Erros novos e antigos
Fonte: Merval Pereira – O Globo
O PSDB só não cometeu até agora os mesmos erros de 2006 porque Aécio Neves não é Geraldo Alckmin, e isso é um elogio a Aécio. E, do outro lado, está Dilma e não Lula, o que é uma vantagem para a oposição.
Caso contrário, o PSDB corre o risco de sair delas com a imagem de divisão que até agora foi evitada pela habilidade do governador de Minas.
De qualquer maneira, como advertiu o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, as negociações para atrair Aécio para a chapa tucana terão que ser feitas mais discretamente.
Mas arriscada para o governador mineiro, pois não há garantias de que a mudança seja aprovada.
Seria uma reviravolta completa na sucessão presidencial.
Mas está cometendo erros novos. O então governador de São Paulo insistiu em sua candidatura sem que tivesse qualquer indicação objetiva de que poderia ser melhor candidato que José Serra, que até fevereiro liderava todas as pesquisas de opinião.
Aécio, ao contrário, retirou-se da disputa para se tornar protagonista da decisão tucana
Assim como Aécio agora, naquela ocasião Alckmin diziase em melhores condições para atrair apoios fora do PSDB, e chegou a pedir prévias para a escolha.
Também ele dizia que já fora escolhido como o preferido pelas bancadas da Câmara e do Senado, e trabalhava as direções regionais do partido e os governadores.
Como agora, a cúpula do partido gostaria que não fosse preciso chegar a essa confrontação para definir o candidato.
No início de fevereiro, pesquisas já mostravam a recuperação de Lula, mas Serra ainda vencia no segundo turno, embora a diferença entre os dois estivesse se reduzindo àquela altura.
Havia também o cálculo sobre a atuação dos dois candidatos nos principais colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas, dominados, como hoje, pelos tucanos.
Tanto Serra quanto Alckmin venciam Lula com facilidade em São Paulo, de acordo com as pesquisas de opinião da época.
Mas Alckmin demonstrava maior capacidade de somar votos do que Serra: recebia 2,5 vezes mais votos que Lula, enquanto Serra recebia1,9 vezes.
A penetração de Alckmin em Minas também seria maior que a de Serra, além do que, ele contava com a simpatia de Aécio, registravam os jornais da época.
A cúpula do partido achava, no entanto, difícil abrir mão de um candidato que se mostrava competitivo para apoiar um outro que tinha apenas potencial de crescimento, e àquela altura perdia feio de Lula.
Como hoje, no entanto, o prefeito de São Paulo, José Serra, pedia tempo para se decidir e queria levar a escolha até março, prazo final da legislação eleitoral.
A diferença fundamental entre Aécio Neves e Geraldo Alckmin é que o governador mineiro, ao anunciar sua desistência da pré-candidatura, fez um movimento estratégico que o colocou como protagonista político da definição tucana, e não como o provocador de uma divisão partidária.
Enquanto Geraldo Alckmin aparentemente venceu a disputa com Serra em 2006, mas, na verdade, foi levado a se candidatar para perder para Lula quando Serra sentiu que não tinha condições de vencer, Aécio deixou o atual governador de São Paulo sozinho na raia com sua indefinição, praticamente obrigando-o a assumir a candidatura que queria manter em suspenso até março.
Assim como Lula encerrou o ano de 2005 praticamente derrotado e em dois meses mostrou uma recuperação que parecia impossível, também a candidatura de Dilma pode se firmar, a se confirmar as previsões do diretor do Datafolha, Mauro Paulino.
Segundo ele, há 15% dos pesquisados que ainda não sabem que ela é a candidata de Lula, mas que se dispõem a votar em quem ele mandar.
Seria justamente a diferença que hoje favorece Serra, a ser coberta por esse eleitorado, prioritariamente de baixa renda e baixa escolaridade, que votaria cegamente na candidata de Lula.
Seria exagero sem base acreditar que Dilma tivesse essa capacidade de superação em tão pouco tempo, e tudo indica que até março a vantagem de Serra será mantida nas pesquisas, o que só dificultará sua decisão.
Embora à frente, o governador de São Paulo terá que conviver com essa possibilidade de haver um grupo de eleitores que seguirão o que Lula disser, o que colocaria Dilma potencialmente empatada com ele em algum momento da disputa.
É claro que se se decidir mesmo a disputar a eleição, a partir de março Serra assumirá a campanha em termos nacionais e agirá para neutralizar esse grupo de eleitores, e para ampliar sua aceitação, que tem uma estabilidade admirável desde o segundo turno de 2002, entre 35% e 40% do eleitorado.
O que deixa o governador Aécio Neves como fiel da balança para uma decisão tucana é que seu peso político em Minas e em outras regiões do país como o Rio pode não ser suficiente para colocá-lo na liderança das pesquisas, mas é grande o bastante para definir uma eleição nacional.
O plano de entregar a ele como candidato a vice a coordenação da parte social de um futuro governo parece mais consistente do que a promessa de acabar com a reeleição.
Aprovar uma mudança das regras depois que o jogo foi jogado não é razoável, e o que seria possível Serra fazer se eleito presidente é aprovar o fim da reeleição e aceitar ficar apenas um mandato de quatro anos, o que não parece verossímil.
Para aumentar o mandato presidencial para cinco anos, com o fim da reeleição, seria preciso uma mobilização no Congresso ainda no primeiro semestre do próximo ano, o que soa difícil, pois a base governamental tem a maioria e não atuaria para facilitar a vida da oposição.
Uma possibilidade seria Aécio aceitar a vice-presidência, e a dupla tucana começar a promover negociações entre os partidos da base governista para aprovar o projeto, engrossando a base de apoio à candidatura tucana com partidos como o PP, o PTB, o PDT e parcela do PMDB.
Link do artigo: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/24/erros-novos-e-antigos/?searchterm=Aécio%20Neves
Aécio Neves é a liderança política que elegemos. Aécio é o novo, é o Obama do Brasil. Competente, inteligente, excelente administrador. Senador Aécio Neves, um social democrata, é o politico brasileiro que mais sabe lidar com as diferenças de nossa sociedade. Seus programas sociais, durante seu governo em Minas, superaram os de qualquer outro político brasileiro. Em 2009 e em 2010, Aécio Neves foi considerado o melhor Governador do país !! Voce quer mais ? Então venha para cá !
sábado, 26 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Aécio Neves mantem seu lugar de melhor Governador do Brasil
O mineiro Aécio Neves (PSDB) é o mais popular do ranking de dez governadores avaliados pelo Datafolha, em pesquisa realizada entre os dias 14 e 18 deste mês. O governador, que no dia 17 anunciou a decisão de retirar seu nome da disputa presidencial, obteve nota média de 7,5 numa escala de 0 a 10. Entre os moradores de Minas entrevistados na sondagem, 73% consideram o governo de Aécio ótimo ou bom, ante 19% que o avaliam como regular e 6% que acham péssima ou ruim sua administração.
O mineiro já liderava o ranking na sondagem anterior, feita em março deste ano, quando obteve 75% de aprovação e nota média 7,6. A alta popularidade de Aécio em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, explica a intenção de parte do PSDB de convencê-lo a disputar a eleição de 2010 como vice-presidente, com o governador José Serra (PSDB), numa chapa "puro-sangue".
Os dois governadores com pior avaliação são José Roberto Arruda (sem partido-DF), na nona posição, e Yeda Crusius (PSDB-RS), que se manteve no décimo lugar. Ambos tiveram os nomes envolvidos em recentes escândalos de corrupção nos Estados que governam.
Arruda sofreu o desgaste político mais visível. Apontado como o protagonista de escândalo que supostamente arrecadava propinas de empresas que tinham contratos com o governo do Distrito Federal -esquema batizado de mensalão do DEM-, Arruda caiu da sexta posição na sondagem feita em março para a nona.
A nota média obtida pelo governador, que se desfiliou do DEM no dia 10 para evitar ser expulso, foi 4,8. Em março, ele obteve 6,4. Hoje, 40% acham o governo de Arruda ótimo ou bom, enquanto 22% o consideram regular e 37% acham a administração ruim ou péssima.
Antes do escândalo, Arruda era apontado como uma das estrelas do DEM com chances reais de ser reeleito. Sem partido, ele não poderá disputar a eleição de 2010 ao governo.
Ascensão e queda
Com o nome consolidado para disputar a Presidência da República pelo PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, subiu da quinta para a quarta posição. A nota média obtida pelo tucano é 6,6, a mesma da sondagem feita em março. A avaliação do governo, porém, melhorou: 55% consideram a administração tucana ótima ou boa, 32% dizem que é regular, e 11% que é ruim ou péssima.
Também estão mais bem avaliados os governadores peemedebistas de Santa Catarina, Luiz Henrique, passando da oitava para a quinta colocação, e do Rio, Sérgio Cabral, que foi do nono para oitavo lugar. Já o peemedebista Roberto Requião, do Paraná, caiu da quarta para a sétima posição.
Embora os tucanos possam comemorar as boas posições de Aécio e Serra, a governadora Yeda Crusius, última colocada, é o pesadelo do PSDB.
Com nota média de 3,9, 50% dos entrevistados consideram o atual governo do Rio Grande do Sul péssimo ou ruim. Somente 12% acham o governo Yeda ótimo ou bom, e para 37% a administração da governadora é regular.
Relatório da CPI da Corrupção, instaurada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para apurar denúncias de irregularidades na administração de Yeda, isenta a governadora de participação em atos ilícitos. A Polícia Federal investiga suposto esquema de fraudes em contratos do governo do Rio Grande do Sul.
Nordeste
Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), permanecem bem avaliados e ocupam, respectivamente, a segunda e terceira colocação no ranking do Datafolha. Ambos são os pré-candidatos favoritos nos respectivos Estados até o momento e disputarão a reeleição em 2010.
Antes sétimo colocado, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), subiu uma posição. Sua nota média passou de 6,4 em março para 6,5.
O mineiro já liderava o ranking na sondagem anterior, feita em março deste ano, quando obteve 75% de aprovação e nota média 7,6. A alta popularidade de Aécio em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, explica a intenção de parte do PSDB de convencê-lo a disputar a eleição de 2010 como vice-presidente, com o governador José Serra (PSDB), numa chapa "puro-sangue".
Os dois governadores com pior avaliação são José Roberto Arruda (sem partido-DF), na nona posição, e Yeda Crusius (PSDB-RS), que se manteve no décimo lugar. Ambos tiveram os nomes envolvidos em recentes escândalos de corrupção nos Estados que governam.
Arruda sofreu o desgaste político mais visível. Apontado como o protagonista de escândalo que supostamente arrecadava propinas de empresas que tinham contratos com o governo do Distrito Federal -esquema batizado de mensalão do DEM-, Arruda caiu da sexta posição na sondagem feita em março para a nona.
A nota média obtida pelo governador, que se desfiliou do DEM no dia 10 para evitar ser expulso, foi 4,8. Em março, ele obteve 6,4. Hoje, 40% acham o governo de Arruda ótimo ou bom, enquanto 22% o consideram regular e 37% acham a administração ruim ou péssima.
Antes do escândalo, Arruda era apontado como uma das estrelas do DEM com chances reais de ser reeleito. Sem partido, ele não poderá disputar a eleição de 2010 ao governo.
Ascensão e queda
Com o nome consolidado para disputar a Presidência da República pelo PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, subiu da quinta para a quarta posição. A nota média obtida pelo tucano é 6,6, a mesma da sondagem feita em março. A avaliação do governo, porém, melhorou: 55% consideram a administração tucana ótima ou boa, 32% dizem que é regular, e 11% que é ruim ou péssima.
Também estão mais bem avaliados os governadores peemedebistas de Santa Catarina, Luiz Henrique, passando da oitava para a quinta colocação, e do Rio, Sérgio Cabral, que foi do nono para oitavo lugar. Já o peemedebista Roberto Requião, do Paraná, caiu da quarta para a sétima posição.
Embora os tucanos possam comemorar as boas posições de Aécio e Serra, a governadora Yeda Crusius, última colocada, é o pesadelo do PSDB.
Com nota média de 3,9, 50% dos entrevistados consideram o atual governo do Rio Grande do Sul péssimo ou ruim. Somente 12% acham o governo Yeda ótimo ou bom, e para 37% a administração da governadora é regular.
Relatório da CPI da Corrupção, instaurada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para apurar denúncias de irregularidades na administração de Yeda, isenta a governadora de participação em atos ilícitos. A Polícia Federal investiga suposto esquema de fraudes em contratos do governo do Rio Grande do Sul.
Nordeste
Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará, Cid Gomes (PSB), permanecem bem avaliados e ocupam, respectivamente, a segunda e terceira colocação no ranking do Datafolha. Ambos são os pré-candidatos favoritos nos respectivos Estados até o momento e disputarão a reeleição em 2010.
Antes sétimo colocado, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), subiu uma posição. Sua nota média passou de 6,4 em março para 6,5.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Aécio Neves mais uma vez avaliado o melhor Governador do Pais com 75% de aprovação
Adversários nas urnas, Lula e Aécio são aprovados por 75% dos mineiros, que formam o segundo maior colégio eleitoral do país
Com trajetórias políticas distantes e posicionados em trincheiras opostas no jogo da sucessão presidencial, o governador mineiro, AécioNeves (PSDB), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão virar o ano bem avaliados por cerca de três quartos do eleitorado de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) ao Instituto Vox Populi mostra que a avaliação do desempenho do governo Lula como ótimo/bom variou de 70% em março deste ano para 73% em dezembro. Já a gestão de Aécio foi considerada como ótimo/bom por 76% do eleitorado, índice semelhante ao registrado em março (75%). A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais.
Para Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populi, Lula e Aécio se tornam os grandes eleitores do estado na votação do ano que vem. “As pessoas acham ambos muito bons. O eleitorado imagina que os dois podem trabalhar juntos, mesmo com trajetórias diferentes. Isso não acontece em outros estados”, disse Coimbra, que vê o gesto do eleitor mineiro como um sinal de maturidade política, à medida que “consegue perceber qualidades de políticos tão diferentes e gostar dos dois ao mesmo tempo, sem reduzir a avaliação de desempenho a estereótipos”.
Como Aécio e Lula estão terminando o segundo governo e não podem tentar a reeleição, paira sobre cabeça de petistas e tucanos envolvidos no jogo sucessório uma pergunta ainda sem resposta: qual a capacidade de transferência de votos do presidente e do governador para seus candidatos? Coimbra não se arrisca a solucionar a questão, principalmente porque o quadro atual indica que os dois manterão a distância nos palanques de 2010. Mas, pelas posições que ocupam, o diretor do Instituto Vox Populi afirma que a tendência é Aécio exercer mais influência na eleição ao governo estadual do que à Presidência da República. O inverso ocorreria no caso do presidente Lula.
Petistas se apegam a essa análise para manter a aposta de que, se for candidato ao Planalto, o governador de São Paulo, José Serra, não dará um baile na ministra Dilma Rousseff na votação para presidente em Minas. Coimbra considera pequena a proporção de votantes que considerarão apenas a indicação de Aécio ou Lula na hora de escolher o candidato. “O eleitor vota comparando as pessoas. A informação sobre quem está com quem é apenas uma que ele leva em consideração. Tudo vai depender também do clima de campanha e do desempenho dos candidatos”, declarou Coimbra.
Aposta na economia
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o governador Aécio Neves começaram suas administrações com índices de avaliação menores do que os alcançados perto do fim dos respectivos mandatos. Em março de 2003, o governo do tucano era considerado ótimo/bom por 43% do eleitorado mineiro, percentual que seguiu ascendente, sem interrupções, até a última pesquisa. Já a trajetória do petista foi marcada por percalços. Em 2003, o presidente foi considerado ótimo/bom por 56% dos eleitores de Minas.
A avaliação positiva, no entanto, caiu a 29% em dezembro de 2005, influenciada pelo escândalo do mensalão. Mas Lula se recuperou, foi reeleito em 2006 e alcançou 77% de avaliação positiva em dezembro do ano passado. O bom desempenho das economias brasileira e mineira nos últimos anos ajuda a explicar os resultados. Em dezembro de 2008, no auge da crise econômica mundial, 60% dos entrevistados afirmavam que a economia brasileira estava progredindo. Neste mês, o percentual subiu para 68%, o maior índice desde o início do governo Lula.
A economia mineira também obteve avaliação positiva. Em dezembro de 2008, 67% dos entrevistados acreditavam que ela estava progredindo. Agora, são 72%, recorde na gestão Aécio (TH).
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Aécio Neves fomenta a cultura de Minas com novas açoes.
Por determinação do Governador Aecio Neves, a 3ª edição do Cena Minas – Prêmio Estado de Minas Gerais de Artes Cênicas, instrumento de fomento à dança, ao teatro e ao circo da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (SEC)e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani e recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, já tem seu resultado. Ao todo, foram inscritos 100 projetos, sendo 55 do interior e 45 da capital. Destes, 34 foram aprovados.
Na categoria I - manutenção de espaços de grupos de teatro e dança, 30 (trinta) projetos foram inscritos, sendo que 11 (onze) projetos foram aprovados como titulares e 2 (dois) como suplente; a categoria II - formação de público, teve 48 inscritos, sendo 15 (quinze) projetos aprovados e 2 (dois) suplentes; e a categoria III - aquisição de equipamentos e materiais para circos, contou com 22 inscrições, sendo 8 (oito) aprovados e 1 (um) suplente. O prêmio é de R$ 1,110 milhão (um milhão, cento e dez mil reais). A lista com os projetos aprovados está disponível no site da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.
O Cena Minas foi criado para incentivar e fortalecer as produções cênicas no Estado, nas áreas do teatro, da dança e do circo, garantindo a manutenção de espaços e fomentando a formação de público, por meio da ampliação do acesso à arte. “A intenção da secretaria com este prêmio é criar um efeito dominó positivo em toda a cadeia produtiva das artes cênicas, além de valorizar o circo como expressão milenar”, pontua o secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Paulo Brant, para quem melhorar as condições de trabalho dos artistas cênicos de todo o Estado tem como consequência a realização de mais e melhores espetáculos, ampliando as oportunidades de fruição cultural aos mineiros. “Nosso desafio continua sendo formar público, criar uma demanda vigorosa em nosso Estado, propondo o fortalecimento do elo entre educação e cultura, partindo para além da oferta cultural e consolidando uma real preocupação com o público em seus diversos interesses”, explica.
Também nessa edição, a categoria II, relativa à formação de público, foi a campeã no número de inscrições, com 48 projetos. A segmentação do total de inscrições recebidas nesta 3ª edição comprova uma participação cada vez mais efetiva dos municípios do interior mineiro na produção da cultura, já que vêm de lá 55% das propostas apresentadas. Também entre os projetos aprovados, 19 são do interior e 15 são da capital mineira.
No início do mês de fevereiro de 2010, a Assessoria de Artes Cênicas e o Instituto Cultural Sérgio Magnani irão convocar os proponentes aprovados para uma reunião, a fim de esclarecer os procedimentos e agendar do recebimento da primeira parcela. Os projetos não aprovados poderão ser retirados em até 90 dias na Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura (avenida Assis Chateaubriand, 167 - Floresta - Belo Horizonte/MG).
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Aécio Neves impos uma marca de qualidade em MInas e faz Anastasia crescer 200%
Pesquisa publicada pelo Data Folha, nesta segunda-feira, registra que o vice-governador Antonio Anastasia, candidato à sucessão de Aécio Neves, cresceu mais de 200% em relação à última pesquisa publicada pelo instituto em março deste ano. Naquela pesquisa, Anastasia tinha 4% das intenções dos votos, agora já chegou na casa dos 13%. A mesma indicação de crescimento também foi identificada em pesquisa divulgada pelo Data Tempo semana passada no jornal O Tempo de Belo Horizonte.
No cenário com o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, ex-prefeito e deputado federal, representante do Partido dos Trabalhadores, foi registrado empate técnico com Anastasia. Os índices são de 12% e 10% respectivamente. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que lidera as pesquisa registrou uma queda que oscila entre seis e 12 pontos. Costa tinha entre 37% e 43% e agora tem índices que variam entre 31% e 37%.
De acordo com especialistas, já é possível identificar a influência de Aécio Neves que declarou o vice-governador de Minas como o candidato à sucessão dele no Estado. O crescimento de Anastasia está dentro do que o PSDB de Minas tinha planejado. Naquela época, o partido considerava que o fato de ele ser um nome desconhecido e integrante de um governo bem avaliado, o vice governador tinha boas chances de crescimento.
A pesquisa Datafolha publicada Folha de São Paulo foi feita entre 14 e 18 de deste mês e ouviu 1.075 moradores de Minas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais e para menos. A pesquisa também considerou outro cenário com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Segundo Data Folha, a maior parte do eleitorado mineiro ainda está distante da sucessão estadual: 73% não souberam dizer espontaneamente em quem vão votar.
“Nesse tipo de medição não é apresentada uma lista de candidatos e o eleitor declara seu voto a quem quiser. O nome mais lembrado espontaneamente pelos eleitores de Minas Gerais é o de Aécio Neves (9%), governador há dois mandatos e que não pode concorrer à reeleição. O segundo colocado na declaração espontânea dos eleitores é Fernando Pimentel, com 3%. Hélio Costa e Anastasia têm 2% e Patrus, 1%”, publicou a Folha de São Paulo
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Aécio Neves deve ir para o Senado segundo analistas mineiros
Em MG, analistas apostam em Aécio no Senado
Fonte: Cesar Felício – Valor Econômico
Em Minas Gerais, a aposta generalizada é a de que Aécio Neves será candidato a senador no próximo ano. Uma vez eleito, procuraria ganhar projeção nacional propondo um novo alinhamento entre forças partidárias para a próxima década. E nesse sentido, Aécio procuraria manter independência em relação a José Serra.
Com visões divergentes sobre o processo eleitoral em Minas Gerais, o cientista político especializado em Poder Legislativo e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Carlos Ranulfo de Melo; e o sociólogo e diretor do Instituto Cultiva, Organização Não-Governamental (ONG) que presta consultoria na área de educação, Rudá Ricci, convergem sobre a aposta em relação ao futuro do governador: Aécio tende a intensificar a emulação com a figura do avô, o falecido presidente TancredoNeves. E dificilmente sairá do PSDB.
Também são céticos, por motivos diferentes, sobre o potencial de Serra em obter um resultado expressivo em Minas Gerais. Ambos acreditam que parte do eleitorado disposto a votar em Aécio migrará para seus adversários.
Serra começa sua trajetória eleitoral em Minas exatamente do lugar onde o candidato tucano em 2006, o também paulista Geraldo Alckmin, parou. Três dias antes de Aécioretirar sua candidatura, uma pesquisa no jornal “O Tempo” mostrou Serra com 40% em Minas, seguido por Dilma Rousseff (PT) com 15,7%; Ciro Gomes (PSB) com 10,8% e Marina Silva (PV) com 4%. No primeiro turno de 2006, Alckmin também teve 40% no primeiro turno em Minas, enquanto Lula alcançou 50,1%. Já foi um avanço em relação a 2002, quando Serra obteve 22,8% em Minas, frente a 53% de Lula.
Neste fim de semana, o jornal “Folha de S. Paulo” publicou pesquisa do Datafolha mostrando a diminuição da diferença entre Serra e Dilma. O tucano consegue 37% e a petista, 23%. Ciro alcança 13% e Marina, 11%. A pesquisa foi feita após a veiculação da propaganda do PT na televisão, que divulgou Dilma. Já a do PSDB foi dividida entre Serra e Aécio.
Entre os aliados de Aécio Neves, ainda persiste a dúvida sobre o caráter definitivo de sua decisão. “O jogo não acabou. Vai continuar. Vamos aguardar os desdobramentos. Corre-se o risco de chegarmos em março e, conforme estiverem as pesquisas, novas desistências ocorrerem no PSDB”, afirmou o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), um dos interlocutores do governador mineiro na sexta-feira.
No seu primeiro fim de semana como ex-candidato presidencial, Aécio procurou fazer uma viagem de caráter simbólico: esteve no sábado em Setubinha, município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. No mesmo dia, foi a Bonito de Minas, no Vale do Jequitinhonha, que é o quarto menor IDH mineiro. Em ambas, estava acompanhado do virtual candidato tucano a governador, o vice-governador Antonio Anastasia. Em entrevista, Aécio afirmou que “sequer cogita” ser vice de Serra. O grau de empenho do governador na eleição em Minas é outra discordância entre os dois cientistas sociais mineiros ouvidos pelo Valor.
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domingo, 20 de dezembro de 2009
A análise de um grande jornalista : O Jogo de Aécio Neves
Tancredo Neves era ás na arte de dizer um sim puxando as letras do não. Depois de entrevista a um repórter, pediu para ler o texto. Lá estava: "Não pretendo ser governador de Minas." Pediu licença, pegou a caneta e emendou: "Não pretendo ser candidato a governador de Minas."
Aécio Neves herdou a matreirice do avô. Anuncia, em nota, sua desistência do páreo presidencial de 2010. Antes que a leitura sugira fechamento de portas, é mais que oportuno o esclarecimento. Aécio, como a raposa Tancredo, quer dizer: "Quero ser presidente da República, mas reconheço que José Serra tem preferência. Cedo a vez para ele."
O gesto do governador mineiro, bem pensado, terá implicações na frente política com vista à disputa do próximo ano. Ao deixar José Serra entre a cruz e a caldeirinha - o governador paulista é tolhido na alternativa de recuo -, Aécio contribui para acelerar o processo eleitoral, ajustar o foco do discurso dos contendores, definir as alianças eleitorais e clarear os horizontes, que até o momento se mostram nebulosos. Com sua decisão o mineiro também demonstra preferência pela hipótese bastante utilizada no enfrentamento de circunstâncias adversas: nem sempre a menor distância entre dois pontos é uma reta, pode ser uma curva. O desvio momentâneo poderá ser-lhe útil para galgar, no futuro, meta mais ambiciosa que a vaga do Senado por Minas Gerais.
A retirada de Aécio da arena presidencial estreita o espaço de articulação do PSDB. A observação ampara-se no perfil de um governador que transita com facilidade na esfera partidária, colecionando amigos e simpatizantes nas grandes agremiações. Trata-se de um político de centro, identificado com um escopo pontuado por conceitos como modernização, eficiência e eficácia, desburocratização e integração de estruturas. Não se veste da coloração ideológica pesada que se impregna em bolsões de partidos, inclusive do PT, identificando-se como tucano defensor do ideário da social-democracia, cuja balança ajusta os pesos de uma economia aberta e plural com controles do Estado para evitar excessos. Por isso mesmo Aécio Neves se recusa a entrar no jogo do "a favor ou contra" o governo Lula. Tanto apoia programas como critica desvios.
O selo que inventou - "pós-lulismo" - lhe conferiria, enquanto candidato, boa condição para escapar da armadilha que o PT seguramente vai arrumar para capturar as oposições. A armadilha chama-se plebiscito. O petismo/lulismo anuncia a todo momento que a comparação entre os oito anos de FHC e os dois mandatos de Lula será objeto central da campanha. Aécio, de maneira cordial, sem arengas, fugiria à emboscada. Como? Reconhecendo pontos positivos, sem louvações exageradas, e pontuando sobre áreas que estão a merecer ajustes. Já o governador Serra terá dificuldades para enveredar por essa trilha, eis que simboliza o oposicionismo dos embates históricos entre PSDB e PT. Ademais, agrega valores, ideias e atitudes mais próximas ao perfil técnico de Dilma Rousseff. A verdade é que o ideário de ambos não parece tão diferente, havendo quem garanta ter o paulista visão até mais estatizante que a pré-candidata de Lula. As divergências dão-se mais na esfera de abordagens formais e detalhes do que no plano substantivo.
Sob o prisma partidário, diminuem as chances de amplo leque de alianças em torno da chapa oposicionista. O PSDB poderá atrair boa fatia do PMDB, por exemplo, mas essa parcela poderia ser mais larga caso Aécio fosse o candidato. O mesmo poderia ocorrer com outros partidos, entre eles o PDT, que chegaram a acenar simpatia pelo candidato mineiro. O estreitamento do espaço de articulação na seara oposicionista poderia ser compensado com a chapa puro-sangue. Serra e Aécio formariam uma dupla de peso e respeito. Mas esse é o busílis do tucanato. O risco é alto. Se ambos perderem a campanha, ficariam sem palanque. Passariam boa temporada em limbo político exatamente no ciclo em que se começa a enxergar a aura de um Brasil potente no contexto das nações. Ora, a viabilidade de derrota conta com certa lógica aritmética, fácil de recitar. Vejamos os grandes números que cercam a base da pirâmide: a Previdência Social beneficia cerca de 75 milhões de brasileiros, o salário mínimo laça 43 milhões e o Bolsa-Família, distribuído a 12 milhões de famílias, atinge 46 milhões de pessoas. Se considerarmos que os maiores contingentes desses programas tendem a votar pensando no bolso (leia-se também estômago), deduz-se que será dado um voto de agradecimento aos patrocinadores. Núcleos insatisfeitos - que se localizam nos estratos médios - poderão fazer contraponto ao discurso emotivo das margens, sem condições, porém, de abalar a avalanche que delas virá.
As oposições terão de achar um verbo para desconstruir espaços sociais pulverizados de programas, ações e benesses. Mudar? Se a palavra for essa, a candidata governista alçará voo. Melhorar, ajustar, aperfeiçoar? Soariam como promessas nas nuvens da abstração. A desconstrução dessa arquitetura seria possível sob um perfil que não assumisse o papel de cavaleiro do tropel da desarrumação. Essa seria a jornada de Aécio Neves. Que, ao ver o caminho tomado por obstáculos, não teve dúvidas. Imitou o gesto de Júlio Cesar ao atravessar o Rio Rubicão: "Alea iacta est" - a sorte está lançada. Mas a dúvida que aflige tanto a oposição quanto a situação persiste: e se José Serra desistir mais adiante, Aécio toparia entrar no lugar dele? Em política não existe ponte quebrada que torne inviável a volta de um cavaleiro andante. Os momentos fazem as circunstâncias. O que era impossível ontem poderá acontecer amanhã. Os timoneiros, os guerreiros, os estrategistas, os vencedores costumam se valer da audácia. Valor que T. S. Elliot brindou com a frase "somente aqueles que se arriscam a ir longe conseguem saber até onde podem chegar".
Resta saber o que Tancredo Neves, com seu indecifrável sorriso, andou cochichando aos ouvidos do neto nestes dias pré-natalinos.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação
Aécio Neves herdou a matreirice do avô. Anuncia, em nota, sua desistência do páreo presidencial de 2010. Antes que a leitura sugira fechamento de portas, é mais que oportuno o esclarecimento. Aécio, como a raposa Tancredo, quer dizer: "Quero ser presidente da República, mas reconheço que José Serra tem preferência. Cedo a vez para ele."
O gesto do governador mineiro, bem pensado, terá implicações na frente política com vista à disputa do próximo ano. Ao deixar José Serra entre a cruz e a caldeirinha - o governador paulista é tolhido na alternativa de recuo -, Aécio contribui para acelerar o processo eleitoral, ajustar o foco do discurso dos contendores, definir as alianças eleitorais e clarear os horizontes, que até o momento se mostram nebulosos. Com sua decisão o mineiro também demonstra preferência pela hipótese bastante utilizada no enfrentamento de circunstâncias adversas: nem sempre a menor distância entre dois pontos é uma reta, pode ser uma curva. O desvio momentâneo poderá ser-lhe útil para galgar, no futuro, meta mais ambiciosa que a vaga do Senado por Minas Gerais.
A retirada de Aécio da arena presidencial estreita o espaço de articulação do PSDB. A observação ampara-se no perfil de um governador que transita com facilidade na esfera partidária, colecionando amigos e simpatizantes nas grandes agremiações. Trata-se de um político de centro, identificado com um escopo pontuado por conceitos como modernização, eficiência e eficácia, desburocratização e integração de estruturas. Não se veste da coloração ideológica pesada que se impregna em bolsões de partidos, inclusive do PT, identificando-se como tucano defensor do ideário da social-democracia, cuja balança ajusta os pesos de uma economia aberta e plural com controles do Estado para evitar excessos. Por isso mesmo Aécio Neves se recusa a entrar no jogo do "a favor ou contra" o governo Lula. Tanto apoia programas como critica desvios.
O selo que inventou - "pós-lulismo" - lhe conferiria, enquanto candidato, boa condição para escapar da armadilha que o PT seguramente vai arrumar para capturar as oposições. A armadilha chama-se plebiscito. O petismo/lulismo anuncia a todo momento que a comparação entre os oito anos de FHC e os dois mandatos de Lula será objeto central da campanha. Aécio, de maneira cordial, sem arengas, fugiria à emboscada. Como? Reconhecendo pontos positivos, sem louvações exageradas, e pontuando sobre áreas que estão a merecer ajustes. Já o governador Serra terá dificuldades para enveredar por essa trilha, eis que simboliza o oposicionismo dos embates históricos entre PSDB e PT. Ademais, agrega valores, ideias e atitudes mais próximas ao perfil técnico de Dilma Rousseff. A verdade é que o ideário de ambos não parece tão diferente, havendo quem garanta ter o paulista visão até mais estatizante que a pré-candidata de Lula. As divergências dão-se mais na esfera de abordagens formais e detalhes do que no plano substantivo.
Sob o prisma partidário, diminuem as chances de amplo leque de alianças em torno da chapa oposicionista. O PSDB poderá atrair boa fatia do PMDB, por exemplo, mas essa parcela poderia ser mais larga caso Aécio fosse o candidato. O mesmo poderia ocorrer com outros partidos, entre eles o PDT, que chegaram a acenar simpatia pelo candidato mineiro. O estreitamento do espaço de articulação na seara oposicionista poderia ser compensado com a chapa puro-sangue. Serra e Aécio formariam uma dupla de peso e respeito. Mas esse é o busílis do tucanato. O risco é alto. Se ambos perderem a campanha, ficariam sem palanque. Passariam boa temporada em limbo político exatamente no ciclo em que se começa a enxergar a aura de um Brasil potente no contexto das nações. Ora, a viabilidade de derrota conta com certa lógica aritmética, fácil de recitar. Vejamos os grandes números que cercam a base da pirâmide: a Previdência Social beneficia cerca de 75 milhões de brasileiros, o salário mínimo laça 43 milhões e o Bolsa-Família, distribuído a 12 milhões de famílias, atinge 46 milhões de pessoas. Se considerarmos que os maiores contingentes desses programas tendem a votar pensando no bolso (leia-se também estômago), deduz-se que será dado um voto de agradecimento aos patrocinadores. Núcleos insatisfeitos - que se localizam nos estratos médios - poderão fazer contraponto ao discurso emotivo das margens, sem condições, porém, de abalar a avalanche que delas virá.
As oposições terão de achar um verbo para desconstruir espaços sociais pulverizados de programas, ações e benesses. Mudar? Se a palavra for essa, a candidata governista alçará voo. Melhorar, ajustar, aperfeiçoar? Soariam como promessas nas nuvens da abstração. A desconstrução dessa arquitetura seria possível sob um perfil que não assumisse o papel de cavaleiro do tropel da desarrumação. Essa seria a jornada de Aécio Neves. Que, ao ver o caminho tomado por obstáculos, não teve dúvidas. Imitou o gesto de Júlio Cesar ao atravessar o Rio Rubicão: "Alea iacta est" - a sorte está lançada. Mas a dúvida que aflige tanto a oposição quanto a situação persiste: e se José Serra desistir mais adiante, Aécio toparia entrar no lugar dele? Em política não existe ponte quebrada que torne inviável a volta de um cavaleiro andante. Os momentos fazem as circunstâncias. O que era impossível ontem poderá acontecer amanhã. Os timoneiros, os guerreiros, os estrategistas, os vencedores costumam se valer da audácia. Valor que T. S. Elliot brindou com a frase "somente aqueles que se arriscam a ir longe conseguem saber até onde podem chegar".
Resta saber o que Tancredo Neves, com seu indecifrável sorriso, andou cochichando aos ouvidos do neto nestes dias pré-natalinos.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação
Publicado originalmente no “Estadão”: “O jogo de Aécio Neves”.
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