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terça-feira, 27 de junho de 2017

Reinaldo Azevedo : " Na verdade não há provas contra Aécio Neves"


Com efeito, o presidente do Conselho, João Alberto, tomou a única decisão sensata. Ainda vale no país a presunção de inocência, não a de culpa

Por: Reinaldo Azevedo

Ah, sim, está a maior gritaria nas redes sociais. A dos esquerdistas, como sói acontecer em casos que envolvam adversários políticos, era, portanto esperada. Até porque o alarido é lógico, dados os valores da turma. Afinal, para os companheiros, os seus são sempre inocentes, mesmo quando culpados; já os outros são sempre culpados, mesmo quando inocentes. O que não é óbvio, mas também não surpreende, é ver correntes de direita cair na conversa de Randolfe Rodrigues, o senador do PSOL do Amapá que se finge de verde-marinista para poder ser ainda mais vermelhinho por dentro. É aquele tipo de melancia sem semente…

Refiro-me, como deixa claro o título do post, à decisão de João Alberto Souza (PSDB-MA), presidente do Conselho de Ética, de arquivar a denúncia oferecida contra o tucano por Randolfe, que pretende ser o maior cassador de cargos do Brasil. Ah, não custa lembrar: ele foi o mais bravo dos senadores na luta contra o impeachment. Ele queria o Brasil à mercê de Dilma. Esse é o sujeito que quase virou um plantonista do “Jornal Nacional”.

Volto a Aécio. Indagado sobre por que arquivou o pedido, João Alberto disse a coisa certa: “Por falta de provas”. E, com efeito, prova contra ele não há. Investigações estão em curso. O próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não as apresentou na denúncia oferecida ao Supremo. Qual foi a contrapartida dos R$ 2 milhões que recebeu de Joesley? Os tais R$ 60 milhões repassados para a campanha em 2014 foram declarados à justiça Eleitoral — parte considerável do dinheiro deve ter irrigado campanhas estaduais do PSDB.

Pode ser que a prova apareça? Bem, se acontecer, que se faça uma outra denúncia. Randolfe conferiu tal estatuto ao que é, por enquanto, simples delação. E se vai dar curso a um pedido de cassação nessas condições?

Há coisas que não fazem o menor sentido, e uma delas é a reação do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia. Disse ele:
“Ao arquivar sumariamente a representação contra o senador Aécio Neves, o presidente do Conselho de Ética do Senado consegue, ao mesmo tempo, debochar da sociedade, que espera esclarecimento para as gravíssimas acusações, e agredir o Estado Democrático”.

Com a devida vênia, pergunto onde o doutor Lamachia arquivou a presunção de inocência. Levar adiante um processo contra um senador quando a única prova é uma delação e quando não se tem a evidência de que aqueles R$ 2 milhões eram propina constitui a chamada presunção de culpa.

A ser assim, que se denunciem os 24 senadores que serão investigados pela Lava Jato. A propósito: Gleisi Hoffmann (PT-PR) já é mais do que uma acusada. E olhem que ela é ré desde setembro de 2016. O apreço do PT pela investigação é tal que fez dela presidente do partido. E Randolf, este soprano da pureza e da moralidade, não a denunciou ao Conselho de Ética. Foi seu companheiro de armas contra o impeachment. Com Gleisi, como se vê no alto, ele faz selfie.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Aécio : " Os primeiros sinais de retomada da economia, estão agora se confirmando"


Aécio Neves / Folha de São Paulo


É preciso trabalho para a recuperação que desponta na economia

Os primeiros sinais de retomada da economia, que vinham despontando de maneira tímida, estão agora se confirmando. Felizmente, o Brasil parece ter começado a deixar para trás a grave crise econômica que paralisou o país e sacrificou milhões de famílias. Mas não nos iludamos: o caminho da recuperação será árduo, demorado e cheio de obstáculos.

A economia se move por atitudes e, sobretudo, por expectativas. Com o PT no governo, elas eram as piores possíveis. A mudança de gestão, o firme apoio do PSDB e a construção de uma sólida base de apoio no Congresso cuidaram de dar o primeiro sopro de alento. Mas as dificuldades no mundo real eram tamanhas que a recuperação demorou mais do que se imaginava.

No entanto, os últimos dias apresentaram indicadores que merecem ser reconhecidos, a despeito de ainda nos depararmos com um quadro bastante ruim no mercado de trabalho —com empregos voltando a ser eliminados em março, esse continua sendo o principal desafio que o país precisará vencer.
O sinal alentador mais recente veio do índice de atividade econômica do Banco Central, que em fevereiro apontou expressiva alta frente a janeiro.

A isso somam-se a queda dos juros e a conversão da inflação oficial para a meta, depois de anos de flerte com o descontrole. Tais conquistas abrem espaço para que o governo gaste menos com sua dívida, as famílias voltem a consumir e as empresas retomem seus investimentos. Um ciclo virtuoso.

Se confirmado o crescimento do PIB nestes primeiros três meses do ano, o país terá encerrado uma sequência de 11 trimestres seguidos de quedas na economia, pondo fim à maior e mais duradoura recessão de décadas. Uma crise que empobreceu os brasileiros, aumentou a desigualdade social e deixou milhões sem trabalho.

Mas não nos enganemos: há muito ainda a ser feito. Além do desemprego que precisa ser vencido, temos governos (tanto o federal quanto os estaduais) com finanças arruinadas e avanços importantes a realizar para recolocar o país em condições de produzir com competitividade.

De todo modo, o mundo real já está nos dando um recado claro: precisamos, todos, trabalhar para apoiar a recuperação que apenas desponta.

No Congresso, cabe-nos agir com responsabilidade redobrada. Fazer a reforma da Previdência, garantindo direitos importantes dos brasileiros, modernizar nossa legislação trabalhista e simplificar urgentemente nosso sistema tributário são iniciativas essenciais para ampliar a capacidade de crescimento do país, reativar a geração de empregos e proteger a parcela da população que precisa do apoio do Estado.

Assim, o pior terá virado apenas história, para ser conhecida e nunca mais repetida.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Aécio Neves escreve sobre as manifestações de 13 de março


Vozes de Março

Aécio Neves - Folha de São Paulo


Os brasileiros fizeram bonito neste domingo. De forma pacífica, em centenas de municípios, milhões de pessoas de todas as idades ocuparam as ruas do Brasil para protestar contra o governo e pedir uma solução para a crise em que fomos — e estamos — mergulhados. O grito que ecoou das multidões foi incontestável: basta, não suportamos mais.


Homens e mulheres, famílias inteiras, jovens, idosos e crianças, gente de todas as raças e credos, de cabeça erguida, se irmanaram no sentimento de revolta e indignação contra um governo que esgotou sua capacidade de iludir e mentir. Não dá mais para enganar ninguém: além do fracasso na gestão, há um fracasso ético e moral que arruinou o projeto de poder em curso. É contra este estado de coisas que o Brasil foi às ruas.

Foi uma manifestação de consciência cívica como poucas já vistas no país. É impossível ficar insensível ao grito uníssono contra a corrupção e a gestão calamitosa, contra a mentira e a favor do trabalho independente das instituições brasileiras. Em defesa da democracia e das conquistas que tanto nos custaram em sacrifício e luta.

No momento em que o discurso do radicalismo e da intolerância ameaça conturbar o ambiente social, como óbvia reação aos resultados das investigações da Lava Jato e outras operações policiais em curso, os manifestantes de domingo deram um exemplo de serenidade, maturidade e responsabilidade. Indignação sim, violência nunca.

Precisamos aprender com a mobilização gigante e seguir adiante em busca de saídas para a crise. As vozes de março nos colocam diante de um imperativo histórico: a nação precisa construir uma solução para o impasse em que se encontra. Reencontrar o caminho da confiança e da esperança.

Mais que nunca, o Congresso Nacional tem o dever de dar ressonância a este clamor. A classe política precisa cumprir com responsabilidade seu papel. Neste mar de insatisfações, precisamos ir além de denunciar, criticar e cobrar. Precisamos transformar.

Vivemos um momento único, fértil e de grande convergência em torno de um sentimento de país, que, em plano ampliado, já significa um precioso recomeço. O país que floresce das ruas não pode se perder. Ele precisa nos conduzir adiante.

Não basta encerrar o regime dos escândalos em série e da corrupção institucionalizada. Estão à espera do Brasil desafios de grande envergadura, que demandarão reformas profundas no plano político, econômico, ético, social e do modelo de gestão pública.

É hora de estarmos à altura desse sentimento nacional que clama por mudanças. Com ele – e só com ele – será possível reduzir drasticamente o abismo existente entre a realidade e o sonho dos brasileiros e o país que queremos e merecemos.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Aécio Neves : " O Ano Velho"


Ano Velho
Aécio Neves / Folha de São Paulo

A sensação geral dos brasileiros é a de que 2015 teima em não terminar. Os problemas continuam os mesmos e vão se agravando todos os dias. Os desafios também, sempre maiores do que eram, na medida em que vão se acumulando e emperrando as raras portas de saída da crise.

A verdade é que este é um janeiro como poucas vezes já vimos. Depois de as festas tradicionais de fim de ano sofrerem um necessário ajuste e as viagens de férias minguarem a olhos vistos, quase 60 milhões de brasileiros estão no vermelho, atingidos pela inadimplência, pelo desemprego, pela inflação de dois dígitos e pelo peso crescente de impostos.

Além de preços que sobem sem parar, as tarifas públicas, que passaram anos manipuladas pelo governo com fins eleitorais, continuam a alta iniciada logo após as urnas da última eleição serem fechadas.

Energia, combustíveis -pagamos caro pela gasolina e pelo diesel no mesmo momento em que o preço do petróleo cai avassaladoramente no mundo todo- e transporte público movem o dominó da carestia, que ganha escala.

Os juros, os mais altos do mundo, devem subir de novo nesta semana. Também estão mais elevadas as taxas para o financiamento imobiliário, mais caro e escasso o crédito. Enfim, tudo ficou mais difícil.

Some-se a essas dificuldades a realidade expressa na execução orçamentária do governo no ano passado, que reflete a ausência de investimentos em áreas essenciais, para termos uma dimensão mais completa dos desafios.

Seguramente o mais grave e mais preocupante é o aumento do desemprego. Em pouco mais de um ano, o exército de brasileiros sem trabalho ganhou mais 2 milhões de pessoas. É certo que, infelizmente, o que já está bastante ruim ainda vai piorar.

É difícil encontrar esperança num cenário em que a economia pode ter despencado 4% no ano passado e deve cair mais 3% neste ano. São números que adiam o futuro de milhões de brasileiros.

Não foi apenas o ano novo que nasceu velhíssimo. As mesmas contradições e incoerências que nos trouxeram até aqui parecem continuar a orientar as ações do governo.

O Brasil precisa, mais do que nunca, de responsabilidade, contenção de desperdícios, transparência, segurança jurídica, foco em prioridades e, acima de tudo, clareza em relação às escolhas feitas e ao rumo definido. É essencial um esforço efetivo para recuperar a confiança perdida.

Sem isso, não há caminho para o crescimento. E sem crescimento, não há saída para a crise de governança em que o PT mergulhou o país. Espera-se que o governo, em benefício das atuais e, em especial, das futuras gerações, não insista em enveredar pelos mesmos e equivocados caminhos que nos trouxeram à catástrofe atual.
http://dropsmisto.blogspot.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Aécio diz que chegou a hora da verdade


A Hora da Verdade,
por Aécio Neves
Folha de São Paulo

A primeira reação do governo federal à abertura do processo de impeachment da presidente da República passou ao largo da questão central que, querendo ou não o Palácio do Planalto, terá que ser necessariamente discutida. A presidente Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade?


Seguindo a cartilha do marketing esmerado que conhecemos desde a campanha eleitoral, a presidente se apresenta à luta pela manutenção do seu mandato chamando para o campo do enfrentamento político o presidente da Câmara dos Deputados. Tenta transformar um debate nacional em uma questão pessoal, "Não tenho contas no exterior", "não ocultei meus bens", diz, como se as acusações que pesam sobre ela tivessem alguma relação com essas questões. Para confundir a população, a presidente Dilma se defende do que não é acusada, ignorando solenemente cada uma das graves acusações que recaem hoje sobre ela e seu governo.

Mantendo coerência com sua campanha eleitoral, não faltou espaço na leitura da sua manifestação de "indignação" para algumas mentiras, entre elas a de que "não aceitaria barganhas".

Nesse aspecto, chega a ser constrangedora a declaração da presidente que fez do toma-lá-dá-cá um conhecido instrumento para se manter no poder, e assistiu, com obsequioso silêncio/consentimento, às pressões pouco discretas dos seus principais ministros sobre seus partidários no Conselho de Ética da Câmara.


Mas a questão central é: houve ou não crime de responsabilidade cometido pela presidente da República?

O Tribunal de Contas da União (TCU), pela unanimidade dos seus membros, diz que sim. A lei diz: "são crimes de responsabilidade contra a lei orçamentária ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pelo Senado Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal".

Além disso, a Lei de Responsabilidade Fiscal veda expressamente a realização de operações de crédito entre instituição financeira estatal e o órgão público que a controla.

Será em torno desses mandamentos legais que o debate deverá se dar. Esperamos, ele aconteça pautado pela verdade dos fatos, sem subterfúgios.

Ao invés de organizar claques em eventos oficiais e preparar discursos ditados pelo marketing, o governo deveria guardar suas energias para ouvir o Brasil e defender-se, com clareza e respeito, tanto das acusações em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quanto das acusações formais contidas na peça produzida por Miguel Reale Jr., Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.

Assim, qualquer que seja o desfecho desse processo, a democracia vencerá. Para o bem do Brasil e dos brasileiros.
www.dropsmisto.blogspot.com

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Aécio Neves líder da oposição critica correção da tabela do IR e classifica Petrobrás como 'barril de negócios suspeitos'





Fonte: Paraíba.com
Data: 01/05/2014

Aécio critica correção da tabela do IR e classifica Petrobras como ‘barril de negócios suspeitos’ | PARAÍBA.com.br



01/05/2014 | 12h53min

Foto: Mario Ângelo/01.05.2014/Estadão ConteúdoAécio disse que reajuste no Bolsa Família deveria ser maior para estar acima da linha da pobreza

O presidente do PSDB e possível candidato do partido ao Palácio do Planalto em 2014, senador Aécio Neves (MG), criticou nessa quinta-feira (1º) a correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda e o reajuste de 10% do programa Bolsa Família, anunciados pela presidente Dilma Rousseff ontem em rede nacional de rádio e televisão.

Durante evento da Força Sindical para comemorar o Dia do Trabalho, na zona norte de São Paulo, o tucano disse que a mudança na tributação da renda do brasileiro, que, na prática, isenta mais pessoas da mordida do Leão, “não atende aos índices inflacionários, que chega a 6%”. Sobre o Bolsa Família, Aécio disse que Dilma mentiu aos brasileiros.

— A presidente mente aos brasileiros ao afirmar que o reajuste de 10% no Bolsa Família permite que a remuneração atinja o patamar mínimo estabelecido pela ONU de US$ 25 por dia para estar acima da linha da pobreza. Para que isso fosse verdade, o reajuste deveria ser de R$ 83 e não R$ 77 como ela propõe.

O tucano também disparou contra Dilma quanto ao assunto Petrobras, que ele classificou como um “grande barril de negócios suspeitos”.

— A presidente acha que o responsável pela crise da Petrobras é a oposição e não aqueles que a transformaram num grande barril de negócios suspeitos.

Em tom de campanha e aproveitando os milhares de trabalhadores presentes na festa da Força Sindical, Aécio também acusou a presidente da República de fazer propaganda política antecipada por meio do pronunciamento feito ontem em rede nacional.

— A Presidente da República protagonizou ontem um momento patético da vida pública brasileira. Ela usou um instrumento de Estado, a rede publica de radio e televisão, para fazer propaganda politica e atacar adversários. O sentimento de mudança da maioria da população não inclui a permanecia da presidente no governo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Aécio Neves comemora as novas conquistas dos trabalhadores dométicos


Para Aécio, aprovação da matéria é um passo muito consistente que o Brasil dá na tentativa de se transformar realmente em um país desenvolvido.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) comemorou, nesta terça-feira (19/03), a aprovação da PEC que garante ao trabalhador doméstico direitos iguais aos de outras categorias no país. Pela proposta aprovada, eles passam a ter direito ao FGTS, licença-maternidade ou paternidade e horas extras após cumprirem carga de 44 horas semanais, entre outros benefícios.

A proposta de emenda à Constituição 66, de 2012, foi aprovada em 1º turno no plenário Senado de forma unânime. Agora, precisa ser aprovada em segundo turno – o que deve ocorrer na próxima semana. Em seguida, dependerá da sanção presidencial.

"O Brasil toma uma decisão correta por meio de seus representantes, mas que precisa ser comemorado também com investimentos maciços em educação, para que o Brasil alardeado e comemorado na propaganda oficial, um dia seja realidade. Isso só vai acontecer efetivamente quando esse país valorizar a educação, em especial a pública”, disse o senador Aécio.
http://dropsmisto.com

segunda-feira, 18 de março de 2013

Aécio volta a denunciar a má gestão da Petrobrás




Fonte: Folha de S.Paulo - 18/03/2013 - Coluna de Aécio Neves ink para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/99139-ptbras-de-novo.shtml

PTbras, de novo


Aécio Neves 

Em outubro, a Petrobras completa 60 anos. Infelizmente não há o que comemorar, submersa que está em um poço de graves problemas, embora, possivelmente, isso não venha a ser impedimento para mais uma milionária campanha publicitária da estatal.

É sempre oportuno recuperar a memorável jornada da criação da Petrobras. Foi um dos movimentos populares mais marcantes da história brasileira. Sensível ao grande sentimento nacionalista daquele momento, o presidente Getúlio Vargas encampou a exigência expressa em comícios e manifestações de rua.

O slogan "O petróleo é nosso!" arregimentou estudantes, sindicalistas, intelectuais e outros segmentos da sociedade, no final dos anos 40 e começo dos anos 50.

Nos anos recentes, os petistas levaram a frase ao pé da letra, mediante o entendimento de que o "nosso" quer dizer que a Petrobras é "deles", com exclusividade. E promoveram o aparelhamento partidário da empresa, com os enormes danos que começam a vir à tona. Daí a grande atualidade em se retomar a batalha dos tempos da fundação da companhia. O Brasil precisa reestatizar imediatamente a Petrobras, que está afundando sob o peso dos interesses privados do PT.

Não há barril de petróleo capaz de obscurecer o que está acontecendo, a olhos vistos, com a empresa: queda brutal no valor de mercado, baixo retorno dos investimentos, descumprimento de metas, aumento dos custos operacionais e administrativos e perda de posição nos rankings internacionais, entre outras mazelas.

A lista continua. Os milhares de trabalhadores que adquiriram ações da Petrobras com recursos do FGTS viram o patrimônio registrar uma queda de cerca de 50%.

O escândalo da compra por mais de US$ 1 bilhão de uma refinaria nos EUA, pouco tempo antes negociada por apenas US$ 42,5 milhões e que, hoje, só conseguiria ser vendida por cerca de US$ 100 milhões, lança graves suspeitas sobre a empresa. Segundo o Ministério Público, "é mais que um mau negócio". Afinal, quem propôs e quem autorizou tamanha temeridade?

Com tantas incertezas pela frente, teme-se agora até pelo futuro do pré-sal. No final de 2006, às vésperas das eleições, o governo federal anunciou a autossuficiência do país em petróleo. No entanto, a própria Petrobras reconhece agora que, entre 2007 e 2012, essa condição não existiu. Registre-se ainda que, apenas no ano passado, o Brasil importou US$ 7,2 bilhões em derivados.

Patrimônio nacional e um dos símbolos da nossa independência, a Petrobras sempre foi um esteio para a economia brasileira. Defendê-la da voracidade de parte do PT é tarefa urgente. Tempos atrás era anunciado como grande novidade um certo modo petista de governar. Hoje o Brasil inteiro sabe o que isso significa.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Ladeira abaixo.: Aécio lamenta a má administração da Petrobrás


Blog Drops Misto


Fonte: Folha de S.Paulo - 04/02/2013 - Coluna de Aécio Neves Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/92179-ladeira-abaixo.shtml

Ladeira abaixo

Aécio Neves 

Além do aumento do preço da gasolina, anunciado pelo governo federal, a Petrobras voltou a entrar em evidência, semana passada, ao perder o posto de maior empresa da América Latina.

O jornal "Financial Times", um dos mais respeitados no mundo na área financeira, colocou a colombiana Ecopetrol no topo do ranking das empresas de maior valor de mercado. As ações da Petrobras perderam 45% do valor ao longo dos últimos três anos, de acordo com a publicação britânica.

No decorrer de 2012, com perplexidade, o Brasil foi tomando conhecimento da existência das graves dificuldades na gestão da estatal, com aumento das importações, problemas de caixa, desvalorização de seus papéis no mercado, dentre outros. Houve uma troca brusca no comando da empresa, para tentar colocá-la nos trilhos novamente.

Há um estudo recente que traz uma síntese digna de nota sobre os males capazes de corroer a vida de uma companhia pública. Intitulado "Gestão Estatal: Despolitização e Meritocracia", o trabalho foi realizado pelo Instituto Acende Brasil para o setor elétrico, mas suas conclusões são válidas para a Petrobras e outras estatais mal gerenciadas, de uma maneira geral.

Dentre os entraves descritos na literatura econômica tratados no estudo, destaca-se a administração inepta: os dirigentes são nomeados pela sua lealdade aos governantes, desconsiderando-se as qualificações requeridas para o cargo.

As empresas sofrem também com o uso político que se faz delas. A falta de disciplina orçamentária pesa muito. Por terem como acionista majoritário o governo, muitas estatais vivem na expectativa de que eventuais deficits serão necessariamente cobertos por aportes oficiais. O processo decisório burocrático, típico da má administração pública, acaba sendo a cultura dominante, prejudicando a agilidade necessária.

O estudo cita uma estratégia para se bloquear o uso político das estatais, com uma "blindagem" contra as pressões externas. São medidas como recrutamento profissional e competitivo de diretores, uso de indicadores e metas, transparência nos resultados, prestação periódica de contas e aplicação de incentivos e penalidades por desempenho.

O governo federal está na contramão desses preceitos que poderiam oxigenar -e muito- a economia brasileira. De um lado, ocuparam-se as estatais existentes como se patrimônio do PT fossem. De outro, aumenta-se o número delas -levantamento divulgado ano passado mostra que o PT criou mais estatais que todos os governos pós-militares.

Parafraseando um dilema de outrora, a saúva do aparelhamento partidário pode acabar com o Brasil.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aécio critica forma de Dilma tratar o setor elétrico brasileiro


Fonte: Folha de S.Paulo online
Link: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/1184038-energia.shtml

Energia – Coluna de Aécio Neves

Aécio Neves

12/11/2012 - 03h30

Ninguém questiona a necessidade de redução do custo da energia elétrica no Brasil. Mas já sabemos que a MP 579 vai muito além disso, alterando o marco regulatório do setor elétrico brasileiro. Como aponta o ex-ministro João Camilo Penna, o governo teria outras formas mais diretas para diminuir o valor das contas de luz pagas pelos consumidores, como uma maior redução de impostos. O caminho escolhido é complexo e, por isso, merece ser debatido com cautela, sem arroubos de intolerância.

Não é justo com o país reduzir medidas com desdobramentos tão amplos a um falso maniqueísmo que tenta colocar, de um lado, os que querem baixar o valor da conta de luz e, do outro, apresentar os que propõem o debate como meros defensores de interesses das empresas do setor.

Mais uma vez, pontua-se a forma desrespeitosa com que o Planalto trata o Congresso, ao fixar prazos que impedem a correta discussão do tema no Parlamento, alijando-o da sua legítima participação em decisão dessa envergadura.

Segundo especialistas, a MP 579 traz conteúdo que ignora a necessidade de expansão do setor elétrico, afugentando investidores e descapitalizando perigosamente as concessionárias. Ninguém sabe onde buscar os recursos para o acréscimo de 5 a 7 mil MW a cada ano necessários ao crescimento da economia.

Hoje o país está ameaçado de viver uma crise de abastecimento que poderia ser evitada se pudéssemos contar com mais 3,3 mil MW, caso as termoelétricas, vencedoras dos leilões de 2005, estivessem aptas a entrar em operação, mas esses projetos ou foram cancelados ou estão atrasados.

Considerando essas usinas canceladas e outras previstas para entrar em operação nos próximos anos, cujos projetos foram abandonados, temos quase 6 mil MW de redução na expansão esperada de geração, causando uma enorme incerteza quanto ao atendimento do mercado futuro.

A energia produzida por parques eólicos no Nordeste é uma alternativa com a qual ainda não podemos contar, pois as linhas de transmissão que deveriam conectá-la ao sistema não foram concluídas pelo governo federal. Essa falta de planejamento provocou o aumento do custo no mercado de curto prazo. No inicio do ano, o custo da energia no mercado livre era R$ 12,20 e agora chega a R$ 400,00.

Insisto: o tema é complexo e deve ser amplamente discutido também para que não seja aberto um precedente em relação à credibilidade dos marcos regulatórios no país.

Nos últimos anos o governo não deu atenção ao ponto mais importante para reduzir o custo da energia: um planejamento capaz de garantir a ampliação da oferta. E, como dizia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, "energia cara é aquela que não existe".

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves é senador pelo PSDB-MG. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010. É formado em economia pela PUC-MG. Escreve às segundas-feiras na página A2 da versão impressa.


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A vitória de Aécio em Minas



Fonte: Estado de Minas
Data: 01/11/2012
Link: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2012/10/31/interna_opiniao,56112/as-eleicoes-em-minas-gerais.shtml

As eleições em Minas Gerais



OPINIÃO »

João Leite - Presidente do PSDB de Belo Horizonte, e deputado estadual

Publicação: 31/10/2012 04:00

Os resultados das eleições em Minas apontam, mais uma vez, para a vitória do projeto defendido pelo PSDB e, em especial, pelo senador Aécio Neves, e o enfraquecimento do PT. Cerca de 80% dos prefeitos eleitos no estado pertencem à base do governo Anastasia. Nas 59 maiores cidades, aliados venceram em 40 e a oposição em apenas 19.

No embate entre PSDB e PT, os petistas perderam o comando de cidades importantes como Betim, Congonhas, Varginha, Itaúna, e, com o nosso apoio, foram derrotados em municípios também estratégicos como Divinópolis, Barbacena, Passos, Teófilo Otoni. O resultado do segundo turno confirmou essa tendência com o PT sendo derrotado em Juiz de Fora, Montes Claros e Contagem.

Se a perda de posição do partido na região metropolitana chama a atenção, emblemático mesmo foi o resultado de Belo Horizonte, onde as eleições foram decididas em primeiro turno numa inequívoca demonstração da vontade da cidade.

O surpreendente nessas eleições não foi a vitória de Marcio Lacerda, mas a incapacidade do PT, com todas as suas lideranças, ministros e ex-ministros, presidente e ex-presidente, de levar a eleição para o segundo turno.

Em 2008, sozinho, o PMDB, com Leonardo Quintão, foi mais competitivo do que aliado ao PT em 2012. Essa equação leva a uma inevitável constatação: a eleição em BH fica mais difícil para o lado em que se posiciona o PT.

A opção democrática do estado pelo projeto defendido pelo PSDB pode ser analisada nos últimos 10 anos. Com responsabilidade e humildade vencemos as eleições para o governo do estado de Minas Gerais em 2002, 2006 e 2010. Elegemos os dois senadores em 2010 e o senador em 2006.

Mas o principal resultado, que demonstra com clareza a posição dos mineiros, se deu nas eleições de 2010 para a Presidência da República. BH deu a vitória a José Serra, no segundo turno, e o trabalho conduzido por Aécio Neves fez cair para menos da metade a frente de 10 pontos sobre o resultado nacional que o PT costumava colocar em Minas.

Nessas eleições em BH prevaleceu o interesse da cidade. Ao romper a aliança com Marcio Lacerda, o PT ficou sem discurso. Afinal, até pouco antes o apoiava e elogiava publicamente. Mais do que isso, ficou clara a posição do partido de descompromisso com Minas Gerais, já evidenciada no não atendimento a demandas históricas do estado.

Mas a pergunta que muitos mineiros se fizeram durante o pleito foi outra: por que o governo federal do PT considera ser bom para Minas e Belo Horizonte o que ele não considera bom para si mesmo? Explico: por que Hélio Costa não continuou no Ministério das Comunicações?

Agora, a pergunta é: se o ex-prefeito Patrus Ananias é tudo isso que a presidente disse nos últimos meses, por que ela não o manteve no seu ministério?

Eleições são sempre o momento da verdade. Precisam ser respeitadas pelo significado que trazem. E seus resultados precisam ser ouvidos por todos, em especial pelos agentes políticos que têm o dever de honrar o compromisso assumido nas urnas.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aécio diz que derrota de Serra não diminui o papel do PSDB


Fonte: O Estado de S.Paulo - 30/10/2012 - Entrevista com Aécio Neves - Chamada na Primeira Página
Link para assinantes: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,derrota-de-serra-nao-diminui-papel-do-psdb-,953125,0.htm?p=1

'Derrota de Serra não diminui papel do PSDB'


senador e presidenciável afirma que a influência de Lula e Dilma nas eleições já não existe como se imaginava
30 de outubro de 2012 | 2h 03 - JULIA DUAILIBI - O Estado de S.Paulo

Para o presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o resultado dessa eleição mostrou que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff "não existe mais do modo que a gente imaginava". Aécio, no entanto, minimiza o impacto para o PSDB da derrota de José Serra em São Paulo: "Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil".

O tucano destaca o desempenho do PSDB no Norte e Nordeste e tece elogios à aliança com o PSB. Aécio vê um "antagonismo" entre PT e PSB nas cidades onde disputaram eleição, que não deve ser superado em 2014. Leia abaixo a entrevista.



Qual avaliação o sr. faz da derrota do PSDB em São Paulo?

Numa eleição em que 50 cidades estavam em jogo, não dá para avaliar uma. É uma derrota que tem repercussão, mas ressalto que Serra foi candidato porque o partido quis que fosse, para fazer justiça a ele. Serra não brigou para ser candidato. É claro que não foi bom perder, mas, no geral, nessa eleição não teve um grande derrotado. No nosso caso, nos saímos de forma muito vigorosa no Nordeste e no Norte, de onde havíamos sido dizimados nas últimas eleições.

O PSDB precisa se renovar?

Há figuras novas que já surgiram: o Eduardo (Leite), que ganhou em Pelotas, o menino de Blumenau (Napoleão Bernardes), Firmino (Filho, em Teresina), Maceió (com Rui Palmeira). Tem uma geração nova se afirmando.

O partido errou ao não arriscar um nome novo em São Paulo?

O momento em que o Serra resolveu ser candidato ele fez por um apelo do partido. E parecia a candidatura mais sólida. Enfim, perdeu. Ele vai ser uma figura que terá sempre um papel importante nas decisões do PSDB. Isso (a derrota) não diminui o papel do PSDB. Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil.

O desempenho do PSDB em Estados importantes, como São Paulo, ficou abaixo do esperado.
Nas últimas eleições presidenciais, ganhamos nos três Estados do Sul e do Centro-oeste. No Sudeste, nenhum outro partido tem uma situação mais sólida que o PSDB, com o governo de Minas e o de São Paulo. O PSDB, em relação a um cenário de seis, oito meses atrás, teve resultado muito além do que a gente poderia imaginar.

Há setores do PSDB paulista que defendem uma aliança em 2014 com o PSB, de Eduardo Campos (PE), na cabeça de chapa em troca do apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin.

O PSDB é a única força de oposição para se apresentar como uma alternativa. Problema quem tem hoje é o governo, para manter a base unida. Vamos apresentar um projeto alternativo e atrair ao longo do caminho forças que estão hoje com o governo. As alianças que fizemos com o PSB, que brinquei que votei mais 40 que 45, criam lógicas locais. Pega Campinas, Fortaleza, a cidade se divide em dois grupos. Então, amanhã, é difícil que os grupos se aliem. Vai todo mundo para uma candidatura do PT? É difícil. Fizemos alianças importantes com o PSB, e, mesmo que amanhã o PSB esteja com o PT, e hoje é o caminho mais natural, nessas praças vai haver sempre um antagonismo, com tendência do eleitorado que não é PT ficar com outra alternativa. A eleição do ACM Neto (Salvador), do Arthur Virgílio (Manaus), pelo fato de Lula ter ido, de Dilma ter ido muito agressiva, mostra que essa influência, do modo como a gente achava que existia, não existe mais. Tem um País aberto para uma proposta nova.

O PSDB deve definir logo o presidenciável. Serra é um nome?

Não tem que antecipar. Ninguém é candidato dois anos antes de uma eleição. Acho que o momento é a virada de 2014.

Qual espaço Serra terá?

Não sei nem se ele pretende objetivamente algo. Ele vai ser sempre uma figura central no PSDB. Não dá para desprezar os votos que ele teve. Não dá para desprezar o que representa, mesmo que tenha perdido a eleição.

O sr. acha que ele pode ocupar a presidência do PSDB?

Não pensei nisso. Nem sei se ele quer isso.


http://dropsmisto.com

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Aécio Neves líder da oposição e líder de alianças bem sucedidas


Aécio Neves: de líder da oposição a líder aliancista 








Aécio Neves entrou como líder da oposição nas disputas municipais deste ano e saiu como o grande líder do maior arco de aliança partidária já vista na história política brasileira pós-ditadura militar. Suas ideias e propostas para abrir uma alternativa nova frente à má gestão pública do governo federal – leia-se PT - se solidificaram para que o Brasil comece um novo debate a partir de 2013.

A jornalista Rosângela Bittar, em sua coluna desta quarta-feira (24/10), no jornal Valor Econômico, fez uma brilhante e completa análise da atuação do senador mineiro nas eleições municipais em todo o Brasil. Ela mostra que Aécio Neves se solidificou como líder da oposição ao modelo petista de governar, cada vez mais baseado na partidarização da máquina pública e na falta de compromissos com os ideais que deram a base para o surgimento do PT, na década de 1980.

Por outro lado, Aécio Neves se postou como um líder aliancista. Comandou as estratégias do PSDB tanto em Minas Gerais quanto em várias outras cidades brasileiras. Soube, com uma habilidade ímpar, aglutinar partidos, correntes de pensamento e líder regionais em torno de um projeto de governo que começará a se construir, a várias mãos, a partir de 2013.

O senador mineiro teve a coragem de se colocar como porta-voz de toda uma parcela da sociedade cansada da má gestão pública e dos escândalos e crimes que estão no núcleo do Partido dos Trabalhadores e de sua facção política.

Ao mesmo tempo, Aécio Neves teve a habilidade para, no momento certo, se despir do papel de líder da oposição e se colocar como aglutinador. Isso lhe dá a incontestável posição de figura política imprescindível para comandar uma grande aliança em torno de um projeto de desenvolvimento; este baseado na excelência da gestão pública e na transparência administrativa pelas quais a sociedade brasileira já deu sinais de que exige a partir de 2013.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aécio Neves denuncia que União usa juros extorsivos com os estados


Senador Aécio Neves 



Fonte:  O Globo - 18/04/2012 - Artigo de Aécio Neves
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Não nos enganemos


AÉCIO NEVES

O ensaio tardio do governo federal de finalmente abrir negociação com os estados brasileiros, reféns de dívidas impagáveis com a União, ocorre no momento em que novos diagnósticos confirmam o desmonte da Federação.

Estudo recente da Firjan denuncia o dramático enfraquecimento dos nossos municípios - 83% deles simplesmente não conseguem se sustentar. O Fundo de Participação dos Municípios sofre os efeitos da recorrente política federal de concentrar incentivos fiscais em impostos compartilhados com os municípios, sem compensá-los pelas perdas.

A outra face do problema é a relação leonina da União com os estados. Atenho-me a ela e uso, como espelho para os demais, o exemplo de Minas: em 1998, a dívida com o Tesouro Nacional era de 14,8 bi. De lá para cá, nenhuma outra dívida foi contraída e, mesmo o Estado já tendo pagado regiamente R$ 21,5 bilhões, ainda deve astronômicos R$ 58,5 bilhões!

Sob pressão, mas sem cumprir o necessário diálogo prévio com os governadores, o Planalto propôs mudar o índice de correção atual, o IGP-DI, para a taxa Selic, que sempre oscila ao sabor da política monetária. A sugestão ignora os esforços do próprio Tesouro para retirar do mercado os títulos vinculados a ela. Não é preciso ser financista para perceber a armadilha: os estados passariam a dever pela taxa que o próprio governo central evita.

Os secretários estaduais de Fazenda têm trabalhado pela substituição do IGP-DI pelo IPCA. Minha proposta em tramitação no Senado defende que prevaleça o índice de correção que, no período de apuração, oferecer menor ônus aos estados: o IGP-DI ou o IPCA.

É consensual que não adianta limitar a questão das dívidas estaduais à mudança de índices de correção, embora esta seja parte da solução. É imperativa a redução da taxa de juros. Estamos propondo 2% ao ano - atualmente, ela varia de 6% a 7,5%. Além disso, é necessário um ajuste no comprometimento da receita líquida real (RLR) dos estados com o pagamento de encargos, que chegam a consumir 15% da receita de alguns deles. Defendo que este limite não ultrapasse 9%.

Um novo patamar máximo de comprometimento da RLR pode ser discutido, por exemplo, sob a perspectiva de que a diferença a ser negociada seja revertida em investimentos em áreas previamente pactuadas, beneficiando diretamente a população.

O fundamento é que o Planalto ofereça aos entes federados tratamento equivalente ao que tem dado para o setor privado, a quem concede, através do BNDES, financiamentos a taxas fortemente subsidiadas pelo Tesouro.

Não nos enganemos: a dívida dos estados está sendo paga pelos brasileiros, que, além de arcarem com uma imensa carga tributária, continuam sem receber os investimentos e serviços a que têm direito.

AÉCIO NEVES é senador (PSDB-MG).

quinta-feira, 8 de março de 2012

Aécio líder da oposição, lembra que PT votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal


Entrevista: Aécio Neves



 Senador, quem ganhou com essa votação agora (regras para a troca de partido)? Na verdade, mantivemos o texto da Comissão da Reforma Política. Nem mais, nem menos. Existe sim um excesso de partidos políticos no País hoje, que, a meu ver, deveria ser limitado através da cláusula de desempenho, que é aquela que aprovamos lá atrás, eu era ainda presidente da Câmara, mas o Supremo não a considerou o instrumento legislativo adequado, que era lei complementar, que garante o funcionamento dos partidos políticos apenas a partir do momento que obtém determinado percentual de voto. Portanto, que se legitimam diante da sociedade. Mas, o que estamos permitindo aqui é que em alguns casos, no caso de um partido político, por exemplo, alterar fundamentalmente seu programa ou sua linha ideológica. Um partido, por exemplo, que se elege com um discurso estatizante, socialista, e passa, em determinado momento, a defender ou a fazer as privatizações. Esse partido político, por exemplo, poderia permitir que seus membros pudessem buscar uma outra filiação partidária. A fusão de partidos políticos em um só, com dois ou três partidos políticos que vierem a construir um programa único, esses parlamentares não perderiam mandato. E estamos mantendo também a possibilidade para a criação de novos partidos políticos. Mas, o funcionamento, o fundo partidário, o tempo de televisão, esse sim só seria transferido após a legitimação nas urnas. O que estamos permitindo é a garantia do mandato para a fundação de um novo partido, para a fusão de partidos políticos e para aqueles que se encontram em um partido que desconheceu ou desconsiderou o seu programa. Algo que me parece adequado. Só vai depender da população, do eleitor, dar a esse partido político o vigor, a substância, a musculatura, a partir da sua identificação com ele, portanto, a partir dos votos.


 Como o senhor analisa a queda na produção industrial?

 Extremamente grave. Tivemos 14 setores da indústria com uma queda muito expressiva nesse mês de janeiro em relação ao mesmo janeiro do ano passado. O que vemos com muita clareza é que não há uma política industrial no Brasil. Estamos vivendo um processo gravíssimo de desindustrialização. O aumento nas importações é alarmante. O custo Brasil, com as elevadíssimas taxas de juros que praticamos no passado e que continuamos praticando hoje é um inibidor da competitividade da nossa indústria. E estamos retornando ao que éramos na década de 1950, exportadores de commodities. E o governo comemora isso como se estivéssemos muito melhores que os outros. Não estamos. O Brasil perde competitividade. Não fosse a agricultura e não fosse o setor de serviços teríamos talvez um crescimento zero durante esse ano. Portanto, esse crescimento do PIB de 2,7%, pífio, praticamente metade daquilo que era anunciado pelo governo no início do ano, somado à queda progressiva e permanente da atividade do setor industrial, mais do que um sinal amarelo, é um sinal vermelho que se apresenta aos nossos olhos. O governo federal combate esses problemas do setor industrial com medidas absolutamente paliativas, onerando os estados e municípios, porque no momento em que ele desonera determinados setores, ele faz através dos impostos compartilhados, portanto, ferindo de morte uma Federação já extremamente fragilizada, e comemora sempre com ações comparativas a outros países como se estivéssemos muito bem. Portanto, é mais do que um alerta. É, na verdade, a constatação de que o governo errou lá atrás ao elevar de forma extremamente expressiva a taxa de juros e não tomar medidas efetivas que garantam a sobrevivência de setores nos quais somos competitivos. E ao liberar também, a meu ver, de forma irresponsável, as importações nesse período. O PSDB vai votar a favor do Funpresp, o fundo de previdência dos servidores? Porque o governo quer um relator único para agilizar a votação.

 Qual a posição do PSDB?

 A posição do PSDB não se altera pelo fato de estarmos eventualmente na oposição, espero, pelo bem do Brasil, eventualmente na oposição. Defendíamos lá atrás esse fundo, que já deveria ter sido criado há mais de 10 anos atrás, não fosse a ação atrasada, protecionista do PT em relação a essa e a outras matérias. Infelizmente não tivemos a oportunidade de votá-la ainda no nosso governo. Felizmente o PT prova agora do seu próprio veneno, com as dificuldades que teve na Câmara, mas nós, do PSDB, manteremos a nossa coerência. Vamos discutir aprimoramentos no texto, por exemplo, algumas salvaguardas para que a gestão desse novo fundo não seja uma gestão política, como vem ocorrendo hoje em vários outros setores do governo. Até mesmo os grandes fundos, como o Previ, por exemplo, hoje absolutamente politizados. Portanto, queremos criar salvaguardas para que não haja o aparelhamento desse novo fundo. Mas a sua criação é, na verdade, mais uma adesão do PT às teses do PSDB. Disse lá atrás e vou repetir para vocês. É o software pirata ao qual me referia. O PT aderindo às teses do PSDB, só que com algum constrangimento, sempre com uma dificuldade semântica, buscando um certo contorcionismo com as palavras para justificar o injustificável. O PT fez, lá atrás, uma oposição que foi perversa para o Brasil, votando contra o Plano Real, votando contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, votando contra o Proer, votando contra os instrumentos que eles detêm hoje, enquanto governo, para permitir que o País ainda continue estável. Portanto, vamos votar a favor da criação do fundo e, de alguma forma, até saúdo a revisão de posição do PT, lamentavelmente com um atraso de mais de 10 anos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Escolhas, artigo de Aécio Neves na Folha de São Paulo

Citação: Folha de S.Paulo - 17/10/2011 - Coluna de Aécio Neves
Link para assinantes: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1710201106.htm
Escolhas
Há alguns dias, Marina Silva nos ofereceu texto que estimula a reflexão sobre a dinâmica imprevisível da política do nosso tempo, cheia de transformações e novas escolhas por parte dos cidadãos. Está clara a busca coletiva por uma nova ordem que permita a superação de modelos que sobreviveram até aqui, entre eles os de políticos que se moldam, por conveniência, ao gosto do eleitorado, ou, mais pretensiosos, que tentam moldar o eleitorado à sua feição. Para além da seara dos oportunistas e dos autocratas, há os que, como a ex-senadora acreana, enxergam pessoas onde outros só veem eleitores e buscam manter com elas relação leal, sem perder de vista seus próprios princípios.
(...)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Choque de Gestão de Aécio mostra resultados de muita eficiência!

Minas Gerais leva modelo privado para a repartição

Fonte: Carolina Gomes – Brasil Economico

Novo sistema, em implementação desde 2005, começa a mostrar resultados ao alcançar metas de desenvolvimento

Para melhorar a eficiência da gestão pública em Minas Gerais, estado com o maior número de municípios do país (854), o governo se inspirou na iniciativa privada e, desde 2005, vem implementando um modelo de metas e incentivos. Nos últimos dois anos, os resultados concretos dessa experiência começaram a aparecer em áreas estratégicas, como saúde, segurança e educação. O sistema, apelidado de Choque de Gestão, contempla o programa Estado para Resultados, que estipula metas de longo prazo para áreas de responsabilidade do governo.
“Em 2005, fizemos a integração das pastas de orçamento, planejamento e finanças, o que nos possibilitou coordenar melhor os gastos emrelação à arrecadação. Desta forma, foi possível direcionar mais recursos para áreas prioritárias, contempladas no programa”, afirma o coordenador do Estado para Resultados, Tadeu Barreto.
Ele ressalta que uma nova fase do projeto está em desenvolvimento, com foco em 2030 e metas mais elevadas – visto que a etapa anterior, com objetivos até 2020 para 104 indicadores, conseguiu atingir as metas prioritárias desejadas (confira o quadro acima).
“Melhoramos índices de homicídio, de alfabetização, de investimentos em inovação, de construção de hospitais, estradas”, afirma Barreto. “Antes do programa, gastávamos apenas R$ 34 milhões em pesquisa. Hoje, essa cifra ultrapassa R$ 200 milhões”.
Nos projetos estruturadores, contemplados no programa de resultados, foram investidos cerca de R$ 4 bilhões ao longo do ano. “Multiplicamos por dez a capacidade de financiamento, que era de R$ 250 milhões em 2003″, afirma.
Dentre as metas prioritárias, Barreto destaca as voltadas para finanças como aquém do desejado. “Não tivemos muitos progressos nessa área por conta da crise financeira mundial, que reduziu nossa arrecadação em R$ 2 bilhões – o equivalente a um mês de faturamento”, afirma. “Gerenciar essa crise, contudo, foi menos complicado porque tínhamos um planejamento e conseguimos classificar quais áreas poderiam ter cortes e quais deveriam ter mais investimentos”.
Bonificação
No programa, cada secretaria possui metas a serem atingidas. As pessoas envolvidas no processo, exceto as que exercem cargos diretos de gestão, como secretários e subsecretários, recebem um 14º salário ligado ao percentual do objetivo conquistado. “Ninguém ganha o valor todo, porque asmetas sãomuito ousadas. A nota fica, em média, na casa de 80 pontos”, diz. Ele ressalta que o governo mineiro conta com cerca de 500 mil servidores. “Sem planejar, orçar, monitorar, gerenciar pessoas e reconhecer o trabalho, não é possível manter em funcionamento uma máquina pública desse tamanho”, explica.
Auditoria
Para acompanhar os resultados e fazer os ajustes necessários nas metas e procedimentos, o estado delegou a função de “empreendedores públicos” a 60 funcionários – metade deles vindos da iniciativa privada. ”Copiamos muitos modelos do setor privado, pois o governo também é uma organização complexa que precisa seguir  as diretrizes de seus acionistas – no caso, a sociedade”, diz.   Barreto destaca que o modelo de Minas está sendo analisado por outros estados, como Rio Grande do Sul, Paraná e Alagoas.”Recebemos visitas também de outros países, como Uruguai, Angola, Moçambique, Honduras e República Dominicana”, diz.
INVESTIMENTOS
R$ 4 bilhões foram aplicados pelo governo mineiro nas ações consideradas prioritárias no orçamento este ano, contempladas também no projeto Estado para Resultados.
METAS
104 indicadores é o total de metas estipuladas pelo programa Estado para Resultados. Estão contempladas áreas de saúde, educação, segurança, infraestrutura e tecnologia.
INOVAÇÃO
R$ 200 mi é quanto o governo de Minas Gerais investe em pesquisa e inovação atualmente. Antes do programa, em 2005, o montante era de R$ 34 milhões.

domingo, 8 de agosto de 2010

Aécio convoca amigos em favor de Anastasia !


Aécio Neves convoca eleitor mineiro a conhecer propostas de governo de Antonio Anastasia

Ex-governador afirmou que eleitor terá a oportunidade de escolher a melhor proposta no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão

O candidato ao Senado Federal, o ex-governador Aécio Neves, reafirmou a importância do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para o eleitor mineiro conhecer as propostas do governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição. Durante encontro com grupo de 300 mulheres que manifestaram apoio à candidatura de Antonio Anastasia e José Serra, realizado hoje em Belo Horizonte, Aécio Neves voltou a alertar o eleitor de que o governador Antonio Anastasia é o candidato mais comprometido com o prosseguimento dos programas e ações implantados nesses oito anos. Para Aécio Neves, Anastasia representa a união das forças do Estado.

“Anastasia é candidato a governador de Minas não para atender a uma necessidade de uma coligação nacional ou para saciar interesses de fora de Minas. Ele é candidato porque demonstrou ao longo dos oito anos ter as melhores condições de dar continuidade ao nosso trabalho. Isso não se impõe. Acredito muito nas coisas naturais na política”, afirmou o ex-governador.

Aécio Neves ressaltou que os programas no rádio e na televisão, que terão início no dia 17 de agosto, darão oportunidade ao eleitor de conhecer melhor os candidatos, o passado de cada um seus apoiadores. O ex-governador também afirmou que o horário eleitoral gratuito será a principal oportunidade para o eleitor conhecer Antonio Anastasia, sua trajetória profissional, a sua atuação frente ao Governo de Mins e suas novas propostas. Aécio Neves destacou ainda a maturidade dos eleitores na definição do seu voto.

“As pessoas não são bobas, as pessoas são maduras. Elas olham a história do candidato, olham o currículo. Elas olham nos olhos do candidato. Elas olham no entorno do candidato, quem são aquelas pessoas que estão com ele. Isso, em Minas, também vai ser muito positivo para nós. O que é decisivo é a história do candidato, o olhar de credibilidade que o candidato possa inspirar nas pessoas. E o Serra e o Anastasia inspiram credibilidade e confiança nas pessoas”, disse Aécio Neves.

amigosdeaecioneves.blogspot.com

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Para Aécio Neves, debate na TV mostrou superioridade de Serra


Para Aécio Neves, debate demonstrou que José Serra é o candidato mais bem preparado
Ex-governador mineiro esteve em São Paulo para acompanhar a participação de seu candidato no primeiro debate entre os presidenciáveis

O  ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado por Minas Gerais, elogiou hoje a participação de José Serra, candidato à Presidência, no debate entre os presidenciáveis, realizado ontem (05/08), em São Paulo. Para Aécio Neves, José Serra demonstrou ser o candidato mais bem preparado para se tornar o próximo presidente da República.

“Claramente, o Serra foi superior. No debate, você consegue compreender um pouco mais o sentimento de cada candidato, sem a maquiagem, sem a pré-gravação dos programas eleitorais. Foi positivo o debate. O Serra demonstrou de forma muito clara que está mais preparado”, disse o ex-governador, que participou hoje de caminhada nas cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, ao lado do candidato à reeleição, governador Antonio Anastasia.

Olhar para o futuro

Para Aécio Neves, o primeiro debate entre os candidatos à Presidência foi uma espécie de aquecimento para o futuro da campanha. Ele defendeu que, nos próximos debates, os candidatos foquem mais as propostas e não se atenham a discutir o que foi feito no passado.

“A ministra Dilma fez a tentativa de trazer o debate para o passado, que naturalmente não interessa ninguém até porque comparar governos que exerceram mandatos em circunstâncias tão diversas, quanto Fernando Henrique e Lula, não é nem correto em um momento como esse”, disse o ex-governador. E completou: “Foi um aquecimento. É como um jogo de futebol. Os primeiros 15 minutos os adversários buscam se conhecer um pouco mais. Mas foi positivo para o Serra e ele parte com mais confiança para os próximos debates que virão ainda. Foi um bom momento para a campanha do Serra”.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aécio na luta por uma melhor redistribuição de recursos para os municípios


Aécio e Itamar defendem melhor distribuição de recursos junto a estados e municípios

Ex-governador e ex-presidente defendem um novo pacto federativo para garantir desenvolvimento equilibrado de estados e municípios

Os candidatos ao Senado Federal pela coligação “Somos Minas Gerais”, o ex-presidente Itamar Franco e o ex-governador Aécio Neves, defendem melhor distribuição de recursos a estados e municípios. Os dois participaram, nesta sexta-feira (30/07), em Belo Horizonte, de encontro com cerca 500 lideranças municipais e apoiadores da campanha da coligação. Diante de dezenas de prefeitos e vereadores, Aécio Neves e Itamar Franco garantiram que, se eleitos, levarão ao Senado Federal o debate sobre a revisão do pacto federativo para garantir melhor distribuição dos impostos federais entre estados e municípios. Atualmente, cerca de 70% dos tributos arrecadados no país estão concentrados em poder da União.

“Falta ao Congresso Nacional uma agenda clara e definida em favor, por exemplo, do equilíbrio dos poderes e daquilo que tenho dito permanentemente – o mais necessário ao país de hoje – o reequilíbrio da Federação. Não podemos continuar vivendo num país onde 70% dos recursos tributários estão concentrados nas mãos da União, permitindo que Estados e municípios vivam, hoje, em situação quase de penúria. Ou enfrentamos a questão da recomposição da Federação e do reequilíbrio dos Estados, municípios e União, ou vamos estar sempre perdendo tempo para construir um desenvolvimento que seja realmente para todos”, afirmou Aécio Neves em seu pronunciamento.



Reforma tributária
Aécio Neves ressaltou que a distribuição justa dos tributos arrecadados no país permitirá aos municípios e Estados maiores avanços nas áreas social e de infraestrutura. A revisão do pacto federativo é uma antiga bandeira do ex-presidente Itamar Franco e foi amplamente defendida por Aécio Neves e Antonio Anastasia nos últimos oito anos.

Apesar da morosidade do governo federal em aprovar a reforma tributária, o ex-governador lembrou aos prefeitos e lideranças presentes que Minas conseguiu avançar em todos segmentos nos últimos anos. Segundo ele, a permanência de Antonio Anastasia é fundamental para o Estado continuar avançando em áreas prioritárias de governo como infraestrutura, saúde, educação, saneamento e segurança.

“Só existe um caminho para garantir a continuidade dos avanços de Minas e esse caminho responde pelo nome de Antonio Anastasia. Os mineiros não querem que Minas retroceda e não queremos ver novamente páginas das quais não temos saudades para ilustrar a política mineira”, afirmou Aécio Neves.

Avanços
Ao lado de Itamar Franco, Aécio Neves lembrou os importantes avanços obtidos pelo Governo de Minas em áreas sociais e de infraestrutura, o que garantiu ao seu governo 92% de aprovação entre os mineiros. Segundo o ex-governador, os avanços obtidos pelo Governo de Minas são hoje reconhecidos e acompanhados pelo governo federal e organismos internacionais como ONU e Banco Mundial, entre outros.

“Construímos obras ao longo desses anos, o Proacesso está ligando os municípios mineiros, avançando, a telefonia celular alcança todos os853 municípios. Melhoramos a segurança que regrediu a criminalidade a patamares de 10 anos atrás. Avançamos no atendimento à saúde e somos pelos dados do Ministério da Educação o Estado que tem o melhor ensino fundamental do país e, por isso, não podemos permitir que Minas não dê continuidade ao que já foi feito”, afirmou Aécio Neves.



Municípios querem Anastasia
Durante o encontro político, prefeitos de várias regiões do Estado destacaram a importância de Minas andar de mãos dadas com o governador Antonio Anastasia. “Precisamos dessa Minas forte e de pessoas competentes. Não podemos abrir mão de manter no Governo uma pessoa de tamanha competência como Antonio Anastasia”, disse o prefeito de Capelinha, Pedro Vieira (PSDB).

O prefeito de Entre Rios de Minas, Mário Augusto Alves Andrade (PTB), afirmou que a reeleição de Antonio Anastasia é fundamental para que todos os municípios mineiros, sem distinção partidária, se desenvolvam. “Enxergamos em Antonio Anastasia a continuidade do governador Aécio Neves. É um candidato de postura, excelente. Tenho certeza de que essa continuidade vai trazer para os municípios um suporte para se desenvolverem ainda mais”, afirmou.