Mostrando postagens com marcador Governo Dilma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Governo Dilma. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Aécio Neves : "Com exemplar mediocridade, o governo Dilma fez estragos consideráveis nas contas públicas"


MADE IN BRASIL
por Aécio Neves - Folha de São Paulo

Agora é oficial: com a queda de 1,9% do PIB no trimestre, o país entra de vez em grave recessão. Carimbada e assinada pelo PT.

A notícia é catastrófica e triste. Assusta pelo tamanho e profundidade, e entristece pelos danos causados à sociedade e pela ineficácia das propostas apresentadas pelo governo para superá-la.

Nunca em nossa história republicana ostentamos tantos índices ruins. O tamanho do rombo na economia é proporcional ao desgoverno em ação. Com rara originalidade e exemplar mediocridade, o primeiro governo da presidente Dilma fez um estrago considerável nas contas publicas. Agora não adianta chorar o leite derramado, alegar desconhecimento prévio das dificuldades e impor ao país uma cota de sacrifícios que está levando a nossa economia à bancarrota.

É preciso consertar o mal feito. Mas alguém acredita que sairá alguma solução eficaz deste emaranhado de ideias frouxas e reencarnações assustadoras, como a tentativa de recriação da CPMF? Neste filme de horror, as vítimas são as mesmas: os trabalhadores perdem os seus empregos, as famílias pobres perdem os seus benefícios, os segmentos de classe média perdem as duras conquistas advindas desde a redemocratização do país.

Não adianta culpar o mundo. Quem não cresce é o Brasil, que ostenta um dos piores desempenhos entre os emergentes. A crise é 100% nacional, criada e alimentada no Brasil, com insumos preparados nos laboratórios petistas. O governo não apenas demorou a enxergar a crise, como postergou as medidas de correção e perdeu importantes oportunidades possíveis de reorientar o país para o crescimento.

Foi um desastre e tanto, agravado pelas revelações de um esquema de corrupção sem similar em magnitude no mundo, arquitetado para enriquecer alguns e sustentar um projeto longevo de poder. O resultado de tal combinação é trágico. Nos últimos meses, milhares de trabalhadores perderam seus empregos formais. Entre os jovens até 24 anos, a perspectiva é de um dramático crescimento no número de desempregados nos próximos seis meses. A inadimplência cresceu, o consumo caiu, o brasileiro ficou mais pobre.

Nos tempos de bonança, o país não cuidou dos problemas estruturais e das reformas indispensáveis. O retrato é este: indústrias paralisadas, carga tributária excessiva, inflação crescente, juros na estratosfera e desconfiança generalizada dos agentes econômicos.

O país quer e precisa olhar para o futuro. Voltar a sonhar. Antes, porém, precisamos dos olhos bem abertos e de toda a nossa energia e coragem para denunciar as mentiras que ajudaram a erguer a falácia do governo que finge nos governar. A solução para as diversas crises que enfrentamos terá que ter necessariamente como matéria prima a verdade

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Aécio Neves líder da oposição critica correção da tabela do IR e classifica Petrobrás como 'barril de negócios suspeitos'





Fonte: Paraíba.com
Data: 01/05/2014

Aécio critica correção da tabela do IR e classifica Petrobras como ‘barril de negócios suspeitos’ | PARAÍBA.com.br



01/05/2014 | 12h53min

Foto: Mario Ângelo/01.05.2014/Estadão ConteúdoAécio disse que reajuste no Bolsa Família deveria ser maior para estar acima da linha da pobreza

O presidente do PSDB e possível candidato do partido ao Palácio do Planalto em 2014, senador Aécio Neves (MG), criticou nessa quinta-feira (1º) a correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda e o reajuste de 10% do programa Bolsa Família, anunciados pela presidente Dilma Rousseff ontem em rede nacional de rádio e televisão.

Durante evento da Força Sindical para comemorar o Dia do Trabalho, na zona norte de São Paulo, o tucano disse que a mudança na tributação da renda do brasileiro, que, na prática, isenta mais pessoas da mordida do Leão, “não atende aos índices inflacionários, que chega a 6%”. Sobre o Bolsa Família, Aécio disse que Dilma mentiu aos brasileiros.

— A presidente mente aos brasileiros ao afirmar que o reajuste de 10% no Bolsa Família permite que a remuneração atinja o patamar mínimo estabelecido pela ONU de US$ 25 por dia para estar acima da linha da pobreza. Para que isso fosse verdade, o reajuste deveria ser de R$ 83 e não R$ 77 como ela propõe.

O tucano também disparou contra Dilma quanto ao assunto Petrobras, que ele classificou como um “grande barril de negócios suspeitos”.

— A presidente acha que o responsável pela crise da Petrobras é a oposição e não aqueles que a transformaram num grande barril de negócios suspeitos.

Em tom de campanha e aproveitando os milhares de trabalhadores presentes na festa da Força Sindical, Aécio também acusou a presidente da República de fazer propaganda política antecipada por meio do pronunciamento feito ontem em rede nacional.

— A Presidente da República protagonizou ontem um momento patético da vida pública brasileira. Ela usou um instrumento de Estado, a rede publica de radio e televisão, para fazer propaganda politica e atacar adversários. O sentimento de mudança da maioria da população não inclui a permanecia da presidente no governo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Aécio : " Como formulador, o governo Dilma acabou "


Materia de Aécio Neves na uol

Por Josias de Souza

Dilma Rousseff ainda dispõe de um ano, dez meses e seis dias para concluir o seu primeiro mandato. Porém, o senador mineiro Aécio Neves, presidenciável do PSDB, afirma: “Esse governo acabou do ponto de vista da formulação” de políticas públicas. Para ele, “o PT abdicou de ter um projeto de país verdadeiramente transformador.” Contenta-se agora “em ter um projeto exclusivamente de poder.”
Em entrevista ao blog, Aécio declarou que o PSDB trará à luz no mês de maio “uma proposta alternativa ao que está aí”. Chamado por ele de “marco inicial”, o documento vem sendo elaborado “sem alarde”. No pedaço econômico, traz as digitais de idealizadores do Plano Real. Será divulgado na convenção em que o partido renovará sua direção nacional. “Vamos estar bem posicionados para o jogo” sucessório.

Pela primeira vez, Aécio admitiu –assim, sob refletores— a hipótese de assumir a presidência do PSDB federal, em substituição ao deputado federal Sérgio Guerra (PE). “É uma possibilidade”, disse ele. “Hoje, maior do que há um mês.” Acomodado no comando formal da legenda, o senador deve estrelar a propaganda partidária institucional que irá ao ar também em maio. No segundo semestre, percorrerá o país. Só depois, “no amanhecer de 2014”, planeja declarar-se candidato. Mera formalidade, já que nunca soou tão candidato como agora.

Durante a conversa, Aécio afirmou que Dilma cometeu “um equívoco” que pode lhe custar caro: “No momento em que você antecipa o processo eleitoral, a agenda eleitoral se impõe à agenda administrativa.” Para manter seu condomínio partidário coeso, acrescentou o senador, Dilma “escancarou de novo o balcão de negócios”. Seus aliados percorrem a cena atrás de “mais espaço, mais verbas, mais cargos.”

O repórter recordou que o mercado persa de Brasília não foi inaugurado pelo petismo. Mencionou um par de exemplos: Renan Calheiros foi ministro da Justiça de FHC; apadrinhados de Jader Barbalho barbarizaram na Sudam. E Aécio, mimetizando Lula: “Reconheço que o toma-lá-dá-cá não se iniciou agora, no governo do PT, mas nunca antes na história desse país ocorreu essa distribuição de cargos de forma tão ampla…” Pior:
Aécio falou ao blog no início da tarde desta quinta (21). Na véspera, ele subira à tribuna do Senado para inventariar os 13 “fracassos” dos dez anos de poderio petista. Horas depois, na festa de aniversário do seu partido, agora com 33, Lula diria que a resposta a Aécio virá em 2014 “com a reeleição da Dilma”. Perguntou-se a Aécio se o prestígio do cabo eleitoral, a popularidade da candidata e o peso da máquina federal fazem de Dilma uma contendora favorita.

E ele: “Hoje, eu reconheço que a estrutura do poder, a forma como o PT utiliza os ministérios e os órgãos públicos para estruturar uma base de apoio, dá a eles, não digo um favoritismo, mas uma estrutura maior nessa largada…” Mais adiante, noutro trecho da entrevista, Aécio ponderou: “Na democracia ninguém é imbatível.”

Celebrou a perspectiva de uma disputa com a presença de pelo menos quatro candidatos: Dilma, Eduardo Campos, Marina Silva e ele próprio. Isso “favorece a disputa, favorece o país, que terá outras alternativas. Acho que fugir da polarização é sempre muito bom.” Antevê uma eleição em dois turnos. “O surgimento dessas candidaturas que, na origem, tinham uma proximidade maior com o PT, preocupa muito mais ao governo do que a nós.”

Desde logo, Aécio tenta diferenciar-se na gôndola de alternativas presidenciais: “O PSDB tem, hoje, uma posição confortável porque nós não estamos no divã”. Como assim? Não precisamos de tempo “para decidir se somos governo, se somos oposição, se vamos ser governo até o final.” Dá-se o oposto, ele acredita, com o “amigo” do PSB: “…Em determinado momento, o Eduardo vai ter que tomar uma decisão: se fica no governo ou se sai do governo. [...] Nós não temos essa dúvida, nós somos oposição.”

Logo na abertura da entrevista, Aécio declarou-se horrorizado desalentado com uma frase dita por Dilma na festa de aniversário do PT. “Fiquei abismado ao ver a presidente da República despindo-se daquilo que costumamos chamar em Minas de liturgia do cargo para dizer simplesmente o seguinte: ‘Nós não herdamos nada, nós construímos tudo’.”

Acha que o comentário não ofende apenas antecessores como FHC. “É um desrespeito ao Brasil e aos brasileiros, àqueles que nos legaram a democracia. É um desrespeito até aos seus companheiros de luta, que tombaram para que nós, hoje, tenhamos essa discussão franca e aberta, com absoluta liberdade.”

Lamentou que “a presidente Dilma” tenha sido “prematuramente” substituída pela “candidata Dilma”. Lembrou que no início do governo ela se diferenciara de Lula, retirara o veneno do discurso e até afagara FHC, reconhecendo-lhe o legado benfazejo. “De lá pra cá, ela sucumbiou, ela curvou-se ao discurso do presidente Lula”, lamuriou-se Aécio. “O PT tem esse vício de comportamento de considerar o adversário como um inimigo e desconsiderar quaisquer virtudes que ele possa ter.”

Facebook: 

http://dropsmisto.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Aécio insiste nas suspeitas de corrupção do Governo Dilma

 Aécio Neves aumenta o tom das críticas contra suspeitas de corrupção do Governo Dilma,

Aécio radicaliza oposição ao governo


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve retomar as atividades parlamentares na próxima semana, depois de quebrar cinco costelas e a clavícula em uma queda de cavalo, no último dia 18. Ontem, demonstrou que chegará a Brasília disposto a radicalizar no tom oposicionista. Pouco antes de almoçar com o presidente tucano, deputado Sérgio Guerra (PE), e o presidente do Instituto Teotônio Vilella, o ex-senador Tasso Jereissati (CE), no apartamento que mantém em Belo Horizonte, Aécio fez o seguinte balanço dos primeiros seis meses do governo da presidente Dilma Rousseff: "É um primeiro semestre extremamente negativo, talvez o mais negativo do que qualquer governo da nossa história política recente".


O senador mineiro fez questão de dar entrevista ao lado de Guerra e de Jereissati. Na semana passada, o ex-governador José Serra soltou uma nota em nome do Conselho Político do PSDB criticando o governo e foi criticado por não ter consultado seus demais integrantes.


Aécio afirmou que a demissão do ministro dos Transportes, o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), sobre quem foram levantadas suspeitas de corrupção, precisa ser "pedagógica". "Seja no Conselho de Ética, no Ministério Público, é preciso que as investigações continuem nessa área. É preciso que avancem em outras áreas", disse. O senador, que é o principal presidenciável de seu partido para 2014, caracterizou a presidente Dilma Rousseff como meramente reativa, sem tomar a iniciativa de coibir desvios de ética na administração e chegou até a insinuar que a crise não estava adstrita ao Ministério dos Transportes. "Há uma certa passividade no governo federal, ou para não dizer uma certa cumplicidade, com alguns mal feitos. Se não houver denúncia da imprensa, fica tudo como está", afirmou.



Aécio disse estar disposto a influir na próxima semana na votação do novo rito das medidas provisórias. O mineiro é o autor do substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça da emenda constitucional apresentada pelo presidente do Senado, o ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP). Segundo Aécio, ainda não há acordo para votar a proposta em plenário.



"O governo estabeleceu um rolo compressor no Congresso em torno das medidas provisórias que não aceitou ainda rediscutir. Eu volto a Brasília, mesmo com esses problemas que ainda estou vivendo, na próxima segunda, para tentar construir algo que não é para a oposição, nem tampouco para o governo, é para o país", disse.



Aécio também listou entre suas prioridades discutir com os colegas de partido estratégias para o PSDB tirar proveito político da onda de denúncias que já obrigou Dilma a alterar três vezes o ministério e retomar proposta sua já apresentada de alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que obriga o BNDES a pedir autorização do Congresso para realizar operações de capitalização de grandes grupos.



O tema ganhou novo significado depois do anúncio de que o banco estatal poderia injetar recursos na fusão do grupo de supermercados Pão de Açúcar com o francês Carrefour. "Esse é um recurso do Tesouro. Não é correto dizer que o BNDESPar não é recurso público, porque em última instância ele é sim", disse.



Guerra e Tasso se esquivaram em comentar o que os motivou para viajar ainda ontem a Belo Horizonte, uma vez que o próprio Aécio afirmou que já deve estar na próxima semana em Brasília. "Eu estava curioso em ver como o Aécio fica de tipoia", limitou-se a gracejar Tasso. " Estamos aqui não para tratar de 2014, mas do próximo ano. Queremos eleger 900 prefeitos em 2012?, disse Guerra.



O dirigente tucano também sinalizou que o PSDB espera que aumente o constrangimento do governo federal com denúncias contra seus integrantes. "Não há porque pensar que só o ministério que o PR ocupava está contaminado. Nada indica que acabou", afirmou o deputado.
Cesar Felicio - Valor Econômico