segunda-feira, 26 de abril de 2010

Projeto se Aécio para aeroporto de Confins se transforma no primeiro aeroporto industrial do país

Área de 46 mil metros quadrados está sendo preparada para abrigar, de início, nove empresas em regime aduaneiro especial

Ao deixar o governo mineiro, no final de março, Aécio Neves (PSDB) deixou encaminhado o projeto de ampliar a economia do estado para além de Belo Horizonte e do agronegócio. Alinhavado nos sete anos de sua gestão, o programa inclui medidas como a transferência do aeroporto internacional de Belo Horizonte para Confins, em 2005, e a criação da Cidade Administrativa, que levou a sede do governo do centro da capital para uma área mais afastada da região metropolitana.

O próximo passo, já em fase final de obras, é a criação do primeiro aeroporto-indústria do país em Confins- um projeto avaliado há dez anos pela Infraero, cujo conceito já é conhecido em diversos países. Trata-se de uma espécie de zona franca, anexa ao aeroporto, onde as empresas exportadoras ficam isentas do imposto de importação de seus insumos. Aárea, admnistrada por uma parceria entre governo estadual e a Infraero, será voltada para empresas da área de tecnologia, como fabricantes de eletroetrônicos e equipamentos médicos.

Foram investidos R$ 10 milhões para a preparação de um espaço de 46 milmetros quadrados, onde serão instaladas as nove primeiras indústrias. “As obras ficam prontas no final de maio, e pretendemos licitar os lotes ainda este semestre”, diz Luiz Antônio Athayde, subsecretário de Assuntos Internacionais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do de Minas Gerais. Este trecho, explica Athayde, é apenas a primeira etapa do projeto. Já há mapeada uma outra área, 16 vezes maior que a atual, para abrigar novas empresas no aeroporto-indústria numa segunda etapa.
Outros estados

Se o polo mineiro demostrar poder para atrair empresas e o conceito se provar vitorioso no incentivo à produção, será uma chance de reativar o interesse em outros estados. Aeroportos como Galeão (RJ), São José dos Campos (SP), Viracopos (SP) e Petrolina (PE) chegaram a ser apontados pela Infraero como áreas de potencial para este tipo de indústria, masnunca decolaram.

“Chegamos a fazer diversas reuniões, tivemos vários interessados, mas a Infraero acabou recuando”, conta o diretor do Departamento de Infraestrutura da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Saturnino Sérgio, que há três anos participou das negociações para aplicar o modelo em Viracopos, Campinas. “É ummodelo que mistura a presença privada com a gestão pública, já que a administração dos aeroportos pertence à Infraero; e por isso ficou tanta indefinição.”

“Foram realizados estudos que sinalizaram a necessidade de análises mais aprofundadas, ainda em andamento, das características socioeconômicas dessas regiões. Só após esse trabalho é que a Infraero definirá os potenciais aeroportos da rede capazes de adotar o conceito”, informou a Infraero.

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