sábado, 28 de novembro de 2009

Aécio e seu exemplo na segurança pública

Presídio mineiro dá exemplo ao permitir que detentas cumpram pena junto de seus filhos

Fabiana Uchinaka
Enviada especial do UOL Notícias**/ Folha
Em Vespasiano (MG)
Em um pátio contornado por muros cor-de-rosa, cheio de árvores e brinquedos, dezenas de mães exibem bebês fofos e risonhos. O ar de chácara, no entanto, não esconde a presença de guardas armados de rifles e da cerca de arame farpado. Alguém logo diz: "É tudo muito lindo, mas não se esqueçam de que é um presídio e há mulheres aqui que foram condenadas até por homicídio".
  • Kátia Lombardi/Especial para o UOL Samanta Geykssa levanta o filho Y., de 2 meses. Ela deve cumprir mais cinco anos de pena e sofre com a ideia de separar-se do filho: "Nem consigo imaginar uma coisa dessa. É meu único filho"


O Centro de Referência da Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), abriga todas as detentas do Estado com filhos de até um ano. Atualmente, são 44 mulheres divididas em sete alojamentos, que, em vez de trancas e paredes escuras, têm bercinhos e paredes repletas de desenhos infantis.

"É atípico mesmo. E mais humanizado. Não tem portas nem grades, graças a Deus. Aqui as mães podem criar laços com as crianças e acompanhar os primeiros meses", explica, empolgada, Mariana Michel Theodossakis, 55, diretora-geral do presídio, o único do Brasil destinado a receber exclusivamente mães e recém-nascidos.

O presídio tornou-se referência nacional, porque foi criado meses antes do projeto de lei da deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP), sancionado em maio, que determina a criação de berçários e creches decentes em unidades prisionais para que as crianças permaneçam perto da mãe até os sete anos.Além disso, o centro destaca-se por oferecer às mulheres atendimento médico, pediatra, enfermeiros, dentista, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional e assessoria jurídica. Elas ainda saem de lá com todos os documentos em dia, com a certidão de nascimento da criança e o teste do pezinho.
As 60 agentes penitenciárias que trabalham no centro também são diferenciadas. Formadas em enfermagem, parecem ser gentis e ajudam as mulheres a cuidar das crianças.

Mas as regras também estão presentes: não é permitido fumar ou falar palavrão na frente do bebê, cada mãe é responsável por lavar e cuidar das roupas e dos utensílios de seu filho, ninguém pode mexer nos pertences dos outros e as mães não podem dormir com as crianças.

Em geral, o clima é de tranquilidade, mesmo que para algumas seja difícil esquecer a falta de liberdade. "Aqui é melhor, porque eu estou com meu filho. Mas não deixa de ser cadeia, né?",

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aécio Neves imortaliza nos viadutos da Linha Verde os grandes escritores mineiros



 O Governador Aecio Neves prestou homenagem à literatura mineira, nesta quinta-feira (26), ao criar a Linha Verde Literária. O projeto deu nome de grandes escritores e poetas mineiros do século XX a 12 viadutos e uma trincheira da via expressa que liga o Aeroporto Internacional Tancredo Neves ao centro de Belo Horizonte. A solenidade de lançamento do projeto foi presidida pelo governador Aécio Neves e contou com a participação de filhos, netos, esposas, sobrinhos e irmãos dos autores homenageados: Abgar Renault, Aníbal Machado, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Hélio Pelegrino, Henriqueta Lisboa, João Guimarães Rosa, Murilo Rubião, Oswaldo França Júnior, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Pedro Nava e Roberto Drummond.

A solenidade de lançamento do projeto aconteceu no térreo da futura sede do Governo de Minas, na Cidade Administrativa, complexo que está sendo construído às margens da Linha Verde.

“Ao darmos o nome de algumas das principais referências culturais de Minas Gerais na literatura aos viadutos, estamos nos aproximando um pouco, aqueles que nos visitam, da história de Minas Gerais. Muitos dos visitantes que chegarão pela Linha Verde vão se deparar com Carlos Drumond de Andrade, com Otto Lara Resende, com Guimarães Rosa, e vão encontrar uma identidade ainda maior com o que Minas tem de melhor, que é a sua história, que são os seus valores”, afirmou Aécio Neves, em entrevista.

A pesquisa literária para seleção das frases e autores homenageados foi coordenada pelo também escritor mineiro, Bartolomeu Campos Queirós, membro da Academia Mineira de Letras. Os viadutos receberam placa informativa contendo o nome do homenageado e uma frase por ele escrita e imortalizada em sua obra.

Ponte para o futuro

Durante a solenidade, o governador e o secretário de Estado de Cultura, Paulo Brant, entregaram a cada familiar uma réplica em miniatura do totem instalado nos viadutos com fragmentos das obras dos escritores homenageados. Para Aécio Neves, a obra dos escritores homenageados faz uma ponte da história de Minas Gerais com o futuro do Estado, representada pela Cidade Administrativa, local do evento.

“É uma cerimônia singela, uma forma de demonstrarmos que além dessa extraordinária obra, que vai ser extraordinária para o desenvolvimento da nossa capital e do futuro de Minas Gerais, nós jamais vamos perder as nossas referências culturais. E acho que é uma forma de relembrarmos a nossa história para valorizarmos ainda mais o nosso futuro”, disse.

Linha Verde

A Linha Verde foi concluída em dezembro do ano passado, com R$ 400 milhões em investimentos do Governo de Minas. Com 34,5 km é o mais extenso e importante corredor de tráfego da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Diariamente transitam por essa via 3,5 milhões de pessoas. A Linha Verde atende cerca de 100 bairros da capital e 15 municípios da área de influência da via.

Além de desafogar o tráfego da capital mineira, a obra da Linha Verde contribuiu para revitalizar a região Central da cidade com a criação do Boulevard Arrudas e a antiga Praça Rui Barbosa.

Autores homenageados na Linha Verde Literária

Abgar Renault (Viaduto 1 - Rua Jacuí)
“Viajar, mais que tudo, é retornar.”
Extraído do livro Obra poética

Pedro Nava (Viaduto 2 – Rua Jacuí)
“Eu conheci esse pedaço do belo, belo Belorizonte, nele padeci, esperei, amei.”
Extraído do livro Beira Mar

Murilo Rubião (Viaduto 3 - Avenida José Cândido da Silveira)
“Erguer o rosto para o céu e deixar que pelos meus lábios saísse o arco-íris.”
Extraído do livro O pirotécnico Zacarias e outros contos

Oswaldo França Júnior (Viaduto 4 - Avenida José Cândido da Silveira)
“Depois de percorrer todo o mundo percebi que era em minha terra que residia a verdade.”
Extraído do livro As laranjas iguais

Roberto Drummond (Trincheira - Avenida José Cândido da Silveira)
“De onde vem essa tua permanente, clandestina, diária, camuflada subversiva inconfidência?” - Extraído de “Por que sonhar, Minas?” - Melhores Crônicas

Henriqueta Lisboa (Viaduto 5 - Avenida Bernardo Vasconcelos)
“Todos os caminhos circulam em demanda da Liberdade.”
Extraído do livro Belo Horizonte bem querer

Aníbal Machado (Viaduto 6 - Avenida Bernardo Vasconcelos)
“Partir para a dimensão universal, mas levando no bico ou nas patas o grão de terra com que alimentar o vôo.”
Extraído do livro Cadernos de João

Carlos Drummond de Andrade (Viaduto 7 - após Avenida Bernardo Vasconcelos)
“Só os mineiros sabem, e não dizem nem a si mesmos, o irrevelável segredo chamado Minas.”
Extraído da obra As impurezas do branco

Hélio Pellegrino (Viaduto 8 - Complexo Anel Rodoviário)
“Fala, para mereceres o silêncio, que vem depois, como a noite vem depois do dia.”
Extraído do livro Lucidez embriagada

Otto Lara Resende (Viaduto 9 - Complexo Anel Rodoviário)
“Todo mundo que cruzou comigo, sem precisar parar, está incorporado ao meu destino.”
Extraído da biografia de Otto Lara Resende - A poeira da glória, escrita por Benício Medeiros

Fernando Sabino (Viaduto 10 - Complexo Anel Rodoviário)
“Se acreditares em estrela, vai buscá-la.”
Extraído do livro As melhores crônicas

Paulo Mendes Campos (Viaduto 11 - Complexo Anel Rodoviário)
“Talvez fosse eu quem mais saudades levaria, poentes roxos de Minas.”
Extraído do livro Os melhores poemas de Paulo Mendes Campos”

João Guimarães Rosa (Viaduto 12 - MG10 - Acesso à Cidade Administrativa)
“Minas principia de dentro para fora, do céu para o chão.”
Extraído do livro Sagarana













quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Aécio estimula cada vez mais o artezanato mineiro



BELO HORIZONTE (25/11/09) - O governador Aécio Neves visitou, nesta quarta-feira (25), no Expominas, em Belo Horizonte, a 20ª Feira Nacional de Artesanato que acontece até o dia 29 de novembro. Neste ano, a feira homenageia o Brasil e sua diversidade cultura, étnica e artesanal. O governador visitou vários estandes e conheceu os produtos de artesãos de várias partes do Brasil. Durante a visita, o governador comentou a importância do artesanato para a economia mineira.

“O artesanato, além do ponto de vista econômico, tem um aspecto social extremamente relevante. O artesanato é hoje uma importante fonte de sustento e de geração de renda para inúmeras, milhares de famílias de Minas Gerais”, afirmou.

O governador também comentou o esforço do Governo de Minas, em parceria com o Instituto Centro Cape, responsável pela organização da feira, para promover a capacitação dos artesãos no Estado.

No ano passado, foi assinado um convênio entre a Superintendência de Artesanato da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e o Cape para apoio ao Programa de Certificação da Produção Artesanal/Selo IQS. Artesãos mineiros já estão sendo capacitados com acompanhamento de técnicos da Superintendência de Artesanato. Para participar do programa, o trabalho artesanal precisa ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.

“Estamos agora, pela primeira vez, tratando o artesanato como atividade econômica e social de relevância. Portanto, queremos que essa feira cresça, que os artesãos mineiros tenham oportunidade de participar de outras feiras fora de Minas Gerais e mesmo fora do Brasil. Já há, inclusive, em outros países do mundo uma presença relativamente importante do artesanato de Minas e que vem crescendo e que pode crescer ainda muito mais”, disse.

Em 2009, a Superintendência de Artesanato intermediou a participação de 2.580 artesãos mineiros em 21 eventos nacionais, gerando um faturamento de R$ 595 mil.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Oscar Niemeyer e o amigo de Aécio Neves, ambos em busca do bem comum.



Aécio Neves se encontrou, na tarde de hoje (24/11), no Rio de Janeiro, com o arquiteto Oscar Niemeyer, o responsável pelo projeto arquitetônico da Cidade Administrativa Tancredo Neves, a nova sede do governo de Minas, que será inaugurada no início de 2010.

Aécio foi ao escritório de Niemeyer com o intuito de convidá-lo para participar da inauguração da cidade administrativa. Logo após a visita, o arquiteto disse à imprensa estar espantado com a forma como a obra está sendo encaminhada - com critério e ousadia.
Aos 101 anos, Oscar Niemeyer encerra em Minas Gerais uma obra que começou, ao lado de Juscelino, na década de 40, com a construção do conjunto arquitetônico da Pampulha. Deixa, na série de obras que assinou desde então, uma marca forte, com traços e linhas inconfundíveis que representam fielmente o horizonte curvo tão simbólico para a capital do estado.
fonte: anavasco/aecioblog

domingo, 22 de novembro de 2009

Aécio Neves transparente na verba indenizatória




Em política há sempre de se desconfiar das ações que estão por trás de determinadas notícias. A Folha de São Paulo deste domingo publica matéria com título: "Arquivo sigiloso da Câmara revela notas de ´fantasmas´", que revela denúncias em relação a má prática de alguns deputados federais de, supostamente, estarem utilizando inadequadamente o uso de verbas indenizatórias por meio de notas fiscais frias.
A Folha publicou que Aécio Neves foi quem implementou, em 5 de abril de 2001, a verba indenizatória mensal. O jornal induz o leitor ao erro e não dá o direito de resposta ao suposto acusado. É importante entender em que contexto foi criada tal ação. Vale esclarecer que o Governador de Minas não inventou a roda. O mecanismo de verbas indenizatórias para parlamentares é um instrumento legal utilizado em vários parlamentos como Canadá, Inglaterra e outros.
É esclarecedor ressaltar que quando esse instrumento foi criado, estava prevista aplicação de auditorias como um dos instrumentos para o uso prático de um rigoroso controle. Aécio não tem nenhuma responsabilidade se houve mal uso de um direito. Os mecanismos de controle público estão aí para isso.  A Justiça também. Não se pode criar um instrumento e partir do princípio que haverá fraudes. Entramos no período eleitoral e já parece muito claro quem está do lado de quem.
Já que querem falar da gestão de Aécio Neves na Câmara Federal porque não citar a criação do Conselho de Ética para julgar deputados, instrumento que até então não existia. Outra iniciativa de quando era presidente da Câmara foi a implementação da Comissão de participação Popular, que permite ao cidadão reunir assinaturas e apresentar projetos de lei ao legislativo federal. Também foi no mesmo período que foi colocada em votação o fim da imunidade parlamentar para crimes comuns.
No afã de condenar Aécio o Jornal erra dizendo que ele criou a verba indenizatória, que não foi ato de uma pessoa só, no valor de R$ 15 mil reais (leia ato original da Câmara). Na verdade quando criada, o valor era de R$ 7 mil. Foi mais que dobrado, em 2004, apenas três anos depois pelo presidente João Paulo do PT (conheça ato posterior publicado pela Câmara).  Estranhamente essa informaçao não interessou à Folha que durante o dia contou, por coincidência, com a ajuda da rede de blogs do PT para atacar Aécio. Será por isso que a informação não interessou ao Jornal?
Na verdade, apesar do número de páginas dedicado ao tema, na cobertura do Jornal o assunto é retratado em apenas dois tempos na sua criação e agora.
Nem uma palavra para o meio do caminho, para a administração do PT que poderia ter cancelado a verba, poderia ter aprofundado os mecanismos de controle e transparência, mas não fez nada além de dobrar o valor dela
A Folha que prega um jornalismo isento e equilibrado dá mostras de que lado a sua balança pende. Balança esse que não tem nada a ver com a Justiça. O jornal julga, prejulga e condena sem que haja o direito de esclarecimento dos fatos. O governador de Minas não tem culpa se fizeram mau uso desse instrumento: se o paciente usa o remédio de forma errada a culpa não é  do médico.