terça-feira, 30 de junho de 2009

Aécio Neves e a Ouvidoria Geral do Estado.


Trechos de discurso do Dr Lúcio Urbano Silva Martins, Ouvidor Geral do Estado, publicado no Estado de Minas em 30/06/2009

Desde o advento do cristianismo, há 2 mil anos, somente na época atual surge o estado liberal democrático, maviosas considerações pelo cidadão, aquele pregando o amor ao próximo, este elencando e garantindo os direitos individuais. Ambos vieram pela luta, pelo martírio e pela conscientização perene. O estado liberal democrático, que substitui o rei pela lei, originou-se das guerras e do decurso do tempo.


A Revolução Francesa criou o ideal de liberdade e de igualdade, berço incontrastável do Estado moderno, embora nos séculos 19 e 20 ocorreu o predomínio do totalitarismo. Com clareza, observa-se a luta do homem pela igualdade dos direitos. É momento, sempre momento, para louvar-se os heróis anônimos que empreenderam árdua luta, a ponto de alguns terem sido estirados na areia empapada de sangue, restando a memória avermelhada pelos morticínios.


A luta ainda não terminou. Se se parar, o cidadão transformar-se-á em náufrago solitário no rochedo do estado, a ponto de tornar-se personagem de fábula esópica de Simônide submergido. É processo permanente, porque cultura não se improvisa, nem se materializa ideia sem peleja constante. ....


....Louve-se, portanto, a iniciativa do governador Aécio Neves, pela criação da Ouvidoria-Geral do Estado, como aliás já criara a Ouvidoria Parlamentar, quando presidente da Câmara dos Deputados. Feliz o passo dos diversos ouvidores de Minas na criação da associação que os congregue, porque benfazeja a reunião de todos, visto que reunir é aperfeiçoar. Redescobre-se o comunitário e reafirma-se o social – o homem não é ilha......



.....O equilíbrio e a felicidade em vivenciar semelhante união na tarefa comum têm que se buscar na eterna verdade de estar centrados sobre si mesmos, capazes de se descentrar sobres os outros e supercentralizar sobre um maior do que todos, como bem observa Chardin. É reunindo que se aperfeiçoa; é aperfeiçoando, que se realiza; é realizando que se ganhará a concretização dos direitos e garantias individuais.


Homens reunidos em associação assemelham-se à floresta, onde escampa a personalidade de qual a qual para formar a alma do todo, de tal modo que exista um só pensamento, uma só ação, pensamento único, nisso residindo a força da união vigorosa e compassada. Na floresta, as árvores recebem o calor do mesmo sol, a luz da mesma estrela, o alimento da mesma seiva, por isso forte, bela e robusta. E assim será, porque omnia sub lumine Dei!
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