Mostrando postagens com marcador Aécio líder da oposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aécio líder da oposição. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Aécio quer saber quem do PT ficou com os R$ 200 milhões desviados da Petrobras




O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, comentou a deflagração da nona fase da operação Lava Jato da Polícia Federal, que levou à intimação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Leia abaixo a fala do senador.

“As denúncias tornadas públicas hoje do depoimento de um ex-dirigente da Petrobras são estarrecedoras. Mais de US$ 200 milhões, segundo ele, foram desviados ao longo dos últimos anos da nossa maior empresa para o Partido dos Trabalhadores. Durante a campanha eleitoral, eu várias vezes cobrava, inclusive da candidata Dilma Rousseff, uma posição sobre se ela confiava ou não no tesoureiro do seu partido, hoje, denunciado por este dirigente da Petrobras como o receptor de parte deste recurso desviado. Nada como o tempo para trazer luz à verdade.

É absolutamente fundamental que as investigações continuem ocorrendo e os responsáveis pelo maior escândalo de corrupção da nossa história sejam punidos exemplarmente. E nós da oposição estamos e estaremos atentos para que não haja qualquer manobra que desvie o centro desta questão. É preciso que saibamos, de forma muito clara, quem foram os responsáveis por estes desvios, quem foram aqueles responsáveis por suas indicações e, em especial, quem foram os beneficiários desse esquema. É triste para o Brasil. Estamos absolutamente atentos para que no Congresso Nacional, através da CPI na Câmara, possamos avançar nessas investigações

segunda-feira, 11 de março de 2013

Aécio denuncia a política de " vale-tudo" do governo do PT


Fonte: Folha de S.Paulo -  Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/97976-vale-tudo.shtml

Vale tudo?


Aécio Neves

A afirmação da presidente da República de que "podemos fazer o diabo quando é hora de eleição" revela como o petismo vê e pratica a democracia.

Explicita também o desconforto do governo ante reconhecidos e recorrentes fracassos.

Os indicadores não deixam dúvidas: o crescimento médio nos dois últimos anos é o menor desde Collor; a inflação ameaça romper o teto da meta; o PAC não avança e o fechamento das contas públicas de 2012 só foi possível graças a condenáveis manobras fiscais.

Como nada é tão ruim que não possa piorar, dados da CNI apontam o crescente comprometimento da competitividade da indústria brasileira, que perde mercado no exterior e no próprio país.

Em 2012, a participação dos importados no abastecimento do mercado interno atingiu o nível recorde de 21,6% e, só nos últimos três anos, essa "invasão" subiu 5%.

Com alta carga tributária e sem as reformas estruturais, as empresas brasileiras perdem competitividade, situação agravada no segmento dos produtos de alta intensidade tecnológica, portanto de maior valor agregado.

Para desviar os olhos da população dessa realidade, o marketing assumiu a gestão do país. O site Contas Abertas aponta que, em apenas dois anos, a presidente Dilma gastou em festividades quase o mesmo volume de recursos públicos registrado durante todo o segundo mandato de Lula.

Confiando na falta de informação e memória dos brasileiros, o governo anuncia pela terceira vez a liberação de recursos já anunciados, que seguem não liberados desde 2010.

Veta a proposta do PSDB, aprovada pelo Congresso há seis meses, desonerando a cesta básica, apenas para, em seguida, assumir o mérito da autoria, prejudicando milhões de brasileiros que já poderiam estar usufruindo da medida.

Sob o constrangimento da própria administração, faz uma milionária campanha publicitária para comunicar o fim da miséria no país. Foge do debate do valor per capita definido e contraria a visão de especialistas para quem a pobreza significa um conjunto de privações, e não pode ser superada apenas com transferência de renda, por mais importante que essa seja.

Em outra ação publicitária, o governo se apropriou das reformas dos estádios, apesar de não haver nenhum recurso do Tesouro investido nessas obras: omitiu a participação dos Estados, da iniciativa privada e do próprio BNDES, se abstendo de informar que a presença federal se limita ao financiamento de parte dos custos, feito pelo banco, e que será integralmente pago pelos tomadores.

De um lado a realidade, onde estão os brasileiros e deveria estar a presidente. De outro a pirotecnia, onde estão a sobrevivência dos interesses do PT e a candidata.


AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Aécio quer o PSDB unido em 2014







Eleições 2014: Aécio Neves articula em prol da unidade do PSDB

Eleições 2014: Aécio Neves mostra poder de união ao apoiar tucano paulista como líder do PSDB no Senado Federal

As Eleições 2014 se aproximam e têm em Aécio Neves um protagonista. Nos últimos dias, o senador mineiro vem se destacado pelo trabalho intenso para unir o seu partido –PSDB – para que chegue ao pleito do próximo ano como uma alternativa forte ao ineficiente governo da presidente Dilma Rousseff.

Desde 2009, Aécio Neves defende internamente que o partido tome dois rumos inovadores: estimular as bases regionais e democratizar a escolha dos candidatos da legenda em eleições estaduais e nacionais, como por exemplo, através de prévias partidárias.

Já no ano passado, visando as Eleições 2014, Aécio Neves iniciou uma terceira iniciativa dentro do ninho tucano: revisitar as históricas bandeiras do PSDB o legado deixado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como o Plano Real, o fim da hiperinflação, as privatizações, a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outros.

Para isso, o senador mineiro e pré-candidato do PSDB à Presidência da Repúblicase reuniu com o próprio FHC e com os economistas responsáveis pela formulação das bases do Plano Real.

E já no início deste ano, Aécio Neves começou a correr o país e as fileiras do PSDB no Congresso Nacional com o claro intuito de unir todo o partido em torno de um programa de governo centrado nas suas bandeiras histórias e num modelo de gestão pública inovador, capaz de se tornar contraponto à partidarização e a ineficiente administrativa que o PT apresentou ao governar o país nos últimos 10 anos.

E não é segredo para ninguém no mundo político que a grande missão para quem quer ver o PSDBforte é a necessidade de mostrar a uma ala do diretório paulista que o embate não deve ser estar intramuros. É preciso aparar arestas e ganhar as ruas com um programa de governo apoiado 100% pelas lideranças e pela base partidária.

Certo é que o senador mineiro não tem poupado esforços neste sentido. A escolha do paulista Aloysio Nunes Ferreira para liderança do PSDB no Senado Federal é um claro sinal de que haverá união e desprendimento pessoal nas Eleições 2014 por parte de Aécio Neves.


http://dropsmisto.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Aécio Neves denuncia posição maniqueísta de Dilma




Fonte: Folha de S.Paulo - 28/01/2013 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/90938-ausencia-de-limites.shtml

Ausência de limites


Aécio Neves

A redemocratização brasileira nos deixou um importante legado: a certeza de que a democracia é mais que um voto depositado nas urnas. Ela se baseia na garantia das liberdades e num rigoroso respeito às leis. Assim, não é possível fechar os olhos para o viés autoritário que ganha substância no governo petista.

A governança por medidas provisórias, a profunda subordinação do Congresso, a forma como foram promovidas as mudança de marcos regulatórios, a ausência de diálogo e as diversas tentativas de "regulamentar" a mídia são algumas das expressões dessa perigosa tendência.

Mas a fala da presidente da República e a lamentável utilização da rede nacional de rádio e TV para, entre outras coisas, desqualificar os brasileiros críticos ao seu governo é, certamente, a mais evidente delas. Não se sabe se incomodada pela pressão das articulações que gostariam de ver o ex-presidente Lula candidato ou com a simples motivação de tirar o foco dos fracassos acumulados, constatados pelo pífio resultado da economia, a presidente resolveu antecipar o debate eleitoral.

É nesta posição que ela se permitiu propagar aos brasileiros a visão maniqueísta de uma nação dividida ao meio, na qual os que amam o Brasil são otimistas e estão com o governo enquanto que os que não querem o bem do país, os "do contra", os pessimistas, estão na oposição.

Essa é uma postura que agride a diferentes gerações de democratas. É impossível não revisitar, com ironia, a gênese petista do "quanto pior melhor". Ou voltar no tempo para lembrar o nacionalismo canhestro dos governos militares que buscava confundir governo com nação, transformando a crítica em ato impatriótico e que agora ganha estranha atualidade.

O conteúdo do pronunciamento foi atípico e agressivo.

Na parte dedicada à energia, de forma desleal, o texto transformou os que apenas defenderam um outro caminho para a diminuição da conta de luz -no caso a redução de tributos federais- em adversários da ideia. Para a construção do falso raciocínio, sonegou ao país até mesmo a informação de que empresas estaduais criticadas aderiram à proposta do governo nas áreas de transmissão e distribuição.

E, por ironia, são justamente os Estados governados pelo PSDB que, sem alarde, oferecem há muitos anos as maiores isenções de ICMS na conta de luz... O pronunciamento da presidente tem vários significados. Nenhum deles é bom para a democracia, patrimônio de todos brasileiros.

PS - É impossível encerrar a coluna sem expressar o meu mais profundo sentimento pela dor das famílias de Santa Maria, dor que é de todos nós brasileiros.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Governo de Aécio foi o pioneiro na inclusão digital







Os governos federal, estaduais e municipais precisam utilizar a inclusão digital como meio aplicação de políticas sociais; Minas Gerais iniciou este processo em 2003

Uma das ações mais modernas que marcaram a biografia de Aécio Neves como governador de Minas Gerais foi a capacidade de pensar no futuro sem se preocupar com os limites de seus mandatos políticos. E foi assim que sempre encarou o desafio de tirar o estado de uma posição tímida num mundo em que o domínio do conhecimento divide os povos entre desenvolvidos e eternamente dependentes.
No mundo de hoje, se tornou obsoleto o conceito de que investir em Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Inclusão Digital na esfera pública se limita a modernizar os trâmites internos da máquina governamental. Na verdade, já entramos no século XXI sem tempo para olhar para trás, pois a incapacidade do acesso ao conhecimento se tornou tão inaceitável quanto deixar de oferecer uma saúde pública digna, uma educação de qualidade, oportunidades de emprego ou acesso ao saneamento básico.
Foi assim que Aécio Neves marcou sua biografia transformando a universalização do acesso à informação como meta a ser cumprida não só no âmbito do desenvolvimento econômico, mas também como uma política pública de amplo ganho social.

Quando anunciou o ousado plano de levar acesso ao sinal de telefonia celular e transmissão de dados a 100% dos municípios mineiros, Aécio Neves não só investia em Telecomunicações. O seu governo fazia da informação e do conhecimento a oportunidade para Minas Gerais iniciar a desconstrução do seu processo histórico de desigualdade social entre suas regiões. Haja vista que, em 2003, quando lançou o programa Minas Comunica, a população de mais de 400 municípios mineiros não tinha acesso ao sinal de telefonia celular.
Recente pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas mostra que a telefonia celular seria o melhor caminho para se utilizar a tecnologia digital em prol das políticas sociais. Isto porque, entre todas as possibilidades de penetração nas camadas mais vulneráveis da sociedade, o telefone celular tem sido o instrumento mais democrático.

Se em 2003, no Brasil, apenas 15,3% da população da classe E (dentro da linha de pobreza) tinha acesso ao telefone celular, esse número saltou para 62,8% e vive uma tendência de crescimento.
No caso de Minas Gerais, há quase 10 anos, o Governo de Minas desenvolve políticas de ampliação à inclusão digital, sendo o Minas Comunica o mais abrangente e democrático dos programas.

Mesmo com este avanço percebido tanto em Minas quanto no Brasil, não se pode perder a oportunidade que o acesso à tecnologia proporciona para a efetivação de políticas sociais amplas e universais. É preciso que os governos desenvolvam programas, ações e produtos que se utilizem da telefonia celular e da internet para diminuir as desigualdades sociais.
No que se refere à inclusão digital, Minas Gerais e o Brasil vão bem na construção das estradas. Agora, precisam utilizá-las.

http://dropsmisto.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aécio cobra liderança do Brasil na Rio+20




Aécio Neves, líder da oposição
Aécio Neves: Brasil deve assumir papel de liderança na Rio+20


13 de junho de 2012 - 18:23

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) afirmou, nesta quarta-feira (13/06), que espera que o Brasil assuma um papel de liderança na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, iniciada hoje no Rio de Janeiro. Aécio Neves alertou que o País não pode se limitar a ser apenas anfitrião do evento. Ainda segundo ele, o desfecho das negociações em torno do novo Código Florestal já resultou em uma imagem negativa para o Brasil junto à comunidade internacional.

"O fato de não termos conseguido dar um fecho no Código Florestal é uma sinalização ruim que o Brasil dá para as outras partes do mundo. Tenho dito, há muito tempo, que o Brasil pode ser, pelas circunstâncias da natureza, que o destino nos proporcionou, do ponto de vista da emissão de carbono, um país autossustentável. Temos a matriz energética mais limpa do mundo, mas era preciso que houvesse, do ponto de vista do governo, uma ação mais coordenada e mais incisiva para que o Brasil assuma um papel de liderança e não seja apenas o hospedeiro, o anfitrião, de um evento destas proporções", disse.

Aécio Neves afirmou que avanços só serão possíveis quando cada país participante da conferência ceder dentro de suas possibilidades e contribuir para se chegar a um consenso.

"Começa a haver uma divisão entre países desenvolvidos, de um lado pouco propensos a fazerem esforços do ponto de vista exatamente da emissão de gases estufa, de busca de matrizes energéticas mais limpas, em contraponto com os países em desenvolvimento. Só teremos avanços consistentes quando cada um, no limite das suas possibilidades, contribuir para a construção, não apenas nas próximas décadas, mas até mesmo no próximo século. É um momento importante, um marco importante, mas espero que o Brasil tenha uma posição mais ousada do que apenas de ser o anfitrião do evento", afirmou o senador Aécio.

Assessoria de Imprensa do Senador Aécio Neves(PSDB/MG)



quinta-feira, 26 de abril de 2012

Aécio Neves volta a criticar "contrabandos" nas MPs


Aécio Neves critica novos contrabandos em medida provisória

Lider da Oposição
Aécio líder da oposição

25/04/2012 - Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Câmara dos Deputados incluiu 11 temas sem relação com o assunto central da MP 549, que desonera produtos destinados a deficientes

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) voltou a protestar, nesta quarta-feira (25/04), em razão de contrabandos inseridos pela base do governo em uma medida provisória. Trata-se da MP 549/2011, aprovada pelo Senado, que desonera produtos utilizados por deficientes físicos.

Após ressaltar seu apoio à desoneração pela sua importância social, Aécio Neves criticou a inserção de 11 temas que não possuem qualquer relação com o assunto principal da MP 549. Todos eles incluídos durante a tramitação na Câmara dos Deputados.

"Uma MP que busca beneficiar pessoas com deficiência física, assistimos, na Câmara, 11 outras matérias alheias a ela serem acrescidas. Autoriza o Executivo a exigir rotulagem de embalagem de papel destinado a impressão de livros e periódicos. Trata da comercialização de medicamentos não controlados e de isenção de IPI para importação de equipamentos de materiais esportivos, entre tantos outros. E, no momento que assistimos esses inúmeros contrabandos, continua adormecida e esquecida em uma gaveta qualquer da Câmara PEC aprovada por unanimidade pelo Senado que veda o contrabando, constitucionaliza isso", afirmou Aécio, referindo-se, também, à PEC 11, que estabelece novo rito de tramitação para as medidas provisórias e encontra-se parada na Câmara dos Deputados desde agosto.

Aécio Neves afirmou que o Congresso vem abrindo mão de suas prerrogativas constitucionais ao não adotar uma análise crítica em relação às medidas provisórias. Segundo o senador, não há como aceitar mais essa situação.

"Não há qualquer objeção ao tema central dessa MP. Mas não há como aceitar passivamente o que vem se tornando uma praxe. O Congresso, pela sua passividade e omissão, vem se desconstituindo. Estamos abdicando de uma prerrogativa que não foi criada por nós, mas sim pela população brasileira que nos elegeu para garantir o poder de legislar, do poder revisor do Senado", afirmou Aécio Neves.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Aécio : " O principal atributo de um governo é a coragem"


Senador Aécio Neves 

Fonte:  Folha de S.Paulo - 23/04/2012 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/38698-coragem.shtml

Coragem

São Paulo, segunda-feira, 23 de abril de 2012


Há 250 milhões de celulares em uso no país. É espantoso, principalmente quando se sabe que somos hoje cerca de 200 milhões de brasileiros.

Trata-se de uma conquista de toda a sociedade, mas que só pode ser celebrada porque houve, no passado, um governo com coragem para desencadear o processo de privatização da telefonia. Ou, melhor, de democratização da telefonia brasileira.

Lembro os anos 90, quando o PSDB anunciava que, em pouco tempo, todo cidadão brasileiro teria o seu celular. Poucos acreditavam que tamanha mudança seria possível em tão pouco tempo.

É um saldo gratificante para quem, à época, enfrentou incompreensões de toda ordem e duríssimo combate político. Da mesma forma como no passado foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Plano Real, bases sobre as quais se construíram os avanços recentes registrados pelo país, o PT também posicionou-se contra as mudanças na área da telefonia.

Falava-se de "alienação do patrimônio nacional" -como se pudesse ser riqueza nacional o elitista, exclusivista, caro e precário serviço oferecido então pelo Estado na área das telecomunicações.

Foi uma longa travessia até o inevitável reconhecimento dos incontestáveis benefícios garantidos aos brasileiros pelo acesso amplo e irrestrito às novas tecnologias.

No Brasil de hoje, o celular é o telefone do trabalhador. Cerca de 80% das linhas em funcionamento são pré-pagas. Milhões de outras garantem acesso à internet e, com ela, o acesso à informação, ao conhecimento, à mobilização.

Em plano ampliado, fica cada vez mais nítido o gigantesco esforço realizado para tentar demonizar o processo de transformações estruturais do país, iniciado no governo Fernando Henrique.

Neste caso, de forma simplista, buscou-se criar um "inimigo imaginário" chamado privatização, que passou a ser alvo de ataques ensaiados e refrões repetidos à exaustão, pouco importando se, no fundo, ninguém soubesse exatamente do que estava falando.

As restrições ideológicas à privatização são, hoje, página virada na história do país. Vide, por exemplo, as concessões iniciadas, ainda que tardiamente, para a administração dos aeroportos.

Incoerências à parte, resultados como esse deveriam inspirar quem tem responsabilidade de governar.

Basta caminhar pelo país para constatarmos a urgente e gigantesca demanda por transformações de fundo, que superem gargalos, atrasos e paralisias. Não avançaremos o necessário se nos esforçarmos para ter apenas mais do mesmo. O principal atributo de um governo deve ser a coragem. Coragem para fazer o que precisa ser feito.

AÉCIO NEVES escreve nesta coluna às segundas-feiras.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Aécio cobra investigação ampla da CPI de Cachoeira




Senador Aécio defende investigação ampla na CPI do Cachoeira

Senador Aécio Neves 



senador Aécio Neves defendeu uma investigação ampla e sem direcionamento para apurar denúncias ligadas ao contraventor Carlos Cachoeira.

O senador Aécio Neves participou de ato da oposição em favor da instalação da CPI Mista no Congresso e defendeu a apuração de responsabilidades nas esferas pública e privada. Senadores e deputados do PSDB, DEM e PPS assinaram o requerimento.

“Queremos uma investigação ampla. Todos aqueles que tiverem cometido eventuais desvios, sejam eles agentes públicos ou privados, devem responder na CPI. Fizemos um ato político, já que a imprensa divulga que setores da base do governo, de alguma forma, vêm recuando da sua intenção de fazer essa investigação. O que esperamos é que não seja uma investigação pontual, uma investigação direcionada para A ou para B. Essa é a razão desse encontro e nossa expectativa é que, mesmo tendo rejeitado durante tanto tempo qualquer iniciativa de CPI por parte da oposição, agora a base permita não apenas a instalação, mas a verdadeira apuração dos fatos”, disse o senador Aécio Neves.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Aécio Neves: Líder da oposição: renegociação de dívidas dos estados



Aécio Neves
, líder da oposição: renegociação das dívidas dos estados

Líder da oposição, o senador Aécio Neves defende problema, até então, sem solução: a renegociação das dívidas dos estados com o Governo Federal.

Fonte: JPSDB-MG
http://aeciolider.blogspot.com
Aécio Neves líder da oposição



O senador Aécio Neves, líder da oposição, vem chamando a atenção do país para um grande problema que parece não ter solução: a dívida dos estados com a União.

Aécio Neves defende que o governo federal altere o índice atual de correção das dívidas, o IGP-DI, para o IPCA, índice oficial de inflação. Ao longo dos últimos 14 anos, o IGP-DI cresceu muito, elevando a dívida dos estados, contraídas até 1997, sem que suas receitas registrassem aumento sequer.

Aécio Neves, principal líder da oposição no Brasil, considera um absurdo os estados já terem realizado pagamentos substantivos e o valor nominal das dívidas ainda ser, hoje, maior do que era no início do financiamento.

O senador faz duras críticas ao governo federal do PT pelo fato de fazer vistas grossas ao problema dos estados e não rever a correção das dívidas. Ao contrário disso, oferece taxas subsidiadas pelo BNDES para financiar a iniciativa privada.

Realmente, não há justificativa aos estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, serem penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas. Alguém está ganhando com isso, e esse alguém só pode ser o governo federal que tem comemorado sucessivos recordes de arrecadação.

Para Aécio Neves, o líder da oposição, a renegociação seria um importante passo para “tirar os estados do sufoco” e evitar um verdadeiro “dominó de falências” e a “morte anunciada” do federalismo nacional.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Aécio critica a falta de uma política de industrialização do país



Senador de Minas Gerais, Aécio Neves, atual líder da oposição no Brasil,  alerta para o perigo da desindustrialização da economia brasileira pela falta de política para o setor.

Desde meados do ano passado, o senador Aécio Neves vem alertando para o perigo da desindustrialização da economia brasileira. Mês passado, segundo dados do IBGE, a indústria teve sua nona queda consecutiva. Para o senador Aécio Neves, falta ao governo federal uma real política de desenvolvimento industrial. Ele lembra que apenas pontualmente, beneficiando algum setor econômico específico, o governo age emergencialmente, sem obter resultados efetivos para a economia do país. O senador Aécio Neves ressalta que houve um retrocesso na economia brasileira, com a composição da balança comercial do país tendo voltado ao que ocorria nos anos 50. Hoje o Brasil voltou a ter 60% de suas exportações em commodities, produtos sem valor agregado e, assim, sem gerar postos de trabalho no país.   

quinta-feira, 15 de março de 2012

Aécio líder da oposição, quer investimentos para jovens carentes


Aécio Neves:  líder da oposição, concede entrevista durante o sucesso das negociações nos EUA em prol dos projetos sociais para Minas
Aécio Neves Líder da Oposição
Em primeiro lugar eu quero dizer que tive a honra de, a pedido do governador Anastasia, participar de mais esta rodada de negociações com o BID que já vem sendo parceiro nosso desde o início do meu governo. Desde 2004, o BID é parceiro de Minas Gerais em investimentos de infraestrutura, onde destacaria o Proacesso.

Eu tenho alertado aos organismos internacionais que esta parceria é essencial já que há no Brasil uma omissão muito grande do governo federal na área de segurança pública, seja a partir do Fundo Nacional de Segurança ou do Fundo Penitenciário. Por isso se faz extremamente relevante que possamos ter, a complementar os recursos do Orçamento Estadual, recursos de organismos internacionais para, de alguma forma, cobrir esta omissão do governo federal.

Já estamos com negociações avançadas, alguma coisa em torno de R$ 150 milhões, cuja liberação poderá ocorrer entre dezembro deste ano ainda, de 2012, e janeiro do ano que vem. São recursos que, em grande parte servirão para uma ação preventiva na área de segurança pública. Teremos um incremento do Fica Vivo!, levando-o a outras regiões do estado de Minas Gerais, portanto a outras cidades, já que os resultados são extremamente positivos. Com esses recursos estaremos investindo também na capacitação dos servidores do nosso sistema prisional, na criação de novos Centros Integrados para Adolescentes, os CIAS, que têm sido uma demanda muito grande de outras regiões do Estado. Vamos construir centros socioeducativos também em Belo Horizonte, Região Metropolitana e em outras cidades do Estado. Enfim, um conjunto de ações e políticas para a cidadania, mas, sobretudo, no campo preventivo. Além de algumas parcerias com o Ministério Público de Minas Gerais. Portanto, são recursos expressivos.

As negociações estão na sua fase final, depende agora apenas da liberação do governo federal para que este limite de negociação seja aprovado e possamos internar esses recursos em Minas Gerais a partir do final do ano.

E é sempre muito bom ouvir, como ouvi hoje dos principais dirigentes da instituição que Minas Gerais é, para eles, um modelo de gestão pública. Foram várias as intervenções dos dirigentes do banco demonstrando que Minas Gerais, no campo da gestão pública, é pioneiro e exemplo para outros estados brasileiros, mas em especial para outros países do mundo.

Mais uma vez, os diretores do banco ressaltaram que Minas Gerais é o estado que melhor aplica os recursos do banco. Todas as liberações, todas as autorizações foram integralmente aplicadas pelo Estado.

terça-feira, 13 de março de 2012

Aécio busca recursos para segurança dos jovens de Minas


Aécio Neves líder da oposição
Matéria sobre a viagem do Senador Aécio Neves, líder da oposição

Aécio Neves negocia com BID novos recursos para segurança em Minas

Senador participa de reunião nesta terça-feira em Washington

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participa, nesta terça-feira (13/03), de reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), para buscar recursos para projetos de segurança pública do Governo de Minas.  A viagem do senador acontece a pedido do governador do Estado, Antonio Anastasia e tem o objetivo de renovar a parceria firmada por Minas com o BID em ações de prevenção à criminalidade.

O novo financiamento, no valor R$ 150 milhões, se aprovado, será destinado a ampliar e melhorar os programas Fica Vivo - que oferece oficinas culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer a jovens moradores de áreas com índices elevados de homicídios - e Mediação de Conflitos - que desenvolve ações para solucionar situações com risco de violência, também em regiões com alta criminalidade -, entre outros. Também haverá investimentos em novos Centros Integrados de Adolescentes (CIAS), espaços de internação e recuperação de menores infratores.

"A reunião visa a consolidar essa negociação, para que no início do primeiro semestre possamos ter esses recursos do BID se somando aos recursos do Estado. É bom dizer que Minas continua sendo dos estados brasileiros que mais investem em segurança pública. Mas reconhecemos que tivemos problemas nesse último ano. Houve um agravamento, sobretudo, dos crimes violentos e dos homicídios, e é preciso que tenhamos uma ação ainda mais organizada, mais orquestrada e com mais recursos", afirmou o senador.

Minas é modelo para Brasil

Aécio acrescentou que o governador Antonio Anastasia determinou às forças de segurança uma ação muito firme para redução da criminalidade no Estado em razão do crescimento de indicadores verificado ano passado. Ele lembrou que Minas é modelo no país por ter revertido a violência no Estado ao longo de nove anos, com quedas sucessivas na ocorrência de crimes violentos.

"O governador está preparando uma ação muito firme, reativa a esse pequeno aumento da criminalidade que houve no ano passado, para que possamos retomar aquela curva descendente com a qual convivemos durante todos os meus dois mandatos de governador. Com os crimes, a cada mês, decrescendo, diminuindo, e fazendo com que nosso modelo de segurança se transformasse numa referência para todo o Brasil", disse Aécio Neves.

Governo federal é omisso na segurança pública

O senador afirmou, ainda, que esses recursos ganham mais importância na medida em que o governo federal tem sido omisso em relação às políticas de segurança nos estados, além de reduzir ano a ano os investimentos no combate à criminalidade.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aécio alerta para o inexpressivo crescimento do Brasil


Crescimento?


São Paulo, segunda-feira, 12 de março de 2012 - Folha de São Paulo
 
:Aécio Neves

O anúncio dos indicadores de desempenho da economia brasileira em 2011 inclui recados e lições importantes.

O recado, no campo das relações entre o governo e a sociedade, é o de que não é mais possível vender fantasias. Depois de passar boa parte de 2011 prevendo um crescimento acima de 5%, mesmo sabendo que essa era uma meta inatingível em função de distorções na condução da política econômica e da crise mundial, as autoridades se vêm forçadas a encarar a realidade: um crescimento pífio, perto de um terço do registrado em 2010, 50% menor que as previsões oficiais para o ano passado e aquém dos países emergentes.

Constata-se que, além da crise mundial que tem impacto no Brasil, os equívocos da política econômica funcionaram como freios ao setor produtivo, pondo em risco um dos mais relevantes patrimônios da sociedade brasileira: a indústria nacional, que perde competitividade global de forma contínua e crescente. Ao evoluir apenas 1,6% em 2011, o setor puxou para baixo o crescimento da economia como um todo.

O mais grave é que a indústria de transformação, que tem maior intensidade tecnológica, portanto maior valor agregado e estratégico, cresceu menos ainda -ínfimos 0,1%. Ou seja, nada. Abrir mão de avanços na indústria de transformação equivale a abdicar de inovar e desenvolver tecnologia, configurando um ciclo perverso que nos torna reféns de países que fazem exatamente o contrário.

Por fim, as lições. É preciso esquecer o retrovisor e olhar para o futuro, que, no curto prazo, nos cobra ações que neutralizem os efeitos nocivos da sobrevalorização do real e, no médio e longo prazos, nos exige as reformas estruturais (tributária, previdenciária e de relações trabalhista), cuja postergação mina a competitividade da economia brasileira e, sobretudo, turbina o processo de desindustrialização.

A indústria de transformação, que por longas décadas manteve participação superior a 30% na formação do PIB, hoje oscila ao redor de 15% e com tendência de continuar caindo diante da inação oficial.

É ainda mais grave constatar que 2012 começa como terminou 2011: um dia após o anúncio do "pibinho", confirmou-se a queda de 2,1% na produção industrial em janeiro, comparada a dezembro. A CNI aponta queda de 1,4% no faturamento no período.

Esse cenário afeta a todos e, em especial, setores mais expostos à concorrência externa, bem como economias

regionais voltadas ao comércio internacional. Igualmente preocupante é ver, na contramão do sentido de urgência que a crise exige, que o governo toma medidas anacrônicas e ufanistas, que conduzem à perpetuação das ineficiências, ao encarecimento do custo de vida e ao afastamento dos investimentos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Aécio líder da oposição, lembra que PT votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal


Entrevista: Aécio Neves



 Senador, quem ganhou com essa votação agora (regras para a troca de partido)? Na verdade, mantivemos o texto da Comissão da Reforma Política. Nem mais, nem menos. Existe sim um excesso de partidos políticos no País hoje, que, a meu ver, deveria ser limitado através da cláusula de desempenho, que é aquela que aprovamos lá atrás, eu era ainda presidente da Câmara, mas o Supremo não a considerou o instrumento legislativo adequado, que era lei complementar, que garante o funcionamento dos partidos políticos apenas a partir do momento que obtém determinado percentual de voto. Portanto, que se legitimam diante da sociedade. Mas, o que estamos permitindo aqui é que em alguns casos, no caso de um partido político, por exemplo, alterar fundamentalmente seu programa ou sua linha ideológica. Um partido, por exemplo, que se elege com um discurso estatizante, socialista, e passa, em determinado momento, a defender ou a fazer as privatizações. Esse partido político, por exemplo, poderia permitir que seus membros pudessem buscar uma outra filiação partidária. A fusão de partidos políticos em um só, com dois ou três partidos políticos que vierem a construir um programa único, esses parlamentares não perderiam mandato. E estamos mantendo também a possibilidade para a criação de novos partidos políticos. Mas, o funcionamento, o fundo partidário, o tempo de televisão, esse sim só seria transferido após a legitimação nas urnas. O que estamos permitindo é a garantia do mandato para a fundação de um novo partido, para a fusão de partidos políticos e para aqueles que se encontram em um partido que desconheceu ou desconsiderou o seu programa. Algo que me parece adequado. Só vai depender da população, do eleitor, dar a esse partido político o vigor, a substância, a musculatura, a partir da sua identificação com ele, portanto, a partir dos votos.


 Como o senhor analisa a queda na produção industrial?

 Extremamente grave. Tivemos 14 setores da indústria com uma queda muito expressiva nesse mês de janeiro em relação ao mesmo janeiro do ano passado. O que vemos com muita clareza é que não há uma política industrial no Brasil. Estamos vivendo um processo gravíssimo de desindustrialização. O aumento nas importações é alarmante. O custo Brasil, com as elevadíssimas taxas de juros que praticamos no passado e que continuamos praticando hoje é um inibidor da competitividade da nossa indústria. E estamos retornando ao que éramos na década de 1950, exportadores de commodities. E o governo comemora isso como se estivéssemos muito melhores que os outros. Não estamos. O Brasil perde competitividade. Não fosse a agricultura e não fosse o setor de serviços teríamos talvez um crescimento zero durante esse ano. Portanto, esse crescimento do PIB de 2,7%, pífio, praticamente metade daquilo que era anunciado pelo governo no início do ano, somado à queda progressiva e permanente da atividade do setor industrial, mais do que um sinal amarelo, é um sinal vermelho que se apresenta aos nossos olhos. O governo federal combate esses problemas do setor industrial com medidas absolutamente paliativas, onerando os estados e municípios, porque no momento em que ele desonera determinados setores, ele faz através dos impostos compartilhados, portanto, ferindo de morte uma Federação já extremamente fragilizada, e comemora sempre com ações comparativas a outros países como se estivéssemos muito bem. Portanto, é mais do que um alerta. É, na verdade, a constatação de que o governo errou lá atrás ao elevar de forma extremamente expressiva a taxa de juros e não tomar medidas efetivas que garantam a sobrevivência de setores nos quais somos competitivos. E ao liberar também, a meu ver, de forma irresponsável, as importações nesse período. O PSDB vai votar a favor do Funpresp, o fundo de previdência dos servidores? Porque o governo quer um relator único para agilizar a votação.

 Qual a posição do PSDB?

 A posição do PSDB não se altera pelo fato de estarmos eventualmente na oposição, espero, pelo bem do Brasil, eventualmente na oposição. Defendíamos lá atrás esse fundo, que já deveria ter sido criado há mais de 10 anos atrás, não fosse a ação atrasada, protecionista do PT em relação a essa e a outras matérias. Infelizmente não tivemos a oportunidade de votá-la ainda no nosso governo. Felizmente o PT prova agora do seu próprio veneno, com as dificuldades que teve na Câmara, mas nós, do PSDB, manteremos a nossa coerência. Vamos discutir aprimoramentos no texto, por exemplo, algumas salvaguardas para que a gestão desse novo fundo não seja uma gestão política, como vem ocorrendo hoje em vários outros setores do governo. Até mesmo os grandes fundos, como o Previ, por exemplo, hoje absolutamente politizados. Portanto, queremos criar salvaguardas para que não haja o aparelhamento desse novo fundo. Mas a sua criação é, na verdade, mais uma adesão do PT às teses do PSDB. Disse lá atrás e vou repetir para vocês. É o software pirata ao qual me referia. O PT aderindo às teses do PSDB, só que com algum constrangimento, sempre com uma dificuldade semântica, buscando um certo contorcionismo com as palavras para justificar o injustificável. O PT fez, lá atrás, uma oposição que foi perversa para o Brasil, votando contra o Plano Real, votando contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, votando contra o Proer, votando contra os instrumentos que eles detêm hoje, enquanto governo, para permitir que o País ainda continue estável. Portanto, vamos votar a favor da criação do fundo e, de alguma forma, até saúdo a revisão de posição do PT, lamentavelmente com um atraso de mais de 10 anos.

terça-feira, 6 de março de 2012

Aécio pede a Eduardo Campos que apoie Serra em SP


Aécio quer convencer PSB a apoiar Serra em SP


05/03/2012 - 19:10

Por Marcelo Portela

Belo Horizonte - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou hoje (5) que "tem conversado" com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, para tentar convencer a direção socialista a permitir o apoio do partido à eleição de José Serra para a prefeitura de São Paulo. Campos negou hoje que tenha uma definição sobre a posição do partido na eleição municipal paulistana, mas o governo federal, quem tem o PSB na base de apoio, trabalha para que a legenda integre coligação em torno do candidato petista, Fernando Haddad.

Para Aécio, a direção socialista não deveria vetar um eventual apoio a Serra e sim permitir que prevaleça "o sentimento da base do partido em São Paulo". "Tanto do ponto de vista municipal quanto no Estado, o PSB é nosso parceiro em São Paulo. Fiz chegar isso ao meu amigo Eduardo Campos", afirmou, em reunião na sede do PSDB mineiro em Belo Horizonte. Para o tucano, uma interferência do diretório nacional socialista pode dividir a legenda, que tem o apoio dos tucanos para reeleição do prefeito da capital mineira, Marcio Lacerda (PSB). "Qualquer decisão à fórceps pode não trazer o resultado que se busca na base. Uma decisão tomada de cima para baixo pode até garantir minutos de televisão para a candidatura do PT, mas pode não levar junto o apoio efetivo da militância e das bases do PSB", avaliou.

O senador já demonstrou interesse em ter o apoio dos socialistas para a disputa pela Presidência em 2014 e trabalha pelo aproximação com o partido, inclusive em São Paulo, porque, para ele, uma eventual eleição tucana na capital paulistana favorece o projeto nacional do PSDB "independentemente de quem seja o candidato" tucano na corrida presidencial. "Temos que concentrar todas as nossas forças em ajudá-lo (Serra) nas eleições. Acho até que a imposição da qual foi vítima o PT de São Paulo, na definição de um candidato que não era o das bases, pode levar o PT ainda a ter percalços neste caminho. Um quadro que parecia, para nós, adverso poucas semanas atrás, hoje, a meu ver, é extremamente adverso para o PT", avaliou.

Mas negou que o esforço para a eleição do tucano tenha o objetivo de eventualmente deixar livre o caminho para sua indicação para a disputa de 2014. "Eu não faço essa ligação direta entre as duas coisas. A candidatura do companheiro José Serra em São Paulo era uma demanda do partido. Foi um gesto de desprendimento político dele, e realmente traz a eleição de São Paulo para o plano nacional. A questão de 2014 tem que ser vista em 2014, em um outro ambiente", declarou, defendendo que o candidato tucano seja escolhido por meio de prévias.

Apesar de confirmar que pretende continuar viajando pelo País nos próximos meses, Aécio também negou que as agendas sejam realizadas para pavimentar uma possível candidatura sua à Presidência. O senador alegou que "fortalecer o palanque do PSDB" para as eleições municipais e que é preciso "deixar uma coisa para cada momento". "Vamos discutir as questões regionais as questões locais. Aí, a meu ver, o ano de 2013, provavelmente no segundo semestre, seja um momento para que o PSDB possa caminhar para decidir qual será o seu representante nas eleições de 2014. Nem antes, nem muito depois, na minha modesta avaliação", concluiu.

Agência Estado - Uma empresa do Grupo Estado - Copyright © 2012 - Todos os direitos reservados.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Aécio : União fecha os olhos para a realidade


Fonte:  Folha de S.Paulo -
Coluna de Aécio Neves

Até quando?

O país fica a cada dia menos federalista e mais concentrador. Trata-se de crônica doença do Estado brasileiro, que se adensou perigosamente como nunca antes na nossa história.

Pouco importa a natureza do problema. O poder central contrapõe-se a qualquer iniciativa, por menor que seja, que possa lhe ameaçar ínfima fatia de um falso protagonismo salvacionista.

O governo que tudo pode, e só ouve o que lhe interessa. Simplesmente dá de ombros diante de prefeitos já incorporados à paisagem dos protestos inúteis sobre a Esplanada dos Ministérios, mobilizados por migalhas de recursos.

Agora, outro capítulo da anemia do pacto federativo se desenrola no campo dos Estados -governados por partidos diversos- engolfados por dívidas impagáveis com a União.

A aritmética é simples: mesmo depois de mais de uma década de pagamentos substantivos, o valor nominal dessa dívida é maior hoje do que era no início do financiamento.

E antes que me digam que aumentou em função do teto fixado para pagamento pelos Estados, respondo que a qualidade dos serviços públicos a que a população tem direito não pode ser regida pela lógica da matemática financeira.

A fórmula, do fim dos anos 90 e importante naquele momento, não nos serve mais.

Ofende o bom senso a diferença entre as generosas taxas praticadas para empréstimos subsidiados à iniciativa privada pelo BNDES -com claro prejuízo do poder público, que toma recursos no mercado a taxas muito mais altas para satisfazer a poucos escolhidos-, e aquelas que corrigem as dívidas dos Estados.

Se é importante que o desenvolvimento seja estimulado por financiamentos mais baratos para todos, como justificar que os Estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, sejam penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas? Como a União, ao mesmo tempo, incentiva o investimento privado e penaliza o investimento público?

Por que o governo federal não usa, na correção das dívidas dos Estados com a União, o mesmo indexador que usa para corrigir as suas?

O que não pode continuar prevalecendo é a lógica perversa que vem pautando o Planalto, de autorizar e estimular todas as demandas -ainda que justas- que geram ônus financeiro exclusivo para os entes federados, enquanto se exime de partilhar responsabilidades, optando por alternativas que fragilizam a federação e reforçam a concentração de recursos na União.

Este é o momento de perguntar até quando apenas o governo federal -e não o país- vai se beneficiar dos sucessivos recordes de arrecadação. Ao fechar os olhos para essa realidade, o Planalto dilapida o que ainda nos resta de federação.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Aécio Neves se reúne com lideranças em Minas


Aécio Neves participa de encontro com líderes de partidos em Minas



O senador Aécio Neves (PSDB/MG) anunciou que participa, na próxima segunda-feira (05/03), em Belo Horizonte, de reunião com lideranças dos partidos aliados para debater as eleições deste ano nos principais municípios mineiros. O senador disse que o encontro dará início ao processo de definição das alianças que serão formadas para as disputas municipais. A reunião acontece na sede do PSDB de Minas Gerais.

"Vamos iniciar um processo de definição das alianças nas eleições municipais nos principais municípios de Minas.  Será uma reunião com as lideranças dos partidos aliados, partidos que vêm sustentando nosso projeto desde 2002 em Minas Gerais e que pretendem continuar juntos para fortalecê-lo no futuro", afirmou.

Aécio Neves disse que o encontro político marcará uma nova mobilização dos partidos responsáveis pelos avanços sociais ocorridos em Minas Gerais nos últimos nove anos, hoje reconhecidos em todo país e pelo governo federal.

"As principais cidades de Minas vão estar reunidas, vamos discutir os temas principais dessas eleições municipais. Será um momento de reencontro de pessoas, de partidos diversos, mas que vêm ao longo dos últimos anos permitindo a Minas Gerais um projeto de desenvolvimento que tem feito o Estado crescer mais que a média nacional, diminuir a pobreza mais que o conjunto do Brasil e ter indicadores sociais extremamente vigorosos. Portanto, é uma rearticulação, uma reorganização, uma reunificação do nosso grupo político com vistas às eleições municipais deste ano", afirmou.

Prioridade social

O senador Aécio Neves afirmou ainda que as coligações a serem feitas pelo PSDB e por aliados possuem chances expressivas de vitórias nas cidades mais populosas de Minas. Mas, segundo ele, as alianças devem ser feitas com base em prioridades comuns, em especial no campo social. Levantamento nacional realizado pelo Ipea, divulgado mês passado, comprovou que Minas tem reduzido a pobreza numa velocidade maior que a média do país.

Aécio Neves saudou a decisão do ex-governador de São Paulo José Serra de disputar a prefeitura de São Paulo e disse que compatibilizará a agenda no Senado com viagens pelo país em apoio aos candidatos do PSDB nas eleições municipais.

"A candidatura do companheiro José Serra é um gesto de desprendimento, é um gesto de grandeza política, e vem na direção das expectativas que o PSDB tinha. A eleição de São Paulo é uma eleição de repercussão nacional. Ali também serão debatidos temas de interesse nacional. Estarei à disposição dos meus companheiros em Minas, em primeiro lugar, mas também nas outras capitais e outras principais cidades do país para que  possamos, vencendo as eleições, construir um projeto alternativo de poder a esse que aí está", afirmou.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Aécio critica falta de diálogo do Governo com o Congresso


Fonte:  Folha de S.Paulo - 27/02/2012 - Coluna de Aécio Neves


Monólogo


São Paulo, segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Aécio Neves

O governo da presidente Dilma encena um monólogo a dois no qual uma das partes -o governo- fala e determina, e a outra -o Congresso- cala e obedece.

O corte no Orçamento, de R$ 55 bilhões, que extirpou todas as emendas parlamentares, reforçou o traço autoritário existente na relação entre os dois Poderes, sinalizando a manutenção de uma política baseada na barganha.

Conhecemos esse filme: cortam-se todas as emendas para que possam ser liberadas em conta-gotas a alguns escolhidos ou em épocas de votações de interesse do governo.

Se há que condenar os casos em que as emendas servem a interesses escusos e em que existem as que são destinadas a investimentos supérfluos, não tem como desconsiderar que, quando corretas, são instrumentos importantes. Representam, muitas vezes, a única chance de centenas de municípios brasileiros terem necessidades atendidas, pois nem sempre os investimentos do Executivo pautam-se por critérios republicanos.

O ano passado já havia sido marcado por demonstrações de autoritarismo do Executivo sobre o Legislativo. A decisão do governo de retirar do Legislativo a prerrogativa de fixar o valor do salário mínimo -sem entrar no mérito ou na legalidade da iniciativa, mas me atendo ao seu sentido político- foi um marco triste na história do Congresso.

É possível imaginar qual teria sido a posição do PT se a mesma iniciativa tivesse partido de um governo do PSDB.

O mesmo aconteceu com a PEC 11, que cria novo rito de tramitação para as MPs editadas pelo Executivo e reconstitui parte do papel constitucional do Legislativo no exame das medidas. Aprovada no Senado por meio de acordo, a base governista acabou repreendida pelo Palácio do Planalto em função do apoio dado ao que é consenso na Casa. Não por acaso, a PEC adormece, desde agosto, no esquecimento da Câmara dos Deputados.

Blindada pela muralha das alianças de conveniência, o governo ignora o Congresso como instituição e apequena a relação entre os Poderes. Sou um dos que se perguntam até quando os próprios aliados resistirão em silêncio ao desrespeito continuado.

Nesse momento, em que o Legislativo prepara-se para discutir temas importantes como o pré-sal, os royalties sobre minérios e o Código Florestal, não interessa à sociedade que tal debate ocorra em um Congresso fragilizado. São temas que pertencem à agenda do futuro dos brasileiros e não podem estar submetidos aos interesses imediatos ou à conveniência de um governo, qualquer que seja ele.

Só um Congresso em pleno exercício das suas prerrogativas pode garantir ao país as salvaguardas necessárias para que prevaleça o interesse nacional.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

IPEA consagra gestão de Aécio Neves em Minas

Aécio Neves afirma que redução da pobreza consagra gestão adotada em Minas

Pesquisa do IPEA confirma que queda da pobreza é maior em Minas
O senador Aécio Neves (PSDB/MG) afirmou, nessa quarta-feira (15/02), que pesquisa do Ipea, órgão ligado ao governo federal, mostrando que a pobreza extrema caiu mais em Minas que no restante do Brasil consagra o modelo de gestão adotado no Estado.  Segundo o senador, Minas gasta menos com a estrutura do próprio Estado para investir mais em políticas públicas importantes para a população desde 2003. 
"A pesquisa do Ipea consagra o modelo de gestão implantado em Minas Gerais desde 2003, onde conseguimos diminuir o custo do Estado, economizar nas despesas com a estrutura do Estado, para investir mais nas políticas públicas. Enquanto no Brasil, nesse período, houve uma redução de 10,5% para 5,2% da população em pobreza extrema, portanto, caindo a metade, em Minas Gerais ela cai a 1/3. Ela vai de 9% para 3%. Ao mesmo tempo em que há um crescimento, também, muito expressivo na renda dos mineiros. Nosso Estado foi aquele que teve maior crescimento do PIB ao longo dos últimos anos", afirmou Aécio Neves.
Aécio Neves também afirmou que a recente pesquisa do Ipea comprova que uma gestão de qualidade traz melhorias para a população de forma rápida. Segundo ele, este é o melhor meio de gerar desenvolvimento social.
"Os resultados estão aí. Para aqueles descrentes de que a administração eficiente é o maior instrumento de desenvolvimento social que uma sociedade, possa ter, essa pesquisa do Ipea mostra de forma muito clara que gastar menos com a estrutura do Estado e mais corretamente com os programas sociais traz resultados em um tempo muito curto para grande parte da população", disse Aécio.
Ações Sociais
Aécio Neves destacou avanços sociais alcançados por Minas Gerais nos últimos anos. De acordo com o senador, o Estado progrediu em todas as áreas.
"Todos os indicadores sociais em Minas Gerais tiveram melhoria expressiva. Na educação, somos reconhecidos como o Estado que tem a educação de maior qualidade. Na saúde pública, fomos o primeiro estado que complementou um programa federal iniciado no governo Fernando Henrique, das equipes de Saúde da Família, ampliando o atendimento a praticamente todo o Estado. Temos o programa Travessia, que cuida de investimentos, de infraestrutura e de assistência social dos municípios mais pobres do Estado. Fizemos a interligação do Estado através do ProAcesso, que ligou todas as regiões de Minas. Portanto, há um conjunto de ações coordenadas, acompanhadas com os mais modernos métodos de gestão pública, que são a referência que o Banco Mundial tem mostrado hoje a outros estados e a outros países", observou o senador.