o programa cita o Plano Real, a Lei de Responsabilidade fiscal e diz que "as principais reformas" feitas no Brasil foram realizadas pelo partido.
Sem citar Lula, FHC diz que o controle das contas do governo foi importante para que o país conquistasse uma série de avanços e refere-se à gestão do sucessor como de continuidade.
"Na época tínhamos certas dúvidas se as mudanças ficariam se mudasse o governo. Por que o PT se opôs a tudo, mas mudou o governo e eles entenderam que era melhor seguir o caminho."
O ex-governador José Serra, que chegou a reclamar por ter ficado de fora das inserções da sigla em São Paulo, também aparece no programa. Cabe a ele fazer as críticas mais diretas ao governo federal, citando problemas na saúde, como o crack, a falta de infraestrutura em transportes e a falta de segurança.
"Não se trata de fazer a crítica pela crítica. É que fiscalizar, apontar o que está errado, ajuda a melhorar. Obriga o governo que está aí há nove anos a trabalhar melhor", afirma Serra, após dizer que a "corrupção" e a "incompetência" ameaçam "progressos sociais".

AÉCIO
Em um segundo momento do programa, mais propositivo, Aécio Neves defende uma "gestão eficiente" do governo e apresenta exemplos de boas práticas de gestões tucanas nos Estados.
O senador mineiro, que já se colocou como possível nome na disputa presidencial de 2014, ocupa quase dois dos dez minutos totais do programa. Tempo pouco superior ao que é dedicado a Serra, com quem Aécio disputa espaço no partido.
O programa também levou ao ar o líder do partido no Senado, Álvaro Dias (PR), o líder na Câmara, Duarte Nogueira (SP), o presidente nacional da sigla, Sérgio Guerra (PE), além dos presidentes do PSDB Mulher, Thelma de Oliveira, e da Juventude do PSDB, Marcello Richa.
Veja a íntegra do programa do PSDB:
Link para vídeo - http://www.youtube.com/watch?v=BxIXrNVGjKk&feature=player_embedded

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Proposta antiga de Aécio, tucanos fortalecem prévias

Notas de Minas: Proposta antiga de Aécio, tucanos fortalecem prévi...: Tucanos fortalecem prévias O Conselho Político do PSDB definiu, em seu segundo encontro, a estratégia geral do partido para a disputa mu...