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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Andrea Neves em entrevista para revista Isto É: "Ajudei a fundar o PT"



Participei da fundação do PT”

Em sua sala no comitê de campanha do irmão, em Belo Horizonte, Andréia Neves tem sobre a mesa de trabalho um porta-retrato com a foto do avô, Tancredo Neves. A fotografia, cercada por esculturas de anjos, lhe serve de amuleto. Grande conselheira do irmão, Andréia é a principal coordenadora da sua campanha:

Quando você se interessou por política?

Quando eu nasci, sem me dar conta (risos). No casamento do meu pai com a minha mãe havia no altar, como padrinhos, de um lado Juscelino pelo PSD e Jango pelo PTB. Do lado do meu pai era Artur Bernardes pelo PR e Cláudio Salgado pela UDN. A porta da nossa casa nunca ficou trancada. Quando descíamos a escada para o café havia mais de dez políticos. Era uma falta de privacidade (risos). Eu e Aécio envelopávamos três santinhos pedindo voto. Era nossa brincadeira.

Como era sua relação com Tancredo?
Meu avô era especial, tinha uma inteligência extraordinária e um grande senso de humor. Tinha ritos que sempre fazia com a gente. Toda noite cantava a mesma música: "Se essa rua, se essa rua fosse minha..." Acho que ele não sabia outra (risos). Também contava a mesma história de terror todo fim de semana. Todos detestavam, mas ele só sabia essa (risos). Eu tinha seis anos.

Na juventude você e o Aécio tinham divergências políticas. Como era isso?

Padeci mais do chamado arroubo da juventude. Quando morei no Rio tive militância política. Participei da fundação do PT. Eu era radical. Mas aí, como se diz aqui em Minas, eu sarei (risos).

Como você se envolveu no episódio do atentado Riocentro?

No dia 1º de Maio de 1981, fui a um show no Rio de Janeiro com Sérgio, meu namorado na época. Paramos o carro e escutamos o barulho. Achei que fosse pneu estourando. O Capitão Wilson passou na nossa frente segurando as vísceras com a mão. Socorremos ele e o deixamos no hospital. No dia seguinte quiseram envolver meu namorado porque tinha sido guerrilheiro. Disseram que ele e eu jogamos uma bomba dentro do carro pela janela.

O que seu avô disse quando soube?

No dia seguinte às 7h30 da manhã liguei e perguntei se ele tinha ouvido notícias sobre o atentado. Ele respondeu bravo: "Eu vi, coisa horrorosa. Eles estão perdendo os limites, ficando loucos". Contei a história aos poucos. Ele estava saindo para um comício e disse para eu ir até sua casa e esperar. Pediu que eu ligasse para a imprensa e contasse tudo.

Como você e o Aécio superaram a morte do Tancredo?
Não posso nem entrar nesse assunto que eu choro até hoje. É difícil falar. (Silêncio). Não superamos.

Isso aproximou vocês dois?
Sim. O momento foi difícil para a gente. Na morte do meu marido ele foi extremamente solidário. Nas primeiras noites, ele pegava o avião à noite, ficava comigo no hospital e voltava para Brasília de manhã. Ele dormia segurando minha mão.

ISTOÉ Gente
http://dropsmisto.blogspot.com.br

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Aécio reúne amigos no lançamento do filme "Tancredo, a Travessia"

 Fonte: Gabriel Manzano - O Estado de S.Paulo
Em tributo a avô, Aécio olha para 2014
Senador diz que 'ninguém é dono do seu destino' em pré-estreia de filme sobre Tancredo, que reuniu tucanos em cinema paulistano
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não conseguiu fugir do tema eleições presidenciais, ontem, em São Paulo, na estreia do documentário Tancredo, a Travessia, que retrata alguns dos principais episódios da vida de seu avô. Indagado sobre sua possível candidatura em 2014, como um "continuador" do destino político do avô, o senador filosofou: "O que determina isso são sempre as circunstâncias. Ninguém é dono do seu destino".
Aécio foi à exibição acompanhado da irmã, Andrea, e da mãe, Inês Maria. A cúpula tucana também prestigiou o filme, produzido pela Intervídeo, de Roberto d'Ávila, e dirigido por Silvio Tendler. Entre os convidados estavam o governador Geraldo Alckmin - que levou consigo a primeira-dama, Lu Alckmin - , os ex-governadores José Serra e Alberto Goldman e o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Também estavam lá outros secretários tucanos, como Andrea Matarazzo, de Cultura do Estado, e José Gregori, dos Direitos Humanos do município, e o ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário.
"O Brasil perdeu pelo menos dez anos com esse episódio", comentou Aécio sobre a morte de Tancredo, um dos momentos cruciais do filme. Ele desconsiderou as cobranças de que a produção poderia ajudar sua eventual candidatura. "Fiz questão que não fosse um filme sobre família. Queríamos a figura de Tancredobem retratada."
Eleições foram ainda o tema de Alckmin. Logo ao chegar ele comentou os apelos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para que o PSDB olhe melhor para a periferia. "É o que eu sempre disse, a gente tem de amassar barro. Já fizemos isso, e vamos continuar fazendo."
Serra também falou de 2014, ao enfatizar a importância das alianças, uma marca de Tancredo. "Alianças são fundamentais, elas fazem parte do cenário, especialmente em um cenário multipartidário como o nosso."
Participação. Em 95 minutos, o filme dá a Aécio um tratamento generoso. Embora não tivesse participação direta nos episódios mais importantes da vida política do avô - ele tinha 25 anos e era secretário particular de Tancredo em 1985 -, suas aparições são marcantes: está presente em mais de dez inserções. São bem mais breves as cenas de políticos que conviveram com Tancredo e partilharam de decisões, como os ex-presidentes FHC ou José Sarney.
O diretor se defende. "Toda vez que faço um documentário aparece alguém dizendo que favoreci alguém. Isso não procede. No filme eu ouvi Aécio, como ouvi o general Leônidas (Pires Gonçalves, ex-ministro do Exército), ouvi o Fernando Lyra (ministro da Justiça do governo Sarney, indicado por Tancredo), tantos outros, até o Jarbas Vasconcelos (que foi contra a eleição indireta que elegeu Tancredo)". O diretor lembrou, ainda, que queria, apenas, "fazer um filme histórico".
D'Ávila refutou, como ele, a tese de que o filme serviria a propósitos políticos de Aécio. "Não é um filme chapa-branca", afirmou o produtor.
Em tom contido, mas elogioso, Tancredo entrevista 28 personalidades e repassa episódios da vida do político mineiro: sua participação nos dias finais de Getúlio Vargas, toda a articulação para a posse de João Goulart em 1964, os contatos com o general Castelo Branco, a oposição ao regime militar e os discursos nos comícios das Diretas Já.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Medalhas Santos Dumont

Notas de Minas: Medalhas Santos Dumont: O Governo de Minas Gerais faz hoje a última entrega do ano de medalhas, na tradicional solenidade em homenagem ao mineiro Santos Dumont, n...

sábado, 6 de agosto de 2011

Servas e MRV fazem parceria em prol da educação infantil

Servas assina convênio para construção de Centro Solidário de Educação Infantil em Uberlândia

BELO HORIZONTE (05/08/11) - O Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) assinou nesta sexta-feira (5) convênio de cooperação com a MRV Engenharia e com o município de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Educação, para a construção de um Centro Solidário de Educação Infantil no Triângulo Mineiro.
"Essa é uma nova parceria que estabelecemos nessa rede de solidariedade que chega a todas as regiões de Minas", disse a presidente do Servas, Andrea Neves da Cunha, ao assinar o convênio de cooperação mútua para a construção de uma unidade que vai atender 200 crianças, de zero a seis anos, em horário integral. Rubens Menin, presidente da MRV Engenharia, empresa que está na região desde 1994, anunciou que essa é uma parceria que tem início e não terá fim.
A MRV vai doar a construção da obra, com início previsto para outubro, em área de 2.700 m², doada pelo município, no Bairro Jardim Palmares II, segundo anunciou o prefeito Odelmo Leão. O município oferece ainda a infraestrutura e a administração da unidade no momento da entrega pelo Servas, com todos os equipamentos e crianças uniformizadas. Cada unidade tem ainda o os educadores infantis, pessoal administrativo e de apoio capacitado integralmente com recursos da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese).
Instrumentos de garantia e proteção dos direitos da criança, os Centros Solidários de Educação Infantil, uma iniciativa do Servas em parceria com o Governo de Minas e prefeituras, visa oferecer condições em ambiente adequado para o desenvolvimento integral de crianças de famílias de baixa renda. São construídos e equipados por meio de parcerias com empresas, recursos captados no âmbito do Fundo para Infância e Adolescência (FIA) e próprios do Servas.
As parcerias com empresas destinam parte do Imposto de Renda Retido ao FIA para a implementação dos projetos - desenvolvidos voluntariamente pelo Escritório Dávila Arquitetura - que atendem critérios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e conceitos arquitetônicos de conforto, segurança e aconchego.
A construção dos Centros Solidários de Educação Infantil tem apoio técnico e institucional do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (Cedca); da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese); do Ministério Público Estadual; da Cohab e Dávila Arquitetura.
O Servas já entregou 17 Centros Solidários em Felixlândia; Jequitinhonha; Pedro Leopoldo; São João del-Rei; Salinas; Bocaiúva; Campos Gerais; Caratinga; Itamarandiba; Governador Valadares; Ribeirão das Neves; Teófilo Otoni; Ibirité; Conselheiro Pena; Além Paraíba; Araçuaí; Porteirinha. O 18º será inaugurado em Taiobeiras, em outubro.

sábado, 16 de julho de 2011

Andrea Neves recebe a mais alta comenda do cooperativismo mineiro

Mérito Cooperativista

Durante a solenidade, foi outorgada a Medalha do Mérito Cooperativista "Paulo de Souza Lima", mais alta comenda do cooperativismo mineiro. Este ano a homenageada foi a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves. Ao justificar a homenagem, Ronaldo Scucato, disse que o nome de Andrea foi aprovado por unanimidade pelos conselhos do Sistema Ocemg/Sescoop-MG. "É uma honra entregar-lhe a Medalha do Mérito Cooperativista a uma cidadã letra D: democrata, diplomata, defensora, dedicada e distributiva", pontuou.
Por sua vez, Andrea Neves, com simplicidade, emocionou a todos em seu discurso consubstanciado de recomendações de solidariedade, ajuda mútua e amor ao próximo. O papel e a responsabilidade das pessoas públicas foram abordados por ela num sentido maior, considerando a percepção e preocupação com aqueles que mais precisam ou que se encontram no abandono. "As pessoas do bem sempre fazem dois questionamentos - o que posso fazer para melhorar a situação - esses ajudam muito, e outros perguntam o que precisa ser feito - esses transformam o mundo", afirmou.
A condecoração foi instituída em 1991, com o objetivo de premiar pessoas que se destacam no trabalho em prol do crescimento e desenvolvimento do cooperativismo.

domingo, 19 de junho de 2011

Andrea Neves e seu caso de amor pelo social

Caso de amor

Raquel Faria
Publicado no Jornal OTEMPO em 19/06/2011
Caso de amor
Mesmo com as chances crescentes da candidatura presidencial em 2014 do irmão Aécio, de quem sempre foi o braço direito, Andréa Neves parece determinada a levar seu trabalho no Servas até o fim da gestão Anastasia. Vai se desdobrar em duas, se for preciso. O Servas é uma opção muito íntima, em que fala alto o coração. Basta pouca conversa com Andréa para se perceber a intensidade do seu envolvimento com a entidade que preside desde 2003. Andréa, simplesmente, está apaixonada pelo trabalho social.
Muitas frentes
Andréa já criou no Servas 20 programas sociais, além de turbinar um projeto alimentar que já encontrou em curso. E uma nova frente será aberta agora, com um "vigoroso" projeto para os idosos, eleitos como foco da entidade nos próximos anos por ser hoje o elo fraco da sociedade, vítima de rejeição e abandono até dos próprios filhos e netos.
Doar faz bem
Os programas do Servas não têm recursos oficiais. Vivem de doações. E aí está o grande desafio: no Brasil, pessoas de posse e empresas não cultivam o hábito de doar. Ou cultivam pouco. Pois não sabem o que estão perdendo. Andréa diz com olhos úmidos que o Servas lhe deu gratificação e alegrias. Provavelmente, mudou sua própria percepção da vida e do mundo. E eis uma verdade: doar faz muito bem à mente, ao coração e ao espírito.

sábado, 14 de maio de 2011

Andrea Neves tem seu trabalho social reconhecido por Gabriel Pensador e Viviane Senna

Notas de Minas: Andrea Neves tem seu trabalho social reconhecido p...: "Reconhecimento A empresária Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, que circulou em BH durante a semana, com o cantor e compo..."

sábado, 30 de abril de 2011

Xuxa elogia trabalho social de Andrea Neves

Notas de Minas: Xuxa elogia trabalho social de Andrea Neves: "Xuxa visita Valores de Minas . No palco, 150 jovens carentes. Na plateia, uma convidada especial: Xuxa Meneghel. A apresentadora de TV visitou..."

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tancredo um homem por inteiro, por Andrea Neves


Fonte: Andrea Neves – para o Valor Econômico




Tancredo de Almeida Neves, cujo centenário de nascimento e a lembrança dos 25 anos de sua morte se dão neste 2010, está entre os atores políticos de maior relevância no Brasil da segunda metade do século XX, bem como entre os que mais foram corajosamente coerentes.
À primeira vista, parecem existir dois Tancredos. Um, extremamente ameno no trato e nas palavras. Outro, corajosamente radical nas ações e nos gestos. A fusão dos dois fez um homem por inteiro. Comprometido, sempre, com a ordem democrática. Absolutamente leal aos companheiros, honrando a palavra que empenhava, transformou-se num interlocutor confiável na cena política durante décadas. E, surpreendentemente, não jogava para a plateia, não buscava os holofotes.
Ele costumava dizer: “Na política, só se lembram de mim na hora da tempestade”. Era verdade. Tancredo assume lugar de importância nacional em 1953. Com apenas 43 anos de idade, foi escolhido pelo presidente Getúlio Vargas como seu ministro da Justiça, considerada a pasta mais importante da época. Havia sido opositor do Estado Novo, advogava para trabalhadores e chegou a ser preso duas vezes no período. Mas considerava que Getúlio, ao ser eleito, ganhara legitimidade popular.
Foi fiel ao presidente até o seu último instante. Na última reunião do Ministério, quando os ministros militares diziam ser impossível enfrentar o golpe que se anunciava e pediam o afastamento do presidente, Tancredo se ofereceu para ir pessoalmente dar voz de prisão aos rebelados. “Mas você pode ser morto”, disse um deles. “A vida nos reserva poucas oportunidades de morrermos por uma boa causa”, respondeu.
Tancredo costumava se lembrar da última noite de Getúlio com emoção. Até os seus últimos dias, dizia que não conhecera ninguém em quem o senso de dever e o amor ao país fossem tão fortes. Lembrava que já se preparava para sair do Palácio do Catete quando o presidente o chamou e lhe entregou a sua caneta pessoal. “Uma lembrança desses dias conturbados”, disse ele. Tancredo guardou a lembrança e quando saía do prédio escutou o tiro com que o presidente se suicidara. Correu aos aposentos dele e ajudou a filha, Alzira, a socorrer o pai. Dizia que os olhos do presidente circularam pelo quarto, passaram pelos dele até se fixar nos da filha. Morreu olhando para ela.

Extremamente abalado, Tancredo chegou para o enterro em São Borja, no Rio Grande do Sul. Fazia muito frio. Oswaldo Aranha lhe emprestou um cachecol que ele guardou, dobrado, na sua gaveta de objetos pessoais por toda a vida. De São Borja, enviou um telegrama ao então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, denunciando a ação das forças golpistas. Há quem pense que o suicídio de Getúlio tenha atrasado em dez anos o golpe militar. O ano de 1964 poderia ter chegado em 1954.

Em 1961, a renúncia do presidente Jânio Quadros pegou o país de surpresa. O vice-presidente, João Goulart – ou Jango, como era mais conhecido -, se encontrava na China, e começaram as articulações para impedir a sua posse. Tancredo divulga um manifesto à Nação pedindo respeito à ordem democrática e que fosse garantida a posse do vice-presidente. O ambiente se agrava. Prioritário naquele momento era garantir que Jango chegasse ao país e ao governo.
Diante da irredutibilidade de setores militares, surge a solução parlamentarista. Tancredo vai de avião ao encontro de Jango no Uruguai. Haviam sido, Tancredo e Jango, ministros de Getúlio. A confiança entre os dois havia sido selada na antecâmara de uma tragédia. Em um momento de crise, em que o caráter e a fibra de um homem não podem se ocultar atrás de discursos de conveniência. Por isso era Tancredo – e não outro – que poderia ter entrado naquele avião.

Há quem diga que naquele encontro teria ficado implícita a certeza de que a alma brasileira, se consultada, não trairia a sua tradição presidencialista. Importante naquele momento era garantir que o presidente tomasse posse. Era evitar que 1964 chegasse em 1961. Jango tomou posse. Tancredo foi escolhido primeiro-ministro. Deixou o posto de chefe de governo em 1962 para disputar as eleições para a Câmara dos Deputados. Eleito, se transformou em líder do governo João Goulart na Câmara dos Deputados.
Chegou 1964. O presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declara vaga a Presidência da República, apesar de o presidente João Goulart se encontrar em solo brasileiro. Diante de uma Casa silenciosamente acovardada, escutam-se algumas vozes e gritos inconformados no plenário. Quem ouvir com atenção o áudio da sessão vai escutar, nesses gritos, as vozes da consciência nacional. Uma voz se destaca: “Canalhas!” Era Tancredo.
Naquela época também deputado, Almino Afonso conta: “Até hoje me recordo com espanto do deputado Tancredo Neves, em protestos de uma violência verbal inacreditável para quantos, acostumados à sua elegância no trato, o vissem encarnando a revolta que sacudia a consciência democrática do país. Não deixava de ser chocante ver a altivez da indignação de Tancredo e o silêncio conivente de muitas lideranças do PSD”.
O jornalista José Augusto Ribeiro diz que, ao sair dessa sessão, o indignado Tancredo deu uma entrevista: “Acabam de entregar o Brasil a 20 anos de ditadura militar!” Enfrentou soldados para se despedir pessoalmente de Jango.
E 1964, adiado tantas vezes, finalmente chegou. O primeiro momento, fortemente simbólico, foi a eleição do marechal Castelo Branco. Tancredo foi o único deputado do PSD de Minas a se abster na votação.
Vieram as cassações. Os inquéritos policiais militares. Nem os ex-presidentes são poupados. Juscelino foi convocado a depor. Não foi sozinho. Tancredo o acompanhou aos depoimentos. Solidário.
Exilado, o talvez mais festejado presidente que o país já tivera, se dirigiu ao aeroporto para deixar o Brasil. Era o ex-presidente bossa nova. Era um ex-presidente da Republica que seguia rumo ao exílio. Três pessoas acompanharam JK até o avião. Duas eram da família. A outra era Tancredo. “Me lembro que a sua foi a última mão que apertei!”, disse Juscelino na primeira carta enviada do exílio.
São anos de um paciente ostracismo para Tancredo.
Morre o presidente João Goulart no Uruguai. O governo militar a princípio se recusa a permitir que ele seja enterrado no Brasil. Começam diversas articulações. Tancredo recusa conselhos e vai ao general Golbery do Couto e Silva: “Ninguém pode negar a um presidente o direito de descansar entre o seu povo!” E, quando a conveniência indicava, de novo, o contrário, lá estava Tancredo em São Borja. Mais uma vez, a memória de Almino Afonso: “Era a única liderança de porte nacional presente no cemitério”.
Juscelino morre. De pé, Tancredo velou o presidente. É de Tancredo o mais forte e emocionado discurso de homenagem ao ex-presidente.

Trinta anos depois de 1954, é a vez de 1984. A campanha das Diretas Já ocupou as ruas e o coração do país. Tancredo participou, articulou, discursou. Mas conhecia a história. Ali estavam maduras as condições para deixar 64 para trás. Ideal que fosse pelo voto direto. Se não pudesse ser, que fosse por outro caminho. Importante era abrir a porta de saída. A porta que ele ajudou a não deixar que fosse aberta em 1954 e em 1961 precisava agora ser fechada.
De novo, era ele que precisava tomar aquele avião. Do ponto de vista da história, Tancredo estava pronto. Tinha que ser ele. Era o que se costumava ouvir dos analistas mais experientes. “Esta foi a última eleição indireta deste país”, foram as primeiras palavras do seu discurso como presidente eleito.
Getúlio, Juscelino e Jango sabiam do que ele estava falando. Sabiam o que havia custado chegar até ali. Saberiam o que ainda ia custar?
O avião decolou novamente. O piloto não desembarcou. Mas conduziu o voo a um pouso seguro. Afonso Arinos disse que “alguns homens dão a vida pelo país. Tancredo deu mais, deu a morte”.
Lembro-me dos olhos marejados de Tancredo recordando com respeito e reconhecimento o extremado senso de compromisso de Getúlio com o país. “Ele sabia o que estava em risco”, costumava dizer. “Vocês não imaginam o que foi a multidão que acompanhou o funeral do presidente. Foi ela, em torno do caixão do presidente Vargas, que selou o pacto que impediu, naquele momento, o retrocesso da ordem democrática”, insistia em nos explicar.
Mal sabia Tancredo que 31 anos depois, em 1985, uma outra multidão velaria o corpo de um outro presidente.
E que ele também deixaria a vida para entrar na história.

Andréa Neves, neta de Tancredo, é jornalista e presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (Servas)
Tancredo, um homem por inteiro

Link da matéria: http://www.valoronline.com.br/?impresso/cultura/92/6153538/tancredo,-um-homem-por-inteiro&scrollX=0&scrollY=2514&tamFonte=

terça-feira, 2 de março de 2010

Andrea Neves, Aécio Neves, PUC MInas e Usiminas se unem para o resgate dos jovens carentes com o Projeto de Jogos Digitais

 O governador Aécio Neves assinou convênio com a Usiminas e a PUC Minas, nesta terça-feira (2), para implantação do Núcleo Inove – Jogos Digitais, no espaço Plug Minas – Centro de Formação e Experimentação Digital, instalado no bairro Horto, em Belo Horizonte, onde, no passado, funcionava a Febem. O programa tem como objetivo capacitar estudantes para trabalhar na produção de jogos digitais. Serão qualificados, a cada ano, 500 alunos da rede pública de Belo Horizonte e Sabará.

“Todas as ações deste governo tem um só objetivo, que é o de dar a Minas Gerais melhores condições para cuidar das suas crianças, mais oportunidades para seus jovens e melhor qualidade de vida para todos. Conhecendo o Plug Minas, vemos que quando se tem parceiro, as coisas andam. No lugar da lembrança do mais triste quadro da Febem, hoje é espaço de alegria. E esse é um esforço que orgulhará a todos nós mineiros”, afirmou o governador.

O Inove será uma adaptação do curso de graduação tecnológica em Jogos Digitais da PUC Minas, que tem como eixo o desenvolvimento de software. As aulas serão ministradas por professores e estudantes da universidade. Profissionais das áreas de Letras, Comunicação Social, Psicologia e Informática contribuíram para a construção do núcleo.


A Usiminas vai investir R$ 2 milhões no projeto, ao longo de cinco anos. Além do espaço, o Governo deMinas fornecerá transporte, alimentação e uniformes para alunos. A PUC Minas ficará responsável pelas aulas e a metodologia de ensino a ser adotada.

“A PUC será responsável pelo treinamento, pelos professores e a gestão. A produção dos jovens poderá ser usada na telefonia celular, nas escolas públicas, entre outros meios. Ou seja, eles vão ser levados ao mercado. As crianças que já estão sendo selecionadas nas escolas vão passar por um teste. Para a turma de 2010, foram candidatadas 1.800 crianças para 500 vagas. A seleção está ocorrendo neste momento”, explicou o reitor da PUC Minas, dom Joaquim Mol.
Capacitação
Criado pelo Governo de Minas no ano passado, o Plug Minas tem o objetivo de qualificar estudantes para usarem a mais avançada tecnologia da era digital aplicada em atividades ligadas às artes e à gestão de negócios, numa concepção inovadora de formação e qualificação profissional no país.

A proposta é aumentar as chances de trabalho e participação dos jovens mineiros na sociedade. O espaço é aberto à participação de jovens com idade entre 15 e 24 anos, matriculados em escolas estaduais da capital.

Os núcleos são mantidos por parceiros do Governo de Minas na iniciativa privada. São parceiros a Oi Futuro, Instituto Unibanco, Sebrae, Servas e Instituto Cultural Sérgio Magnani, responsável pela gestão operacional do Plug Minas.

Valores de Minas

Outros três núcleos já funcionam no Plug Minas. O Núcleo Valores de Minas tem a parceria do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e entrou em atividade em junho do ano passado.

O Valores de Minas vem se consolidando como uma das ações de maior êxito voltada para jovens. O objetivo é oferecer capacitação artística a alunos de escolas estaduais nas áreas de teatro, circo, dança, música e artes plásticas.

Funcionando como núcleo do Plug Minas, novas possibilidades se abriram para os jovens, como a oportunidade de aprenderem iluminação digital para usarem nos espetáculos que montam e exibem ao final de cada ano. Em 2009, o Valores de Minas atendeu 570 jovens.

Oi Kabun!

Em outubro do ano passado foi implantado o Núcleo Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia, com a proposta de oferecer formação em linguagem multimídia a 100 estudantes por ano. A Oi Kabum! tem a parceria da Oi Futuro.

Empreendedorismo Juvenil

No mês passado, foi inaugurado o Núcleo de Empreendedorismo Juvenil em parceria com o Sebrae. A primeira turma, formada por 180 estudantes, está sendo qualificada na área de gestão. Um dos destaques do curso é o projeto Empresa Simulada, um laboratório que prepara o aluno para desafios da administração da micro e pequena empresa, por meio da gestão de uma empresa no mercado virtual.

O Plug Minas funciona em uma área de 67 mil metros quadrados no bairro Horto, onde funcionou a antiga Febem. O Governo de Minas investiu R$ 15 milhões nas obras de reforma, ampliação e modernização dos 15 prédios que existiam no terreno e que agora abrigam os núcleos de atividade do Plug Minas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aécio Neves e sua irmã Andrea Neves juntos no combate a exploração de menores em Minas


Governo Aécio Neves e Servas ampliam rede de proteção à infância com o Programa Proteja Nossas Crianças
Mais de 95 mil veículos e cerca de 60 mil mineiros foram abordados pelas blitze da Campanha Proteja Nossas Crianças, no ano passado. Por meio das ações da campanha, a população está usando cada vez mais o Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19) como ferramenta de denúncia de crimes contra crianças e adolescentes.
No comparativo com o ano de 2008, as denúncias feitas pela população ao serviço em 2009 subiram 26%. Foram 3.463 (2009) e 2.735 (2008). Os crimes mais denunciados durante o ano passado foram negligência e abandono, com 1.093 ligações, violência física dentro de casa, com 1.075, e abuso sexual, com 222 ligações.
A Campanha Proteja Nossas Crianças percorreu todas as regiões mineiras e realizou mais de 130 blitze. Foram distribuídos panfletos, cartazes e adesivos que enfatizam o número do Disque Direitos Humanos. Além disso, as blitze contaram com a colaboração de vários parceiros. Em 2010 será mantida a linha de trabalho, dando prioridade às ações educativas nas áreas em que mais ocorrem os crimes de exploração sexual; estradas e regiões turísticas. A previsão é que um milhão de panfletos, 300 mil adesivos e 100 mil cartazes sejam distribuídos em 146 blitze novas realizadas em todo Estado.
“A ênfase será dada na realização das blitze que a Sedese (diretamente ou em parceria) realiza desde julho de 2004 e na construção de novas parcerias, de modo que consigamos engajar novos atores na campanha e a ampliar seu espaço geográfico. Temos que perseverar no que fazemos hoje, pois os resultados, como demonstram os dados do Disque Direitos Humanos, são animadores. Os resultados aparecerão aos poucos e naturalmente,” explicou o coordenador da campanha, Márcio Macedo.

Proteja Nossas Crianças

A Campanha Proteja Nossas Crianças é uma das maiores iniciativas já realizadas de combate à violência doméstica e à exploração sexual de crianças e adolescentes no país. Envolve toda a sociedade civil e mobiliza a população a denunciar casos de violência.

Lançada em maio de 2008, é dividida em duas etapas. A primeira, voltada para o combate à exploração sexual e a segunda abordou a violência doméstica. A campanha é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas).

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mais um gol de placa de Andrea Neves junto as comunidades carentes de MG






Tempo de Solidariedade
Por Ana Vasco, Aecioblog 

O jogador de futebol Juan Pablo Sorín, em uma parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e com o Cruzeiro Esporte Clube entregou, hoje (19/11), na companhia da irmã de Aécio, Andrea Neves, a presidente do Servas, parte das 90 toneladas de alimentos que foram arrecadadas na partida de despedida do atleta, realizada no início deste mês, para entidades que atendem crianças e adolescentes carentes e para Apaes localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).




Sorín e Andrea entregaram 600 quilos de alimento, distribuídos em 30 cestas, para a
Associação Dinâmicas, que atende cerca de 180 bebês, crianças e adolescentes,
na região do Aglomerado Morro das Pedras. Foto: Carlos Alberto / Secom MG


Com os alimentos arrecadados no dia da partida e doados por Sorín, o Servas montou 45 mil cestas, que serão doadas a instituições que atuam no terceiro setor e a cidades mineiras que decretaram "situação de emergência" por causa das chuvas, em Minas Gerais.



Sorín, Andrea  e as crianças da Associação Dinâmicas,
em Belo Horizonte. Foto: Carlos Alberto / Secom MG



“O Servas busca fazer a ponte entre entidades empresariais e entidades,
sempre com o objetivo de fortalecer ainda mais as nossas
ações de solidariedade. Toda vez que visito instituições beneficentes
de crianças e idosos sinto uma emoção muito grande, mas mais forte ainda
é o sentimento de responsabilidade do nosso trabalho”.

(Andrea Neves, sobre o trabalho quem tem sido desenvolvido
pelo Servas durante o governo de Aécio Neves)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Andrea e Aécio Neves a energia do bem com o contem com a gente



 O governador Aécio Neves lançou nesta quinta-feira (19), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o programa Conta com a Gente, uma ação do Governo de Minas em parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). O objetivo é apoiar entidades assistenciais que atuam no Estado através da redução dos seus gastos com manutenção. As entidades participantes terão desconto de 25% nas contas de água e luz. Em outra vertente, o Conta com a Gente se propõe a mobilizar sociedade e empresas para apadrinharem as entidades e auxiliarem na redução ainda maior destes custos.

Para participar, os interessados poderão contribuir com qualquer quantia acima de R$ 5,00 mensais, por meio de suas contas de água ou luz, doando para entidades escolhidas. Para se beneficiar, as entidades devem se cadastrar a partir de hoje no site www.contacomagente.mg.gov.br, onde estão disponíveis todas as orientações. Copasa, Cemig e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) são importantes aliados, atuando de forma articulada na execução do programa. O Ministério Público Estadual também apoia o Conta com a Gente.

“Todas as entidades sociais de Minas que se cadastrarem no Conta com a Gente vão contar inicialmente com desconto de 25% nas suas contas de água e luz. Em seguida, estamos criando agora uma grande corrente de solidariedade para conseguir sensibilizar todos os cidadãos, todas as empresas de Minas, para que cada um de nós possa, na sua comunidade, apoiar de perto aquela entidade que ele conhece e cujo trabalho ele respeita. Cada um de nós pode escolher a entidade que participa do programa e doar a partir de R$ 5,00 por mês na sua conta de água ou na sua conta de luz”, explicou a presidente do Servas, Andrea Neves, em entrevista.

O programa está aberto à participação de entidades assistenciais localizadas em municípios da área de concessão da Copasa e Cemig. A expectativa é de que 3 mil entidades se cadastrem no Conta com a Gente.

sábado, 24 de outubro de 2009

Aécio Neves, Andrea Neves e Zeze de Camargo em prol dos idosos de Minas Gerais

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Zeze de Camargo canta e colabora com Andrea Neves e Aécio Neves na campanha em prol dos idosos em Minas Gerais. Talento, emoção e inovação nesse belo trabalho

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Andrea Neves e Aécio Neves em permanente defesa dos idosos de Minas Gerais





O governador Aécio Neves lançou, nesta quinta-feira (22), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, campanha de valorização da pessoa idosa, com o objetivo de mobilizar a sociedade para os problemas vividos pela população idosa. A campanha é uma iniciativa do Governo de Minas e do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e será realizada por meio da veiculação de filmes e anúncios pelos veículos de comunicação de Minas Gerais.


Representantes de jornais e emissoras de rádios e TVs assinaram termo de compromisso em apoio ao projeto. A veiculação será gratuita durante a programação das emissoras. Em Minas Gerais vivem 2,8 milhões de idosos, número que corresponde a 14,6% da população do Estado, segundo o IBGE (Censo 2007). Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que 62% dos lares brasileiros são mantidos pelos idosos.


“Acho que essa é uma campanha que tem de ir além das fronteiras de Minas Gerais. E ela tem essa capacidade de que não é muito comum em peças desse tipo. Falo com muita sinceridade, a mim me tocou e me deu vontade de ligar para casa. Acho que todo mundo vai sentir um pouco uma certa cobrança íntima daquilo que não vem fazendo, mas que poderia estar fazendo cotidianamente sem qualquer custo, sem qualquer trabalho a mais. Então, é uma campanha que não é do governo, é uma campanha que os mineiros que estão oferecendo para o resto do Brasil”, afirmou o governador, em entrevista.


Mais atenção


O cantor Zezé di Camargo é personagem de um dos filmes já concluídos. Nele, o cantor interpreta a música “Couro de Boi”, de Diogo Mulero e Teddy Vieira. Presente na solenidade de lançamento, Zezé aderiu à campanha e não cobrou cachê pela sua participação.


“O idoso sente muito mais falta do apoio, do carinho daquelas pessoas que ele tanto ama do que propriamente da questão financeira. Do lado financeiro, tem as entidades filantrópicas, os governos estaduais, federal que têm uma parcela de cuidados com isso, que cuida. Mas eu acho que o maior carinho que o idoso necessita é exatamente por parte dos entes queridos, no caso, principalmente dos filhos”, disse o cantor, em entrevista. 

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aécio e Andrea Neves intensificam o combate a prostituição infantil



Aécio Neves tem sido incansável no combate a corrupção de menores e adolescentes.



Aécio Neves determinou a intensificação mãxima a campanha de mobização de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes
O seu Programa PROTEJA lancado pelo SERVAS ( leia- se Andrea Neves) é referencia nacional nesse tipo de ação.
Para lembrar o “Dia das Crianças”, comemorado em 12 de outubro, o governo Aécio Neves por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), a Associação Municipal de Assistência Social (Amas) e a Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais promovem uma mobilização de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação será nesta sexta-feira (9), das 9h às 18h, no Terminal Rodoviário de BH e nas principais rodovias que dão acesso e saída para a capital.


A ação faz parte da campanha contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, que propõe garantir os direitos infanto-juvenis como estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O objetivo é alertar as pessoas quanto à necessidade de denunciar abusos e exploração sexual, por meio de blitze nas principais rodovias e no saguão da rodoviária da capital.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aécio e Andrea Neves Inovam no Brasil a Inclusão Social


Servas inaugura área de convivência no Centro de Referência de Gestantes Privada de Liberdade, único do país
O menino Cauã, de 10 meses, adorou brincar com as bolas coloridas. Já Mateus, de 4 meses, gostou mesmo foi de ficar sobre o tapete emborrachado, enquanto Gemima, 7 meses, se inquietava no colo da mãe para aproveitar o espaço especial para crianças. Essas são algumas das 47 crianças que vivem com suas mães no Centro de Referência de Gestantes Privadas de Liberdade, único do país para mulheres grávidas e com bebês de até um ano.
A presidente do Servas, Andrea Neves, inaugurou ontem no local uma área de convivência para mães e bebês. A área de 72m², construída em parceria com a Construtora UNI, é um espaço lúdico que visa proporcionar o desenvolvimento integral dos bebês, respeitando os laços de afeto entre mãe e filho nos primeiro meses de vida.
“O Governo de Minas rompe paradigmas ao criar o primeiro espaço para que recuperandas fiquem com seus filhos . Eu me sinto orgulhosa desta alternativa, que celebra o respeito e compromisso com a vida”, disse Andrea Neves.
A interna Andrea Alves agradeceu presenteando Andrea Neves com um cachecol. A recuperanda Taciana Vaz, 20, discursou em nome das mulheres do centro . “Nós erramos, mas aqui a gente aprende a ser mãe e vê uma luz no fim do túnel. Estamos recebendo carinho, atenção e dedicação de gente que nem conhecemos. Quero agradecer especialmente pelo carinho dado aos nossos filhos”, disse.
Taciana se alegrou com o novo espaço. “Minha filha agora vai se sentir crianças. Quando ela viu o espaço, seus olhos brilharam”, disse.

Além da área de convivência, que tem piso revestido com tapete emborrachado, brinquedos e cercadinhos, o centro recebeu do Servas 40 berços com móbiles e colchões para que mães e filhos possam ficar juntos nos quartos.
Em anexo à área foi construída uma lavanderia, para que as mães possam cuidar da higienização das suas roupas e a de seus filhos.

Mariana Theodossakis, diretora do centro, disse que o novo espaço deu alegria ao centro. “Agora essas crianças vão poder brincar mesmo”, disse. O subsecretário de Administração Penitenciária, Genilson Zeferino, reforçou que, na unidade, as recuperandas têm a perspectiva de futuro ampliada.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Aécio e Andrea Neves Responsabilidade Social com muita emoção.


BELO HORIZONTE (17/08/09) - O governador Aécio Neves participou, nesta segunda-feira (17/08), no Palácio da Liberdade, do lançamento da Brinquedoteca Móvel, projeto inédito desenvolvido em parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas. Leia-se Andrea Neves) para beneficiar crianças e adolescentes pacientes de 120 hospitais públicos e filantrópicos da rede Pro-Hosp e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). A Brinquedoteca Móvel é formada por dois grandes cubos sobrepostos e articulados, equipados com 96 itens entre bonecas, carrinhos e outros brinquedos, além de livros, lápis, jogos, DVDs, TVs, MP4 e fones de ouvidos. A Brinquedoteca Móvel, segundo o governador, foi criada dentro de um amplo projeto do Governo de Minas que tem por meta melhorar o atendimento nos hospitais públicos do Estado. Ele afirmou que o equipamento poderá ajudar ainda mais no processo de cura dos jovens pacientes já que as atividades lúdicas, brincadeiras e o riso são adotados como terapia complementar em muitos hospitais. De acordo com o governador, o projeto se consolidou em razão da adesão de famílias mineiras e de empresas privadas que contribuíram para a aquisição dos equipamentos.