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terça-feira, 27 de junho de 2017

Reinaldo Azevedo : " Na verdade não há provas contra Aécio Neves"


Com efeito, o presidente do Conselho, João Alberto, tomou a única decisão sensata. Ainda vale no país a presunção de inocência, não a de culpa

Por: Reinaldo Azevedo

Ah, sim, está a maior gritaria nas redes sociais. A dos esquerdistas, como sói acontecer em casos que envolvam adversários políticos, era, portanto esperada. Até porque o alarido é lógico, dados os valores da turma. Afinal, para os companheiros, os seus são sempre inocentes, mesmo quando culpados; já os outros são sempre culpados, mesmo quando inocentes. O que não é óbvio, mas também não surpreende, é ver correntes de direita cair na conversa de Randolfe Rodrigues, o senador do PSOL do Amapá que se finge de verde-marinista para poder ser ainda mais vermelhinho por dentro. É aquele tipo de melancia sem semente…

Refiro-me, como deixa claro o título do post, à decisão de João Alberto Souza (PSDB-MA), presidente do Conselho de Ética, de arquivar a denúncia oferecida contra o tucano por Randolfe, que pretende ser o maior cassador de cargos do Brasil. Ah, não custa lembrar: ele foi o mais bravo dos senadores na luta contra o impeachment. Ele queria o Brasil à mercê de Dilma. Esse é o sujeito que quase virou um plantonista do “Jornal Nacional”.

Volto a Aécio. Indagado sobre por que arquivou o pedido, João Alberto disse a coisa certa: “Por falta de provas”. E, com efeito, prova contra ele não há. Investigações estão em curso. O próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não as apresentou na denúncia oferecida ao Supremo. Qual foi a contrapartida dos R$ 2 milhões que recebeu de Joesley? Os tais R$ 60 milhões repassados para a campanha em 2014 foram declarados à justiça Eleitoral — parte considerável do dinheiro deve ter irrigado campanhas estaduais do PSDB.

Pode ser que a prova apareça? Bem, se acontecer, que se faça uma outra denúncia. Randolfe conferiu tal estatuto ao que é, por enquanto, simples delação. E se vai dar curso a um pedido de cassação nessas condições?

Há coisas que não fazem o menor sentido, e uma delas é a reação do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia. Disse ele:
“Ao arquivar sumariamente a representação contra o senador Aécio Neves, o presidente do Conselho de Ética do Senado consegue, ao mesmo tempo, debochar da sociedade, que espera esclarecimento para as gravíssimas acusações, e agredir o Estado Democrático”.

Com a devida vênia, pergunto onde o doutor Lamachia arquivou a presunção de inocência. Levar adiante um processo contra um senador quando a única prova é uma delação e quando não se tem a evidência de que aqueles R$ 2 milhões eram propina constitui a chamada presunção de culpa.

A ser assim, que se denunciem os 24 senadores que serão investigados pela Lava Jato. A propósito: Gleisi Hoffmann (PT-PR) já é mais do que uma acusada. E olhem que ela é ré desde setembro de 2016. O apreço do PT pela investigação é tal que fez dela presidente do partido. E Randolf, este soprano da pureza e da moralidade, não a denunciou ao Conselho de Ética. Foi seu companheiro de armas contra o impeachment. Com Gleisi, como se vê no alto, ele faz selfie.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Aécio acha natural e necessário que seu nome seja investigado








O senador Aécio Neves considera absolutamente natural e necessário que as investigações sejam feitas, pois elas irão demonstrar, como já ocorreu outras vezes, a correção da sua conduta.


Quando uma delação é homologada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu com a delação do senador Delcídio Amaral, é natural que seja feita a devida investigação sobre as declarações dadas.


Por isso, na época, o senador defendeu publicamente que fossem abertas investigações sobre as citações feitas ao seu nome.


Como o próprio senador Delcídio declarou recentemente, as citações que fez ao nome do senador Aécio foram todas por ouvir dizer, não existindo nenhuma prova ou indício de qualquer irregularidade que tivesse sido cometida por ele.


Trata-se de temas antigos, que já foram objetos de investigações anteriores, quando foram arquivados, ou de temas que não guardam nenhuma relação com o senador.


O senador Aécio Neves reitera o seu apoio à operação Lava Jato, página decisiva da história do país, e tem convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas.


Assessoria do senador Aécio Neves

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aécio diz que derrota de Serra não diminui o papel do PSDB


Fonte: O Estado de S.Paulo - 30/10/2012 - Entrevista com Aécio Neves - Chamada na Primeira Página
Link para assinantes: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,derrota-de-serra-nao-diminui-papel-do-psdb-,953125,0.htm?p=1

'Derrota de Serra não diminui papel do PSDB'


senador e presidenciável afirma que a influência de Lula e Dilma nas eleições já não existe como se imaginava
30 de outubro de 2012 | 2h 03 - JULIA DUAILIBI - O Estado de S.Paulo

Para o presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o resultado dessa eleição mostrou que a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff "não existe mais do modo que a gente imaginava". Aécio, no entanto, minimiza o impacto para o PSDB da derrota de José Serra em São Paulo: "Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil".

O tucano destaca o desempenho do PSDB no Norte e Nordeste e tece elogios à aliança com o PSB. Aécio vê um "antagonismo" entre PT e PSB nas cidades onde disputaram eleição, que não deve ser superado em 2014. Leia abaixo a entrevista.



Qual avaliação o sr. faz da derrota do PSDB em São Paulo?

Numa eleição em que 50 cidades estavam em jogo, não dá para avaliar uma. É uma derrota que tem repercussão, mas ressalto que Serra foi candidato porque o partido quis que fosse, para fazer justiça a ele. Serra não brigou para ser candidato. É claro que não foi bom perder, mas, no geral, nessa eleição não teve um grande derrotado. No nosso caso, nos saímos de forma muito vigorosa no Nordeste e no Norte, de onde havíamos sido dizimados nas últimas eleições.

O PSDB precisa se renovar?

Há figuras novas que já surgiram: o Eduardo (Leite), que ganhou em Pelotas, o menino de Blumenau (Napoleão Bernardes), Firmino (Filho, em Teresina), Maceió (com Rui Palmeira). Tem uma geração nova se afirmando.

O partido errou ao não arriscar um nome novo em São Paulo?

O momento em que o Serra resolveu ser candidato ele fez por um apelo do partido. E parecia a candidatura mais sólida. Enfim, perdeu. Ele vai ser uma figura que terá sempre um papel importante nas decisões do PSDB. Isso (a derrota) não diminui o papel do PSDB. Essa foi uma candidatura que nunca foi simples, nunca foi fácil.

O desempenho do PSDB em Estados importantes, como São Paulo, ficou abaixo do esperado.
Nas últimas eleições presidenciais, ganhamos nos três Estados do Sul e do Centro-oeste. No Sudeste, nenhum outro partido tem uma situação mais sólida que o PSDB, com o governo de Minas e o de São Paulo. O PSDB, em relação a um cenário de seis, oito meses atrás, teve resultado muito além do que a gente poderia imaginar.

Há setores do PSDB paulista que defendem uma aliança em 2014 com o PSB, de Eduardo Campos (PE), na cabeça de chapa em troca do apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin.

O PSDB é a única força de oposição para se apresentar como uma alternativa. Problema quem tem hoje é o governo, para manter a base unida. Vamos apresentar um projeto alternativo e atrair ao longo do caminho forças que estão hoje com o governo. As alianças que fizemos com o PSB, que brinquei que votei mais 40 que 45, criam lógicas locais. Pega Campinas, Fortaleza, a cidade se divide em dois grupos. Então, amanhã, é difícil que os grupos se aliem. Vai todo mundo para uma candidatura do PT? É difícil. Fizemos alianças importantes com o PSB, e, mesmo que amanhã o PSB esteja com o PT, e hoje é o caminho mais natural, nessas praças vai haver sempre um antagonismo, com tendência do eleitorado que não é PT ficar com outra alternativa. A eleição do ACM Neto (Salvador), do Arthur Virgílio (Manaus), pelo fato de Lula ter ido, de Dilma ter ido muito agressiva, mostra que essa influência, do modo como a gente achava que existia, não existe mais. Tem um País aberto para uma proposta nova.

O PSDB deve definir logo o presidenciável. Serra é um nome?

Não tem que antecipar. Ninguém é candidato dois anos antes de uma eleição. Acho que o momento é a virada de 2014.

Qual espaço Serra terá?

Não sei nem se ele pretende objetivamente algo. Ele vai ser sempre uma figura central no PSDB. Não dá para desprezar os votos que ele teve. Não dá para desprezar o que representa, mesmo que tenha perdido a eleição.

O sr. acha que ele pode ocupar a presidência do PSDB?

Não pensei nisso. Nem sei se ele quer isso.


http://dropsmisto.com

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Aécio é o candidato natural do PSDB a Presidente do Brasil.

Fonte: Claudia Antunes

Para cientista político, atitude de diálogo credencia tucano a buscar a Presidência
O senador eleito Aécio Neves não travará uma “luta frontal” com os paulistas pela candidatura do PSDB à Presidência em 2014, mas tampouco ficará “quieto e passivo”, avalia o mineiro Rubem Barboza Filho, da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora).

Segundo o cientista político, evitar o choque direto obedece ao “estilo” do ex-governador de Minas Gerais e ao seu cálculo de evitar vetos do grupo de São Paulo, que hoje domina o partido.

“Se considerarmos Aécio e os paulistas como dois jogadores, ambos sabem que podem vetar as pretensões do adversário, mas também que isso é a morte de ambos. O interessante será ver como cada lado consegue “seduzir” o outro num jogo mais inclusivo”, disse, por e-mail.

Para Barboza, a eleição mostrou que a “despaulistização” do PSDB é inevitável “num futuro próximo”.

Ele acha que os paulistas dificilmente conseguirão repetir a “manobra” deste ano, quando José Serra “impôs” sua candidatura. Mas não aceitarão “passivamente” o “deslocamento de sua hegemonia”. Daí a estratégia do ex-governador mineiro:

“Aécio tem capacidade de interlocução com outros partidos e lideranças, o que provavelmente nenhum outro líder tucano tem hoje. Por outro lado, aglutinará o sentimento de que o jogo interno de SP não pode determinar a dinâmica da disputa nacional. [O ex-presidente] Itamar Franco será seu fiel escudeiro nessa campanha.”

O cientista político não concorda com a percepção de que Aécio não se esforçou no segundo turno -Dilma Rousseff venceu com vantagem de 17 pontos em Minas.

Barboza lembra que a votação de Serra no Estado aumentou 35% em relação ao primeiro turno (30,76% para 41,55%), e a da petista subiu 24% (46,98% para 58,45%). Na capital, o tucano venceu por 51% a 49%.

“Para um analista maldoso, Aécio teria feito uma operação cirúrgica: mostrado sua capacidade de mudar na capital e enviado o recado de que esse era o limite que se impôs, para abrir o futuro. Não creio que nenhum político tenha essa capacidade de dispor do eleitorado.”

Segundo Barboza, há três razões para a derrota de Serra em Minas: a popularidade de Lula no Estado, a resistência dos mineiros a São Paulo, acirrada pelo “bloqueio” à candidatura de Aécio, e a incapacidade de Serra de “seduzir e comover” eleitores.

Ele avalia, no entanto, que Aécio só poderá viabilizar sua pretensão à Presidência se articular uma proposta diferente da do PT -mas não se trata de rumar à direita, diz.

“É preciso aprofundar uma política de direitos sem transformá-los em “dádiva” de um enredo político particular, mas como parte do romance republicano do país.”