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segunda-feira, 30 de março de 2015

Aécio Neves participa de ato em defesa dos direitos humanos na Venezuela



Após encontro com esposas de opositores do governo de Nicola Maduro, senador tucano Aécio Neves afirma que ‘a natural liderança do nosso país no continente se apequenou. A defesa de valores humanitários universais cedeu lugar à conveniência de aliados alinhados ideologicamente’: "No que diz respeito ao Brasil é preciso reconhecer que continua inexistindo uma política externa eficiente do ponto de vista comercial e corajosa no campo político, capaz de fazer valer nossas posições"


247 – Após participar de ato em homenagem a opositores presos pelo governo Nicolas Maduro, o senador tucano Aécio Neves critica o ‘silêncio’ da América Latina sobre a violação de direitos humanos pela Venezuela.

Sobre o Brasil, afirma que “é preciso reconhecer que continua inexistindo uma política externa eficiente do ponto de vista comercial e corajosa no campo político, capaz de fazer valer nossas posições. A natural liderança do nosso país no continente se apequenou. A defesa de valores humanitários universais cedeu lugar à conveniência de aliados alinhados ideologicamente”.

“Diante da cúmplice inércia desses governos”, diz ele, surge o convite feito pelo ex-primeiro ministro espanhol Felipe González e aceito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para participar da banca de defesa de Leopoldo López
fonte: Brasil247

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

PT tenta impedir que se lembrasse as promessas de Dilma na campanha



Vejam a reação do interprete de libras, no canto direito do vídeo, ficou sem reação, e o PT tentando impedir a veiculação do áudio do discurso...

PT tentou impedir que se lembrasse pronunciamento de Dilma sobre energia mais barata

Gabriel Garcia e Ricardo Noblat

Foi um choque.l

Esta tarde, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da oposição, estava à frente do microfone de uma das tribunas da Câmara. Mas ao invés de falar, como seria de praxe, encostou um pequeno gravador no microfone. E a voz que saiu dele foi a da presidente Dilma Rousseff anunciando, em pronunciamento à Nação de janeiro de 23 de janeiro de 2013 por meio do rádio e da televisão, a redução do preço da energia elétrica.

Foi o recibo mais bem passado de estelionato eleitoral apresentado por algum parlamentar no Congresso até agora.

O plenário da Câmara estava cheio. E quando deputados do PT entenderam o que se passava, correram para ocupar microfones distribuídos por ali e ao alcance de qualquer um.

Tentaram impedir que se continuasse ouvindo o que Dilma dizia.

Arlindo Chinaglia (PT-SP), derrotado no último domingo na eleição para presidente da Câmara, perguntou ao seu colega Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que presidia a sessão, se o regimento interno da Câmara permitia a audição de uma gravação como aquela.

Eduardo demorou a responder. Foi o que bastou para que o pronunciamento de Dilma fosse ouvido na íntegra.

Acesse o vídeo abaixo e confira como tudo aconteceu. É imperdível.
https://www.facebook.com/video.php?v=871917126205467&set=vb.243337122396807&type=2&theater
Vídeo



http://dropsmisto.blogspot.com

Aécio : " Dilma demite Graça Foster quando ela falou a verdade"





As denúncias tornadas públicas hoje do depoimento de um ex-dirigente da Petrobras são estarrecedoras. Mais de US$ 200 milhões, segundo ele, foram desviados ao longo dos últimos anos da nossa maior empresa para o Partido dos Trabalhadores.

Durante a campanha eleitoral, eu várias vezes cobrava, inclusive da candidata Dilma Rousseff, uma posição sobre se ela confiava ou não no tesoureiro do seu partido, hoje, denunciado por este dirigente da Petrobras como o receptor de parte deste recurso desviado. Nada como o tempo para trazer luz à verdade.

É absolutamente fundamental que as investigações continuem ocorrendo e os responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da nossa história sejam punidos exemplarmente. E nós da oposição estamos e estaremos atentos para que não haja qualquer manobra que desvie o centro desta questão. É preciso que saibamos, de forma muito clara, quem foram os responsáveis por estes desvios, quem foram aqueles responsáveis por suas indicações e, em especial, quem foram os beneficiários desse esquema. É triste para o Brasil. Estamos absolutamente atentos para que no Congresso Nacional, através da CPI na Câmara, possamos avançar nessas investigações.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Aécio denuncia as mentiras de Dilma


Assista ao vídeo abaixo:

https://www.facebook.com/video.php?v=947214658656749&set=vb.411754008869486&type=2&theater

A candidata Dilma mentiu aos brasileiros, porque disse inúmeras vezes - na campanha, nos debates eleitorais - que sob hipótese alguma haveria aumento da carga tributária. Essas medidas agora anunciadas significam um aumento de mais de R$ 20 bilhões de reais na arrecadação do governo. A responsabilidade sobre essas medidas não pode ser terceirizada como quer a presidente da República. A responsabilidade pelo que acontece, hoje, no Brasil é exclusiva da presidente Dilma Rousseff e do seu governo. - Aécio Neves

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Apagão Brasil: "Onde está a presidente?" pergunta Aécio Neves

'Herança maldita' assusta o país, diz Aécio em texto

Em um texto intitulado "Onde está a presidente?", o tucano diz que faltam à presidente Dilma "responsabilidade e coragem" para assumir as medidas impopulares que vem sendo adotadas pelo governo


'Herança maldita' assusta o país, diz Aécio em texto com críticas a Dilma

FOLHAPRESS

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou na noite desta segunda-feira (19) uma nota com duras críticas à presidente Dilma Rousseff. Em um texto intitulado "Onde está a presidente?", o tucano diz que o "tamanho da herança maldita" deixada pelo primeiro mandato da petista assusta o país e que, neste momento, faltam à ela "responsabilidade e coragem" para assumir as medidas impopulares que vem sendo adotadas pelo governo.

Aécio, derrotado por Dilma na última eleição presidencial, relaciona "apagão, racionamento de energia, aumento de impostos e cortes de direitos trabalhistas" como resultados de erros da primeira administração da presidente reeleita e diz que a população foi enganada por ela durante a campanha.

"Os erros do governo do PT não podem mais ser 'escondidos embaixo do tapete' e a conta de todos esses erros será, injustamente, paga pela população", diz o senador. O tucano afirma que "focada apenas em vencer as eleições", Dilma "adiou medidas necessárias" e que por isso, o quadro se agravou.

"Hoje, falta à presidente coragem para olhar nos olhos dos brasileiros e reconhecer que está fazendo tudo o que se comprometeu a não fazer", critica. Aécio diz ainda que a presidente tem se omitido "no momento do anúncio de medidas que afetarão gravemente a vida do nosso povo" e que, com isso, parece querer "terceirizar responsabilidades que são essencialmente dela".

Nesta segunda, o ministro da Fazenda Joaquim Levy deu publicidade a uma série de medidas de ajuste fiscal, entre elas aumento de impostos e do preço da gasolina.
"A pergunta que milhões de brasileiros se fazem hoje é : Onde está a presidente?", diz o tucano no fim do texto.
Fonte : Jornal O TEMPO

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Aécio : " O Brasil foi enganado por Dilma e pelo PT"



Brasília – Na mesma edição em que a revista Veja fez um balanço sobre o que a presidente Dilma prometeu na campanha eleitoral, e o caminho oposto que seu governo tomou depois de vencer o pleito, o presidente nacional do PSDB e senador Aécio Neves (MG) foi taxativo: “o país foi enganado”.

“Assistimos a um estelionato eleitoral sem precedentes, pois o governo terá de fazer um ajuste fiscal muito mais duro do que seria necessário no caso do PSDB, porque o mercado sabe que foi a própria presidente Dilma que, deliberadamente, entregou ao seu segundo mandato uma herança maldita”, afirmou o tucano à publicação.

Aécio lembrou ainda que o governo petista perdeu a credibilidade junto à população, e que Dilma foi omissa ao adotar o “vale tudo” nas eleições e abdicar de decisões importantes. “Apesar dos alertas a presidente deixou de tomar uma série de medidas e não hesitou em permitir que os problemas do país se agravassem, pensando apenas em vencer as eleições”.

Além do estelionato eleitoral, Aécio lembrou que as medidas são anunciadas pela equipe econômica, e não pela presidente, o que deixa a impressão que Dilma poderia desautorizá-las. Outro aspecto negativo para o senador mineiro é que as medidas são tomadas sem debate com a sociedade ou o Congresso.

“O governo não quer o debate e repete, cada vez com menos constrangimento, a velha e carcomida fórmula de garantir apoio às suas propostas por meio da distribuição de cargos e espaços de poder aos aliados. Infelizmente, quem vai pagar a conta serão, mais uma vez, os brasileiros e, em especial, os trabalhadores”, finalizou.
entrevista Veja.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Aécio diz que " o diabo se envergonharia" da campanha eleitoral do PT


Aécio diz que "o diabo se envergonharia" de campanha eleitoral do PT
Bruna Borges
Do UOL, em Brasília
Atuando como "mestre de cerimônias", o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado ao Palácio do Planalto, disse em reunião da Executiva Nacional do PSDB e aliados nesta quarta-feira (5) que "o diabo se envergonharia" do que o PT fez nas eleições presidenciais deste ano. O tucano também propôs um "pacto" com os demais partidos de oposição.

"As eleições deste ano tiveram marcas muito claras, distintas, uma delas protagonizada por nossos adversários. A campanha da infâmia, da mentira, da utilização sem limites da máquina pública como objeto de poder. Pelo menos cumpriram a palavra, disseram que iam fazer o diabo nas eleições, o diabo se envergonharia de muitas coisas que foram feitas durante essas eleições", afirmou o senador.
Aécio citou a palavra "diabo" em referência ao que a presidente Dilma Rousseff (PT) disse, em março do ano passado, sobre fazer "o diabo na eleição".

O senador abriu a reunião da Executiva Nacional do PSDB propondo um pacto à oposição ao governo petista.
"Nós estamos a partir de hoje selando aqui um pacto de uma oposição revigorada e vitoriosa, porque disputamos essas eleições falando a verdade", declarou o tucano. "Tão importante quanto governar é fazer oposição".
O tucano fez duras críticas ao governo e prometeu fazer oposição com a "mesma determinação" que se preparou para ser presidente do país. "Com a mesma determinação que me preparei para encarar a candidatura, eu me preparei para fazer oposição. A oposição brasileira hoje não precisa de um líder, ela tem na alma de milhões de brasileiros a indignação", declarou Aécio. Para ele, o brasileiro tem a esperança de que tudo melhore e que é papel da oposição exigir isto do governo.

A reunião contou com líderes do DEM, Solidariedade, PSC, PPS e PP, além de parlamentares e membros do PSDB. Participam do encontro Rubens Bueno (PPS-PR), Roberto Freire (PPS), Pastor Everaldo (PSC), Mendonça Filho (DEM-PE) e Paulinho da Força (SD). O senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB-SP), e o governador reeleito Geraldo Alckmin não compareceram.

Aécio retornou ao Congresso Nacional ontem (4) e foi recebido por militantes com festa, aplausos e até Hino Nacional.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O candidato Aécio Neves volta ao Nordeste na quinta-feira


Aécio volta ao Nordeste na quinta-feira 



Aécio Neves cumpre agenda em Natal

O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) vem a Natal na quinta-feira (21) para cumprir agenda política na capital potiguar. O candidato retoma as movimentações de campanha após o luto pela morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB).

A agenda de Aécio Neves ainda não está definida, mas a tendência é que seja mantida a programação do dia 13 de agosto, quando o candidato iria visitar a fábrica da Guararapes, em Extremoz, concederia entrevista coletiva na sede do PSDB, em Natal, e caminharia no bairro do Alecrim. 


Aécio Neves vem pela segunda vez a Natal em pouco mais de uma semana

A chegada de Aécio Neves ao aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, seja ao meio-dia, com o candidato seguindo a programação logo após o desembarque. Depois dos compromissos em Natal, ele seguirá para a Paraíba, onde continua com os compromissos de campanha.

Programação

12h50 – Visita à fábrica Guararapes, onde será recebido pelos empresários Nevaldo Rocha e Flávio Rocha (Rodovia RN-160, km 3 – Extremoz)
15h30 – Entrevista coletiva na sede do PSDB-RN (Rua Vereador Cícero Azevedo, nº 28 – Lagoa Seca, próximo ao Juvino Barreto)
16h30 – Caminhada no Bairro Alecrim e visita ao camelódromo (Saída na Avenida Amaro Barreto e chegada na Avenida Coronel Estevam)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Aécio cita Tancredo Neves : " A nação renasce porque está renascendo nos olhos dos moços"



Fonte: Folha de S.Paulo online

Link: 
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/2014/06/1470953-despedida.shtml

Despedida – Aécio Neves


Em respeito aos critérios anteriormente fixados pela Folha em função do período eleitoral, escrevo hoje a minha última coluna, em uma manhã de sábado em São Paulo. E me despeço manifestando, mais uma vez, o meu respeito pela atividade política.

Sei que corro o risco de ser mal interpretado, em um país em que, lamentavelmente, sobram motivos para o descrédito da ação política, mas a cada dia me convenço mais do acerto da decisão que tomei há 30 anos, quando entrei na vida pública. Poucas escolhas na vida nos permitem reunir ao mesmo tempo as razões do coração e da razão. Dizem que as pessoas que conseguem encontrar o dever e o prazer no mesmo lugar têm uma chance especial de encontrar a felicidade. E, apesar de todas as dificuldades, poder imprimir à vida um sentido no qual se acredita não deixa de ser uma oportunidade a ser celebrada.

Nunca tive dúvidas sobre a escolha que fiz, nem nas horas de dificuldades. Nunca as tive nos momentos de frustração quando fui confrontado com a impossibilidade de realizar tudo o que gostaria, nem nos momentos em que sou atacado de forma covarde por calúnias e difamações.

Vejo nisso apenas mais razões para continuar a minha caminhada e colaborar para a construção de um tempo em que a política tenha mais a ver com a verdade e com a realidade, e menos com a manipulação e com a hipocrisia. Acredito na política como instrumento de transformação da sociedade. Onde falta política sobra autoritarismo.

Fiz desta coluna um testemunho de meu compromisso com a política voltada ao bem comum e do meu compromisso com os brasileiros. Busquei refletir sobre o Brasil, consciente de que escrever para um jornal como a Folha é sonhar em voz alta. É falar para o Brasil. Nunca me omiti diante das grandes questões. Me expus ao crivo da opinião pública e saio fortalecido da experiência. E ainda mais convencido de que a arena pública deve estar sempre permeável ao debate.

Olho para o Brasil e vejo um país banhado por uma energia positiva que parece adormecida, mas que é essencialmente nossa. Alegria, esperança e confiança são um patrimônio coletivo da nossa nação. Não podemos perdê-lo.

"A nação renasce porque está renascendo nos olhos dos moços", escreveu meu avô Tancredo no discurso preparado para o dia de sua posse na Presidência e que o destino não permitiu que ele lesse. Ele falava daquela energia única, do "calor sagrado que torna as pátrias imperecíveis". Esta é a energia que me move.

Encerro a minha coluna surpreso com a velocidade com que o tempo tem passado. Foram três anos. Meu agradecimento à Folha pelo convite. A você, meu agradecimento pela companhia, meu abraço e desejo de que o tempo seja generoso com cada um dos nossos sonhos.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Aécio compara as políticas de segurança pública do PSDB com as do PT



Fonte: Folha de S.Paulo - 13/01/2014 - Coluna de Aécio Neves Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/147479-improviso.shtml

Improviso


Aécio Neves

A questão prisional no Brasil é um dos centros de gravidade de nossa crise na segurança pública.

Condições subumanas e a crônica má gestão transformaram as prisões em verdadeiras antecâmaras do inferno, espaço para organizações criminosas surgirem e prosperarem.

Trata-se de um problema nacional e a atual crise no Maranhão ilustra a forma improvisada e puramente reativa com o que o governo central age. Não existe visão estratégica ou um plano de ação mais amplo sendo implementado. Basta dizer que quando apresentei proposta proibindo o contingenciamento dos recursos do Fundo Nacional de Segurança e do Fundo Penitenciário Nacional, devidos aos Estados, o governo simplesmente virou as costas. A verdade é que esse tema merece um grande esforço nacional capaz de criar soluções para impasses que permanecem.

O que queremos de nosso sistema de punições? Trata-se de recuperar, ressocializar ou simplesmente punir? Existe uma grande distância entre a legislação penal, bastante dura em muitos aspectos, a Lei de Execução Penal, com um sem número de recursos que abrem brechas a impunidades, e o sistema prisional. O resultado é que para um grande número de presos a principal culpa é a de serem pobres e contarem com uma defesa adequada de seus direitos.

O Brasil prende muito e prende mal. São 550 mil detentos em um sistema penitenciário falido. O número de encarcerados sem julgamento supera os 35% da população carcerária total. O enfrentamento da questão da segurança talvez seja o que mais exige coragem e inovação por parte dos governantes. Nesse sentido, duas experiências de Minas Gerais podem contribuir para o debate.

As APACs (Associações de Proteção e Assistência aos Condenados), desenvolvidas em parceria com o Poder Judiciário, são experiência diferenciada. Nela, os detentos trabalham, estudam e cuidam da vigilância dos presídios. O índice de reincidência dos egressos desses presídios é de 10% contra 80% entre os presos que passam pelo sistema prisional convencional.

A experiência da primeira PPP penitenciária no Brasil também é exitosa. No modelo, o custo do investimento na construção e montagem é do parceiro privado, cabendo ao Estado remunerá-lo a partir do funcionamento, em função dos resultados de cerca de 300 itens monitorados.

Os presos estudam, trabalham, têm acomodações decentes. Criar condições para a ressocialização de detentos ultrapassa o respeito aos direitos humanos: é também medida eficaz de defesa da própria população, pois rompe o ciclo vicioso das prisões que devolvem à sociedade novos criminosos.

A segurança é uma das áreas em que gestão e planejamento fazem mais falta ao país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Aécio cobra de Dilma uma política educacional para o país



Fonte: Folha de S.Paulo - 21/10/2013 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/134884-a-verdadeira-emancipacao.shtml

A verdadeira emancipação


Aécio Neves

A educação é a principal ferramenta da verdadeira e emancipadora transformação social que o Brasil precisa fazer.

Reduzi-la apenas a frases de efeito ou a discursos é um gesto de covardia para com milhares de brasileiros. A falta de planejamento nessa área vai custar muito caro ao país. Para milhões de jovens, o preço já está alto demais.

Os números oficiais mostram que o despreparo e a ineficácia trabalham juntos para comprometer conquistas preciosas da sociedade brasileira, como a universalização do ensino fundamental, a elevação do percentual de pessoas com mais de oito anos de estudo e a forte redução do analfabetismo, entre outros avanços iniciados no período Itamar/Fernando Henrique. Esse quadro promissor vem sendo sistematicamente demolido.

Os números da Pnad 2012, divulgados há poucas semanas, revelam que a taxa de analfabetismo no país parou de cair e atinge 13 milhões de pessoas. Há ainda um enorme contingente de analfabetos funcionais que se encontram à margem do mercado de trabalho. De cada dez jovens entre 17 e 22 anos que não completaram o ensino fundamental, três continuam sem estudar e trabalhar. Cerca de 50% da população adulta (superior a 25 anos) não têm ensino fundamental e só 11% têm ensino superior, índice muito inferior ao recomendado por instituições internacionais.

O ensino superior é uma das faces do caos no qual estamos imersos. Cerca de 30% dos cursos avaliados no último Enade foram reprovados. O compromisso de realizar dois Enems por ano acabou definitivamente arquivado. No principal ranking internacional de universidades, o Brasil ficou sem nenhuma representante entre as 200 melhores do mundo.

A inexistência de universidades competitivas diz muito sobre o país que pretendemos construir. A educação não é uma ilha isolada. Deveria estar inserida em um contexto que aposta na formação dos nossos cidadãos, em novas matrizes de produção, no incremento da inovação e no uso intensivo de tecnologias de ponta.

Aqui se instala o grande desafio a ser enfrentado: a nossa juventude não pode mais esperar que a educação de qualidade saia do papel e das promessas, da mesma forma que o país não pode continuar aguardando eternamente as condições necessárias para realizar o grande salto no seu processo de desenvolvimento.

O país que almeja conquistar um lugar de destaque no mundo precisa aumentar a sua competitividade e a autonomia da sua população. Ao não se inserir no mercado, toda uma geração corre o risco de não conseguir romper com limites hoje conhecidos, perpetuando ciclos de pobreza e desigualdade.

Essa realidade é injusta com o país. E é injusta, sobretudo, com milhões de brasileiros.



AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Palestra de Aécio para 600 empresários em Nova York

http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2013/10/09/interna_politica,92917/para-aecio-oposicao-ganhou.shtml

Para Aécio, oposição ganhou


Em Nova York, onde fez palestra para investidores, presidenciável tucano afirma que união de Eduardo Campos com Marina Silva demonstra a fragilidade do atual modelo de governo

Alice Maciel



"Se ambos os nomes se colocam em condições de disputar contrariamente à vontade expressa do PT, não posso achar isso ruim" - Aécio Neves, senador e pré-candidato do PSDB à Presidência da República

O presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), disse ontem em coletiva à imprensa que a união de Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (PSB) demonstra fragilização do atual modelo de governo e dá vigor à oposição. "Porque estamos falando de dois nomes colocados, o do governador Eduardo Campos e o da ex-ministra Marina Silva, que vieram das costelas do PT. Ambos foram ministros do ex-presidente Lula e hoje atuam no campo oposicionista", acrescentou. O senador fez uma palestra para investidores em evento promovido pelo banco BTG Pactual, em Nova York.

Para o tucano, a nova chapa da ex-senadora e do governador de Pernambuco ajuda a evitar que a campanha tenha um tom maniqueísta: "Dou boas-vindas a Eduardo e Marina, agora no front oposicionista. E acho que a campanha deixará de ter aquele maniqueísmo que sempre atendeu muito os interesses do PT, ou nós ou eles", afirmou. No sábado, Marina anunciou sua filiação ao PSB, de Eduardo Campos, depois de ter o registro da Rede Sustentabilidade negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por não ter atingido o número de assinaturas exigido.

Aécio disse que a presidente Dilma Rousseff (PT) atuou para impedir a candidatura de Marina, apoiando projetos de lei que inviabilizavam a criação de partidos, e o ex-presidente Lula trabalhou para evitar uma eventual candidatura de Eduardo Campos. "Se ambos os nomes se colocam em condições de disputar contrariamente à vontade expressa do PT, não posso achar isso ruim", observou. "O que é claro hoje é que, seja Eduardo ou Marina candidato, ambos venham a atuar no campo oposicionista e, repito, deve ser saudado por nós como algo extremamente positivo a um ano da eleição."

O grande desafio do PSDB, segundo Aécio, é reconectar-se a setores da sociedade brasileira que já estiveram próximos ao partido, mas que se distanciaram ao longo do tempo. "O grande objetivo neste momento é essa conexão direta com a sociedade. É isso que estamos fazendo no nosso espaço partidário, nos vários seminários que temos realizado por todo o Brasil. Já estivemos no Nordeste, estivemos no Sul na última semana, vamos ao Norte e em seguida ao Centro-Oeste. Também com vários encontros, em especial em São Paulo, em algumas cidades da Região Sudeste. Essa é a prioridade para este ano. As alianças partidárias virão com alguma naturalidade a partir da capacidade que tivermos de sermos intérpretes desse sentimento da sociedade", disse.

De acordo com ele, a partir das alianças partidárias será montada a chapa que vai disputar o pleito no ano que vem. Ainda segundo o tucano, o candidato a vice-presidente será definido em abril. "Até porque a própria candidatura do PSDB terá de ser resolvida somente no ano que vem", ressaltou.

O modelo econômico do governo Dilma voltou a ser alvo de críticas do tucano durante palestra a investidores ontem. "É um momento delicado pelo qual passa o Brasil, farei esse diagnóstico, mas direi que o PSDB é um partido que tem compromisso com a garantia da estabilidade, tolerância zero com a inflação e, sobretudo, o fortalecimento daquilo que construímos lá atrás, com as agências reguladoras e os pilares macroeconômicos de metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário, que nos trouxeram até aqui", disse em entrevista antes de dar a palestra.
Fonte: Estado de Minas - 09/10/2013

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Aécio quer programas sociais livres de ideologias e preconceitos



Fonte: Folha de S.Paulo - 16/09/2013 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/129270-concessoes.shtml

Concessões


Aécio Neves

Na última semana, com o fracasso do leilão do primeiro lote de rodovias a serem concedidas à iniciativa privada --o trecho da BR-262 não teve sequer um interessado--, a gestão petista recebeu um duro recado: o mercado gosta de regras claras e desconfia do governo.

Para quem estava prestes a celebrar o sucesso do primeiro dos muitos leilões previstos no setor de transportes, foi uma lição inesperada. A rendição do PT à realidade de uma governança pública mais responsável com os destinos do país requer ainda longo aprendizado.

Em entrevista publicada ontem no jornal "O Globo", o ministro Guido Mantega afirmou que os investimentos em infraestrutura vão alavancar o crescimento do país. A aposta no programa de concessões revela uma guinada e tanto no receituário do partido governista.

Ao longo de sua história, o PT fez do combate ferrenho às privatizações uma de suas bandeiras mais ostensivas. Nos pleitos, vendeu ao eleitorado, com hipocrisia, a certeza de que as privatizações seriam um crime de lesa-pátria, uma entrega do patrimônio nacional a preços aviltantes.

Assumido o poder, a ação do partido se descolou do discurso. Agora, para assegurar o sucesso dos leilões, o governo não poupa esforços na concessão de incentivos. Grande parte dos financiamentos das obras virá do BNDES, com empréstimos concedidos a taxas subsidiadas pelo Tesouro Nacional.

O grau de comprometimento do BNDES é tão elevado que o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore declarou ontem, nesta Folha, que "o leilão de Dilma visa mais o eleitor que a sociedade".

Mas o uso de tais anabolizantes não tem sido suficiente para sensibilizar o mercado como o governo gostaria. Armadilhas jurídicas e constantes mudanças de regras parecem também ameaçar as futuras concessões.

A verdade é que pagamos um alto preço pela ineficiência dos últimos anos. Com a infraestrutura deteriorada, o país vem perdendo competitividade no cenário internacional. Por questões ideológicas, o PT impôs um calendário de atraso ao país.

É preciso agora correr contra o tempo. O programa de concessões para desenvolver o setor de infraestrutura parece ser a única carta que o governo tem nas mãos para mudar o rumo da economia. Mais uma carta, aliás, que o PT tomou de empréstimo ao programa do PSDB.

Não tenho dúvida de que a abertura ao investimento privado é o caminho certo para a recuperação da nossa combalida infraestrutura. É nessa trilha que o governo deve perseverar. Mas é necessário que o programa seja mais transparente, equilibrado e, sobretudo, livre de ideologia e preconceitos. Assim ele pode dar certo, como todos esperamos, e o país precisa.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Aécio cobra mais apoio de Dilma ao agronegócio



Folha de S.Paulo - 09/09/2013 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/128164-agronegocio.shtml

Agronegócio


Aécio Neves

Semana passada vi de perto, dessa vez na cidade de Sorriso (MT) --considerada a capital nacional do agronegócio e nosso maior produtor individual de soja--, exemplos práticos das contradições quecomprometem o desempenho da nossa economia.

Ao mesmo tempo em que nos orgulham os ganhos formidáveis de produtividade no campo, é desoladora a descrença dos produtores na capacidade do governo federal de prover investimentos mínimos, em logística e em infraestrutura, que garantam menores custos e maior competitividade no momento de escoar a produção.

A frustração é de tal ordem que ouvi de muitos deles o desejo de plantar menos, já na próxima safra, por não haver sequer condições adequadas de armazenagem.

Com o crescimento do PIB projetado ao redor de apenas 2% ao ano, o setor rural resiste de forma heroica e produz resultados que devem ser reconhecidos e saudados pelos brasileiros: no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, o PIB agropecuário cresceu mais que o dobro do PIB. O crescimento foi de 14,7% no primeiro semestre, se comparado com o mesmo período de 2012, enquanto o setor de serviços cresceu 2,1% e a indústria, 0,8%.

A grande performance reflete as transformações ocorridas quando a estabilização da economia decretou o fim do uso especulativo da terra e inaugurou a fase da busca pela eficiência na produção.

É notável, desde então, a crescente utilização de novas tecnologias e métodos de manejo, tornando produtivo e eficiente o setor, da porteira para dentro.

As dificuldades a serem superadas estão da porteira para fora e são as mesmas que outros setores enfrentam. O Programa de Investimento em Logística acaba de completar um ano sem realizar nem sequer um leilão para obras em rodovias, ferrovias e portos.

Esse é o terceiro ano consecutivo em que o Brasil cai no Índice de Competitividade Mundial, divulgado pelo Institute for Management Development: em 2010, ocupávamos o 38º lugar; em 2011, o 44º; em 2012, 46º. Na edição 2013, o Brasil caiu mais cinco posições --está em 51º lugar entre 60 países.

O resultado são montanhas de grãos ao ar livre (principalmente soja e milho) por falta de armazenagem; quilométricas filas de carretas para chegar aos portos; escassez de ferrovias, além de navios e contêineres parados nos portos, multiplicando custos e reduzindo competitividade.

É uma realidade que penaliza a economia como um todo e atinge intensamente o setor do agronegócio, cuja cadeia produtiva contribui com 22% na formação do PIB nacional.

A ausência de planejamento, o improviso e a prioridade dada ao marketing têm condenado os desafios do Brasil real ao esquecimento.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Entrevista com FHC: A Imensa maioria do PSDB está com Aécio Neves"



"Acho difícil fazer prévias, a imensa maioria do PSDB quer Aécio", diz FHC
Por Cristian Klein | De São Paulo/ Valor


FHC sobre a posição de Aécio nas pesquisas: "Serra saiu sempre muito na frente, e não ganhou. Isso é muito relativo".

Um dos principais entusiastas da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso põe água na fervura do ex-governador José Serra, que passou a travar uma queda de braço para ser mais uma vez o candidato do partido no ano que vem, depois de derrotado em 2002 e 2010. Para FHC, Serra não vai sair do PSDB, como ameaça, e provavelmente não será necessária a realização de prévia entre ele e Aécio. "Eu acho difícil", afirma Fernando Henrique, em entrevista ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor. FHC argumenta que os tucanos nunca estiveram tão unidos, situação que, em sua opinião, não pode ser desperdiçada. "A dificuldade [para Serra] é que o PSDB em sua imensa maioria está com Aécio. Então, acho que a pessoa tem que ser realista", diz.

O ex-presidente lembra que nas últimas eleições houve cisão interna, o que gerou indefinição e prejudicou o PSDB na urnas. Serra, afirma, tem direito de postular a candidatura, mas sem atrapalhar.

Na contramão da oposição, FHC diz ser favorável à polêmica importação de médicos feita pelo governo federal: "Não sou contrário, desde que haja clareza e diploma que realmente tenha valor".

A seguir, os principais trechos da entrevista ao Valor:

Valor: Qual tem sido o seu papel na disputa entre Aécio e Serra?
Fernando Henrique Cardoso: Não precisa chegar ao ponto de ser um bombeiro. Acho que temos que dar um pouco de tempo ao tempo. Há dois passos decisivos do Serra. Um é agora: resolver se ele fica no PSDB ou não. Meu palpite: ele fica.

Valor: Por que um palpite?
FHC: Não, somente porque ele não me disse. Eu sou prudente. Mas o Serra é um ser racional. Não tem muito sentido você sair de um partido onde sempre esteve, onde construiu sua história e contribuiu para a história do partido, e ir para uma coisa que você não sabe como é, com um ponto de partida frágil.

Valor: Seria uma candidatura frágil, se for para outro partido?

FHC: É frágil. Qual é a dificuldade? A dificuldade [para Serra] é que o PSDB em sua imensa maioria está com Aécio. Quer o Aécio. Então, acho que a pessoa tem que ser realista, até que ponto tem sentido se apresentar como candidato ou não. Mas isso só o tempo vai mostrar, se é possível ou não.

Valor: Ele pode atrapalhar?
FHC: Ahn... agora não. Porque está muito longe, o povo não está nem aí para esta questão de eleição. Agora, tem um momento, o PSDB vai ter que... Qual foi o nosso problema nas outras candidaturas? É você ter indecisão por muito tempo. Não dá para repetir isso. A vantagem que temos agora é que houve uma tendência consolidada no PSDB pela candidatura Aécio.

Valor: O sr. vê uma diferença grande no processo de escolha desta vez em relação às outras eleições?
FHC: Ah, sem dúvida. Nos outros anos, houve muito mais indecisão. O partido estava mais dividido. Agora não. O que tem é uma aspiração legítima do Serra, mas não é que o partido se dividiu entre um e outro. Neste momento, nos diretórios, que eu saiba, não existe nenhuma cisão dentro do PSDB. O PSDB está ao redor da candidatura do Aécio.

Valor: Há clima para prévias?
FHC: Eu acho difícil. Mas, claro, se o Serra insistir em ser candidato ele tem o direito. Agora o partido também tem a obrigação de dizer: 'Vamos resolver isso logo, não pode esperar'. Para não cair nos erros do passado.

Valor: Até quando o sr. acha que o partido pode esperar?

FHC: Primeiro temos que deixar passar o que vai acontecer agora no fim do mês. Não adianta especular antes da hora. Meu palpite é que Serra fica. Se não ficar, muda tudo. Por que é ele e outros. Mas não há tendência nenhuma de as pessoas saírem. Não há. Ninguém. Nenhuma força importante. Até porque as dificuldades do governo [federal] são enormes. Nunca houve conjuntura tão favorável a uma alternativa. Nosso dever é construir essa alternativa, com seriedade, o quanto antes e juntando gente.

Valor: O Aécio, em terceiro lugar nas pesquisas, ainda não decolou. Isso não preocupa?
FHC: Não é hora de decolar. O povo só vai se abrir para isso no segundo semestre do ano que vem. É hora de se organizar, de organizar o discurso, ter presença articulada com outros setores.

Valor: Mas a classe política já se prepara e se articula com os demais nomes do cenário, como Marina Silva e Eduardo Campos.

FHC: A Marina, indiscutivelmente, se beneficia, neste momento, dessa onda dos protestos. Agora, no ponto de partida, o Aécio tem [o apoio de] Minas, uma estrutura grande do PSDB e candidatos organizados em praticamente todos os Estados. E o Eduardo tem menos. De fato, vamos ver como é que a porca torce o rabo, quando estivermos na campanha. Quem tem mais organização na oposição é o Aécio. A Marina não tem nem partido. E o Eduardo tem, mas é um partido mais fraco que o PSDB. No ponto de partida, Aéciotem vantagem, independentemente das variações de [pesquisa de] opinião. A opinião está muito longe da eleição. O Serra saiu sempre muito na frente, e não ganhou. Isso é muito relativo.

Valor: Mas o Serra não se espelha na trajetória do ex-presidente Lula, que concorreu quatro vezes até finalmente vencer?
FHC: Sim, mas o partido queria que o Lula fosse. Não é a mesma situação. E o PT não tinha alternativa. São situações diferentes. A candidatura não depende de você. Depende de os outros quererem.

Valor: O Serra pode atrapalhar e jogar contra o Aécio em São Paulo, durante a campanha, numa revanche ao que teria acontecido em Minas, em 2010? 
FHC: Primeiro, o Aécio nega isso. Serra ganhou em BH. Segundo, o Serra não pode fazer isso porque seria trair o partido. Acho que isso ele não faz.

Valor: O sr. se sente o patrono da candidatura Aécio? 

FHC: Não, a candidatura foi lançada não foi nem por mim, foi pelo [deputado federal] Sérgio Guerra, pelo [ex-presidente do PSDB] Tasso [Jereissati] e eu apoiei Porque o partido está nesta direção e porque eu acho que o momento é de você renovar.


Valor: O sr. é a favor do programa de importação de médicos?
FHC: Não tenho muita clareza. O estranho é o Brasil pagar e o governo de Cuba escolher quem vem. Agora, que obviamente sejam médicos, que haja alguma aferição destes diplomas. Há diplomas e diplomas. Mas não acho que seja errado. Não sou contrário desde que haja uma coisa com clareza, que tenha diploma que realmente tenha valor. Agora, o resto, se for necessário... Sempre fui muito favorável a que houvesse migração, liberdade de movimento de pessoas, o Brasil precisa de gente com competência. Agora, tem que ter algum critério para saber se tem competência mesmo.

Valor: O que o sr. achou do relato de que a presidente Dilma teria saído de motocicleta por Brasília para escapar da rotina, sem ser notada?

FHC: Eu não vi isso. E nem acredito. A quem se atribui ter feito isso foi o [ex-presidente e general João Batista] Figueiredo (1918-1999). Não acho que ela faça isso, não.

Valor: E o sr. já fez ou teve vontade de fazer algo semelhante quando era presidente?

FHC: Esse não é o meu estilo.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Aécio fala dos jovens em artigo no Dia dos Pais

Aécio Cunha com seu filho Aécio Neves 


Fonte: Folha de S.Paulo - 12/08/2013 - Coluna de Aécio Neves 
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/123537-dia-dos-pais.shtml

Dia dos Pais


Aécio Neves 

Escrevo na manhã de domingo (11), enquanto espero pelo almoço com minha filha.

Acabei me decidindo por esse tema em função do simbolismo da data que, apesar de tão esmaecida pelo viés comercial, acaba por reforçar a constatação da velocidade dos dias e da inevitável dificuldade que muitos de nós temos em priorizar tempo, compromissos, desejos e expectativas.

Por mais diferente e única que seja cada experiência, existem algumas questões que, em maior ou menor grau, são comuns a todos os que experimentam o sentimento da paternidade.

E algumas delas foram agravadas no Brasil de hoje.

A primeira, mais óbvia, é o temor de que, em algum momento, nossos filhos acabem alcançados pela alarmante e dramática violência que se abate sobre a nossa ju-ventude. Trata-se de uma tragédia de muitas faces, entre as quais se destacam os homicídios e os acidentes de trânsito, contados aos milhares por ano, e que justificam os temores e apreensões de tantos pais e mães.

Outra preocupação é o alto desemprego entre os jovens, que destoa do discurso do pleno emprego tão alardeado pelo governo. A taxa para quem tem entre 16 e 24 anos está quase três vezes acima da média, pontuando em 15%, o que confirma que ainda devemos a eles novas portas de oportunidades para que possam construir suas vidas profissionais e conquistar sua preciosa autonomia.

A mim preocupa, sobretudo, o desafio de construção de um senso ético que faça sentido para as novas gerações e que, para ser coletivo, precisa ser, antes de tudo, individual.

Para os nossos filhos, o mundo virtual é o mundo real e chama a atenção o crescimento de relatos de bullying, da cruel e gratuita exposição da privacidade provocada por amigos na internet. Infelizmente, estão longe de constituir episódios isolados e parecem apontar para uma triste e desrespeitosa banalização das relações humanas.

Há uma geração que precisa ser ouvida para ser fortalecida em seus valores e identidades, desafio que se impõe à sociedade como um todo.

Recente pesquisa do Ipea, realizada com 10 mil jovens em todo o Brasil, mostra a forte sintonia da juventude brasileira com o conjunto de reivindicações da população: educação de qualidade; melhoria dos serviços de saúde; acesso a alimentos; governo honesto e atuante; proteção contra o crime e a violência; melhores oportunidades de trabalho; transporte eficiente e estradas.

Mas é Dia dos Pais.

Pai é para sempre. Mesmo quando não está mais entre nós. Por isso, dedico a coluna desta segunda-feira especialmente àqueles que, como eu, ainda não se acostumaram com a cadeira vazia no almoço de domingo.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Aécio convidado especial da Força Sindical na festa de 1 de Maio




Em discurso na festa do Dia do Trabalho promovida nesta quarta-feira (1º) pela Força Sindical, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência em 2014, criticou o governo Dilma Rousseff no que diz respeito ao combate à inflação e disse que o Brasil não pode "se contentar com pouco".

"Nós não podemos permitir que o fantasma da inflação volte a roubar a mesa do trabalhador e da trabalhadora brasileira. É por isso que nós estaremos permanentemente vigilantes, para que o Brasil não seja mais uma vez lanterna em crescimento na América do Sul", disse Aécio depois de ser apresentado ao público pelo presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força.

A Força é ligada ao PDT, que integra a base do governo Dilma, mas Paulinho tem adotado uma postura de oposição à presidente.

Aécio disse também, em seu discurso, que o Brasil não pode perder o que foi conquistado pelos governo do PSDB.

"Nos últimos 20 anos, o Brasil foi avançando e crescendo. Mas o Brasil, pela sua grandeza e pela sua história, não tem o direito de se contentar com pouco. Hoje é hora de deixar aqui um alerta. Todas essas conquistas só foram possíveis porque um tempo atrás um grupo de homens públicos apoiados pela sociedade brasileira controlou a inflação."

Depois, no mesmo palanque, representando a presidente Dilma, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, rebateu as críticas feitas por Aécio.

"Não é verdade que a inflação vai subir. Ela teve, sim, um pico nos últimos meses, e você sabem por que. Agora vai começar a cair. A presidente Dilma foi uma leoa em defesa dos trabalhadores", disse Carvalho.

Sobre os avanços dos "últimos 20 anos" citados por Aécio, Carvalho lembrou os avanços sociais do governo Lula. "Faz dez anos que a história desse país mudou. Pergunta se os sindicalistas eram recebidos no Palácio do Planalto? O Lula teve a coragem, que não se tinha antes, de colocar o país a serviço dos trabalhadores."

Antes, em entrevista a jornalistas, Aécio já havia feito críticas ao que chamou de "momento grave da economia brasileira". "Todo o Brasil já está sentido os efeitos da retomada da inflação. Essa é sem dúvida alguma a mais importante conquista das últimas gerações de brasileiros. A partir do momento em que começa a governar, o governo não tratou com aquilo que chamamos de tolerância zero o controle da inflação", disse Aécio.

Questionado sobre se usará as críticas à inflação em uma eventual campanha eleitoral, Aécio se limitou a dizer que "o controle da inflação é uma conquista do governo do PSDB"."
fonte  folha.uol.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"9 entre 10 tucanos tem Aécio como líder"

Candidatura de Aécio independe do futuro de Serra, diz tucano
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA ~~ Folha.Uol.com.br

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), reafirmou ontem a candidatura do senador Aécio Neves (MG) para a Presidência da República, independentemente das pretensões eleitorais do ex-governador José Serra.

A Folha noticiou ontem que Serra avalia sair do PSDB para viabilizar seu sonho de disputar a Presidência mais uma vez em 2014.


Alan Marques/Folhapress

Sérgio Guerra, deputado federal e presidente do PSDB


Um dos destinos é o PPS ou uma legenda oriunda da fusão desta sigla com outras menores, o que permitiria a filiação de políticos sem risco de perda de mandato.

Pesará ainda na decisão de Serra o espaço que ele e aliados terão na nova cúpula do PSDB, que será eleita em maio. Para Guerra, "Aécio deve ser o presidente do PSDB", alicerçando sua campanha para Planalto. "O Brasil precisa da candidatura de Aécio neste momento."

A tendência hoje é que Aécio, que é rival de Serra na disputa interna de poder, assuma o controle do partido.

"Desconheço esse assunto. Serra não me falou em trocar de partido. Ele falou em ficar uns dias pensando na política e no Brasil. Sempre imagino o Serra, satisfeito ou contrariado, dentro do PSDB", disse Guerra.

Um dos articuladores da campanha de Aécio, o presidente do PSDB de Minas, Marcus Pestana, afirma que "a percepção majoritária no PSDB é pela necessidade de renovar e apresentar propostas com olho no futuro."

"Nove entre dez tucanos enxergam no Aécio o líder desse novo ciclo."

A exemplo de Guerra, Pestana lançou dúvidas sobre a real disposição de Serra deixar o PSDB. Ele afirma que só a permanência do tucano no partido é coerente com sua história.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também disse não acreditar que Serra vá deixar o partido.

"Não acredito nisso. O Serra é um dos fundadores do PSDB, um dos melhores quadros do partido. Acho que o caminho do Serra é cada vez mais PSDB", afirmou ontem.

No comando do PSDB, a avaliação é a de que Serra tenta aumentar seu "valor de mercado" ao ensaiar a saída.

Tucanos lembram que o PPS não oferece estrutura para uma campanha presidencial. Sem palanque sólido, Serra corre o risco de desaparecer na corrida presidencial.

Para tucanos, sem ter muito para onde ir além do PPS, Serra terá dificuldades de arregimentar aliados para seu projeto político.

Líder do PSDB na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PE) diz que Serra será uma "agente fundamental" para o sucesso do partido na eleição do ano que vem.

Colaborou PAULO GAMA, de São Paulo

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Aécio denuncia a ligação da corrupção com o aparelhamento do PT



Blog Drops Misto


Aécio: senador diz que corrupção e tráfico de influência em escritório da Presidência em SP é face perversa do aparelhamento do PT.

Aécio: corrupção do PT

Aécio diz que corrupção reflete aparelhamento do PT

Fonte: Site do senador Aécio Neves

Aécio Neves: corrupção no governo federal é resultado do aparelhamento feito pelo PT

“Essa é a face perversa do aparelhamento do Estado brasileiro pelo PT nos últimos anos”, diz senador

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) classificou, nesta terça-feira (27/11), as novas denúncias de corrupção no governo federal como mais uma comprovação do uso de cargos da administração federal em favor de partidários do PT.

As investigações realizadas pela Polícia Federal na operação Porto Seguro mostram a prática de corrupção e de tráfico de influência, desta vez, pela chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha. As denúncias atingem também o advogado-geral adjunto da União, José Weber Holanda Alves, e diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Essa é a face perversa do aparelhamento do Estado brasileiro pelo PT nos últimos anos, que tenho denunciado. Considero muito graves as denúncias de tráfico de influência e de corrupção, envolvendo representantes do escritório da Presidência da República. O governo federal tem o dever de, muito além da demissão do grupo de pessoas indiciadas, esclarecer, com transparência, os acontecimentos, o critério de nomeação dos denunciados e a real dimensão do caso. A punição dos envolvidos é uma exigência da sociedade brasileira, que cobra responsabilidade e correção do poder público e de seus representantes”, afirmou o senador Aécio Neves.

A Polícia Federal investiga o novo esquema de favorecimento a empresas privadas por servidores federais, envolvendo fraudes em pareceres técnicos e na tramitação de processos.